Outras recordações lusas

 

Reunião dos primos Paiva

De quebra, uma lembrança primaveril

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Nas fotos, meus bisavós paternos. No alto, minha bisavó Esther em dois tempos. Abaixo, à esquerda, meu bisavô Antonio. Ela, nascida em Matosinhos; ele, em Nelas.

Na mais recente edição do tradicional almoço dos ‘Primos Paiva’, no Gula Gula do Rio Sul – do qual, dessa vez, não participei –, meu pai conta que um dos assuntos conversados foi a vinda de meu bisavô Antonio, de Nelas para o Brasil.
Meus bisavós se conheceram no Rio de Janeiro e aqui se casaram em julho de 1915. Meu avô Edmundo, o primogênito, nasceu no Rio em agosto de 1916.

No almoço dos Paivas, a prima Marly, cidadã portuguesa como nós, lembrava que o bisavô mantinha laços estreitos com a comunidade lusitana quando chegou aqui. Antes e depois de se casar com minha bisavó, ele voltou diversas vezes a Portugal.

No Rio, ambos logo se tornaram associados da Beneficência Portuguesa. E, como meu bisavô possuía uma excelente condição financeira quando chegou ao Brasil, ele acabou ajudando alguns de seus conterrâneos a também se associarem, dado que eu desconhecia. Foi na maternidade da Beneficência, a propósito, que meu pai nasceu, em agosto de 1945.
O hospital se situava no bairro da Glória. Visitei-o algumas vezes quando criança – muitos anos antes de ser adquirido pela Rede D’Or -, em ocasiões em que meus bisavós recebiam algum tratamento na instituição. Uma das memórias que ainda tenho dessas visitas é da grande escadaria de pedra da entrada e das imagens religiosas espalhadas entre as alas.

Às vezes, quando nos pomos a mexer nos álbuns de família, meu pai acaba por desfiar reminiscências saborosíssimas da convivência com os avós paternos.
Ele conta, por exemplo, que quando ainda namorava minha mãe, por quem minha bisavó nutria grande afeição, ela costumava dizer sempre que os via juntos: “cuide bem de ‘mi Toninho’”. “Mi Toninho”, ele acrescenta, passou a ser um modo corriqueiro de sua avó saudá-lo. Isso talvez explique o fato de eu ter crescido ouvindo toda essa ala da família se referir ao meu pai (Antonio Augusto) como Toninho.

Uma das lembranças que guardo carinhosamente de convívio com meus bisavós paternos é de celebrações natalinas, reunindo várias gerações de Paivas, em torno de uma mesa enorme que havia na sala da casa deles, um sobrado que nos habituamos a chamar de “casarão”.

Embora minha bisavó tenha falecido quando eu ainda era criança, eu tenho mais lembranças de convívência com ela do que com meu meu bisavô Antonio. Lembro, por exemplo, de como achava belíssimos os seus grandes olhos verdes. E como eu me encantava com alguns dos mimos que ela nos destinava, como as goiabas de uma das árvores que havia no quintal da casa deles, armazenadas em sacos de pano que ela mesma costurava, das suas inigualáveis gelatinas coloridas e dos filhoses cuja receita, vim a saber mais tarde, tinha origem na sua Matosinhos natal.
Preciso dizer, no entanto, que a versão do bolinho português que ainda hoje atiça minha memória gustativa é a que preparava minha avó Mazoca, a mãe do meu pai. Minha virginiana mais amada, vovó faria 104 anos neste 22 de setembro, chegada da primavera, como ela se alegrava em dizer.

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Dos arquivos | A família em primeiro lugar

•  Meu avô Edmundo, filho de portugueses vindos de Viseu (Nelas) e de Matosinhos • Tempos de EAV, sensibilidade artística herdada da minha mãe • Do Instagram, lembrando quando mamãe tinha aulas na EAV  •  Meu pai em 3 tempos: No Colégio Militar, na AMAN e condecorado pós-comando no MS • Em Bsb: Expo com mamãe e Tiago • Ele, o brasiliense da família • Eu, sannyasin aos 16 – e a fé dos que me educaram • Os irrequietos Thiago e Tiago • Os irmãos Antonio e Edmundo – papai e titio em início de carreira • Minha irmã volta a morar na Venezuela • Foi nas piscinas do Clube Militar da Lagoa que eu minha irmã demos nossas primeiras braçadas • Prima Marlene, primeira engenheira da Rede Globo • Na Barra como em Bsb: Nossos endereços na capital federal • Pandemia com meus pais: recebendo notícias dos queridos, mundo afora • Aquela Brasília que aprendemos a amar • Os sobrinhos e um pouco da infância em Bsb • Conforta-me pensar que Hannah chega às nossas vidas enviada por mamãe • Dos stories, o nosso amor pelos pets • Mallu, a outra Border Collie da família

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Família morando na Tailândia

 

De Caracas para Bangkok

Com escalas no Rio de Janeiro e em Curitiba

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Nas fotos, fachada do prédio onde minha irmã mora com a família; varanda do apartamento e a cidade vista a partir desse ponto — acima, à esquerda, o icônico King Power Mahanakhon, edifício de 77 andares;  no centro da imagem, o Saengthong Thani Tower, à direita, o Bangkok Bank.

Em setembro de 2025, minha irmã foi morar com a família em Bangkok, capital da Tailândia, levando na bagagem experiências memoráveis de 4 anos de residência em Caracas (na primeira vez, em 2003, ela morou na cidade por 2 anos).

Escrevo este ainda impactada pelos sismos que abalaram a Venezuela.
Sei o quão difícil será a reconstrução do país em meio a um cenário político ainda mais dramático e incerto do que aquele existente sob a ditadura de Nicolás Maduro.
Espero que os venezuelanos se mantenham resilientes e não tardem a ter a liderança que verdadeiramente merecem.

Minha irmã deixou o país com a família em agosto do ano passado. Antes de ir visitar o meu sobrinho, em Curitiba, eles estiveram uns dias conosco, no Rio.
Mallu, a Border Collie da Luisa, que já havia enfrentado um traslado problemático em sua mudança para Caracas, também esteve aqui.

Depois de pesar prós e contras, detidamente, minha irmã concluiu que seria muito arriscado levar a cachorra com eles para a Tailândia. E, com isso, Mallu está passando uma temporada com a sobrinha do meu cunhado que, afortunadamente, também adora cães. Eu e meu pai a teríamos acolhido aqui, em casa, mais uma vez. No entanto, embora nossos esforços, ela e Hannah, logo aos primeiros contatos, se estranharam seriamente. Já ouvi especialistas em comportamento canino dizerem que a convivência de duas Border Collies fêmeas, depois de pelo menos uma delas já ter se tornado adulta, é mesmo muito difícil de administrar. Mallu deve voltar a viver com suas tutoras tão logo elas retornem da Tailândia.

Agora, com meu cunhado exercendo novo cargo no escritório tailandês da ONU, Cristina e Luísa também experimentam uma nova vida no Sudeste Asiático.
Não posso deixar de pensar que minha mãe, se já não tivesse demovido a filha caçula de ir morar em região tão mais distante que a anterior, com certeza, estaria passando uns dias com eles. Essa sua disposição de ir estar conosco, ao nosso primeiro chamado ou aonde quer que fôssemos nos aventurar, faz uma falta que eu não conseguiria mensurar.
Aqui, eu e meu pai já nos acostumamos às 10 horas de diferença de fuso entre o Brasil e a Tailândia, para colocarmos nossas conversas em dia. O que nos consola é saber que a permanência da Cristina em Bangkok termina em algum momento do primeiro trimestre de 2027.

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Dos arquivos | A família em primeiro lugar

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Nossos dias com Hannah

 

* Recortes do período – Fevereiro 2026 / Agosto 2025

Imagens via INSTAGRAM

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Domingo, 18 de janeiro de 2026: Trajeto Barra da Tijuca-Botafogo, com meu pai ao volante.

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Mais adequadamente equipada para os passeios de verão, com peitoral antipuxão SofterWalk (e guia com amortecedor; ambos da Zee.Dog – modelos Reebok Court).

