Família morando na Tailândia

 

De Caracas para Bangkok

Com escalas no Rio de Janeiro e em Curitiba

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Nas fotos, fachada do prédio onde minha irmã mora com a família; varanda do apartamento e a cidade vista a partir desse ponto — acima, à esquerda, o icônico King Power Mahanakhon, edifício de 77 andares;  no centro da imagem, o Saengthong Thani Tower, à direita, o Bangkok Bank.

Em setembro de 2025, minha irmã foi morar com a família em Bangkok, capital da Tailândia, levando na bagagem experiências memoráveis de 4 anos de residência em Caracas (na primeira vez, em 2003, ela morou na cidade por 2 anos).

Escrevo este ainda impactada pelos sismos que abalaram a Venezuela.
Sei o quão difícil será a reconstrução do país em meio a um cenário político ainda mais dramático e incerto do que aquele existente sob a ditadura de Nicolás Maduro.
Espero que os venezuelanos se mantenham resilientes e não tardem a ter a liderança que verdadeiramente merecem.

Minha irmã deixou o país com a família em agosto do ano passado. Antes de ir visitar o meu sobrinho, em Curitiba, eles estiveram uns dias conosco, no Rio.
Mallu, a Border Collie da Luisa, que já havia enfrentado um traslado problemático em sua mudança para Caracas, também esteve aqui.

Depois de pesar prós e contras, detidamente, minha irmã concluiu que seria muito arriscado levar a cachorra com eles para a Tailândia. E, com isso, Mallu está passando uma temporada com a sobrinha do meu cunhado que, afortunadamente, também adora cães. Eu e meu pai a teríamos acolhido aqui, em casa, mais uma vez. No entanto, embora nossos esforços, ela e Hannah, logo aos primeiros contatos, se estranharam seriamente. Já ouvi especialistas em comportamento canino dizerem que a convivência de duas Border Collies fêmeas, depois de pelo menos uma delas já ter se tornado adulta, é mesmo muito difícil de administrar. Mallu deve voltar a viver com suas tutoras tão logo elas retornem da Tailândia.

Agora, com meu cunhado exercendo novo cargo no escritório tailandês da ONU, Cristina e Luísa também experimentam uma nova vida no Sudeste Asiático.
Não posso deixar de pensar que minha mãe, se já não tivesse demovido a filha caçula de ir morar em região tão mais distante que a anterior, com certeza, estaria passando uns dias com eles. Essa sua disposição de ir estar conosco, ao nosso primeiro chamado ou aonde quer que fôssemos nos aventurar, faz uma falta que eu não conseguiria mensurar.
Aqui, eu e meu pai já nos acostumamos às 10 horas de diferença de fuso entre o Brasil e a Tailândia, para colocarmos nossas conversas em dia. O que nos consola é saber que a permanência da Cristina em Bangkok termina em algum momento do primeiro trimestre de 2027.

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Dos arquivos | A família em primeiro lugar

• Conforta-me pensar que Hannah chega às nossas vidas enviada por mamãe • Dos stories, o nosso amor pelos petsMallu, a outra Border Collie da famíliaMeu avô Edmundo, filho de portugueses vindos de Viseu (Nelas) e de MatosinhosTempos de EAV, sensibilidade artística herdada da minha mãe • Do Instagram, lembrando quando mamãe tinha aulas na EAV  •  Meu pai em 3 tempos: No Colégio Militar, na AMAN e condecorado pós-comando no MS • Em Bsb: Expo com mamãe e Tiago • Ele, o brasiliense da famíliaEu, sannyasin aos 16 – e a fé dos que me educaram • Os irrequietos Thiago e Tiago • Os irmãos Antonio e Edmundo – papai e titio em início de carreiraMinha irmã volta a morar na VenezuelaFoi nas piscinas do Clube Militar da Lagoa que eu minha irmã demos nossas primeiras braçadasPrima Marlene, primeira engenheira da Rede GloboNa Barra como em Bsb: Nossos endereços na capital federal • Pandemia com meus pais: recebendo notícias dos queridos, mundo afora • Aquela Brasília que aprendemos a amarOs sobrinhos e um pouco da infância em Bsb

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Nossos dias com Hannah

 

* Recortes do período – Fevereiro 2026 / Agosto 2025

Imagens via INSTAGRAM

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Domingo, 18 de janeiro de 2026: Trajeto Barra da Tijuca-Botafogo, com meu pai ao volante.

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Mais adequadamente equipada para os passeios de verão, com peitoral antipuxão SofterWalk (e guia com amortecedor; ambos da Zee.Dog – modelos Reebok Court).

Condomínio Novo Leblon Barra da Tijuca Fatboy Slim Praise You trilha sonora música

17 de agosto de 2025 marcou 1 ano de sua providencial chegada às nossas vidas. Gosto de pensar que foi minha mãe quem a escolheu para nós.
Aí, capa do reel publicado no meu Instagram

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Acima, registros feitos no condomínio onde moro, no final de agosto de 2025.

 
 
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Hannah, a minha Border Collie

* Presente do meu pai para mim

Ela chegou às nossas vidas em agosto de 2024. Gostaria, imensamente, que minha mãe a tivesse conhecido; certeza de que a amaria aos primeiros afagos.

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De acordo com o pedigree emitido pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), a Hannah é uma Border Collie de pelagem azul e branca, o que significa dizer que ela herdou o gene que provoca a diluição do preto, conferindo ao pelo esse tom acinzentado.

Aí, em agosto de 2024, recém-chegada, aos 2 meses.

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No colo da minha sobrinha, uma das tutoras da Mallu, a outra Border Collie da família.

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Primeira vez no Rio Design Barra, shopping center ao lado de casa, em fevereiro deste ano.
Não sou muito favorável à ideia de levar cães a lugares desse tipo — fechados e, normalmente, barulhentos. Se for para ir com a Hannah ao comércio local, ainda prefiro os shoppings Novo Leblon e Millenium, que são abertos.

Barra da Tijuca

Na marina do condomínio, em março deste ano, aos 9 meses.

Passeio pela vizinhança, também em março deste ano. 

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Condomínio Novo Leblon. Maio de 2025.
* Fotos originalmente publicadas no meu Instagram (@drixpaiva).

