Das minhas galerias virtuais
Antes, Museu Municipal (Gemeentemuseum); desde 2019, Museu de Arte de Haia
Campo Grande * Década de 1990
Ateliê Arte do Pantanal: De postais a camisetas, mimos com temática regional
Voltando a mexer em postais e fotos, me ocorreu verificar se estabelecimentos que eu frequentava quando moramos em Campo Grande (entre 1991 e início de 1993) ainda estão em funcionamento. Estariam em atividade, por exemplo, nos moldes em que os conheci, o Arte do Pantanal e o Bar Camaleão?
Sobre o Arte do Pantanal, é possível que, em algum grau, minha memória me traia, mas a imagem que me ficou desse período foi de adquirir uma grande variedade de souvenirs em uma lojinha situada na Avenida Afonso Pena – uma das principais da capital -, não muito distante de onde morávamos. Nossa casa ficava na rua Sargento Cecílio Yule – perpendicular à avenida — , em um trecho da vila militar reservado às residências de coronéis e generais. Nessa época, meu pai comandava o 18° Batalhão Logistico.
Do bar Camaleão, já cheguei a falar aqui. Tocado pela família Espíndola, o lugar era um dos mais fervilhantes pontos de encontro de artistas e intelectuais, na capital sul-matogrossense. Quando fiz a foto (abaixo) do recital de Adriana Calcanhotto, aliás, o diretor cultural do bar era o artista plástico Humberto Espíndola, irmão mais velho das cantoras Alzira e Tetê.
Bom, como o Google não me pôde fornecer informações precisas sobre o bar e o ateliê, resolvi perguntar aos amigos Oscar e Mariliz, profundos conhecedores da ‘Cidade Morena‘.
Também jornalista (e, como eu, cobrindo área cultural), Oscar me disse que o bar esteve em atividade por algumas temporadas, na década de 1990, e depois fechou – e que a família Espíndola, desde então, não investiu mais nesse tipo de empreitada. Já o Arte do Pantanal, com aquele perfil que conheci, ao que parece, não existe mais.
*
Das mudanças muitas
Ainda o MS: Dias de caras-pintadas e ‘Fora Collor’ * Entrevistando Manoel de Barros • Algumas reflexões sobre ser filha de militar • Bsb: Meus endereços na capital federal * Manifestações na UnB * Recuerdos de uma antiga frequentadora do SOU * Por que tantas vezes Brasília? * Entres idas e voltas, lembranças de uma década e meia * Brasília em preto e branco * Outros recortes brasilienses * Bsb carnavalesca • Belém: Do Pará pelos Correios * O cinza dos dias • Olinda: Pré-Momo • SP: Recortes da Pauliceia * Outro aniversário como deixa * Sobre caminhar: Minha vizinhança em Moema •
Recursos para contar histórias
Demorei a me render ao ‘Instagram Stories’. Em 2016, quando lançaram o recurso, não me empolgava minimamente a ideia de publicar conteúdos que desapareceriam 24 horas após eu colocá-los online. Mesmo após anunciada a novidade de que essas publicações poderiam ser alçadas à condição de destaques, permanecendo no ar por tempo indeterminado, continuava a não me sentir suficientemente motivada a explorar a ferramenta.
Há pouco mais de uma semana, entretanto, deixei a má vontade de lado e resolvi experimentar. Enfrentando a instabilidade da plataforma (e vários ‘o Instagram parou’, entre uma publicação e outra), coloquei no ar três séries de fotos em torno de temas que me são caros: ‘ciclismo / mobilidade por bicicleta’ e ‘arte urbana’. Veremos o que se descortina a partir daí.
* * *
O período em imagens
Dois meses em doze registros
* #Throwbackthursday: Homenagem a Frans Krajcberg * Haia, Holanda * MAC / Niterói *
* Museu de Arte do Rio – MAR * JRart / Pier Mauá * Pista Claudio Coutinho *
* Bikes_Ciclovias: Avenida Pasteur * Avenida Atlântica * Paris *
* Avenida Niemeyer * Praia de Fora, Urca * Praia do Pepê, Barra da Tijuca *
Bike Santiago
‘Ruta Graffiti Bellavista’
Los mejores exponentes de nuestra cultura urbana están en la calle. Descubre La Ruta del Graffiti 👉Bellavista #TeLlevoEnBikepic.twitter.com/p5023F55yE
— Itaú Chile (@itauchile) 25 de novembro de 2016
Vi o vídeo no Twitter, outro dia, e, imediatamente, pensei no Tiago. Nesse breve período morando na capital chilena, ele já se tornou, também lá, um assíduo usuário do sistema de bicicletas compartilhadas.
A marca de artistas paulistanos
na hoje repaginada zona portuária carioca
Via Flickr, Instagram e Foursquare
“Etnias”, mural do artista Eduardo Kobra : A obra, que retrata representantes de tribos originárias de cinco continentes e tem 170 metros de largura e 15 de altura, acaba de ser reconhecida pelo Guinness World Records como “o maior grafite já feito por uma equipe no mundo”.
Os últimos reparos: Tarde de 2 de agosto, três dias antes da abertura da Rio 2016.