Condomínio Novo Leblon Barra da Tijuca Fatboy Slim Praise You trilha sonora música

17 de agosto de 2025 marcou 1 ano de sua providencial chegada às nossas vidas. Gosto de pensar que foi minha mãe quem a escolheu para nós.
Aí, capa do reel publicado no meu Instagram

 

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Acima, registros feitos no condomínio onde moro, no final de agosto de 2025.

 
 
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Hannah, a minha Border Collie

* Presente do meu pai para mim

Ela chegou às nossas vidas em agosto de 2024. Gostaria, imensamente, que minha mãe a tivesse conhecido; certeza de que a amaria aos primeiros afagos.

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De acordo com o pedigree emitido pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), a Hannah é uma Border Collie de pelagem azul e branca, o que significa dizer que ela herdou o gene que provoca a diluição do preto, conferindo ao pelo esse tom acinzentado.

Aí, em agosto de 2024, recém-chegada, aos 2 meses.

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No colo da minha sobrinha, uma das tutoras da Mallu, a outra Border Collie da família.

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Primeira vez no Rio Design Barra, shopping center ao lado de casa, em fevereiro deste ano.
Não sou muito favorável à ideia de levar cães a lugares desse tipo — fechados e, normalmente, barulhentos. Se for para ir com a Hannah ao comércio local, ainda prefiro os shoppings Novo Leblon e Millenium, que são abertos.

Barra da Tijuca

Na marina do condomínio, em março deste ano, aos 9 meses.

Passeio pela vizinhança, também em março deste ano. 

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Condomínio Novo Leblon. Maio de 2025.
* Fotos originalmente publicadas no meu Instagram (@drixpaiva).

 
 
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Dos arquivos | A família em primeiro lugar

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Portugal | Eleições legislativas 2024

Exercendo nossos direitos como cidadãos portugueses

 
 

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Na imagem: Meu passaporte português e a correspondência vinda de Lisboa, contendo o envelope para remessa de volta com a cédula de votação assinalada, juntamente com a cópia do meu cartão de cidadão

 

Nossos boletins de voto foram entregues em casa, via CTT, a empresa de correios de Portugal, no início de março. No dia seguinte, já os remetíamos de volta a Lisboa, numa agência dos Correios, aqui, na Barra.
As eleições para a Assembleia da República, com a escolha de 230 deputados, acontecem em 10 de março.
A apuração dos votos provenientes dos chamados círculos da Europa e de fora da Europa deve ser finalizada no dia 20, quando o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciará o nome do novo primeiro-ministro.
O próximo pleito português do qual devemos participar é o de 9 de junho, quando serão escolhidos os deputados que terão assento no Parlamento Europeu.

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Dos arquivos | Entre as muitas andanças, a família em primeiro lugar

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Abril iluminado II

 

Clã no Rio

Cristina e família direto de Caracas. Tiago, vindo de Curitiba. Todos aqui para a primeira etapa das celebrações referentes ao aniversário de minha sobrinha Luísa.

De volta à Venezuela

No final de 2021, minha irmã voltou a morar em Caracas. Na primeira vez em que foi residir na cidade, em 2003, meu cunhado havia ido para lá fazer um curso. Nessa época, minha irmã, que tem formação acadêmica em pedagogia, trabalhava em um instituto cultural, tendo como função, inclusive, a de lecionar português para estrangeiros. Ocupação que, a propósito, lhe rendeu boas amizades, como com a esposa de um diplomata que, mais tarde, viria a se tornar madrinha de Luísa, não nascida na época.

Agora, eles voltam para a cidade em função de um novo cargo assumido por meu cunhado, atualmente, trabalhando na ONU.

À maneira do que ocorreu na primeira vez, minha irmã volta a ter a oportunidade de descortinar um lado da Venezuela que poucos brasileiros conhecem.

Mar das CaraíbasMar das Caraíbas

Mar das Caraíbas"Colonia

 

 

 

 

Na primeira foto, sobrevoo por Los Roques, arquipélago venezuelano no Mar das Caraíbas. Ao lado, Cayo Francisqui. Distante cerca de 10 minutos de barco da ilha principal, Gran Roque, a ilhota é opção para quem busca atividades como stand-up paddle e mergulho com snorkel. Abaixo: minha irmã no Parque de La Exotica Flora Tropical, em San Felipe, junto ao Hotel Antigua Misión. Ao lado, Colônia Tovar. cidade fundada por imigrantes alemães, a 60 km de Caracas; Mallu, a border collie da minha sobrinha, no Hotel Klein Dorf, destino dog friendly

 

Entre 2003 e 2005, minha irmã morava em La Castellana, área nobre da capital venezuelana. Agora, não muito distante de lá, em um condomínio repleto de estrangeiros.

Na noite do domingo de Páscoa, minha mãe embarcou para Caracas na companhia de filha, neta e genro, para participar da segunda etapa das comemorações do niver de Luisa (e para assistir à sua estreia no teatro). Ela já havia estado no país em outras duas ocasiões, quando da primeira vez em que a Cristina morou lá.

Mar das CaraíbasMar das Caraíbas

A caminho de casa: Vizinhança de minha irmã. Na placa, La Castellana, seu antigo bairro e onde ficam o colégio de Luisa e o parcão frequentado por Mallu. Ao lado, ela pronta para ir com a Cristina pegar minha sobrinha na escola

Restaurante Bambu Altamira xxxxxxx Segundo Muelle

Vida noturna e opções gastronômicas: Restaurante Bambú Altamira, especializado em culinária oriental. Comemoração de aniversário no Hard Rock Cafe. Localizada em Los Palos Grandes, bairro de agitada vida noturna, filial do restaurante americano reabriu no início do ano. Restaurante Segundo Muelle, representante da cozinha peruana, com filiais, também, na Espanha e em Portugal. Registros feitos por minha irmã

Mais Caracas

Trasnocho

Caracas Cultural

Fundación Trasnocho Cultural : Espaço reúne teatro, salas de cinema, galerias de arte, lounge e cafeteria. Entre os espetáculos em cartaz, os clássicos A Cantora Careca, de Eugène Ionesco, e Ato Cultural, do dramaturgo venezuelano José Ignacio Cabrujas.

 

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Ainda mais reminiscências


ANO II da pandemia

Também direto do Instagram

foto fotos jornalista Adriana Paiva guarani kaiowa transferida transferência filhos de militar militares Alto Comando do Exército brasileiro Coronel QEMA Antonio Augusto Abreu de Paiva 18.º B Log Quadro de Estado-Maior Ativa Curso de Altos Estudos Militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército ECEME Oeste Cavalaria Forças Armadas comando comandou tropas tropa comandantes crianças família indígena famílias indígenas Oficial do Quadro de Estado-Maior Grandes Unidades do Exército Brasileiro

Família guarani-kaiowá. Mercadão Municipal de Campo Grande (MS). #TBT de 1991, ano em que eu e minha família nos mudamos para a cidade.
Como outros de nossos deslocamentos país afora, este também se deu em função da profissão do meu pai que, coronel à época, foi para lá comandar o 18° Batalhão Logístico.
Obs.: (Preferi dessaturar a imagem para republicá-la no blog).


blog da jornalista Adriana Paiva artistas circenses perna de pau foto circo Plano Piloto Bsb UnB Brasília

Brasília. Registro feito alguns anos depois.
Apresentação de trupe circense mirim na Torre de TV.

Um post para dizer de outro

Fox Paulistinha gatos poodles doglovers pets

 

A compilação de fotos dos animais de estimação da família apenas começou. Novos acréscimos hão de vir por aí.
Nessa primeira seleção, aparecem 1) três dos nossos poodles; 2) Apolo, o fox paulistinha que eu e minha mãe demos ao meu sobrinho, na véspera de ele se mudar para a Venezuela; 3) “Gatinho”, o pequeno felino que viveu conosco na 112 Sul; e 4) Mallu, a border collie que entrou este ano para o clã.

