Família morando na Tailândia

 

De Caracas para Bangkok

Com escalas no Rio de Janeiro e em Curitiba

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Nas fotos, fachada do prédio onde minha irmã mora com a família; varanda do apartamento e a cidade vista a partir desse ponto — acima, à esquerda, o icônico King Power Mahanakhon, edifício de 77 andares;  no centro da imagem, o Saengthong Thani Tower, à direita, o Bangkok Bank.

Em setembro de 2025, minha irmã foi morar com a família em Bangkok, capital da Tailândia, levando na bagagem experiências memoráveis de 4 anos de residência em Caracas (na primeira vez, em 2003, ela morou na cidade por 2 anos).

Escrevo este ainda impactada pelos sismos que abalaram a Venezuela.
Sei o quão difícil será a reconstrução do país em meio a um cenário político ainda mais dramático e incerto do que aquele existente sob a ditadura de Nicolás Maduro.
Espero que os venezuelanos se mantenham resilientes e não tardem a ter a liderança que verdadeiramente merecem.

Minha irmã deixou o país com a família em agosto do ano passado. Antes de ir visitar o meu sobrinho, em Curitiba, eles estiveram uns dias conosco, no Rio.
Mallu, a Border Collie da Luisa, que já havia enfrentado um traslado problemático em sua mudança para Caracas, também esteve aqui.

Depois de pesar prós e contras, detidamente, minha irmã concluiu que seria muito arriscado levar a cachorra com eles para a Tailândia. E, com isso, Mallu está passando uma temporada com a sobrinha do meu cunhado que, afortunadamente, também adora cães. Eu e meu pai a teríamos acolhido aqui, em casa, mais uma vez. No entanto, embora nossos esforços, ela e Hannah, logo aos primeiros contatos, se estranharam seriamente. Já ouvi especialistas em comportamento canino dizerem que a convivência de duas Border Collies fêmeas, depois de pelo menos uma delas já ter se tornado adulta, é mesmo muito difícil de administrar. Mallu deve voltar a viver com suas tutoras tão logo elas retornem da Tailândia.

Agora, com meu cunhado exercendo novo cargo no escritório tailandês da ONU, Cristina e Luísa também experimentam uma nova vida no Sudeste Asiático.
Não posso deixar de pensar que minha mãe, se já não tivesse demovido a filha caçula de ir morar em região tão mais distante que a anterior, com certeza, estaria passando uns dias com eles. Essa sua disposição de ir estar conosco, ao nosso primeiro chamado ou aonde quer que fôssemos nos aventurar, faz uma falta que eu não conseguiria mensurar.
Aqui, eu e meu pai já nos acostumamos às 10 horas de diferença de fuso entre o Brasil e a Tailândia, para colocarmos nossas conversas em dia. O que nos consola é saber que a permanência da Cristina em Bangkok termina em algum momento do primeiro trimestre de 2027.

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Dos arquivos | A família em primeiro lugar

• Conforta-me pensar que Hannah chega às nossas vidas enviada por mamãe • Dos stories, o nosso amor pelos petsMallu, a outra Border Collie da famíliaMeu avô Edmundo, filho de portugueses vindos de Viseu (Nelas) e de MatosinhosTempos de EAV, sensibilidade artística herdada da minha mãe • Do Instagram, lembrando quando mamãe tinha aulas na EAV  •  Meu pai em 3 tempos: No Colégio Militar, na AMAN e condecorado pós-comando no MS • Em Bsb: Expo com mamãe e Tiago • Ele, o brasiliense da famíliaEu, sannyasin aos 16 – e a fé dos que me educaram • Os irrequietos Thiago e Tiago • Os irmãos Antonio e Edmundo – papai e titio em início de carreiraMinha irmã volta a morar na VenezuelaFoi nas piscinas do Clube Militar da Lagoa que eu minha irmã demos nossas primeiras braçadasPrima Marlene, primeira engenheira da Rede GloboNa Barra como em Bsb: Nossos endereços na capital federal • Pandemia com meus pais: recebendo notícias dos queridos, mundo afora • Aquela Brasília que aprendemos a amarOs sobrinhos e um pouco da infância em Bsb

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De minhas vivências brasilienses

 

Com a deixa de um post publicado no perfil @historias_de_bsb no Instagram

Antonio Augusto Abreu de Paiva Cavalaria General de Divisão Coronel ativa reserva Paivas luso-brasileiros Distrito Federal DF apartamentos imóveis funcionais PNR carreira Setor militar Urbano Historias de Bsb Adriana Paiva jornalista carioca luso-brasileira

No alto: Comentários meus acerca de post contando a história da criação da superquadra 102 Norte (SQN 102):

Moramos, eu e minha família, em vários endereços destinados a militares na capital federal. Duas vezes na 102 Norte, quando meu pai era capitão. Duas vezes no SMU – Setor Militar Urbano (quando capitão e, depois, major, comandando um esquadrão próximo). Residimos, também, na 209 Sul e na 112 Sul, época em que meu pai (então, tenente coronel) serviu no EMFA. Nosso último endereço em Brasília foi na 103 Norte (até 1996).

E em resposta a comentário de um seguidor do @historias_de_bsb, aludindo à 112 Sul, ainda escrevi: Os prédios que pertenceram ao então chamado EMFA ficavam, na verdade, na 112 Sul. Eu e minha família moramos lá entre 1987 e (aqui, retificando) início de 1991, quando meu pai deixou o Estado Maior das Forças Armadas para um comando em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Na época que menciono mais acima, eu e minha família morávamos no bloco K da 112 Sul.

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Acima, desmembrada em 3, minha carteirinha (datada de 1988) de usuária do “transporte escolar” destinado a dependentes de militares que trabalhavam no EMFA. Nessa época, eu ainda era aluna do departamento de Antropologia da UnB ; só tive a minha mudança de curso para a Comunicação efetivada em 1990.