Do meu Foursquare, em 2/8: Movimento diante do mural do Kobra já era intenso às vésperas da inauguração da obra e da abertura da Olimpíada.
Ele foi, voltou, mirou-se no celular algumas vezes enquanto emoldurava os murais ao fundo. Até que, aparentemente satisfeito, fez a selfie neste. Com tantas pessoas circulando por ali, embevecidas, gostei de passar esse tempo observando-as.
Sobre mostras e murais grafitados
Junho em SP – Notas via Instagram
Itaú Cultural: Exposição Arquivo Ex Machina – Identidade e Conflito na América Latina. Aberta à visitação até 7 de agosto.
MASP – Acervo em Transformação : Não recordo de já ter visto tantas crianças pequenas circulando pelo museu. Tocante testemunhar o esforço da professora para explicar a esses meninos e meninas, com idades em torno dos quatro anos, a cena pintada por Pierre-Auguste Renoir no quadro “A Banhista e o Cão Grifon” (Lise à Beira do Sena), de 1870.

Na quarta-feira em que estive na Pinacoteca, cheguei a presenciar parte dos preparativos finais da mostra “Fora da Ordem – Obras da Coleção Helga de Alvear“, inaugurada no sábado (25/6). Àquela altura, já ocupavam o octógono as esculturas de ferro e espelho do português José Pedro Croft | Até 26/9.
De uma das sacadas da Pinacoteca (22/6): Mural do artista Daniel Melim.

Rua da Consolação * Arte por Walter Nomura (a.k.a. Tinho).
Um giro à esquerda…e eis o mural do grafiteiro paulistano João Paulo Cobra – aka NOVE / #digitalorganico (…) Dando um tempo em mais esta série de #notaspaulistanas.
Flickr + Instagram
E o mote? Aquele mesmo : #SP462anos
Ponte-Aérea: Sobrevoando São Paulo com destino ao Rio. Agosto de 2010.
Museu da Língua Portuguesa. Junho de 2007. A essa altura, a instituição comemorava um ano de funcionamento. E a exposição que, naquele momento, atraía ao museu um grande público era “Clarice Lispector – A Hora da Estrela”, que ficou por lá entre os meses de abril e setembro.
A história da língua portuguesa em um painel repleto de recursos interativos. Outro registro feito em 2007…#sp462anos.
Free Jazz Festival 2000. Fernanda Lima e Luiz Thunderbird, então VJs da MTV Brasil, gravam chamada no estúdio móvel montado no Jockey Club de São Paulo… Saudade dessa que foi uma época fervilhante de minha vida na Pauliceia. Lembro, a propósito, que, nessa edição do festival, o Sonic Youth foi a banda que superou até as melhores de minhas expectativas. Showzaço… #recuerdosdesp.

Metrô, Estação Sumaré (dezembro de 2008). Lá fora, a diversidade étnica da população paulistana representada na obra de Alex Flemming… #recuerdosdesp.
Tapume das obras do Metrô, em uma esquina da Avenida Ibirapuera, no bairro de Moema. Morei bem perto, na Rua Tuim, entre os anos de 1999 e 2005. Embora gostasse bastante de viver no bairro, sempre me ressenti de não dispor de uma estação de Metrô mais próxima. Depois que vendi o meu carro e, mais tarde, mudei-me para o Campo Belo (bairro vizinho), cheguei a acreditar que assistiria à inauguração da linha prevista para cobrir essa área da cidade. Enganei-me. Rotundamente. De lá para cá, foram tantas as estimativas não cumpridas, que até desanimei de me informar a respeito. Vejamos se esse trem sai antes de 2020…#desejosparasp.