Até aqui, ficaram de fora: nosso perdigueiro Comanche, a vira-lata Pretinha, a lulu da Pomerânia Judy, a poodle Preta, as gatas Gaia e Mia e os pequineses dos meus avós, o Chang e a Suzuki.
À medida que encontrar outras fotos nos meus arquivos, nos álbuns dos meus pais, ou entre as fotos vindas da casa de meus avós, acrescentarei aos stories.
Do Comanche, a propósito, o perdigueiro que tivemos na época em que residimos na Restinga da Marambaia, encontrei uma pequena preciosidade, dia desses: uma foto onde ele aparece junto à minha irmã (pequenininha), meu pai e minha avó. Cheguei a digitalizá-la, mas como a original era pequena e, ainda por cima, sofreu um rasgo quando a removi do álbum, ela ainda precisará de edição.

À iminência do término de um ano que se revelou tão difícil, escolhi tangenciar assunto que ativa em mim os melhores sentimentos: os animais que passaram por minha vida — e os que vêm chegando por aí. 

Que 2021 venha mais leve e nos brinde com verdadeiros motivos para celebração. Paz, saúde e amor para todos nós.

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Motivos para deixar o confinamento

Em busca de soluções no comércio do entorno

Entre o Millenium, o Shopping Novo Leblon e o Rio Design Barra

blog da jornalista Adriana Paiva Barra da Tijuca julho 2020 segurança shopping centers Ancar Ivanhoé protocolos covid-19 Rio

blog da Adriana Paiva livrarias cariocas lançamentos Café Severino Argumento.

Os registros acima são da tarde de 7 de julho (uma terça-feira), quando fui ao Rio Design Barra – um dos três shoppings contíguos ao Novo Leblon –, à procura de artigos que não encontrei em outras lojas do comércio local. Aproveitei que não havia muita gente circulando por lá e subi ao último piso, para sondar em que condições estavam funcionando os estabelecimentos que costumo frequentar. Em frente ao Cinépolis (fechado), a Livraria Argumento acabava de prestar atendimento a um cliente.
No meu post do Instagram sobre o assunto, falei do Gula Gula e do Adegão Português (ambos abertos), mas não comentei a surpresa de ver a Casa Graviola, um de meus restaurantes naturais preferidos nas redondezas, de portas fechadas. Liguei para a unidade da Olegário Maciel em busca de informações e uma funcionária me disse que a filial do Rio Design Barra não voltará a abrir.
Na breve passagem pelo shopping, também pude notar as medidas em acordo com os protocolos de reabertura do comércio no Rio, como funcionários medindo a temperatura de quem entra e totens com álcool em gel distribuídos pelos três pisos. Além disso, as lojas que vi pelo caminho traziam afixados em suas vitrines cartazes indicando a capacidade máxima de clientes.
Embora as precauções por parte dos comerciantes, estou certa de que ainda não é o momento de voltar a flanar por esses lugares como eu fazia antes da Covid.

Falando em livrarias e pandemia, algumas aquisições do período

máquina de escrever Underwood Typewriter souvenir Van Gogh Museum artesanato mini casario Olinda periodista jornalista cultural Adriana Paiva transportadoras família mãe mamãe vovô vô Edmundo regalito de la madrecita leitura leituras Jorge Goyeneche Genoveva Arcaute narrativa argentina romances

Postei a foto acima nos meus ‘stories‘ do Instagram, em maio. Ao lado da máquina de escrever Underwood que herdei de meu avô – e da agenda que minha mãe trouxe para mim, de Buenos Aires -, os livros que eu acabara de comprar pelo site da Livraria da Travessa: O que Ela Sussurra, de Noemi Jaffe, e A Vida Pela Frente, de Romain Gary – sob o pseudônimo Émile Ajar. Em uma segunda imagem, acrescentei a observação de que a entrega dos exemplares, pela transportadora Total Express, se deu antes do que eu previra.

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Reminiscências em profusão

Quarentena | Dos meus arquivos para o Instagram

  • Aniversário de Brasília


Academia Torp crianças natação infantil Histórias de Brasília Bsb Asa Norte SQN 103

Brasília DF brasilienses Distrito Federal Instituto Goethe fotos por Adriana Paiva

Brasília 60 anos, fragmentos de uma compilação-homenagem. No alto, meus sobrinhos. Acima, vista da chegada à cidade; no Congresso Nacional, intervenção de alunos de workshop conduzido pelo alemão Kurt Buchwald. Link para a seleção completa.  [ + Mais Brasília ]

  • Pinacoteca do Estado de S.Paulo

arte escultores esculturas parque da Luz pintura óleo

museu Coletiva Portugal Novo portugueses pinadecasa Alfredo Ceschiatti Guanabara escultura em bronze‎

Pinacoteca de São Paulo, Parque da Luz & Estação Pinacoteca | Registros entre 2005 e 2016: Série 1 (9 fotos); Série 2 (8 fotos). | [ + Mais São Paulo ]

  • Arte de Rua

streetart urbanarts arte de rua grafite Luis Bueno Ornitol

Cine Belas Artes Petra

Arte de Rua: Rio, Brasília, São Paulo, Paris…Série 1 (21 fotos) ; Série 2 (9 fotos).

  • Dia do Rei – Haia

Netherlands Europe Kingsday tram urban Den Haag Nederland

27 de abril de 2015. Haia, Holanda | Link para a seleção de fotos ( 5 ) | [ + Mais Holanda ]

 

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Distanciamento Social * Cap. II

Rio de Janeiro, Março / Abril de 2020

Avistei os cabelos brancos de longe. Voltava da padaria do condomínio e vinha subindo a pequena rampa que desemboca no bosque contíguo ao edifício onde moro. Longe de mim querer constrangê-la, mas algo me impeliu a sustentar o olhar quando a bonita senhora, regulando com a idade de minha mãe, passou por mim. Acenamo-nos com um meneio de cabeça, a cerca de metro e meio de distância – convém enfatizar. “Não me censure”, li em seu olhar acabrunhado, “sei que pertenço ao grupo de risco.”
O que, no entanto, resta reluzente de nossos caminhos cruzados é a imagem da muda de planta que ela trazia em uma das mãos.

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Alguns dias depois de decretada a pandemia da Covid-19 fui ao Carrefour, supermercado mais próximo do Novo Leblon, para comprar itens que não encontro no Petit Marché — mercadinho dentro do shopping do condomínio. Vi por lá mais jovens que idosos.
Já em uma ida posterior ao supermercado, em 3 de abril, encontrei por lá um número maior de clientes e bem mais idosos do que, a essa altura, seria recomendável. Certamente, por ser início de mês e pela proximidade da Páscoa, mas possivelmente também como reflexo do desdém com que o parvo que ocupa o Planalto tem tratado as recomendações sobre distanciamento social.
Nesse dia, me chamou especialmente atenção a quantidade de pessoas identificadas como entregadores da Rappi e do Uber Eats fazendo compras e lotando filas nos caixas. Exato. Lotando — a despeito de, a cada 15 minutos, mais ou menos, uma funcionária pedir, pelo alto-falante, que os clientes mantivessem, entre si, distância mínima de um metro. Face a essa situação, soam até ridículos aqueles procedimentos, à entrada da loja, de medir a temperatura dos clientes e borrifar álcool em gel nos carrinhos de compras.

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Vacina contra a gripe

Medida louvável adotada no condomínio: todos os edifícios e casas do Novo Leblon onde há moradores com mais de 60 anos receberam agentes encarregados de aplicar a vacina contra a gripe. Meus pais tomaram. Em tempos normais, a vacinação ocorre no clube – onde agora funciona, excepcionalmente, uma espécie de “gabinete de crise”.

 
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Dias de confinamento

Rio, 24 de março de 2020

Nestes tempos de incerteza e distanciamento social ocasionados pela pandemia do coronavírus, é óbvio que também passo por momentos de ansiedade. E, à maneira do que relata Claudia Colluci em sua coluna na Folha de S.Paulo, angustio-me sobretudo em relação ao bem-estar de meus pais, ambos com 74 anos. Mas eu, diferentemente da colunista, atuo como jornalista freelancer e agora posso, portanto, me dar ao luxo de me desligar da torrente diária de informações sobre o assunto.