 

 Cavalaria Coronel ativa reserva General de Divisão 18° Blog 17° RC Paivas apartamento funcional apartamentos imóveis funcionais PNR carreira militar ativa Adriana Paiva jornalista luso-brasileira

REPOST de correspondência entregue em alguns de meus endereços em Brasília : Cartão de Natal enviado de Amambai (MS) por Débora, amiga (e ex-vizinha de vila militar) que me conhece desde criança – nessa época, eu morava na 209 Sul. Em 1989, quando residíamos na 112 Sul, cartão de Ikeda-san, colega de minha irmã nos tempos de Colégio Marista (em Belém), acabou virando amiga de nós duas; e na 103 Norte, em 1993, remessa da amiga Mariliz, que conheci em Campo Grande (MS).

 

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Outras notas brasilienses

 

Reminiscências de meus dois ingressos na Universidade de BrasíliaA UnB de nossos manifestos juvenisPela janela de nosso apartamento na SQS 112Entre idas e voltas, lembranças de 15 anos de moradia em BrasíliaMostra no Palácio do Planalto na companhia de minha mãe e de meu sobrinhoMeu pai condecorado por FHC juntamente com meu professor Carlos ChagasDe Belém para Brasília via CorreiosSérie de posts em homenagem aos 54 anos de BsbCom a deixa do aniversário de 2013A caminho do Teatro Nacional, uma intervenção artísticaAndar por condomínios da Barra com a sensação de circular entre blocos das quadras residenciais de BrasíliaDe um Carnaval em que eu fui atrás do PacotãoDos meus tempos de obsessão nipônica: templo budista da 316 Sul; aulas de nihongo, cultura japonesa e canto no coral Tanoshii ToriMeu sobrinho Tiago, o brasiliense da família  • 

 

 
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De passagem. Ou podendo me demorar além das cercanias

Porque é imensa a saudade de cair na estrada e de flanar por aí

Mais uma série via Instagram

De Passage shopping mall mulheres ciclistas The Hague Netherlands Journalist Adriana Paiva

Den Haag Centrum (Centro de Haia): Imediações do shopping De Passage

 

Van Alkemadelaan  Den Haag Nederland Haia Holanda Países Baixos‎

Van Alkemadelaan, Haia: Paisagens no caminho para o balneário de Scheveningen

 

Den Haag Centraal train station

Maior estação de trens da Holanda, a Den Haag Centraal comporta também o maior número de linhas

 

Netherlands Europe turismo turistas IATA AMS, ICAO: EHAM urban Den Haag Nederland

Schiphol, Amsterdam: Principal aeroporto da Holanda e um dos maiores da Europa

 

Netherlands Europe Oase ZUID-HOLLAND Nederland

Nieuwe Langendijk, Delft. Holanda

 

Netherlands Delft South Holland agência de publicidade comunicação Nederland

Turistas no centro de Delft. Na faixa, mensagem de boas-vindas alusiva ao Dia do Rei

 

Netherlands Europe Kingsday Roterdã tram urban Den Haag Nederland

No carro dos primos paulistanos, nossos anfitriões em Haia. A caminho de Rotterdam

[ + Mais Holanda ]

França parisienses vélo

Paris: Boulevard Garibaldi e estação Cambronne do metrô

France Europe Europa jornalista Adriana Paiva periodista journalist photos street photography photographer european europeus ruas pedestres

O passeio do Corgi : 15.º arrondissement

Paris França Louvre bairros parisienses arr. arrondissements Europa

Rue de Rivoli  / 1.º arrondissement

[ + Mais Paris ]

 

 
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Ainda mais reminiscências


ANO II da pandemia

Também direto do Instagram

foto fotos jornalista Adriana Paiva guarani kaiowa transferida transferência filhos de militar militares Alto Comando do Exército brasileiro Coronel QEMA Antonio Augusto Abreu de Paiva 18.º B Log Quadro de Estado-Maior Ativa Curso de Altos Estudos Militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército ECEME Oeste Cavalaria Forças Armadas comando comandou tropas tropa comandantes crianças família indígena famílias indígenas Oficial do Quadro de Estado-Maior Grandes Unidades do Exército Brasileiro

Família guarani-kaiowá. Mercadão Municipal de Campo Grande (MS). #TBT de 1991, ano em que eu e minha família nos mudamos para a cidade.
Como outros de nossos deslocamentos país afora, este também se deu em função da profissão do meu pai que, coronel à época, foi para lá comandar o 18° Batalhão Logístico.
Obs.: (Preferi dessaturar a imagem para republicá-la no blog).


blog da jornalista Adriana Paiva artistas circenses perna de pau foto circo Plano Piloto Bsb UnB Brasília

Brasília. Registro feito alguns anos depois.
Apresentação de trupe circense mirim na Torre de TV.

#TBTs em série

ANO II

Também direto do Instagram

carioca off-Momo cariocas atípicos Rio de Janeiro

Esse menino me representa. Explico. O período em que mais gostei de Carnaval foi na infância. Tenho ótimas lembranças de carnavais brincados com minha irmã, nos bailes vespertinos de clubes de Brasília e do Rio, sempre fantasiadas com esmero por minha mãe ou por minha avó. Da adolescência para cá, no entanto, meio que corroborando minha fama de carioca atípica, meu entusiasmo para a folia de Momo passou a variar bastante de ano a ano. Principalmente depois que voltei a morar no Rio, em 2008, houve carnavais em que me senti o garotinho nessa foto — feita num pré-carnavalesco na Cidade das Artes. A sensação de peixe fora d’água parece vir se avolumando desde que inventaram que o Carnaval tem que durar de três a cinco vezes mais do que aqueles 4 dias aos quais havíamos nos habituado.

Em 28 de janeiro …

Fora Collor geração caras pintadas Fora Bolsonaro corrupto Ele não ForaBolsonaro EleNão presidentes corruptos impichados impichado estudantes de Jornalismo caras-pintadas UFMS universidade federal do mato grosso do sul impedimento deposição presidente da República manifestação manifestações

#TBT nostálgico e, de certa forma, oportuno. Agora, que a palavra ‘impeachment‘ volta a andar nas cabeças, andar nas bocas. Inevitável lembrar de mim jovenzinha, estudante de Jornalismo, ao lado de amigos, colegas e professores, clamando pela deposição de um outro presidente da República, nas ruas de Campo Grande, Mato Grosso do Sul…

adolescentes estudantes secundaristascaras pintadas

É bem verdade que alguns de nossos contemporâneos não tinham muita noção do que estavam fazendo ali. Minha turma, entretanto, não tinha sombra de dúvida.
Algo daquele período de que também sinto falta é do quão mais combativa era a nossa indignação.