Inaugurado em 1949, o Sistema Municipal de Trólebus de São Paulo tinha, então, mais do que os 50 anos que os dizeres informam na lateral do veículo desta minha foto. Afinal, estávamos em 2004. E eu já não lembro fazendo o que, pelos lados da Vila Mariana… #meusarquivos #saopaulo462anos.
Entre os tantos momentos de minha coleção de chegadas e partidas. E certa de que, breve, volto a revê-la…Parabéns, São Paulo!
O livro
Do meu Facebook
O pacote com o * livro chegou na terça-feira de Londres, onde o artista gráfico gaúcho Lucas Levitan mora desde 2005.
Minha galeria do Instagram teve uma foto “surrupiada” por ele, em algum momento de 2014. E, agora, essa “parceria” pode ser vista no livro, ao lado de interferências criativas sobre imagens produzidas por gente das mais diversas áreas profissionais. “Photo Invasion é uma história em quadrinho. Sim, no singular, porque a minha criação acontece dentro do quadro de uma fotografia”, o artista escreve na orelha do livro. “Sou um caçador de imagens. ‘Roubo’ a foto que me inspira e acrescento meu toque de ilustração, mudando o curso da narrativa original. Seguidores e amigos das redes sociais se multiplicam diariamente e me incentivam a continuar com esse projeto que, em 2014, começou como uma brincadeira. E segue sendo”.| O Tumblr do projeto : http://photoinvasion.tumblr.com/ |

Releituras: Reproduzida do livro, minha foto com a interferência do Lucas Levitan ; a primeira versão (ligeiramente distinta) e a imagem original.
. . . . .
O Parque Lage, a EAV

Cavalariças : Oficina de escultura, 8 de janeiro de 2016
Estive no Parque Lage, na sexta-feira (8), entre outros motivos, em busca de informações sobre cursos. Ao encontrar a secretaria fechada – algo que não recordo que ocorresse nos janeiros em que fui aluna da Escola de Artes Visuais -, acabei estendendo minha visita, com uma passada pelas cavalariças e uma pausa para bebericos no Plage Café.
Sobre a crise pela qual vem passando a Escola, escrevi, dias depois, no Facebook – com a deixa de uma reportagem publicada na Folha de S.Paulo :
Em momento algum das minhas idas e voltas ao Rio a EAV do Parque Lage deixou de ser, entre as instituições cariocas, aquela pela qual tenho o maior dos apreços. Minha mãe foi aluna de lá, no final da década de 70. Eu vim a ser, alguns anos depois – tendo feito, em períodos diversos, cursos de teatro, serigrafia e fotografia.
Daí que acompanhe com apreensão o desenrolar dessa crise. Não deixo de admirar, contudo, a postura com que a direção da escola se coloca frente a ela. Avaliando possibilidades e mesmo concebendo realizar cortes, aqui e ali. Mas também quer me parecer, sem abertura para concessões que impliquem prejuízo à missão ou ao histórico da EAV. Dias melhores hão de vir.
Nesse mesmo Facebook, encontrei a foto, junto às recordações – escritas em novembro de 2009…