 
 
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Dos arquivos | A família em primeiro lugar

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Leituras: Julho – Novembro

“(…) estava em plena negação, via o mundo como que através de uma vidraça, era o início de um longo percurso no qual eu tinha a sensação de viajar sentada ao lado de mim mesma.”

“(…) já não conseguia ouvir música, compreendia Marguerite Duras, que dizia a que ponto a música podia ser devastadora.”

“A nossa vida tinha se tornado uma enorme anomalia.”

(Brigitte Giraud – Em: ‘Viver Depressa’ – Prêmio Goncourt 2022 )

leituras do período jornalista Adriana Paiva sobreviver ao luto viver enlutado livros autores escritores Brigitte Giraud César Aira Alberto Manguel Manuel Vilas literatura francesa relatos enlutados autobiográficos As Altas Montanhas de Portugal Agustina Bessa-Luís Deborah Levy C. S. Lewis O Problema da Dor Anatomia de um Luto apoio psicológico

 

Portugal | Eleições legislativas 2024

Exercendo nossos direitos como cidadãos portugueses

 
 

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Na imagem: Meu passaporte português e a correspondência vinda de Lisboa, contendo o envelope para remessa de volta com a cédula de votação assinalada, juntamente com a cópia do meu cartão de cidadão

 

Nossos boletins de voto foram entregues em casa, via CTT, a empresa de correios de Portugal, no início de março. No dia seguinte, já os remetíamos de volta a Lisboa, numa agência dos Correios, aqui, na Barra.
As eleições para a Assembleia da República, com a escolha de 230 deputados, acontecem em 10 de março.
A apuração dos votos provenientes dos chamados círculos da Europa e de fora da Europa deve ser finalizada no dia 20, quando o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciará o nome do novo primeiro-ministro.
O próximo pleito português do qual devemos participar é o de 9 de junho, quando serão escolhidos os deputados que terão assento no Parlamento Europeu.

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Dos arquivos | Entre as muitas andanças, a família em primeiro lugar

Meu avô Edmundo, filho de portugueses vindos de Viseu (Nelas) e de MatosinhosTempos de EAV, sensibilidade artística herdada da minha mãe • Do Instagram, lembrando quando mamãe tinha aulas na EAV  •  Meu pai em 3 tempos: No Colégio Militar, na AMAN e condecorado pós-comando no MS •  Em Bsb: Expo com mamãe e Tiago • Ele, o brasiliense da famíliaEu, sannyasin aos 16 – e a fé dos que me educaram • Os irrequietos Thiago e Tiago • Os irmãos Antonio e Edmundo – papai e titio em início de carreira • Prima Marlene, primeira engenheira da Rede GloboNa Barra como em Bsb: Nossos endereços na capital federal • Pandemia com meus pais: recebendo notícias dos queridos, mundo afora • Aquela Brasília que aprendemos a amar • Mallu, a Border Collie, e sua chegada ao clãOs sobrinhos e um pouco da infância em Bsb • Dos stories, o nosso amor pelos petsCorrespondência afetiva e as amizades de toda uma vida • 

 
 
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Abril iluminado II

Clã no Rio

Cristina e família direto de Caracas. Tiago, vindo de Curitiba. Todos aqui para a primeira etapa das celebrações referentes ao aniversário de minha sobrinha Luísa.

De volta à Venezuela

No final de 2021, minha irmã voltou a morar em Caracas. Na primeira vez em que foi residir na cidade, em 2003, meu cunhado havia ido para lá fazer um curso. Nessa época, minha irmã, que tem formação acadêmica em pedagogia, trabalhava em um instituto cultural, tendo como função, inclusive, a de lecionar português para estrangeiros. Ocupação que, a propósito, lhe rendeu boas amizades, como com a esposa de um diplomata que, mais tarde, viria a se tornar madrinha de Luísa, não nascida na época.

Agora, eles voltam para a cidade em função de um novo cargo assumido por meu cunhado, atualmente, trabalhando na ONU.

À maneira do que ocorreu na primeira vez, minha irmã volta a ter a oportunidade de descortinar um lado da Venezuela que poucos brasileiros conhecem.

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Caracas Venezuela, Sebucán, Chacao, La Castellana, embaixadas, WFP World Food Programme, ONU Nações UnidasColônia Tovar Venezuela

Na primeira foto, sobrevoo por Los Roques, arquipélago venezuelano no Mar das Caraíbas. Ao lado, Cayo Francisqui. Distante cerca de 10 minutos de barco da ilha principal, Gran Roque, a ilhota é opção para quem busca atividades como stand-up paddle e mergulho com snorkel. Abaixo: minha irmã no Parque de La Exotica Flora Tropical, em San Felipe, junto ao Hotel Antigua Misión. Ao lado, Colônia Tovar. cidade fundada por imigrantes alemães, a 60 km de Caracas; Mallu, a border collie da minha sobrinha, no Hotel Klein Dorf, destino dog friendly

Entre 2003 e 2005, minha irmã morava em La Castellana, área nobre da capital venezuelana. Agora, não muito distante de lá, em um condomínio repleto de estrangeiros.

Na noite do domingo de Páscoa, minha mãe embarcou para Caracas na companhia de filha, neta e genro, para participar da segunda etapa das comemorações do niver de Luisa (e para assistir à sua estreia no teatro). Ela já havia estado no país em outras duas ocasiões, quando da primeira vez em que a Cristina morou lá.

Mallu border collie da minha sobrinha cunhado ex-comandante comandante 1º Batalhão de Ações de Comandos Comando de Operações Especiais 1° BAC Goiânia Programa Mundial Alimentar da ONUmallucarr_ed290m2

A caminho de casa: Vizinhança de minha irmã. Na placa, La Castellana, seu antigo bairro e onde ficam o colégio de Luisa e o parcão frequentado por Mallu. Ao lado, ela pronta para ir com a Cristina pegar minha sobrinha na escola

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Vida noturna e opções gastronômicas: Restaurante Bambú Altamira, especializado em culinária oriental. Comemoração de aniversário no Hard Rock Cafe. Localizada em Los Palos Grandes, bairro de agitada vida noturna, filial do restaurante americano reabriu no início do ano. Restaurante Segundo Muelle, representante da cozinha peruana, com filiais, também, na Espanha e em Portugal. Registros feitos por minha irmã

Mais Caracas

Trasnocho Cultural

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Fundación Trasnocho Cultural : Espaço reúne teatro, salas de cinema, galerias de arte, lounge e cafeteria. Entre os espetáculos em cartaz, os clássicos A Cantora Careca, de Eugène Ionesco, e Ato Cultural, do dramaturgo venezuelano José Ignacio Cabrujas.