Foi, aliás, o que tentei fazer nos últimos dias, evitando os noticiários a todo custo, tal o ponto de saturação a que cheguei, inclusive enquanto acompanhava, pela TV,  a CNN Brasil e a Globo News disputando qual dos veículos faz a mais eficiente cobertura da pandemia. Informações fidedignas são imprescindíveis, mas quero continuar me desligando do fluxo sempre que me aprouver.

Neste período, o alheamento deliberado me permitiu, entre outros feitos, organizar leituras pendentes e começar a colocá-las em dia, experimentar novas distrações – no domingo, foi o ciclo de leitura em “streaming’ Leer En Casa, organizado pelos argentinos Juan Parodi e Maxi Legnani  –, ver episódios atrasados das séries que acompanho, treinar meu nihongo enferrujado, além de auxiliar meus pais, buscando inclusive animá-los com diferentes opções de entretenimento. Tudo sem descuidar de meus sagrados minutos de atividade física.

Falando em família, ninguém há de discordar que atravessar momento de tal ineditismo com a Internet de que hoje dispomos torna a situação um tanto menos angustiante. Traz conforto abrir o computador ou pegar o celular e saber, em questão de minutos, como vão os queridos mundo afora. Saber como estão irmã e sobrinha em Goiânia, o sobrinho mais velho em Curitiba ou como meus primos, hoje morando em Düsseldorf e Lisboa, administram a crise por lá. Sem falar, é claro, dos amigos também espalhados por aí. 

Tento valer-me daquele otimismo que os italianos vêm ostentando em cartazes nas fachadas de suas casas e em mensagens rede afora: Andrà tutto bene. Isso. Também gosto de acreditar que, munidos de informações de fontes confiáveis, observando os devidos cuidados (i.e., os preconizados por autoridades médicas e pela própria OMS) e dando apoio a quem necessita, ao fim e ao cabo, ficaremos todos bem.

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Nome inscrito na história da televisão brasileira

Primeira engenheira da TV Globo

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Fiz o achado acima em meio a documentos e fotos que, trazidos da casa de meus avós há tempos, eu ainda não havia me disposto a explorar. Trata-se de recorte de uma edição do jornal O Globo de abril de 1972, onde se destacava o pioneirismo de três mulheres recém-contratadas para atuar na área técnica da TV Globo. Uma delas, a única engenheira formada do grupo, é Marlene (foto à esq.), prima de primeiro grau do meu pai — Marlene Nunes Pimentel (Paiva Nunes, seu sobrenome de solteira).

Excertos da matéria

Televisão já tem mulher trabalhando na técnica

“Trabalhar na área técnica de uma emissora de televisão sempre foi privilégio dos homens, pelo menos no Brasil (…) Agora, entretanto, esse baluarte do trabalho masculino caiu, pois a TV Globo passou a ter três integrantes do chamado sexo frágil em sua equipe técnica: uma engenheira e duas especialistas de nível médio.

Marlene

Quando se escrever a história da televisão brasileira, a engenheira Marlene Nunes Pimentel será, obrigatoriamente, citada como a primeira mulher a trabalhar na parte técnica de uma emissora. Ela aceita o fato de maneira normal, como mera decorrência de sua vocação para a eletrônica. Formou-se em 1964, na PUC, em engenharia eletrônica, e fez cursos de especialização em telecomunicações.
— Depois de formada, passei alguns anos trabalhando no Departamento Nacional de Telecomunicações e, em função da minha especialidade, fiquei familiarizada com o funcionamento das emissoras de televisão. Há cerca de um ano, fui convidada a trabalhar na Central Globo de Engenharia pelo seu diretor, engenheiro Wilson Brito. Custei a me decidir, mas há um mês aceitei (…)
Seu setor é o de Planejamento e Controle e sua atividade envolve projetos de novas emissoras da Rede Globo, estações repetidoras e retransmissoras (…)”

Dois anos mais tarde – Ainda desafios 

Ao pesquisar no Acervo O Globo, não encontrei a matéria supracitada. Achei, no entanto, esta reportagem, publicada no suplemento “Jornal da Família” de junho de 1974 (clique para ampliar). O título traz a interrogação: “O Mundo já é das mulheres?”. No alto da página: “Chefe de equipe da TV Globo, Marlene Nunes Pimentel é a primeira mulher no País a ocupar este cargo.”

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Itinerâncias

Chamados d’além-mar

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Meu avô Edmundo, em registros feitos entre 1935 e 1944: Filho de portugueses que se conheceram no Brasil; minha bisavó Esther era de Matosinhos, meu bisavô Antonio de Viseu (Nelas) — tive a sorte de conviver com eles durante um bom período de minha infância. Ah, sim, quando eu me entendi por gente, vovô já tinha ficado calvo


Já se vão alguns anos desde que meus primos André e Thiago, filhos do irmão de meu pai, adquiriram cidadania europeia e escolheram a Europa para viver. O fato de nossos pais serem netos de portugueses trouxe, é claro, facilidades ao processo.

Thiago, o caçula do meu tio, mudou-se para Düsseldorf em função de seu trabalho como diretor de arte em uma agência de publicidade. Foi na cidade alemã, aliás, que sua primeira filha veio ao mundo. Depois de um período vivendo nos Estados Unidos (Chicago), também por injunções profissionais, recentemente ele resolveu voltar para a Alemanha. André, o primogênito, rumou para Portugal com esposa e filhos, comprou apartamento por lá e, segundo diz o titio, não pensa em, tão cedo, voltar a morar no Brasil.

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André e Thiago em 2 tempos: o primogênito e o caçula de meu tio Edmundo

Essa facilidade em construir uma vida em cidades tão díspares é algo que, a despeito de minha própria experiência “cigana”, continua me causando admiração. No caso dos meus primos, me pergunto até que ponto o fato de eles também terem pai militar (como eu e minha irmã) não tornou as decisões ainda mais fáceis. Meu tio é oficial superior da Marinha, atualmente, na reserva.

fotos viagens meu pai papai Pelotas RS viajantes Antonio Augusto cadete quase aspirante base aérea aviões avião Hércules 2º Regimento de Cavalaria Mecanizada Turma Humaitá AMAN 1968 tio das Forças Armadas carreira vida militar militares cavalariano Rio Grande do Sul comando Marinha capitão de Mar e Guerra comandante Edmundo Paiva colégio naval oficiais navio Terra do Fogo

À esquerda: Meu pai, no 4° ano da AMAN, a caminho de São Borja (RS) ; final do curso de Cavalaria incluía partidas de polo na Argentina. Nas fotos ao lado, meu tio quando jovem oficial; navio de passagem pelo Estreito de Magalhães (Chile).

Há algum tempo experimentando a serenidade advinda de fincar raízes junto aos meus, depois de anos mudando de cidade — com mais frequência até que meus primos, enquanto titio esteve na ativa –, de repente, me vejo sondando possibilidades para algo além das fronteiras do Rio de Janeiro.

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Nostálgica

Ecos do Planalto Central

Daqui a mês e pouco, Brasília aniversaria e, eu, nostálgica por antecipação, passeando pelo meu primeiro blog, relembro do post cujo excerto trago para cá:

Foto por Adriana Paiva - Apartamento SQS 112 Plano Piloto Asa Sul DF Residência funcional do EMFA Estado Maior das Forças Armadas história histórias de Brasília Bsb apartamento imóvel  filhos de militar - militares

Edição a partir de fotomontagem feita no meu antigo laboratório PB.  Junto a “Meu Tempo é Quando”, poema de Vinícius de Moraes (‘Poética’, Nova York, 1950), inseri imagem registrada em 1987, da janela do apartamento onde morávamos, na 112 Sul — época em que eu estudava Antropologia (na UnB) e meu pai trabalhava no EMFA (atual EMCFA).

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Bsb | Entre idas e voltas:

* Na Barra como em Brasília – Meus endereços na capital federal * UnB – Universidade de Brasília * Fase de fixação nipônica  * Brasília, 56 anos – Via Periplus  * Bsb: Um brinde aos 54 * Bsb faz 53 * Ao calouro, com amor * Recortes brasilienses | Em P&B * Errantes desde pequenos | Notas do Clã * Arquivos de andanças * Por que 5 x Brasília? *

 

Geografia de afetos

Entre as andanças, a troca de cartas

E por que mesmo 5 vezes Brasília?