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Um post para dizer de outro

Fox Paulistinha gatos poodles doglovers pets

 

A compilação de fotos dos animais de estimação da família apenas começou. Novos acréscimos hão de vir por aí.
Nessa primeira seleção, aparecem 1) três dos nossos poodles; 2) Apolo, o fox paulistinha que eu e minha mãe demos ao meu sobrinho, na véspera de ele se mudar para a Venezuela; 3) “Gatinho”, o pequeno felino que viveu conosco na 112 Sul; e 4) Mallu, a border collie que entrou este ano para o clã.

Até aqui, ficaram de fora: nosso perdigueiro Comanche, a vira-lata Pretinha, a lulu da Pomerânia Judy, a poodle Preta, as gatas Gaia e Mia e os pequineses dos meus avós, o Chang e a Suzuki.
À medida que encontrar outras fotos nos meus arquivos, nos álbuns dos meus pais, ou entre as fotos vindas da casa de meus avós, acrescentarei aos stories.
Do Comanche, a propósito, o perdigueiro que tivemos na época em que residimos na Restinga da Marambaia, encontrei uma pequena preciosidade, dia desses: uma foto onde ele aparece junto à minha irmã (pequenininha), meu pai e minha avó. Cheguei a digitalizá-la, mas como a original era pequena e, ainda por cima, sofreu um rasgo quando a removi do álbum, ela ainda precisará de edição.

À iminência do término de um ano que se revelou tão difícil, escolhi tangenciar assunto que ativa em mim os melhores sentimentos: os animais que passaram por minha vida — e os que vêm chegando por aí. 

Que 2021 venha mais leve e nos brinde com verdadeiros motivos para celebração. Paz, saúde e amor para todos nós.

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Das paredes do Rijksmuseum

Mais precisamente, no hall de entrada do museu

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The Jump of Jan Van Schaffelaar in 1482

Pintura decorativa de Georg Sturm. Circa 1885 *

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Meu perfil no Instagram | | + Mais Holanda, no blog

Reminiscências em profusão

Quarentena | Dos meus arquivos para o Instagram

  • Aniversário de Brasília


Academia Torp crianças natação infantil Histórias de Brasília Bsb Asa Norte SQN 103

Brasília DF brasilienses Distrito Federal Instituto Goethe fotos por Adriana Paiva

Brasília 60 anos, fragmentos de uma compilação-homenagem. No alto, meus sobrinhos. Acima, vista da chegada à cidade; no Congresso Nacional, intervenção de alunos de workshop conduzido pelo alemão Kurt Buchwald. Link para a seleção completa[ + Mais Brasília ]

  • Pinacoteca do Estado de S.Paulo

arte escultores esculturas parque da Luz pintura óleo

museu Coletiva Portugal Novo portugueses pinadecasa Alfredo Ceschiatti Guanabara escultura em bronze‎

Pinacoteca de São Paulo, Parque da Luz & Estação Pinacoteca | Registros entre 2005 e 2016: Série 1 (9 fotos); Série 2 (8 fotos). | [ + Mais São Paulo ]

  • Arte de Rua

streetart urbanarts arte de rua grafite Luis Bueno Ornitol

Cine Belas Artes Petra

Arte de Rua: Rio, Brasília, São Paulo, Paris…Série 1 (21 fotos) ; Série 2 (9 fotos).

  • Dia do Rei – Haia

Netherlands Europe Kingsday tram urban Den Haag Nederland

27 de abril de 2015. Haia, Holanda | Link para a seleção de fotos ( 5 ) | [ + Mais Holanda ]

 

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Outras pedaladas

Fragmentos via  ‘Instagram Stories’

Rijksmuseum Fietsersbond Amsterdam bicycles racks foto Adriana Paiva ciclismo cyclists Plan Vélo de la Ville de Paris Anne Hidalgo ponto de táxi museums streets Photo streetphoto street photography Musée d'Orsay franceses Museu de Orsay

foto de da Adriana Paiva fotos Velo-city 2018 cicloativismo BikeParade adrinascidades paulistanos questões urbanas infrastructures cyclablesfoto jornalista Adriana Paiva

foto Adriana Paiva cyclist cyclists Benoordenhout bairros holandeses bicicletas de carga ciclista fietser Vélib vélos électriques cargo bike periodista journalist jornalista Adriana Paiva

foto de Adriana Paiva bicicleta dobrável estações de trem train estations The Hague Den Haag Netherlands photo bike bikes fietsers europeia europeus Países Baixos Olimpíada Jogos Olímpicos periodista fotos da jornalista Adriana Paiva photos

foto de Adriana Paiva The Hague Nederland Centrum shopping centro comercial photo bicyclette Paris en Selle PlanVelo cyclist cyclists photo Bsb DF Plano Piloto fotos da jornalista Adriana Paiva photos

Os ciclistas, mundo afora:

* Amsterdã, imediações do Rijksmuseum >> Paris, entre o Rio Sena e o Museu d’Orsay * Pier Mauá (Velocity 2018) >> Avenida Paulista * Benoordenhout, Haia >> Ipanema, Posto 8 * Copacabana, Posto 5 (Rio 2016) >> Estação de trem Den Haag Centraal * De Passage, Haia >> Esplanada dos Ministérios, Brasília *

Links para as séries completas [ 1 ] [ 2 ]

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Nome inscrito na história da televisão brasileira

Primeira engenheira da TV Globo

Primeira engenheira Marlene Paiva Nunes Pimentel prima Antonio Augusto primo engenharia eletrônica telecomunicações matéria reportagem digitalizada digitalizadas engenheiras PUC-Rio emissoras Brasil Memória O Globo 50 anos A Noite Irineu do Jornal Nacional prima meus nossos primos Paivas primas família pioneirismo feminino imprensa brasileira jornalismo telejornalismo brasileiro década 70 1970 CEDOC Centro de Documentação comunicação política TV Organizações Roberto Marinho engenheiro Wilson Brito ex-Diretor de Engenharia coluna social caderno Zoom acervo brasileiras GloboTV

Fiz o achado acima em meio a documentos e fotos que, trazidos da casa de meus avós há tempos, eu ainda não havia me disposto a explorar. Trata-se de recorte de uma edição do jornal O Globo de abril de 1972, onde se destacava o pioneirismo de três mulheres recém-contratadas para atuar na área técnica da TV Globo. Uma delas, a única engenheira formada do grupo, é Marlene (foto à esq.), prima de primeiro grau do meu pai — Marlene Nunes Pimentel (Paiva Nunes, seu sobrenome de solteira).