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Vicissitudes de uma miopia progressiva


E sobre rever o modo como usamos lentes de contato

Via post no meu Instagram

blog da jornalista Adriana Paiva miopia progressiva alta problemas oculares ótica óculos óticas armações Ray-Ban Tommy Hilfiger Wilson eyeglasses míopes de nascença míope documentário Janela da Alma oculistas oculista cirurgia refrativa

“(…) Sou míope. Míope de nascença. O mais recente exame de refração detectou – 19.75 na minha vista esquerda e – 6.25 na direita. Por razões distintas nenhum dos olhos pode ser submetido a uma cirurgia de redução de grau.
Pois eis que, no início de agosto, num descuido no manuseio de uma lente de contato gelatinosa, acabei machucando seriamente meu olho direito. Ter sido atendida numa emergência oftalmológica foi o que evitou que o quadro de úlcera de córnea se tornasse mais grave.
Uso lentes de contato desde a adolescência e nunca antes experienciara algo similar. Graças ao fundamental apoio de minha família pude atravessar dias um tanto angustiantes.

Não míopes talvez tenham dificuldade para entender. Mas o fato é que, apesar do alto grau em ambos os olhos, minha limitação visual, até aqui, jamais me impedira de fazer nada que eu quisesse (e também sou grata por isso) – de fotografar a pegar estrada, chegando a dirigir, por exemplo, entre Olinda e o Rio de Janeiro.
A propósito da experiência de viver com limitações dessa ordem, costumo recomendar o ótimo documentário “Janela da Alma”, de João Jardim e Walter Carvalho, também eles míopes.

Por fim, quero registrar aqui o alerta: à menor lesão no olho, ocasionada por uso de lentes de contato, não demore a buscar atendimento. Nesse tipo de situação, é o que determinará se sua córnea ficará ou não com cicatrizes ou se o caso se tornará ainda mais grave.”

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Na foto do topo, meus óculos de grau – todos com lentes que atenuam o efeito ‘fundo de garrafa’ (nenhum deles, entretanto, com o grau total do meu olho esquerdo). Na imagem acima, parte do que foi prescrito pelos oftalmologistas que me atenderam – alguns dos colírios aplicados de hora em hora.

 
 
 
 
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Ainda mais reminiscências


ANO II da pandemia

Também direto do Instagram

foto fotos jornalista Adriana Paiva guarani kaiowa transferida transferência filhos de militar militares Alto Comando do Exército brasileiro Coronel QEMA Antonio Augusto Abreu de Paiva 18.º B Log Quadro de Estado-Maior Ativa Curso de Altos Estudos Militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército ECEME Oeste Cavalaria Forças Armadas comando comandou tropas tropa comandantes crianças família indígena famílias indígenas Oficial do Quadro de Estado-Maior Grandes Unidades do Exército Brasileiro

Família guarani-kaiowá. Mercadão Municipal de Campo Grande (MS). #TBT de 1991, ano em que eu e minha família nos mudamos para a cidade.
Como outros de nossos deslocamentos país afora, este também se deu em função da profissão do meu pai que, coronel à época, foi para lá comandar o 18° Batalhão Logístico.
Obs.: (Preferi dessaturar a imagem para republicá-la no blog).


blog da jornalista Adriana Paiva artistas circenses perna de pau foto circo Plano Piloto Bsb UnB Brasília

Brasília. Registro feito alguns anos depois.
Apresentação de trupe circense mirim na Torre de TV.

Motivos para deixar o confinamento

Em busca de soluções no comércio do entorno

Entre o Millenium, o Shopping Novo Leblon e o Rio Design Barra

blog da jornalista Adriana Paiva Barra da Tijuca julho 2020 segurança shopping centers Ancar Ivanhoé protocolos covid-19 Rio

blog da Adriana Paiva livrarias cariocas lançamentos Café Severino Argumento.

Os registros acima são da tarde de 7 de julho (uma terça-feira), quando fui ao Rio Design Barra – um dos três shoppings contíguos ao Novo Leblon –, à procura de artigos que não encontrei em outras lojas do comércio local. Aproveitei que não havia muita gente circulando por lá e subi ao último piso, para sondar em que condições estavam funcionando os estabelecimentos que costumo frequentar. Em frente ao Cinépolis (fechado), a Livraria Argumento acabava de prestar atendimento a um cliente.
No meu post do Instagram sobre o assunto, falei do Gula Gula e do Adegão Português (ambos abertos), mas não comentei a surpresa de ver a Casa Graviola, um de meus restaurantes naturais preferidos nas redondezas, de portas fechadas. Liguei para a unidade da Olegário Maciel em busca de informações e uma funcionária me disse que a filial do Rio Design Barra não voltará a abrir.
Na breve passagem pelo shopping, também pude notar as medidas em acordo com os protocolos de reabertura do comércio no Rio, como funcionários medindo a temperatura de quem entra e totens com álcool em gel distribuídos pelos três pisos. Além disso, as lojas que vi pelo caminho traziam afixados em suas vitrines cartazes indicando a capacidade máxima de clientes.
Embora as precauções por parte dos comerciantes, estou certa de que ainda não é o momento de voltar a flanar por esses lugares como eu fazia antes da Covid.

Falando em livrarias e pandemia, algumas aquisições do período

máquina de escrever Underwood Typewriter souvenir Van Gogh Museum artesanato mini casario Olinda periodista jornalista cultural Adriana Paiva transportadoras família mãe mamãe vovô vô Edmundo regalito de la madrecita leitura leituras Jorge Goyeneche Genoveva Arcaute narrativa argentina romances

Postei a foto acima nos meus ‘stories‘ do Instagram, em maio. Ao lado da máquina de escrever Underwood que herdei de meu avô – e da agenda que minha mãe trouxe para mim, de Buenos Aires -, os livros que eu acabara de comprar pelo site da Livraria da Travessa: O que Ela Sussurra, de Noemi Jaffe, e A Vida Pela Frente, de Romain Gary – sob o pseudônimo Émile Ajar. Em uma segunda imagem, acrescentei a observação de que a entrega dos exemplares, pela transportadora Total Express, se deu antes do que eu previra.