Dedicada às costumeiras arrumações de final de ano, lembro, com alegria, que, diferentemente dos cartazes e programas de teatro, que vi serem extraviados em meio às nossas mudanças de cidade, parte preciosa de meus arquivos epistolares segue cuidadosamente armazenada.
Vários desses cartões, cartas, telegramas (e envelopes) já estavam escaneados havia algum tempo – previdente que às vezes sou. Cheguei, aliás, a publicar algumas reproduções no Periplus, no início dos anos 2000.

Correios - Exército comando papai meu pai Antonio Augusto Abreu Paiva Turma Humaitá AMAN 68 1968 Apartamentos na 209 Sul na 112 Sul e na 103 Norte Do Pará e do Mato Grosso do Sul Débora Sena Amambai MS Paraguai 17° RC Regimento de Cavalaria Fukumi Ikeda nissei Amazonia Belém Pará Mariliz Romero comandou comandos 18° Batalhão Logístico Blog MS filha filhos de militar Forças Armadas militares Ensino escolas colégios particulares estudei estudos Primeiro Segundo Grau Adriana Ana Cristina Escola Marista Integral La Salle Colégio Eduardo Guimarães educação

Pelo correio. Para 3 de meus endereços em Brasília: Cartão de Natal enviado de Amambai (MS) por Débora, amiga (e ex-vizinha de vila militar) que me conhece desde criança – nessa época, eu morava na 209 Sul. Em 1989, quando residíamos na 112 Sul, cartão de Ikeda-san, colega de minha irmã nos tempos de Colégio Marista (em Belém), acabou virando amiga de nós duas;  e na 103 Norte, em 1993, remessa da amiga Mariliz, que conheci em Campo Grande (MS).

Passando os olhos por toda essa correspondência, veio batucar um assunto sobre o qual já falei aqui en passant: por que, afinal, depois daquela primeira vez, voltamos a morar em Brasília em outras quatro ocasiões?
Chamei meu pai  para conversar. Sabia das razões, em linhas gerais, mas queria ouvi-lo falar dos detalhes. Segundo ele, a prioridade era que eu e minha irmã tivéssemos a melhor formação escolar possível – estudamos, de fato, em ótimos colégios – e crescêssemos numa cidade segura e tranquila – o que Brasília de certa forma foi, em nossos tempos de infância e pré-adolescência. Junto a isso, pesou o fato de que, para lá também costumavam pleitear retorno os seus amigos mais próximos. Muitos dos quais conviveram com ele ainda antes de seu ingresso na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

Confesso que, nesse aspecto, tenho uma certa inveja de meus pais. Boa parte daquelas amizades que eles começaram a cultivar na juventude eles preservam até hoje.
Já eu, certamente por ser mais introvertida (e por ter feito tantas escolhas heterodoxas), vi, ao longo dos anos, muitos dos meus laços de amizade se afrouxarem e se perderem pelo caminho. Perdi, por exemplo, boa parte de meus contatos de Belém e de Olinda. Em contrapartida, ainda mantenho ligação com várias das pessoas com quem convivi no Mato Grosso do Sul e em Brasília e com outros filhos de militar que, como eu, também não eram muito de frequentar o meio.
Admito que, se o grau de intimidade com algumas dessas pessoas variou tanto ao longo dos anos, talvez tenha faltado mais investimento de minha parte, no sentido de criar as situações para revê-las.

No caso de meus pais, as circunstâncias para manter as relações aquecidas parecem estar sempre se renovando, vide a penca de reuniões – sob motivações as mais variadas – das quais eles participam a cada ano.
Eles me contam histórias curiosas sobre esses eventos. De um desses encontros anuais, a propósito, o do Colégio Militar (que meu pai cursou parte em BH, parte no Rio) costuma participar o Fernando Bicudo, de quem creio ter ouvido falar pela primeira vez na década de 1990, por sua atuação como diretor e produtor teatral.
Dessa turma deles, relata meu pai, outros desistiram da carreira militar e incursionaram por diferentes profissões – casos do cantor Ivan Lins e do falecido ator Luiz Armando Queiroz.

Piraquê Lagoa - Reunião anual do Colégio Militar Turma 1958 1964 . Filha, filhos de militar, Turma do meu pai, CMRJ, Belo Horizonte, Humaitá, militares, Coronel, General, coronéis e generais, Heleno, Esper, Arthur Souza, Fernando Bicudo, partido Novo, filho, Montanha, oficiais superiores, Exército, Cavalaria, colegas da AMAN, Academia Militar das Agulhas Negras, Rio de Janeiro,

Reuniões anuais da turma de meu pai no CMRJ: na foto do alto, comemoração no Clube Piraquê, em 2014. Acima, reunião de 2016; segurando a bandeira, no centro da imagem, Fernando Bicudo

Voltando àquele meu esforço de reaver e manter afetos, é claro que, à maneira do que ocorreu com muita gente que conheço, as redes sociais (primeiro o Orkut, depois o Facebook) cumpriram seu papel nesse propósito. Mas, fale eu de amizade ou do valor que dou à interlocução, jamais hei de esquecer que, muito antes delas, havia o ritual da troca de missivas.

Da série: “Arquivos de Andanças”

Revendo trajetórias

“Pertence à ordem do amor para um filho, em primeiro lugar, que ele diga sim a seus pais como eles são”

(Bert Hellinger)

Se eu já era cuidadosa em relação aos meus backups, tornei-me três vezes mais depois de passar por uma (ainda não digerida) perda de arquivos fotográficos.
E eis que, no movimento de encontrar (e, aos poucos, reparar) imagens do Periplus, meu primeiro blog – até recentemente, hospedadas em um de meus domínios -, deparei com um post em que eu relatava um reencontro com colegas jornalistas, ocorrido em São Paulo, logo após eu me mudar para lá. Fez-se, então, a deixa perfeita para eu retomar o assunto aqui.

Banner do Periplus Colégios estudos onde estudei Colégio Eduardo Guimarães Segundo Grau Escola La Salle Integral brasilienses japoneses faculdades Universidade de Brasília Em japonês das aulas de Alice Tamie Joko UnB hiragana katakana Nihongo Adoriana Paiba


Comentando uma afirmação equivocada sobre carreira no Exército, feita por uma das pessoas presentes àquela reunião, escrevi em certa altura: “Em um país onde o alistamento militar é obrigatório, não seria duplamente imperativo que nosso repórter estivesse a par de questões como essa?”
Então.Imaginem ter de explicar para um jornalista, com idade perto dos 30, o que significa, para essa carreira em especial, o seu pai ter cursado AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras). Logo eu! Difícil de acreditar, mas eu precisei fornecer tais explicações para um cara que chegou a frequentar festa na casa da minha família, em Campo Grande (MS), justo na época em que meu pai, então coronel, comandava um quartel na capital. O mesmo indivíduo que, algum tempo depois do tal equívoco, eu soube estar frilando para um jornal de São Paulo.

Papai como Coronel.
, Paiva Antonio Augusto, pai de Adriana Paiva, - ECEME Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, Condecorado em 1995 durante governo FHC, QG do Exército, Forte Caxias, SMU Setor Militar Urbano, Colégio Militar, Prova de salto na AMAN, cavalo Batorité, Seção Equitação, Turma Humaitá 68, Academia Militar das Agulhas Negras, Resende, 1968, general de divisão, generais, Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais EsAO, Comandos, Curso de Altos Estudos Militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, ECEME, Paiva, 3° Esquadrão Cmec, 3° Esquadrão de Cavalaria Mecanizada, O 18º Batalhão Logístico, 18º B Log, comunicação, Quadro de Estado-Maior da Ativa, QEMA,
história, Campo Grande MS, militares, pai da jornalista Adriana Paiva, filha, filhos de militar, General de Divisão, Q.G.,

 

Meu pai em 3 tempos: A partir do alto, no sentido horário: Em 1958, com 12 para 13 anos, aluno do Colégio Militar de Belo Horizonte; em 1967, participando, como cadete, de uma prova de salto na AMAN; e em 1995, aos 50 anos, condecorado, como coronel, na mesma cerimônia em que, coincidentemente, meu ex-professor de História da Imprensa (FAC/UnB), o jornalista Carlos Chagas (na 2.ª fileira), também era homenageado.