Excertos da matéria

Televisão já tem mulher trabalhando na técnica

“Trabalhar na área técnica de uma emissora de televisão sempre foi privilégio dos homens, pelo menos no Brasil (…) Agora, entretanto, esse baluarte do trabalho masculino caiu, pois a TV Globo passou a ter três integrantes do chamado sexo frágil em sua equipe técnica: uma engenheira e duas especialistas de nível médio.

Marlene

Quando se escrever a história da televisão brasileira, a engenheira Marlene Nunes Pimentel será, obrigatoriamente, citada como a primeira mulher a trabalhar na parte técnica de uma emissora. Ela aceita o fato de maneira normal, como mera decorrência de sua vocação para a eletrônica. Formou-se em 1964, na PUC, em engenharia eletrônica, e fez cursos de especialização em telecomunicações.
— Depois de formada, passei alguns anos trabalhando no Departamento Nacional de Telecomunicações e, em função da minha especialidade, fiquei familiarizada com o funcionamento das emissoras de televisão. Há cerca de um ano, fui convidada a trabalhar na Central Globo de Engenharia pelo seu diretor, engenheiro Wilson Brito. Custei a me decidir, mas há um mês aceitei (…)
Seu setor é o de Planejamento e Controle e sua atividade envolve projetos de novas emissoras da Rede Globo, estações repetidoras e retransmissoras (…)”

Dois anos mais tarde – Ainda desafios 

Ao pesquisar no Acervo O Globo, não encontrei a matéria supracitada. Achei, no entanto, esta reportagem, publicada no suplemento “Jornal da Família” de junho de 1974 (clique para ampliar). O título traz a interrogação: “O Mundo já é das mulheres?”. No alto da página: “Chefe de equipe da TV Globo, Marlene Nunes Pimentel é a primeira mulher no País a ocupar este cargo.”

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Itinerâncias

Chamados d’além-mar

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Meu avô Edmundo, em registros feitos entre 1935 e 1944: Filho de portugueses que se conheceram no Brasil; minha bisavó Esther era de Matosinhos, meu bisavô Antonio, de Viseu (Nelas) — tive a sorte de conviver com eles durante um bom período de minha infância. Ah, sim, quando eu me entendi por gente, vovô já tinha ficado calvo


Já se vão alguns anos desde que meus primos André e Thiago, filhos do irmão de meu pai, adquiriram cidadania europeia e escolheram a Europa para viver. O fato de nossos pais serem netos de portugueses trouxe, é claro, facilidades ao processo.

Thiago, o caçula do meu tio, mudou-se para Düsseldorf em função de seu trabalho como diretor de arte em uma agência de publicidade. Foi na cidade alemã, aliás, que sua primeira filha veio ao mundo. Depois de um período vivendo nos Estados Unidos (Chicago), também por injunções profissionais, recentemente ele resolveu voltar para a Alemanha. André, o primogênito, rumou para Portugal com esposa e filhos, comprou apartamento por lá e, segundo diz o titio, não pensa em, tão cedo, voltar a morar no Brasil.

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André e Thiago em 2 tempos: o primogênito e o caçula de meu tio Edmundo

Essa facilidade em construir uma vida em cidades tão díspares é algo que, a despeito de minha própria experiência “cigana”, continua me causando admiração. No caso dos meus primos, me pergunto até que ponto o fato de eles também terem pai militar (como eu e minha irmã) não tornou as decisões ainda mais fáceis. Meu tio é oficial superior da Marinha, atualmente, na reserva.

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À esquerda: Meu pai, no 4° ano da AMAN, a caminho de São Borja (RS) ; final do curso de Cavalaria incluía partidas de polo na Argentina. Nas fotos ao lado, meu tio quando jovem oficial; navio de passagem pelo Estreito de Magalhães (Chile).

Há algum tempo experimentando a serenidade advinda de fincar raízes junto aos meus, depois de anos mudando de cidade — com mais frequência até que meus primos, enquanto titio esteve na ativa –, de repente, me vejo sondando possibilidades para algo além das fronteiras do Rio de Janeiro.

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De minhas viagens à Amazônia

Fotos publicadas em meu site e nos meus perfis no Flickr e no Instagram

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Menino yanomami e seu cãozinho. Aldeia de Maturacá, 2002

Várias das fotos que fiz em minhas viagens à região amazônica (a trabalho e a passeio) estão, há anos, na Internet. Adicionadas ao meu site, à minha galeria no Flickr e, mais recentemente, também ao meu perfil no Instagram – algumas, diga-se, amiúde reproduzidas sem minha autorização.
Aliás, se você vir por aí alguma dessas fotos sem o devido crédito acompanhando-a – ou, ainda, se tiver interesse em publicar meu material –, agradeceria que entrasse em contato (o e-mail do blog).

Há poucos dias, no calor da discussão sobre a possível extinção do Fundo Amazônia e do aumento do desmatamento na região, subi no IG uma pequena série de fotos de uma viagem que fiz em 2002. Abaixo, uma delas:

Região Norte Amazônia desmatamento queimadas voo sobrevoo Cabeça do Cachorro São Gabriel da Cachoeira tomada aérea ianomâmi ianomâmis SOS Fundo Amazônia Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais Inpe Noruega Alemanha floresta amazônica clima aquecimento global aldeias árvores avião Fotos Amazon rainforest forest Norway deforestation periodistas brasileños prensa photos press jornalista Adriana Paiva

Sobrevoando a Terra Indígena Yanomami: A caminho da Reserva de Maturacá. Novembro de 2002

Depois de subir as (3) imagens, constatei que os desvios de cor ficaram bastante acentuados. Importante dizer que as fotos foram feitas com uma de minhas câmeras Nikon (analógicas) e, embora o filme tenha sido revelado e digitalizado em laboratório profissional, os problemas (que já vinham do registro original) ficaram ainda mais evidentes quando as imagens foram para o Instagram. Preciosista que continuo sendo, é possível que qualquer hora apague o post.