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Nome inscrito na história da televisão brasileira

Primeira engenheira da TV Globo

Primeira engenheira Marlene Paiva Nunes Pimentel prima Antonio Augusto primo engenharia eletrônica telecomunicações matéria reportagem digitalizada digitalizadas engenheiras PUC-Rio emissoras Brasil Memória O Globo 50 anos A Noite Irineu do Jornal Nacional prima meus nossos primos Paivas primas família pioneirismo feminino imprensa brasileira jornalismo telejornalismo brasileiro década 70 1970 CEDOC Centro de Documentação comunicação política TV Organizações Roberto Marinho engenheiro Wilson Brito ex-Diretor de Engenharia coluna social caderno Zoom acervo brasileiras GloboTV

Fiz o achado acima em meio a documentos e fotos que, trazidos da casa de meus avós há tempos, eu ainda não havia me disposto a explorar. Trata-se de recorte de uma edição do jornal O Globo de abril de 1972, onde se destacava o pioneirismo de três mulheres recém-contratadas para atuar na área técnica da TV Globo. Uma delas, a única engenheira formada do grupo, é Marlene (foto à esq.), prima de primeiro grau do meu pai — Marlene Nunes Pimentel (Paiva Nunes, seu sobrenome de solteira).

Excertos da matéria

Televisão já tem mulher trabalhando na técnica

“Trabalhar na área técnica de uma emissora de televisão sempre foi privilégio dos homens, pelo menos no Brasil (…) Agora, entretanto, esse baluarte do trabalho masculino caiu, pois a TV Globo passou a ter três integrantes do chamado sexo frágil em sua equipe técnica: uma engenheira e duas especialistas de nível médio.

Marlene

Quando se escrever a história da televisão brasileira, a engenheira Marlene Nunes Pimentel será, obrigatoriamente, citada como a primeira mulher a trabalhar na parte técnica de uma emissora. Ela aceita o fato de maneira normal, como mera decorrência de sua vocação para a eletrônica. Formou-se em 1964, na PUC, em engenharia eletrônica, e fez cursos de especialização em telecomunicações.
— Depois de formada, passei alguns anos trabalhando no Departamento Nacional de Telecomunicações e, em função da minha especialidade, fiquei familiarizada com o funcionamento das emissoras de televisão. Há cerca de um ano, fui convidada a trabalhar na Central Globo de Engenharia pelo seu diretor, engenheiro Wilson Brito. Custei a me decidir, mas há um mês aceitei (…)
Seu setor é o de Planejamento e Controle e sua atividade envolve projetos de novas emissoras da Rede Globo, estações repetidoras e retransmissoras (…)”

Dois anos mais tarde – Ainda desafios 

Ao pesquisar no Acervo O Globo, não encontrei a matéria supracitada. Achei, no entanto, esta reportagem, publicada no suplemento “Jornal da Família” de junho de 1974 (clique para ampliar). O título traz a interrogação: “O Mundo já é das mulheres?”. No alto da página: “Chefe de equipe da TV Globo, Marlene Nunes Pimentel é a primeira mulher no País a ocupar este cargo.”

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Itinerâncias

Chamados d’além-mar

ascendência descendência portuguesa europeia dupla nacionalidade cidadania bisavós bisavô bisavó bisnetos bisneta Adriana Paiva Antonio Augusto Abreu de João Paiva Agostinho Figueiredo Figueredo Esther Alves Quinta do Mondego Coração Dão cidadã lusitana cidadãos portugueses lusitanos fotografias antigas estrangeiros álbum de família jornalista Adriana Paiva imigrantes europeus lusos Porto Concelho vila Nelas Viseu Dão Lafões Beira Alta freguesia raízes lusitanas retratos antigos Portuguese nationality citizenship jus sanguinis

Meu avô Edmundo, em registros feitos entre 1935 e 1944: Filho de portugueses que se conheceram no Brasil; minha bisavó Esther era de Matosinhos, meu bisavô Antonio, de Viseu (Nelas) — tive a sorte de conviver com eles durante um bom período de minha infância. Ah, sim, quando eu me entendi por gente, vovô já tinha ficado calvo


Já se vão alguns anos desde que meus primos André e Thiago, filhos do irmão de meu pai, adquiriram cidadania europeia e escolheram a Europa para viver. O fato de nossos pais serem netos de portugueses trouxe, é claro, facilidades ao processo.

Thiago, o caçula do meu tio, mudou-se para Düsseldorf em função de seu trabalho como diretor de arte em uma agência de publicidade. Foi na cidade alemã, aliás, que sua primeira filha veio ao mundo. Depois de um período vivendo nos Estados Unidos (Chicago), também por injunções profissionais, recentemente ele resolveu voltar para a Alemanha. André, o primogênito, rumou para Portugal com esposa e filhos, comprou apartamento por lá e, segundo diz o titio, não pensa em, tão cedo, voltar a morar no Brasil.

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André e Thiago em 2 tempos: o primogênito e o caçula de meu tio Edmundo

Essa facilidade em construir uma vida em cidades tão díspares é algo que, a despeito de minha própria experiência “cigana”, continua me causando admiração. No caso dos meus primos, me pergunto até que ponto o fato de eles também terem pai militar (como eu e minha irmã) não tornou as decisões ainda mais fáceis. Meu tio é oficial superior da Marinha, atualmente, na reserva.

fotos viagens meu pai papai Pelotas RS viajantes Antonio Augusto cadete quase aspirante base aérea aviões avião Hércules 2º Regimento de Cavalaria Mecanizada Turma Humaitá AMAN 1968 tio das Forças Armadas carreira vida militar militares cavalariano Rio Grande do Sul comando Marinha capitão de Mar e Guerra comandante Edmundo Paiva colégio naval oficiais navio Terra do Fogo

À esquerda: Meu pai, no 4° ano da AMAN, a caminho de São Borja (RS) ; final do curso de Cavalaria incluía partidas de polo na Argentina. Nas fotos ao lado, meu tio quando jovem oficial; navio de passagem pelo Estreito de Magalhães (Chile).

Há algum tempo experimentando a serenidade advinda de fincar raízes junto aos meus, depois de anos mudando de cidade — com mais frequência até que meus primos, enquanto titio esteve na ativa –, de repente, me vejo sondando possibilidades para algo além das fronteiras do Rio de Janeiro.