Pouco converso sobre o assunto, mas não teria como ignorá-lo. Afinal, trata-se de minha filiação. Meu pai chegou ao topo da carreira, tendo cumprido, com honrarias, todo o percurso a partir do Colégio Militar: entrou na AMAN – Academia Militar das Agulhas Negras (o equivalente, em termos civis, a uma universidade), fez EsAO, ECEME, comandou quartéis, como major e, depois, como coronel…
Ou o coleguinha, lá atrás, era pouco informado sobre o meio (do que duvido muito) ou agia de má-fé, opção que reputo como a mais provável. Bem, mas essa é uma outra história. Não faz sentido ocupar o espaço do meu blog com considerações sobre a motivação (e os complexos) de quem eu mal conheço.

Percursos dos pais, escolhas dos filhos

Lembro da primeira vez em que me senti constrangida por ser filha de militar. Eu era adolescente e cursava a primeira série do Segundo Grau numa escola particular de linha progressista, em Botafogo. A situação não poderia ser mais banal: minha carteira de identidade caiu no chão da sala de aula. O garoto que sentava-se ao meu lado viu e pegou-a, às gargalhadas e com um comentário mais ou menos nestes termos: ‘Olha só, gente, ela é filha de major!‘ — o RG emitido pelo então Ministério do Exército trazia impressa a patente do pai do portador.  Embora perdoado, o bullying continuou reverberando muito tempo depois. Mas foi ali, naquela escola da zona sul carioca, em meio a aulas de Sociologia da Educação e práticas artísticas, com professores por quem eu nutria enorme fascínio, que eu comecei a ter a real dimensão da triste herança deixada pelo regime militar. Daí porque, alguns anos depois, tenha ingressado na universidade esperando que esse viesse a ser um assunto particularmente incômodo. Chegava a antever os dedos em riste. Mas não foi o que ocorreu. Pelo menos não em minhas duas passagens pela UnB. Talvez tenha pesado o fato de que éramos ali, em um grande número, alunos vindos de outras cidades, vivendo em Brasília sobretudo em função das profissões de nossos pais. E por que mesmo interessaria saber a profissão dos progenitores dos seus colegas de turma?

Mas se eu, a partir da adolescência, passei a me sentir desconfortável com o fato de ser filha de militar, de lá para cá, tenho conhecido pessoas que relacionam-se com a sua filiação de maneira bem mais serena – gente, inclusive, com quem compartilho semelhantes ideais progressistas.

Nesse grupo, ouso incluir o fotógrafo Luis Humberto, de quem fui aluna na UnB. Conheci-o na época em que eu estava pleiteando mudança de curso, de Antropologia para Comunicação. Não demorou a que eu descobrisse que ele também era filho de militar. Antes e depois de meu ingresso na FAC, chegamos a conversar, muito abertamente, sobre as implicações de ter pai “milico” e de como essa nossa origem se refletia em nossas escolhas – para o bem e para o mal. Eu concluía ali que, para lá das diferenças geracionais (meu pai nasceu em 1945) e das trajetórias dentro das Forças Armadas, nossos pais tinham muito em comum. Em termos de formação intelectual e cultural, mas, sobretudo, no que dizia respeito a aceitarem as opções que fazíamos, por mais heterodoxas que pudessem se revelar. Entendia, então, que éramos ambos filhos de homens em nada parecidos com a imagem (ainda hoje) bastante difundida do militar inculto e reacionário.

 
 
 
 
 
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GYN * Dezembro de 2016

 Festas em família

Fotodiário

Apartamento endereço moradia lar familiares bichos Fox paulistinha mais amado GYN Goiânia

Manhã de 24 de dezembro: Vista da varanda do apartamento da minha irmã. Apolo, o cão da família, ainda se espreguiça. Lá embaixo, a Praça Consciente e a vizinhança no Setor Marista.

Do Instagram

 raças de cão cães cachorros Terrier Brasileiro

Presente que eu e minha mãe demos ao Tiago (meu sobrinho mais velho), na véspera de ele se mudar para a Venezuela, Apolo está prestes a completar 15 anos; quase não creio. O aniversário é em abril e, a cumprirem-se os planos de Lu, a caçula de minha irmã, a festa do “debutante” deve ser de arromba.

Setor Marista - Goiânia

Sobre como podem ser belas as tardes no Planalto Central. Aí, minha sobrinha dando início à farra na piscina.

 

 

Como na Era Pré-Facebook

 

Ainda as notícias do clã

E, dessa feita, sobre dois de seus mais irrequietos integrantes

Família sobrinho afilhado primo primeiro grau primos Thiago primo-irmão primos-irmãos cidadão passaporte europeu português cidadania portuguesa de Portugal European citizen União Europeia UE portuguese citizenship portugueses descendentes europeus dupla nacionalidade cidadania Leão de Prata Cannes Ilhas Mentawai Islands surf surfistas Bali Indonesia esporte esportes aquáticos radicais surfe Indonésia Dusseldorf Alemanha Europa climbing climbers escalada Rio Morro da Urca

Álbuns de família: Tiago, meu sobrinho, no auge de sua paixão por escalada. Thiago, meu primo, surfando na Indonésia

De um lado, Tiago L. de Paiva D. da Fonseca, meu sobrinho-afilhado – filho mais velho de minha única irmã. De outro, Thiago Di Gregorio Paiva, o filho mais novo do irmão de meu pai – meu primo de primeiro grau, portanto.
Com o espaço de mais ou menos quinze dias, entre um evento e outro, fiquei sabendo que meu primo, diretor de arte da BBDO Proximity, em Düsseldorf (onde mora, atualmente), faturava dois Leões de Prata no Festival de Publicidade de Cannes, e que meu sobrinho, recém-chegado em Santiago para o Start-up Chile, recebia, juntamente com colegas de faculdade, as boas-vindas de Luís Céspedes, Ministro de Economía, Fomento y Turismo, na cerimônia de abertura do programa, na Universidad de San Sebastián. É claro que vibrei. E exultei, quase tanto, com a notícia de que Tiago, não só já encontrara apartamento para morar, como já vinha deslocando-se para as reuniões de trabalho por meio de bicicleta.
Curioso o modo como, por eu estar fora do Facebook há meses – e por ainda ser um tanto reticente em relação ao WhatsApp – passei a receber (e, sobretudo, a curtir) as notícias referentes à minha família. Sensação de resgate de um certo sabor na comunicação que os excessos típicos das redes sociais já me tinham feito esquecer.

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Chile

Em tempo: Sobre o Start-up Chile, programa do qual meu sobrinho Tiago, estudante de Engenharia da Computação na PUCPR, participa com a UNiO, empresa criada com colegas de faculdade, reportagem publicada em 18/7, no jornal chileno La Tercera. 

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Ainda clima e Notas do Clã

Updated

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WhatsApp, 13/6: Minha irmã, recém-chegada de Curitiba, mandando um alô direto de Goiânia

As temperaturas pelo país andavam enlouquecidas assim quando minha mãe e minha irmã foram a Curitiba festejar o aniversário de meu sobrinho.
Vasculhada rápida em meu baú de reminiscências climáticas… Mais surreal do que 14°C em Goiânia? Peraí. Acho que apenas a visão de mulheres andando de cachecóis e polainas durante a estação de chuvas, em Belém, quando moramos lá em meados da década de 1980. Para nós, vindos, então, do Rio de Janeiro, a chuva em plagas paraenses em nada mitigava o calor “aderente” ao qual eu mesma nem cheguei a ter tempo de tentar me habituar. Moramos lá durante pouco mais do que um ano e meio.