Ainda Amazônia | Outras imagens

Reserva indígena crianças meninas ianomâmis arquitetura construção ianomâmi construções típicas aldeia aldeias Pico da Neblina Maturacá Ayrca Região Alto Rio Negro ICMBio fronteira Brasil Venezuela floresta

Menina yanomami: Aldeia de Maturacá, 2002

Urihi Terra-floresta casa povos originários maloca Yanomami taba aldeia povo indígena índios ianomâmis Fotos por Adriana Paiva

Reserva yanomami de Maturacá: Guiados pelas crianças da aldeia

blog da jornalista Adriana Paiva encontro dos rios Negro e Solimões Rio Negro safári amazônico encontro das águas parque ecológico Amazonas Porto de Manaus do Porto da Ceasa rainforest ecological park

Parque Ecológico Janauari: Iranduba (AM), 2003.

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A primeira vez em que votei no Rio

E como foi bom fazê-lo transbordante de otimismo

A Onda Verde Gabeira 43 - PV RJ Partido Verde candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro 2010 ano também de eleição presidencial eleições estaduais presidenciais fora populistas populismo Lava-Jato ex-governador Operação Lava Jato Rio PT dos Trabalhadores corrupção Lula lulismo lulistas blog da jornalista Adriana Paiva

Fernando Gabeira: Candidato ao governo do Rio, em 2010; (reprodução do YouTube)

Embora carioca, só vim a fazer do Rio de Janeiro meu domicílio eleitoral em 2008, ano em que me mudei de São Paulo.  A primeira vez em que votei na cidade onde nasci, pasmem, foi em 2010.  De lá para cá, minha aposta para a Presidência da República recaiu, por três pleitos seguidos, em Marina Silva. Em 2010 (pelo PV), em 2014 (PSB) e, em 2018 (já pela Rede Sustentabilidade, partido por ela fundado).

Volto, no entanto, àquele 2010 de minha estreia como eleitora em plagas cariocas sobretudo para lembrar que meu voto para governador, naquele ano, foi, convicta e orgulhosamente, para Fernando Gabeira (PV).
Triste admitir, mas, desde lá, não votei para candidatos ao cargo com a mesma convicção. Gabeira, como se sabe, perdeu no primeiro turno para Sergio Cabral Filho, que concorria à reeleição.

Fui ao Twitter buscar o que escrevi sobre as eleições em questão. Entre outros comentários, encontrei, em 28 de setembro de 2010:

Eleições de 2010 Governo do Rio de Janeiro

Como se vê, àquela altura Sergio Cabral já não me inspirava mínima credibilidade. Considerando que suas penas somam, hoje, algo perto de 200 anos de prisão, fico inclinada a enxergar aí um sinal de que devo seguir confiando em meu feeling.

Mas não deixa de ser melancólico lembrar que, enquanto minha desconfiança vociferava a excruciantes decibéis, Cabral continuou a convencer a maior parte do eleitorado fluminense, vindo, inclusive, a facilitar a eleição de seu companheiro de sina, o agora também presidiário, Luiz Fernando P. (me recuso a escrever sua alcunha neste blog), outro que nunca me convenceu.

Culto à personalidade

Considerações tantas talvez para demonstrar que, embora venha repetindo minha aposta em determinados candidatos, não tenho políticos de estimação. Há anos, faço minhas escolhas priorizando pautas e não pessoas e partidos.

Afora por uma e outra ilusões, típicas de adolescentes, ao longo da maior parte da minha vida tenho sido refratária a um hábito tão comum por estas bandas: o culto à personalidade. E nunca, NUNCA caí na esparrela de ajudar a eleger pretensos salvadores da pátria.

Coerente com essa postura, não disfarço meu desinteresse em estabelecer aproximação com pessoas que não veem problemas em se encolher sob ‘ismos’ — de lulistas a bolsonaristas. Isso quando não aderem a iniciativas ainda mais estapafúrdias. Quem nunca esbarrou, nas redes sociais, com fulanos Lula da Silva, beltranas Moro ou – pesadelo dos pesadelos – ciclanos Bolsonaro?
Mas, enfim, fanatismo é assunto sério e não vou eu me estender aqui sobre os motivos que levam pessoas a abdicar de suas identidades e a seguir cegamente outras.

 

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Recordações do MS

Campo Grande * Década de 1990

ateliê Arte do Pantanal animais pantaneiros tamanduá bandeira meu pai papai comandante comandou Antonio Augusto Abreu Paiva família, Turma Humaitá, AMAN 68, 1968,quarteis, quartel, círculo militar, Comando Militar do Oeste, 18º Batalhão Logístico, 18º B Log Batalhão de Transporte, Exército, Cavalaria, general, generais, coronel, coronéis, oficial, filho, filhos, filha, oficiais, militares de carreira, época em que moramos no Mato Grosso do Sul, jornalista Adriana Paiva, jornal Diário, amigos, Oscar, amiga Mariliz Romero Aquino, amizade

Ateliê Arte do Pantanal: De postais a camisetas, mimos com temática regional

Voltando a mexer em postais e fotos, me ocorreu verificar se estabelecimentos que eu frequentava quando moramos em Campo Grande (entre 1991 e início de 1993) ainda estão em funcionamento. Estariam em atividade, por exemplo, nos moldes em que os conheci, o Arte do Pantanal e o Bar Camaleão?

Sobre o Arte do Pantanal, é possível que, em algum grau, minha memória me traia, mas a imagem que me ficou desse período foi de adquirir uma grande variedade de souvenirs em uma lojinha situada na Avenida Afonso Pena – uma das principais da capital -, não muito distante de onde morávamos. Nossa casa ficava na rua Sargento Cecílio Yule – perpendicular à avenida — , em um trecho da vila militar reservado às residências de coronéis e generais. Nessa época, meu pai comandava o 18° Batalhão Logistico.