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Sobre duas rodas: Grafite em plagas chilenas

 

Bike Santiago

‘Ruta Graffiti Bellavista’

Vi o vídeo no Twitter, outro dia, e, imediatamente, pensei no Tiago. Nesse breve período morando na capital chilena, ele já se tornou, também lá, um assíduo usuário do sistema de bicicletas compartilhadas.

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+ [  Arte urbana, aqui, no blog  ] 
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Sobretudo porque célere

Ainda o metrô

Museu de Arte de São Paulo Lina Bo Bardi arquiteta cavaletes de vidro

Certos encantos da metrópole: Sair do MASP,  pegar o metrô até a Pinacoteca e voltar à Paulista com disposição para ainda flanar

Um leitor do blog fez a provocação e eu não me furtaria a responder: “Você fala tão bem do metrô porque não deve usar com frequência”. È vero, ultimamente, não. Ele ainda emendou: “E aposto que nunca entrou na Estação Sé perto de final de expediente”. Taí. Entrei. Pode ter sido por absoluta ignorância da multidão que encontraria em uma daquelas típicas tardes de temporal na capital paulistana. Mas entrei. Admito, é experiência para os fortes. Eu não a repetiria em sã consciência.

Sinto que minha relação com o metrô, hoje em dia, guarda certo laivo de minhas experiências de jovem universitária vindo ao Rio visitar meus avós. Com o sentido de urgência próprio de meus vinte e poucos anos, como não amar a ideia de sair de um sebo no centro da cidade, embarcar em uma estação próxima dali, e, minutos depois, já estar flanando por Botafogo? Quando vinha de férias, era principalmente meu avô quem costumava me deixar nos lugares onde eu desejava ir. Mas quando eu não podia contar com a carona dele, o metrô, frequentemente, me foi de grande serventia.

Já em São Paulo, de uns anos para cá, minhas melhores experiências com o meio de transporte têm se dado em dias em que, tendo uma agenda flexível, posso me deslocar sem muita pressa. Em uma dessas ocasiões, peguei o metrô na Paulista para ir até a Pinacoteca, dali até a Vila Madalena e, mais tarde, outro de volta à Paulista, aportando por lá com disposição para ainda flanar pelos arredores. A melhor maneira de visitar um número razoável de museus e galerias, em um mesmo dia, segue sendo essa. Mas, claro, evitando sempre os horários de rush.

A propósito ainda de ser conduzida aos locais que me interessam, com praticidade e rapidez, gostei bastante da experiência que tive, dia desses, de pegar um VLT na Parada dos Museus – ao lado do Museu de Arte do Rio -, para descer na Cinelândia, perto de onde, aliás, o ônibus exclusivo do Novo Leblon faz escala no percurso de retorno ao condomínio.

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Em tempo: A revista O Globo deste domingo traz especial sobre a Linha 4 do Metrô do Rio, com crônica de Arnaldo Bloch e ensaio fotográfico de Custódio Coimbra. Aqui: [=].

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Como na Era Pré-Facebook

 

Ainda as notícias do clã

E, dessa feita, sobre dois de seus mais irrequietos integrantes

Família sobrinho afilhado primo primeiro grau primos Thiago primo-irmão primos-irmãos cidadão passaporte europeu português cidadania portuguesa de Portugal European citizen União Europeia UE portuguese citizenship portugueses descendentes europeus dupla nacionalidade cidadania Leão de Prata Cannes Ilhas Mentawai Islands surf surfistas Bali Indonesia esporte esportes aquáticos radicais surfe Indonésia Dusseldorf Alemanha Europa climbing climbers escalada Rio Morro da Urca

Álbuns de família: Tiago, meu sobrinho, no auge de sua paixão por escalada. Thiago, meu primo, surfando na Indonésia

De um lado, Tiago L. de Paiva D. da Fonseca, meu sobrinho-afilhado – filho mais velho de minha única irmã. De outro, Thiago Di Gregorio Paiva, o filho mais novo do irmão de meu pai – meu primo de primeiro grau, portanto.
Com o espaço de mais ou menos quinze dias, entre um evento e outro, fiquei sabendo que meu primo, diretor de arte da BBDO Proximity, em Düsseldorf (onde mora, atualmente), faturava dois Leões de Prata no Festival de Publicidade de Cannes, e que meu sobrinho, recém-chegado em Santiago para o Start-up Chile, recebia, juntamente com colegas de faculdade, as boas-vindas de Luís Céspedes, Ministro de Economía, Fomento y Turismo, na cerimônia de abertura do programa, na Universidad de San Sebastián. É claro que vibrei. E exultei, quase tanto, com a notícia de que Tiago, não só já encontrara apartamento para morar, como já vinha deslocando-se para as reuniões de trabalho por meio de bicicleta.
Curioso o modo como, por eu estar fora do Facebook há meses – e por ainda ser um tanto reticente em relação ao WhatsApp – passei a receber (e, sobretudo, a curtir) as notícias referentes à minha família. Sensação de resgate de um certo sabor na comunicação que os excessos típicos das redes sociais já me tinham feito esquecer.

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Chile

Em tempo: Sobre o Start-up Chile, programa do qual meu sobrinho Tiago, estudante de Engenharia da Computação na PUCPR, participa com a UNiO, empresa criada com colegas de faculdade, reportagem publicada em 18/7, no jornal chileno La Tercera. 

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Ainda clima e Notas do Clã

Updated

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WhatsApp, 13/6: Minha irmã, recém-chegada de Curitiba, mandando um alô direto de Goiânia

As temperaturas pelo país andavam enlouquecidas assim quando minha mãe e minha irmã foram a Curitiba festejar o aniversário de meu sobrinho.
Vasculhada rápida em meu baú de reminiscências climáticas… Mais surreal do que 14°C em Goiânia? Peraí. Acho que apenas a visão de mulheres andando de cachecóis e polainas durante a estação de chuvas, em Belém, quando moramos lá em meados da década de 1980. Para nós, vindos, então, do Rio de Janeiro, a chuva em plagas paraenses em nada mitigava o calor “aderente” ao qual eu mesma nem cheguei a ter tempo de tentar me habituar. Moramos lá durante pouco mais do que um ano e meio.