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fotos preto e branco, Tiago, retratos, PB, fotografia analógica,  SQN 103 Norte, Brasília, Rio, Caracas, Curitiba,

Tiago, o garotinho fofo das fotos acima (em nosso antigo apartamento na 103 Norte), à semelhança desta tia que aqui escreve, também cedo se habituou a frequentes mudanças de cidade. Depois de algumas idas e vindas pelo Brasil, aos 11 anos, ele foi morar em Caracas, na Venezuela. Recentemente, aos 20 e poucos — lembrando algo de meus arroubos nessa idade –, deixou para trás a faculdade na UnB, para prosseguir com o curso de Engenharia da Computação na PUC de Curitiba. E, agora, se prepara para uma temporada de seis meses em Santiago do Chile. A  startup  que ele criou em parceria com colegas de curso foi selecionada para um “programa de aceleração” na cidade. Do lado de cá, orgulhosa por ele continuar trilhando caminhos nos quais acredita, desejo-lhe SORTE.

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Brasília: 56 anos

 

Minha homenagem

Com trechos de post publicado em 2002,  no meu 1° blog,  o Periplus

Mudanças de cidade - filha filhos de militar militares do RCG Cavalaria Dragões da Independência superquadras brasilienses DF oficiais Exército Brasília macrobiótica e vegetariana estilo vegetariano Neasia Alice Joko Departamento de letras UnB Universidade de Brasília Hare Krishna música músicos comunicação professores Revista Transe

Privilégio de ter vivido o lado mais “cidade” da capital da República.

Estávamos no início dos anos 2000 e eu me pegava revolvendo lembranças da década e meia em que, entre idas e voltas, morei na cidade : 

“(…)  O primeiro sobrevoo pelo ocre saturado do Planalto Central. As chuvas perfumando tudo depois dos duros meses de estiagem. O céu azul-púrpura e o horizonte amplo. A arquitetura de arestas. As vastas galerias e avenidas. Aprender a dirigir por essas ruas. A tentação da velocidade…
Nossa “secreta”, a baiana Joana. Seus quitutes pontuais. Judy, minha Lulu da Pomerânia. Preta, a vira-lata do coração. As ‘creonças’ aprendendo a cavalgar no RCG. Ver meu pai jogar pólo. Fazer natação no Círculo. Os arraiais de São João. As visitas de meus avós durante as férias. O casamento da Cris, minha irmã. O nascimento de meu sobrinho Tiago.

Webster, meu professor de violão, e Verinha, sua namorada. Martín, Go, Leda, André, Carla, amigos e conselheiros. Valéria Velasco, mãe da Usha e minha primeira editora no Jornal da Comunidade.
As festas que organizávamos no Park Way. Fechar todos os bares da 108 / 109 sul, em cantorias desatinadas com a turma da FAC.

Deixar de comer carne, aos 15 anos. Ir ao Jegue Elétrico para comprar a “Transe” e os discos do pessoal do “Lira Paulistana”. Domingo de ‘prasada’ no Hare da 508. Fim de tarde no Café Martinica, a metros da minha casa. O pão de queijo e o bolo “peteleco” do “Furão ” (fechado há anos), na 102 norte. As tortas da Praliné e da Francesa.
Ir a todos os espetáculos no Teatro Nacional. Encontrar a Sala Villa-Lobos sempre lotada. Conseguir lugar nas primeiras filas. 
Devorar quadrinhos na gibiteca da 508 Sul. Expor na Athos Bulcão .

UnB : Os amigos de faculdades. Usha, amiga desde “Fotografia e Iluminação 1”, com o David Pennington. A primeira moviola. As aulas de “Direção do Filme”, com o Pedro Jorge Pinto. Gravar em um circo, nas proximidades de Bsb, uma adaptação do “Artista da Fome” ( conto do Kafka), para a disciplina do Pedro Jorge. Ir com coleguinhas à primeira expo do Salgado — no DF, claro. Os Ladrões de Alma. Viajar para Pirenópolis no ônibus ferrado da FUB, para fazer o ensaio final em “Introdução à Fotografia”. Jeová, criatura santa que trabalhava como laboratorista na FAC. “Seu Tonho”, servente nota 10, alegrando a galera retardatária no final de semestre.
Alice Tamie Joko (Arice Sensei), minha primeira professora de japonês. Cantar no Tanoshii Tori. As aulas de “Cultura Japonesa”, com o Marcos Vinícius. Aprender ikebana e sumi-e, no NEA(SIA) . As farras do Enecom. Os shows de Célia Cruz, Fito Páez, Cássia Eller, etc., no FLAAC.
As horas infindáveis devorando todas as edições da “Graphis”, mais a obra do Borges e do Kafka, na BCE. Os 6 ou 7 livros emprestados semanalmente na biblioteca .
Ir praguejando até o C.O. para fazer PD1 e PD2. Encontrar corujinhas nas árvores do caminho.

Os inesquecíveis interlocutores. Os múltiplos gozos intelectuais. Ver e ouvir: Adélia Prado, Washington Novaes, o bispo Desmond Tuto, Ferreira Gullar, Roberto Freire ( os 2 :-) Receber os toques do mestre das artes gráficas, Wagner Rizzo . Fazer o still daquele documentário sobre o Torquato Neto. A entrevista que o Caetano Veloso  nos concedeu no Hotel Nacional. Aprender a fazer roteiro para cinema. Ter alguns guardados na gaveta.
Ter sido aluna, também, de: Vladimir Carvalho (O Documentário), Carlos Chagas (História da Imprensa), Roque Laraia  (Antropologia 3),  Susana Dobal (Introd. à Fotografia ), Cristina (Inglês 1 e 2), Maria Auxiliadora (Linguística), Ferreirinha (Teoria da Literatura), Esther, Maria Rita Leal, Luís Humberto, Climério Ferreira… Adoraria rever todos vocês. Ouví-los, abraçá-los. Saudade.”

Brasília DF Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul TT foto fotos retrato Clodo Climério Clésio Carla e Luciana Giles Antunez de Mayolo departamento história TV telejornalismo comunicação FAC jornalista Adriana Paiva

+ Ainda Brasília – Celebrações outras: O aniversário de 54 anos e o de 53.  

Afetos cariocas

 

O Parque Lage, a EAV

 

EAV - Oficina

Cavalariças : Oficina de escultura, 8 de janeiro de 2016

Estive no Parque Lage, na sexta-feira (8), entre outros motivos, em busca de informações sobre cursos. Ao encontrar a secretaria fechada – algo que não recordo que ocorresse nos janeiros em que fui aluna da Escola de Artes Visuais -, acabei estendendo minha visita, com uma passada pelas cavalariças e uma pausa para bebericos no Plage Café.
Sobre a crise pela qual vem passando a Escola, escrevi, dias depois, no Facebook – com a deixa de uma reportagem publicada na Folha de S.Paulo :

Em momento algum das minhas idas e voltas ao Rio a EAV do Parque Lage deixou de ser, entre as instituições cariocas, aquela pela qual tenho o maior dos apreços. Minha mãe foi aluna de lá, no final da década de 70. Eu vim a ser, alguns anos depois – tendo feito, em períodos diversos, cursos de teatro, serigrafia e fotografia.
Daí que acompanhe com apreensão o desenrolar dessa crise. Não deixo de admirar, contudo, a postura com que a direção da escola se coloca frente a ela. Avaliando possibilidades e mesmo concebendo realizar cortes, aqui e ali. Mas também quer me parecer, sem abertura para concessões que impliquem prejuízo à missão ou ao histórico da EAV. Dias melhores hão de vir.

Nesse mesmo Facebook, encontrei a foto, junto às recordações – escritas em novembro de 2009…

Escola de Artes Visuais EAV Parque Lage

Comecei a frequentar o Parque Lage quando tinha por volta de nove anos. Nessa época, minha mãe fazia diversos cursos na EAV. De alguns deles — como o de escultura — eu e minha irmã (três anos mais nova) fomos, por assim dizer, espectadoras ativas. Assistíamos às aulas, nos lambuzávamos de argila e, de quebra, levávamos para casa nossas criações. Agora, o que “cobiçávamos” mesmo eram as aulas de “modelo vivo”. Como quaisquer crianças com nossas idades, tínhamos curiosidade sobre a nudez. Mas é claro que não nos era permitida a entrada. Assim, postávamo-nos sob um desses janelões, detrás de onde aconteciam as aulas e nos espichávamos o máximo que podíamos para tentar ver o que rolava lá dentro. Guardo na memória que uma dessas modelos era atendente na lanchonete da EAV . E continuou a ser, anos depois, quando ingressei na escola como aluna. Primeiro de serigrafia; depois, de teatro e de fotografia.