Do bar Camaleão, já cheguei a falar aqui. Tocado pela família Espíndola, o lugar era um dos mais fervilhantes pontos de encontro de artistas e intelectuais, na capital sul-matogrossense. Quando fiz a foto (abaixo) do recital de Adriana Calcanhotto, aliás, o diretor cultural do bar era o artista plástico Humberto Espíndola, irmão mais velho das cantoras Alzira e Tetê.

show violão música cantora gaúcha músicos cantoras musical jornalismo cultural cantores point cultural MS caderno 2 cultura foto por Adriana Paiva jornalista

Bom, como o Google não me pôde fornecer informações precisas sobre o bar e o ateliê, resolvi perguntar aos amigos Oscar e Mariliz, profundos conhecedores da ‘Cidade Morena‘.

Também jornalista (e, como eu, cobrindo área cultural), Oscar me disse que o bar esteve em atividade por algumas temporadas, na década de 1990, e depois fechou – e que a família Espíndola, desde então, não investiu mais nesse tipo de empreitada. Já o Arte do Pantanal, com aquele perfil que conheci, ao que parece, não existe mais.

A culpa é dos algoritmos

Deslocados na Lacrolândia

Se minha presença no Twitter tem se dado, há muito, pelo intuito de ler sobre temas de meu interesse a partir de um único site, de uns tempos para cá, por uma lógica algorítmica que (no momento) não pretendo conhecer a fundo, me peguei lendo posts de chatos de A a Z do espectro ideológico. Há, claro, quem prefira chamar alguns desses personagens de influenciadores.

Eis que enxerguei aí a oportunidade de trazer para cá uma ‘seção’ que mantinha em meu primeiro blog: ‘Toques de Ficção sobre Lances Verazes’.
Trata-se de uma fórmula que encontrei, naquela época, para, além de extravasar questões sem me expor (nem revelar os pivôs de minha consternação), também exercitar a escrita. 

Ao reler um dos posts que cometi naquele período (o ano era 2005), curioso como a situação se reconstituiu diante dos meus olhos. Eu ri de novo. Um excerto:

“Antes da reengenharia feita a toque de caixa, que resultou na demissão de boa parte do coro de maledicências que se reunia durante a pausa para o cafezinho, Zach B. Burns era tema frequente dos cochichos sibilados pelos corredores da firma. E, não raro, graças a uma interessante presunção: o homem jura saber tudo sobre jornalismo. Quando não está esperneando por ter saído “ao final do cortejo”, Zach, que se dessem chance, reescreveria os dois mais conhecidos manuais de redação e estilo do país, ainda é capaz de largar: ‘Precisavam ter citado que fomos nós que pagamos a viagem ?!’”

Para um próximo post, estou com vontade de criar uma historieta inspirada em personagens de dois dos segmentos mais escabrosos das redes sociais: o dos petistas virulentos e o dos bolsonaristas hidrófobos. Isso. Fanatismo será o tema central.

Perfil no Twitter da jornalista Adriana Paiva - Nas imagens - Partido Rede Sustentabilidade - Marina Silva e Eduardo Jorge - Rede e Verde Meu voto na eleição presidencial 2018 - eleições

Meu Twitter: 23 listas sobre assuntos que vão de cinema e literatura a alimentação vegetariana e ciclismo.

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Leitura do momento (aliás, já quase finda):  Afiadas: As Mulheres que Fizeram da Opinião uma Arte, ensaio formidável da jornalista Michelle Dean sobre algumas das mais influentes (e incisivas) intelectuais do século 20. Entre elas, Dorothy Parker, Hannah Arendt, Janet Malcolm, Norah Ephron e Susan Sontag.

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O período em imagens

 

Via Instagram

Junho | Agosto

Blog da jornalista Adriana Paiva Férias de julho família no Rio museu Cristo Redentor Pão de Açucar museu Petrópolis Europa europeia flânerie transportes sugarloaf mountain throwback thursday França francesa franceses Holanda holandês holandeses colonização europeia europeu europeus Marcio Mizael sem-teto Castelinho acampamento sem-terra época em que moramos no Mato Grosso do Sul...fotos por Adriana Paiva

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“Aulas de felicidade”

Na minha época de UnB era o SOU a apontar caminhos

A inclusão de uma disciplina na grade curricular da Universidade de Brasília (UnB) rendeu, na última semana, uma série de reportagens e posts redes afora. Inspirada na experiência das universidades americanas de Harvard e Yale, “Felicidade”, a matéria em questão, passará a ser oferecida a partir de agosto, e, por ora, apenas aos alunos do campus do Gama.
Com tantas chamadas apontando para o “inusitado” do fato, o que parece ter rendido menos comentários nas redes foi a real motivação da novidade curricular.

A preocupação com a saúde mental dos alunos da UnB foi o que, na verdade, levou à criação da disciplina. Precisamente depois que uma pesquisa demonstrou que um grande número de estudantes vinha apresentando sintomas de distúrbios como a depressão, quadro frente ao qual a universidade admitia não estar preparada para atuar.

UnB Universidade de Brasília John Lennon Beatles histórias de Brasília Bsb brasilienses jornalista Adriana Paiva homenagem música músicos estátuas

O que é bom para a UnB é bom para o Brasil? : Doada à universidade em meados da década de 1990 (época em que fiz a foto), estátua de John Lennon, ainda hoje, é alvo de pichações

Quando vi a reportagem na Globo News, um dos pensamentos que me ocorreram foi que, nos meus tempos de UnB, o que tínhamos à disposição como suporte para nossas inquietações – crises vocacionais, inclusive – era o SOU – Serviço de Orientação ao Universitário http://www.deg.unb.br/sou — e que este foi-me bastante útil na época em que, tendo por volta dos meus 19, 20 anos, ainda não tinha firmeza sobre minhas escolhas profissionais — convém lembrar que entrei na universidade aos 17. Foi frequentando o SOU, aliás, que recebi apoio (e a indicação de uma terapeuta) para começar a fazer análise.