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Tiago, o garotinho fofo das fotos acima (em nosso antigo apartamento na 103 Norte), à semelhança desta tia que aqui escreve, também cedo se habituou a frequentes mudanças de cidade. Depois de algumas idas e vindas pelo Brasil, aos 11 anos, ele foi morar em Caracas, na Venezuela. Recentemente, aos 20 e poucos — lembrando algo de meus arroubos nessa idade –, deixou para trás a faculdade na UnB, para prosseguir com o curso de Engenharia da Computação na PUC de Curitiba. E, agora, se prepara para uma temporada de seis meses em Santiago do Chile. A  startup  que ele criou em parceria com colegas de curso foi selecionada para um “programa de aceleração” na cidade. Do lado de cá, orgulhosa por ele continuar trilhando caminhos nos quais acredita, desejo-lhe SORTE.

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Brasília: 56 anos

 

Minha homenagem

Com trechos de post publicado em 2002,  no meu 1° blog,  o Periplus

Mudanças de cidade - filha filhos de militar militares do RCG Cavalaria Dragões da Independência superquadras brasilienses DF oficiais Exército Brasília macrobiótica e vegetariana estilo vegetariano Neasia Alice Joko Departamento de letras UnB Universidade de Brasília Hare Krishna música músicos comunicação professores Revista Transe

Privilégio de ter vivido o lado mais “cidade” da capital da República.

Estávamos no início dos anos 2000 e eu me pegava revolvendo lembranças da década e meia em que, entre idas e voltas, morei na cidade : 

“(…)  O primeiro sobrevoo pelo ocre saturado do Planalto Central. As chuvas perfumando tudo depois dos duros meses de estiagem. O céu azul-púrpura e o horizonte amplo. A arquitetura de arestas. As vastas galerias e avenidas. Aprender a dirigir por essas ruas. A tentação da velocidade…
Nossa “secreta”, a baiana Joana. Seus quitutes pontuais. Judy, minha Lulu da Pomerânia. Preta, a vira-lata do coração. As ‘creonças’ aprendendo a cavalgar no RCG. Ver meu pai jogar pólo. Fazer natação no Círculo. Os arraiais de São João. As visitas de meus avós durante as férias. O casamento da Cris, minha irmã. O nascimento de meu sobrinho Tiago.

Webster, meu professor de violão, e Verinha, sua namorada. Martín, Go, Leda, André, Carla, amigos e conselheiros. Valéria Velasco, mãe da Usha e minha primeira editora no Jornal da Comunidade.
As festas que organizávamos no Park Way. Fechar todos os bares da 108 / 109 sul, em cantorias desatinadas com a turma da FAC.

Deixar de comer carne, aos 15 anos. Ir ao Jegue Elétrico para comprar a “Transe” e os discos do pessoal do “Lira Paulistana”. Domingo de ‘prasada’ no Hare da 508. Fim de tarde no Café Martinica, a metros da minha casa. O pão de queijo e o bolo “peteleco” do “Furão ” (fechado há anos), na 102 norte. As tortas da Praliné e da Francesa.
Ir a todos os espetáculos no Teatro Nacional. Encontrar a Sala Villa-Lobos sempre lotada. Conseguir lugar nas primeiras filas. 
Devorar quadrinhos na gibiteca da 508 Sul. Expor na Athos Bulcão .

UnB : Os amigos de faculdades. Usha, amiga desde “Fotografia e Iluminação 1”, com o David Pennington. A primeira moviola. As aulas de “Direção do Filme”, com o Pedro Jorge Pinto. Gravar em um circo, nas proximidades de Bsb, uma adaptação do “Artista da Fome” ( conto do Kafka), para a disciplina do Pedro Jorge. Ir com coleguinhas à primeira expo do Salgado — no DF, claro. Os Ladrões de Alma. Viajar para Pirenópolis no ônibus ferrado da FUB, para fazer o ensaio final em “Introdução à Fotografia”. Jeová, criatura santa que trabalhava como laboratorista na FAC. “Seu Tonho”, servente nota 10, alegrando a galera retardatária no final de semestre.
Alice Tamie Joko (Arice Sensei), minha primeira professora de japonês. Cantar no Tanoshii Tori. As aulas de “Cultura Japonesa”, com o Marcos Vinícius. Aprender ikebana e sumi-e, no NEA(SIA) . As farras do Enecom. Os shows de Célia Cruz, Fito Páez, Cássia Eller, etc., no FLAAC.
As horas infindáveis devorando todas as edições da “Graphis”, mais a obra do Borges e do Kafka, na BCE. Os 6 ou 7 livros emprestados semanalmente na biblioteca .
Ir praguejando até o C.O. para fazer PD1 e PD2. Encontrar corujinhas nas árvores do caminho.

Os inesquecíveis interlocutores. Os múltiplos gozos intelectuais. Ver e ouvir: Adélia Prado, Washington Novaes, o bispo Desmond Tuto, Ferreira Gullar, Roberto Freire ( os 2 :-) Receber os toques do mestre das artes gráficas, Wagner Rizzo . Fazer o still daquele documentário sobre o Torquato Neto. A entrevista que o Caetano Veloso  nos concedeu no Hotel Nacional. Aprender a fazer roteiro para cinema. Ter alguns guardados na gaveta.
Ter sido aluna, também, de: Vladimir Carvalho (O Documentário), Carlos Chagas (História da Imprensa), Roque Laraia  (Antropologia 3),  Susana Dobal (Introd. à Fotografia ), Cristina (Inglês 1 e 2), Maria Auxiliadora (Linguística), Ferreirinha (Teoria da Literatura), Esther, Maria Rita Leal, Luís Humberto, Climério Ferreira… Adoraria rever todos vocês. Ouví-los, abraçá-los. Saudade.”

Brasília DF Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul TT foto fotos retrato Clodo Climério Clésio Carla e Luciana Giles Antunez de Mayolo departamento história TV telejornalismo comunicação FAC jornalista Adriana Paiva

+ Ainda Brasília – Celebrações outras: O aniversário de 54 anos e o de 53.  