Bicicletas, ciclistas e ciclovias

 

Capítulo: Europa 2015

Mais uma série nascida no Instagram

Le Pont Royal - francesa, Paris França, blog da jornalista Adriana Paiva,

De pedaladas em Paris sob um céu de invariáveis tons dramáticos.

transportes modal modais ruas de Paris parisienses Anne Hidalgo Plan Vélo Paris en Selle experiência europeia Europa europeus

Atravessando a Pont Royal.

Amsterdam Centraal estações de trem holandesas transporte ferroviário

Encontros na saída da estação Amsterdam Centraal; a caminho do Rijksmuseum.

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Ciclovia próxima à Museumplein, praça cercada por alguns dos principais museus de Amsterdã.

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E sob o Rijksmuseum, a sempre movimentada passagem para ciclistas.

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Cair da tarde na Museumplein. A meio caminho entre o Rijks, o Van Gogh e o Stedelijk Museum.

Centro do Rio

Centro de Haia. Saída da galeria De Passage.

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Dentro do carro, voltando para a casa dos primos, em Benoordenhout.

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Centro de Delft. Véspera do Dia Do Rei.

Primavera entre Haia e Paris

 

Via Instagram

Recortes de um diário visual

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Na volta à casa de nossos anfitriões, em Haia, a espera pelo trem que nos levaria a Rotterdam… #Thalys #garedunord.

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A caminho do d’Orsay…

Brussels estações estação de trem Clique sobre a imagem para ampliá-la

Na ida para Paris, a escala em Bruxelas. Desembarcamos uns cinco minutos antes do que registra o relógio da plataforma. E seguimos viagem, conforme previsto, às 10:13. Pontualidade que não se repetiu no trajeto inverso…#BruxellesMidi #Thalys.

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Dia do Rei. Centro histórico de Haia (27/4) … #koningsdag2015 #denhaag #nederland.

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Domingo em Delft. As senhorinhas não demoraram a embarcar na proposta de um aquecimento para o “Dia do Rei”, comemorado amanhã (27), feriado nacional na Holanda…#koningsdag2015.

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Sábado à tarde, em Rotterdam, na entrada do Markthal.

Rembrandt museu Clique sobre a imagem para ampliá-la

Chegando ao Rijksmuseum para ver “Late Rembrandt”. Sexta-feira (24).

Den Haag The Hague Netherlands Holanda Países Baixos

“Anton Corbijn – Hollands Deep”, no Gemeentemuseum. Haia, 23/5.

Holland Pass. Casa dos primos família familiares parentes paulistanos cidadãos europeus Clique sobre a imagem para ampliá-la

Holland Pass em mãos, a única dúvida é saber por onde iniciaremos nossa maratona de visitas a museus.

Fotos por Adriana Paiva ©

Notas europeias II

 Dias em Haia

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Benoordenhout: Estada na casa de parentes paulistanos


Após eu e minha mãe passarmos parte do Dia do Rei no centro de Haia, na companhia dos primos, fecho a tarde como iniciei a segunda-feira: caminhando pela vizinhança.

Notas europeias

 

Imersão holandesa

No trem, a caminho de Amsterdã

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De Haia a Amsterdam The Hague Netherlands Amsterdã Países Baixos mobilidade experiência europeia Por Adriana Paiva

Paisagens e estações: Leiden, no trajeto entre Haia e nosso destino final


Quando não vamos a outras cidades vizinhas, eu e minha mãe deslocamo-nos por Haia e Amsterdã, basicamente, como o fazem nossos queridos anfitriões paulistanos (primos morando aqui pela segunda vez): de trem, de bonde ou de ônibus. E quão prazeroso tem sido mergulhar assim no cotidiano dos holandeses. Aí, no início da tarde de ontem, dentro do trem, a caminho da estação “Amsterdam Central”. Já, hoje, com a chuva voltando a cair, outras possibilidades se delineiam.

Fotos por Adriana Paiva © 

Porque hoje é Dia das Crianças

Recorte de álbum de família – Via Facebook

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Naninha e Tininha: Dois de nossos apelidos

 

Eu e minha irmã, duas “creonças pegando fogo no clube” — para tirar do baú expressões com que se referiam a nós naquela época. Foi numa dessas piscinas que eu aprendi a nadar. A foto foi feita em algum momento anterior à nossa primeira mudança para Brasília, em 1975. Depois dessa, foram mais quatro as vezes em que fomos morar na capital federal.

 

Inspirada pela visita do Papa Francisco

 

Do meu perfil no Facebook

Parati - Centro histórico de Paraty

Paraty ao entardecer: Na imagem, a Igreja de Santa Rita de Cássia


Posso dizer que até as vésperas de entrar na adolescência fui criada dentro dos princípios do catolicismo. Quer dizer, “criada”, em termos, já que nem Primeira Comunhão eu quis fazer. Para tremendo desgosto de minha avó, aliás, com quem aprendi todas as orações básicas. Meus pais, ambos nascidos em 1945, não são, exatamente, pessoas liberais, mas também nunca me impediram de fazer o que julgo terem sido as minhas mais importantes escolhas. Foi assim, por exemplo, com meu desejo de não cursar catecismo e, consequentemente, estar apta a fazer a Primeira Comunhão. E foi assim também quando, aos 16, 17 anos, resolvi pedir o “sannyas”, ingressar na seita do Bhagwan Shree Rajneesh (atualmente conhecido como Osho) e, para tal (por ser menor), precisei da assinatura deles no documento que seria enviado à Poona, Índia. Aceita como discípula, mudei de nome (para Ma Shanti Adriana) e passei a me vestir (apenas) com cores derivadas do vermelho. Isso tudo, vejam bem, ainda adolescente e vivendo sob o mesmo teto que meus pais e minha irmã.

De lá para cá, experimentei outros tantos credos, desilusões em quase igual medida e, hoje, não professo qualquer religião. Mas bem gostaria de ter apenas uma fagulha da fé desses peregrinos que passaram pelo Rio de Janeiro nos últimos dias.

 

 

Pai e mãe, ouro de mina

Os filhos que queremos (e podemos) ser

Em sua coluna da semana, Eliane Brum explora um tema que, vez ou outra, volta a revisitar sua escrita: como viver a inversão de papéis de filhos cuidados, que um dia fomos, e passarmos a filhos responsáveis por nossos pais? Ainda não vivo a situação, uma vez que os meus não chegaram aos 70 (são ambos de 1945), mas já me inquieto ante às possibilidades. Imagino que todos esperemos dar aos nossos pais nunca menos do que eles nos deram. E refiro-me, sobretudo, a carinho, acolhimento, segurança.

 

Parque Lage

Via Instagram

Jardins do Parque Lage

Entre a EAV e os jardins do parque: Lembranças de infância

Sempre delicioso andar por aqui e lembrar de quando minha mãe vinha ter aulas na EAV e eu e minha irmã fazíamos desses jardins a extensão da nossa casa. A essa altura, já tínhamos morado em Brasília e eu já sabia bem o que era ser embriagada pelos verdes e seus aromas.

Foto por Adriana Paiva ©

 

* Ao calouro, com amor

 

Esplanada dos Ministérios

Esplanada dos Ministérios: Transitando por ruas onde também eu aprendi a dirigir

Em Brasília, na semana passada, à saída do Palácio do Planalto, onde estivemos, eu e minha mãe, para ver a exposição “Mulheres, Artistas e Brasileiras“. Fomos conduzidas pelo meu sobrinho Tiago, recém-matriculado no curso de Engenharia da UnB, e titular (também recente) da Carteira Nacional de Habilitação – licença à qual esta sua madrinha espera que ele continue prudentemente a fazer jus.

Das inevitáveis coincidências: como meu sobrinho, também tirei minha carteira de motorista em Brasília. E foi, igualmente, nessa mesma UnB que se deu a maior parte de minha trajetória acadêmica.

* ( Post originalmente publicado em meu perfil no Facebook ).