Há que ser sempre recebida com entusiasmo a oferta de disciplinas que tenham como meta a melhoria do bem-estar dos alunos. Entendo que a inserção no currículo acadêmico de aulas de “felicidade” é também uma forma de jogar luz sobre questões que, eventualmente, estejam a afligir os estudantes, e que fazê-lo em grupo, compartilhando experiências, é um bom começo. No entanto, se ao sentimento de inadequação também se somam sintomas de distúrbios mentais mais sérios, é óbvio que esses têm de ser tratados com a adequada orientação profissional.

 

OPTATIVAS

Uma olhada nos históricos escolares das universidades pelas quais passei atesta o quanto sempre fui adepta de incursões por matérias sem imediata ligação com o meu curso. Na UnB mesmo, na tentativa de descobrir qual seria minha real vocação, experimentei um bocado entre a Antropologia e o Cinema – um pouco menos, entretanto, quando me decidi pelo Jornalismo.

FAC história histórias bsb colegas UnB expediente Câmpus jornal ensino superior faculdades estudei DF experiência brasiliense Repórteres e editores Adriana Paiva matéria jornalística reportagem matérias jornalísticas assinadas fotos Veronica Goyzueta Nahima Maciel Renê Sampaio professores David Renault Maria Luiza Dainesi professores telejornalismo Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília

Expediente do jornal-laboratório Campus: Matéria obrigatória ; no meu segundo ingresso na UnB, em 1993, eu já estava decidida pelo Jornalismo

A lista de optativas cursadas (apenas na UnB) incluiu, entre outras: uma série de disciplinas nos departamentos de Literatura e Filosofia, uma efêmera incursão pela Psicologia (com PGE, uma de minhas mais atormentadas escolhas), além de experimentos em Letras, com alemão — que tranquei não muito tempo depois de começar a contar ‘eins, zwei, drei, vier’… – e língua japonesa, cuja aprendizagem busquei aprimorar em cursos fora da universidade.

Embora continue entusiasta de uma formação multidisciplinar, hoje reconheço que preferiria ter ingressado na universidade com menos dúvidas do que entrei, o que, é bem provável, me teria levado a cursar optativas com mais objetividade, isto é, buscando aquelas mais condizentes com minhas verdadeiras aptidões.

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O período em imagens

 

Via Instagram

Seleção | Março – Abril 2018

esporte esportes corrida kitesurfe kitesurf photo photos Rio 92 Earth Summit Fotos por Adriana Paiva

* #TBT dos tempos de faculdade: Eco 92 * CCJF * Escadaria do Teatro Municipal (RJ)  *
* Marielle Franco: Presente!: Praça Floriano * Mês Internacional da Mulher * Cinelândia *
* Arpoador * Praia da Reserva * Orla Conde 
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 * Ipanema, Posto 8 * Kitesurfe na Praia do Pepê * Copacabana / Travessias *

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A UnB de nossos manifestos juvenis

[ Da série: ‘Arquivos Brasilienses’ ]

O ano em que, por pouco, não vimos uma viralata tornar-se reitora

Universidade de Brasília histórias Bsb história FAC Faculdade comunicação Geni a cãdidata cães viralatas SRD brasilienses Adriana Paiva jornalista

Campus da Universidade de Brasília (UnB): A mascote Geni “posa” ao lado do DCE. ‘Cãdidatura‘ da viralata à reitoria ganhou fôlego a partir dos centros acadêmicos 

Estávamos em 1993,  pouco tempo após o meu segundo ingresso na UnB (dessa vez, para cursar Jornalismo) e em época de eleições para a reitoria.

Não recordo das circunstâncias exatas que envolveram a iniciativa de lançar a viralata como candidata a reitora. Ouvi quem afirmasse que a ideia teria sido gestada dentro do DCE, mas também quem dissesse que teria partido do pessoal do CAFIS, o Centro Acadêmico do curso de Física.
Concebida para encarnar o voto de protesto – no mais galhofeiro estilo “macaco Tião” -,  fato é que a candidatura da cã bonachona deixou o campus em polvorosa, com as ações criativas promovidas pelo pessoal dos centros acadêmicos, vindo, inclusive, a ser destaque em vários veículos de imprensa.

Foto pde Adriana Paiva

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Algum tempo depois de “concorrer” à reitoria, Geni também foi parar na capa do “Agnaldo”, suplemento cultural de nosso semestre de Campus (o jornal-laboratório do curso de jornalismo da FAC), ao lado de acontecimentos e personagens de destaque da cena brasiliense, como o Maskavo Roots  – em sua primeira formação; a que tinha como guitarrista o Carlos Pinduca, fundador da banda e meu colega na disciplina ‘História da Imprensa’ (ministrada pelo saudoso Carlos Chagas):

jornal bandas brasilienses de garagem capa do suplemento Agnaldo do Campus

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Falando, ainda, em reitoria, informações que já quase me escapavam: Ao longo de meus dois ingressos na UnB, tivemos três diferentes reitores: Cristovam Buarque, Antônio Ibañez Ruiz (que chancelou minha mudança de curso, da Antropologia para o Cinema) e João Claudio Todorov (por dois mandatos).

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| Outras notas brasilienses:

*  + Universidade de Brasília * Meus endereços na capital federal * Brasília, 56 anos  * Bsb: 54° aniversário * Brasília aos 53  * Recuerdos digitalizados  * Pelas mesmas ruas onde aprendi a dirigir * Retratos em preto e brancoNotas do Clã * Arquivos de andanças * Razões para retornar a Brasília *

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Nostálgica

Ecos do Planalto Central

Daqui a mês e pouco, Brasília aniversaria e, eu, nostálgica por antecipação, passeando pelo meu primeiro blog, relembro do post cujo excerto trago para cá:

Foto por Adriana Paiva - Apartamento SQS 112 Plano Piloto Asa Sul DF Residência funcional do EMFA Estado Maior das Forças Armadas história histórias de Brasília Bsb apartamento imóvel  filhos de militar - militares

Edição a partir de fotomontagem feita no meu antigo laboratório PB.  Junto a “Meu Tempo é Quando”, poema de Vinícius de Moraes (‘Poética’, Nova York, 1950), inseri imagem registrada em 1987, da janela do apartamento onde morávamos, na 112 Sul — época em que eu estudava Antropologia (na UnB) e meu pai trabalhava no EMFA (atual EMCFA).