Afetos cariocas

 

O Parque Lage, a EAV

 

EAV - Oficina

Cavalariças : Oficina de escultura, 8 de janeiro de 2016

Estive no Parque Lage, na sexta-feira (8), entre outros motivos, em busca de informações sobre cursos. Ao encontrar a secretaria fechada – algo que não recordo que ocorresse nos janeiros em que fui aluna da Escola de Artes Visuais -, acabei estendendo minha visita, com uma passada pelas cavalariças e uma pausa para bebericos no Plage Café.
Sobre a crise pela qual vem passando a Escola, escrevi, dias depois, no Facebook – com a deixa de uma reportagem publicada na Folha de S.Paulo :

Em momento algum das minhas idas e voltas ao Rio a EAV do Parque Lage deixou de ser, entre as instituições cariocas, aquela pela qual tenho o maior dos apreços. Minha mãe foi aluna de lá, no final da década de 70. Eu vim a ser, alguns anos depois – tendo feito, em períodos diversos, cursos de teatro, serigrafia e fotografia.
Daí que acompanhe com apreensão o desenrolar dessa crise. Não deixo de admirar, contudo, a postura com que a direção da escola se coloca frente a ela. Avaliando possibilidades e mesmo concebendo realizar cortes, aqui e ali. Mas também quer me parecer, sem abertura para concessões que impliquem prejuízo à missão ou ao histórico da EAV. Dias melhores hão de vir.

Nesse mesmo Facebook, encontrei a foto, junto às recordações – escritas em novembro de 2009…

Escola de Artes Visuais EAV Parque Lage

Comecei a frequentar o Parque Lage quando tinha por volta de nove anos. Nessa época, minha mãe fazia diversos cursos na EAV. De alguns deles — como o de escultura — eu e minha irmã (três anos mais nova) fomos, por assim dizer, espectadoras ativas. Assistíamos às aulas, nos lambuzávamos de argila e, de quebra, levávamos para casa nossas criações. Agora, o que “cobiçávamos” mesmo eram as aulas de “modelo vivo”. Como quaisquer crianças com nossas idades, tínhamos curiosidade sobre a nudez. Mas é claro que não nos era permitida a entrada. Assim, postávamo-nos sob um desses janelões, detrás de onde aconteciam as aulas e nos espichávamos o máximo que podíamos para tentar ver o que rolava lá dentro. Guardo na memória que uma dessas modelos era atendente na lanchonete da EAV . E continuou a ser, anos depois, quando ingressei na escola como aluna. Primeiro de serigrafia; depois, de teatro e de fotografia.

Aqui e ali

Publicações Julho/Agosto

Via Flickr e Instagram

Museu do Louvre - Paris foto fotos por Adriana paiva jornalista

Do Flickr:  Sessão fotográfica com ares de editorial de moda.
Pavilhão Colbert, Museu do Louvre.

Praia Vermelha - Urca

Do Instagram: Irmã e sobrinha nos últimos dias de férias em plagas cariocas e a vontade era matar saudade da Urca, bairro onde elas também moraram. Já os tão acalentados planos de subida ao Pão de Açúcar, dessa vez, não poderão ser satisfeitos. Ao contrário do que insinuava-se hoje cedo, com um sol que até prometia praia, o tempo voltou a fechar no início da tarde… #invernocarioca.

 

 

Notas europeias II

 Dias em Haia

Benoordenhout bairro de classe média alta em Haia familiares paulistanos cidadãos italianos vizinhança holandesa diplomatas engenheiros cidadania europeia cidadãos europeus periodista journalist Netherlands Países Baixos Europa blog da jornalista Adriana Paiva

Benoordenhout: Estada na casa de parentes paulistanos


Após eu e minha mãe passarmos parte do Dia do Rei no centro de Haia, na companhia dos primos, fecho a tarde como iniciei a segunda-feira: caminhando pela vizinhança.

Notas europeias

 

Imersão holandesa

No trem, a caminho de Amsterdã

De Haia a Amsterdam Netherlands Países Baixos Europa europeia primos cidadãos europeus estação estações de trem trens europeias moinho moinhos de vento transporte ferroviário europeu blog da jornalista Adriana Paiva

De Haia a Amsterdam The Hague Netherlands Amsterdã Países Baixos mobilidade experiência europeia Por Adriana Paiva

Paisagens e estações: Leiden, no trajeto entre Haia e nosso destino final


Quando não vamos a outras cidades vizinhas, eu e minha mãe deslocamo-nos por Haia e Amsterdã, basicamente, como o fazem nossos queridos anfitriões paulistanos (primos morando aqui pela segunda vez): de trem, de bonde ou de ônibus. E quão prazeroso tem sido mergulhar assim no cotidiano dos holandeses. Aí, no início da tarde de ontem, dentro do trem, a caminho da estação “Amsterdam Central”. Já, hoje, com a chuva voltando a cair, outras possibilidades se delineiam.

Fotos por Adriana Paiva © 

Porque hoje é Dia das Crianças

Recorte de álbum de família – Via Facebook

clube militar clubes militares filhos Adriana Ana Cristina pais filhas Arita Antonio Augusto nado natação oficiais Exército Cavalaria Lagoa Jardim Botânico Rio de Janeiro

Nana e Tininha: Dois de nossos apelidos

 

Eu e minha irmã, duas “creonças pegando fogo no clube” — para tirar do baú expressões com que se referiam a nós naquela época. Foi numa dessas piscinas que eu aprendi a nadar. A foto foi feita em algum momento anterior à nossa primeira mudança para Brasília, em 1975. Depois dessa, foram mais quatro as vezes em que fomos morar na capital federal.

 

Do fundo do baú

 

Com escala no Facebook

Desfiando recordações…

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CCBB

Fernanda Torres e Júlia Lemmertz: Revista Programa, do Jornal do Brasil

Baseado no romance Orlando: Uma Biografia, da escritora inglesa Virginia Woolf, o espetáculo dirigido por Bia Lessa marcou a inauguração do Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil, em 1989.

Sobre a reprodução da imagem (com foto de Ricardo Leoni), escrevi no meu perfil no Facebook: De inesperadas reminiscências. “Orlando” em cartaz em um recém-inaugurado CCBB. Eu lembro dessa capa no suplemento de domingo do JB. E de, nessa época, morar em Brasília e estar no Rio passando férias na casa de meus avós. Eram tantos os motivos para maravilhamentos.

Veja também:  No Facebook, o perfil público da diretora Beatriz Lessa.