Comecei a frequentar o Parque Lage quando tinha por volta de nove anos. Nessa época, minha mãe fazia diversos cursos na EAV. De alguns deles — como o de escultura — eu e minha irmã (três anos mais nova) fomos, por assim dizer, espectadoras ativas. Assistíamos às aulas, nos lambuzávamos de argila e, de quebra, levávamos para casa nossas criações. Agora, o que “cobiçávamos” mesmo eram as aulas de “modelo vivo”. Como quaisquer crianças com nossas idades, tínhamos curiosidade sobre a nudez. Mas é claro que não nos era permitida a entrada. Assim, postávamo-nos sob um desses janelões, detrás de onde aconteciam as aulas e nos espichávamos o máximo que podíamos para tentar ver o que rolava lá dentro. Guardo na memória que uma dessas modelos era atendente na lanchonete da EAV . E continuou a ser, anos depois, quando ingressei na escola como aluna. Primeiro de serigrafia; depois, de teatro e de fotografia.
Retrospectiva 2015: Em imagens
Na edição de novembro da Revista da Cultura
Artistas e coletivos de fotógrafos encontram na passagem do tempo matéria e desafio para a criação de projetos que extrapolam os suportes tradicionais e, não raro, vão parar nas ruas
Foto do projeto O Olhar no Tempo, de Usha Velasco
De Brasília e de Belo Horizonte, mas com atuação também fora de suas cidades de origem (e, inclusive, do país), esses grupos de artistas e fotógrafos têm em comum o fato de encontrarem na passagem do tempo matéria para a criação. Seja pelo resgate da história dos indivíduos retratados, seja pelo uso de métodos próprios da arqueologia ou mesmo enquanto desafio para continuar produzindo coletivamente. Outra linha costura o trabalho de todos: vai longe a época em que eles libertaram a fotografia dos suportes convencionais, levando-a para fora das galerias, e, amiúde, imbricada com outras linguagens. Para ler a matéria na íntegra, >> clique aqui.
Via Instagram
Recortes de julho a setembro
Cidade das Artes. Dia de “Interlocuções” na Sala de Leitura. Agosto, 2014.
.
Escala corriqueira ao longo do corredor cultural. Museu Nacional de Belas Artes. Registro de julho.
Pelas curvas do corredor cultural. Na esquina do CCBB e diante da Escola de Cinema Darcy Ribeiro.
Com a deixa de um especial de aniversário
Gostei de abrir o jornal, hoje, e constatar que algumas das imagens que ilustram especial de 10 anos da Revista O Globo trazem interferências do designer gráfico Lucas Levitan (aqui, a reportagem: http://glo.bo/1lMFJXk). Eu já conhecia seu trabalho do Instagram. Publicitário de formação e artista por paixão, como ele também gosta de se apresentar, o gaúcho toca por lá o projeto Photo Invasion. Tempos atrás, ele invadiu minha galeria e assim modificou uma foto que fiz a caminho do Teatro Nacional, em Brasília:
Foto: Adriana Paiva | Arte: Lucas Levitan
Preparativos para uma nova mostra
Na Fortes Vilaça, a partir de junho
.
Os artistas em ação : Foto publicada no Instagram dos grafiteiros
A primeira vez em que estive com os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo foi, exatamente, nas dependências da Galeria Fortes Vilaça (em junho de 2006) para entrevista sobre a estreia dos grafiteiros no circuito de galerias de arte de São Paulo, com a mostra O Peixe que Comia Estrelas Cadentes. Agora, os grafiteiros se preparam para uma volta à galeria com nova exposição. A abertura está programada para o final de junho.
Fotodiário – De mostras que chegam ao Rio
.
Work in progress : Registro feito na quinta-feira, 1° de agosto, durante montagem da mostra do artista chinês Cai Guo-Qiang. A exposição “Da Vincis do Povo” já passou por São Paulo e Brasília e, a partir de 7/8, também poderá ser visitada no CCBB carioca e no Centro Cultural Correios.
>> Clique para ver no Flickr imagem ampliada da instalação.
Seleção Outubro/Setembro
E no meio do mar, o garoto. Praticando a que, insinua-se, será a febre do próximo verão.
Stand up paddle visto do Forte de Copacabana.
À frente ou às costas do poeta, ecos de sua elegia carioca : “Rio diverso múltiplo. Desordenado sob tantos planos“… Drummond e, como ele mesmo escreveria, a cidade que o vive.
Espelhos da cidade. Dentro do carro, a caminho do Armazém da Utopia, no Cais do Porto.
Praia de Copacabana fervilhante, vista de uma das sacadas do Rio Othon Palace.
Para fechar a série que fiz da sacada do Othon Palace. Giro um pouco meu pescoço à esquerda e ei-las, mais bonitas e robustas, as montanhas e as nuvens.
No Armazém da Utopia, debate mediado por Pedro Butcher (Filme B) sobre o longa de animação “Uma História de Amor e Fúria”, de Luiz Bolognesi. Também presente na mesa, a cineasta Laís Bodanzky.
A visitante em busca de informações. Mostra “Artistas Brasileiros na Itália”, no Museu Nacional de Belas Artes.
De uma cidade que se pretende maravilhosa
Cais do Porto: Baía de Guanabara vista do Armazém da Utopia
Entusiasmante antever, com a ajuda desse vídeo, como ficará a Zona Portuária quando o projeto de revitalização (Porto Maravilha) for concluído. Hoje, teve início a demolição de uma das rampas de acesso do Elevado da Perimetral, obra tida como vital para a reformulação viária da região do Porto. A realizar-se tudo o que se vê nessa apresentação, não apenas o acesso à região ficará facilitado, como muito mais agradável se tornará o entorno de onde hoje se realizam eventos importantes para a cidade, em segmentos como o das artes plásticas (feira ArtRio), do cinema (Festival do Rio) e da moda (Fashion Rio).
Foto por Adriana Paiva ©
Via Instagram

Entre a EAV e os jardins do parque: Lembranças de infância
Sempre delicioso andar por aqui e lembrar de quando minha mãe vinha ter aulas na EAV e eu e minha irmã fazíamos desses jardins a extensão da nossa casa. A essa altura, já tínhamos morado em Brasília e eu já sabia bem o que era ser embriagada pelos verdes e seus aromas.
Foto por Adriana Paiva ©