 

Inspirada pela visita do Papa Francisco

Do meu perfil no Facebook

Parati - Centro histórico de Paraty

Paraty ao entardecer: Na imagem, a Igreja de Santa Rita de Cássia


Posso dizer que até as vésperas de entrar na adolescência fui criada dentro dos princípios do catolicismo. Quer dizer, “criada”, em termos, já que nem Primeira Comunhão eu quis fazer. Para tremendo desgosto de minha avó, aliás, com quem aprendi todas as orações básicas. Meus pais, ambos nascidos em 1945, não são, exatamente, pessoas liberais, mas também nunca me impediram de fazer o que julgo terem sido as minhas mais importantes escolhas. Foi assim, por exemplo, com meu desejo de não cursar catecismo e, consequentemente, estar apta a fazer a Primeira Comunhão. E foi assim também quando, aos 16, 17 anos, resolvi pedir o “sannyas, ingressar na seita do Bhagwan Shree Rajneesh (atualmente conhecido como Osho) e, para tal (por ser menor), precisei da assinatura deles no documento que seria enviado à Poona, Índia. Aceita como discípula, mudei de nome (para Ma Shanti Adriana) e passei a me vestir (apenas) com cores derivadas do vermelho. Isso tudo, vejam bem, ainda adolescente e vivendo sob o mesmo teto que meus pais e minha irmã.

De lá para cá, experimentei outros tantos credos, desilusões em quase igual medida e, hoje, não professo qualquer religião. Mas bem gostaria de ter apenas uma fagulha da fé desses peregrinos que passaram pelo Rio de Janeiro nos últimos dias.

 

 

Pai e mãe, ouro de mina

Os filhos que queremos (e podemos) ser

Em sua coluna da semana, Eliane Brum explora um tema que, vez ou outra, volta a revisitar sua escrita: como viver a inversão de papéis de filhos cuidados, que um dia fomos, e passarmos a filhos responsáveis por nossos pais? Ainda não vivo a situação, uma vez que os meus não chegaram aos 70 (são ambos de 1945), mas já me inquieto ante às possibilidades. Imagino que todos esperemos dar aos nossos pais nunca menos do que eles nos deram. E refiro-me, sobretudo, a carinho, acolhimento, segurança.

 

Parque Lage

Via Instagram

Jardins do Parque Lage

Entre a EAV e os jardins do parque: Lembranças de infância

Sempre delicioso andar por aqui e lembrar de quando minha mãe vinha ter aulas na EAV e eu e minha irmã fazíamos desses jardins a extensão da nossa casa. A essa altura, já tínhamos morado em Brasília e eu já sabia bem o que era ser embriagada pelos verdes e seus aromas.

Foto por Adriana Paiva ©

 

Lanchonete da Cidade

E quando no Rio ?

 

Lanchonete da Cidade
Unidade da rede em Moema : Decoração com elementos das décadas de 50 e 60

Outro estabelecimento surgido em Moema em época em que eu já havia me mudado de lá. E, coincidentemente, na mesma Macuco do Empório. Comecei a frequentar a  Lanchonete da Cidade  ainda na filial da Alameda Tietê. Tanto por conta da ambientação, inspirada nas décadas de 50 e 60 – projeto da dupla de arquitetas Carla Caffé e Carol Tonetti – quanto pelas preciosidades escondidas no meio de um cardápio que se esperaria destinado sobretudo a carnívoros.

No final de 2008, quando fui a São Paulo para realizar uma cirurgia, acompanhada de meus pais, achei que seria interessante levá-los para conhecer a filial de Moema. Além de ter morado com eles bem perto dali, ambos foram jovens na década de 1960, época na qual o projeto de arquitetura da rede também foi buscar inspiração.

Lanchonete da Cidade - Opção vegetariana - Para quem é vegetariano, opções

Na filial dos Jardins, à espera dos chips de batata doce que, em 2008, já não eram mais servidos

Sem comer carne desde os 15 anos de idade, minhas pedidas na lanchonete ainda hoje variam entre o hambúrguer Quitandinha (pão preto com mix de cogumelos, legumes grelhados, especiarias, tomate caqui, rúcula e pesto de manjericão) e a incomparável batata rústica (lamentavelmente, os chips de batata doce já não eram servidos quando estive lá em maio daquele mesmo ano). Para coroar com alguma doçura (e nenhuma culpa) a série de extrapolações minha escolha costuma recair sobre a taça Manhattan e sua combinação de sorvete de chocolate com calda de mesmo sabor, brownie e amêndoas.

Outras casas do grupo paulistano Cia. Tradicional de Comércio  já chegaram ao Rio, a exemplo da Pizzaria Bráz que aportou no Jardim Botânico em 2007 e, dois anos depois, já abria uma segunda unidade na Barra da Tijuca. E do Astor que, em 2010, inaugurava no Arpoador sua primeira filial carioca no mesmo ponto onde durante anos funcionara o Barril 1800.

E quando será a vez da Lanchonete da Cidade aterrissar em plagas cariocas? Há alguns meses é sabido que o grupo empreende buscas por pontos para o estabelecimento em bairros da zona sul.
Enquanto isso, no Facebook… um punhado de ardorosos e afoitos fãs da lanchonete já se incumbiu de criar página onde reivindica inauguração urgente da franquia carioca da rede.

Tarde de verão com ares primaveris

 

 

Lagoa Rodrigo de Freitas

Desde a véspera do réveillon, semana de programação intensa, com a vinda, de Brasília, de minha irmã e meus sobrinhos.
Hospedada na Lagoa desde então, aí durante pausa para merecido dolce far niente

Dica prática:

A passeio no Rio e preferindo deslocar-se de bicicleta? As bikes da foto são parte do projeto BikeRio, do Banco Itaú, que mantém estações de aluguel bem perto dali .

* Ao calouro, com amor

 

Esplanada dos Ministérios

Esplanada dos Ministérios: Transitando por ruas onde também eu aprendi a dirigir

Em Brasília, na semana passada, à saída do Palácio do Planalto, onde estivemos, eu e minha mãe, para ver a exposição “Mulheres, Artistas e Brasileiras“. Fomos conduzidas pelo meu sobrinho Tiago, recém-matriculado no curso de Engenharia da UnB, e titular (também recente) da Carteira Nacional de Habilitação – licença à qual esta sua madrinha espera que ele continue prudentemente a fazer jus.

Das inevitáveis coincidências: como meu sobrinho, também tirei minha carteira de motorista em Brasília. E foi, igualmente, nessa mesma UnB que se deu a maior parte de minha trajetória acadêmica.

* ( Post originalmente publicado em meu perfil no Facebook ).