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Bsb | Entre idas e voltas:

* Na Barra como em Brasília – Meus endereços na capital federal * UnB – Universidade de Brasília * Fase de fixação nipônica  * Brasília, 56 anos – Via Periplus  * Bsb: Um brinde aos 54 * Bsb faz 53 * Ao calouro, com amor * Recortes brasilienses | Em P&BErrantes desde pequenos | Notas do Clã * Arquivos de andanças * Por que 5 x Brasília? *

 

Paris e seus cães

 Do meu perfil, no Instagram

Aqui, a foto sem cortes

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Nas imediações do Louvre: Eu ando pelo mundo prestando atenção na bicharada. E aí, fisgada pelo Lulu, porque, sem coleira e mui pacientemente, ele esperava seu dono terminar uma conversa bem perto da entrada da estação de metrô.

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Geografia de afetos

Entre as andanças, a troca de cartas

E por que mesmo 5 vezes Brasília?

Dedicada às costumeiras arrumações de final de ano, lembro, com alegria, que, diferentemente dos cartazes e programas de teatro, que vi serem extraviados em meio às nossas mudanças de cidade, parte preciosa de meus arquivos epistolares segue cuidadosamente armazenada.
Vários desses cartões, cartas, telegramas (e envelopes) já estavam escaneados havia algum tempo – previdente que às vezes sou. Cheguei, aliás, a publicar algumas reproduções no Periplus, no início dos anos 2000.

Correios - Exército comando papai meu pai Antonio Augusto Abreu Paiva Turma Humaitá AMAN 68 1968 Apartamentos na 209 Sul na 112 Sul e na 103 Norte Do Pará e do Mato Grosso do Sul Débora Sena Amambai MS Paraguai 17° RC Regimento de Cavalaria Fukumi Ikeda nissei Amazonia Belém Pará Mariliz Romero comandou comandos 18° Batalhão Logístico Blog MS filha filhos de militar Forças Armadas militares Ensino escolas colégios particulares estudei estudos Primeiro Segundo Grau Adriana Ana Cristina Escola Marista Integral La Salle Colégio Eduardo Guimarães educação

Pelo correio. Para 3 de meus endereços em Brasília: Cartão de Natal enviado de Amambai (MS) por Débora, amiga (e ex-vizinha de vila militar) que me conhece desde criança – nessa época, eu morava na 209 Sul. Em 1989, quando residíamos na 112 Sul, cartão de Ikeda-san, colega de minha irmã nos tempos de Colégio Marista (em Belém), acabou virando amiga de nós duas;  e na 103 Norte, em 1993, remessa da amiga Mariliz, que conheci em Campo Grande (MS).

Passando os olhos por toda essa correspondência, veio batucar um assunto sobre o qual já falei aqui en passant: por que, afinal, depois daquela primeira vez, voltamos a morar em Brasília em outras quatro ocasiões?
Chamei meu pai  para conversar. Sabia das razões, em linhas gerais, mas queria ouvi-lo falar dos detalhes. Segundo ele, a prioridade era que eu e minha irmã tivéssemos a melhor formação escolar possível – estudamos, de fato, em ótimos colégios – e crescêssemos numa cidade segura e tranquila – o que Brasília de certa forma foi, em nossos tempos de infância e pré-adolescência. Junto a isso, pesou o fato de que, para lá também costumavam pleitear retorno os seus amigos mais próximos. Muitos dos quais conviveram com ele ainda antes de seu ingresso na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

Confesso que, nesse aspecto, tenho uma certa inveja de meus pais. Boa parte daquelas amizades que eles começaram a cultivar na juventude eles preservam até hoje.
Já eu, certamente por ser mais introvertida (e por ter feito tantas escolhas heterodoxas), vi, ao longo dos anos, muitos dos meus laços de amizade se afrouxarem e se perderem pelo caminho. Perdi, por exemplo, boa parte de meus contatos de Belém e de Olinda. Em contrapartida, ainda mantenho ligação com várias das pessoas com quem convivi no Mato Grosso do Sul e em Brasília e com outros filhos de militar que, como eu, também não eram muito de frequentar o meio.
Admito que, se o grau de intimidade com algumas dessas pessoas variou tanto ao longo dos anos, talvez tenha faltado mais investimento de minha parte, no sentido de criar as situações para revê-las.

No caso de meus pais, as circunstâncias para manter as relações aquecidas parecem estar sempre se renovando, vide a penca de reuniões – sob motivações as mais variadas – das quais eles participam a cada ano.
Eles me contam histórias curiosas sobre esses eventos. De um desses encontros anuais, a propósito, o do Colégio Militar (que meu pai cursou parte em BH, parte no Rio) costuma participar o Fernando Bicudo, de quem creio ter ouvido falar pela primeira vez na década de 1990, por sua atuação como diretor e produtor teatral.
Dessa turma deles, relata meu pai, outros desistiram da carreira militar e incursionaram por diferentes profissões – casos do cantor Ivan Lins e do falecido ator Luiz Armando Queiroz.

Piraquê Lagoa - Reunião anual do Colégio Militar Turma 1958 1964 . Filha filhos de militar Turma do meu pai - CMRJ Humaitá - militares Coronel General coronéis e generais Heleno Esper Arthur Souza filho Montanha oficiais superiores Exército Cavalaria colegas da AMAN Academia Militar das Agulhas Negras

Reuniões anuais da turma de meu pai no CMRJ: na foto do alto, comemoração no Clube Piraquê, em 2014. Acima, reunião de 2016; segurando a bandeira, no centro da imagem, Fernando Bicudo

Voltando àquele meu esforço de reaver e manter afetos, é claro que, à maneira do que ocorreu com muita gente que conheço, as redes sociais (primeiro o Orkut, depois o Facebook) cumpriram seu papel nesse propósito. Mas, fale eu de amizade ou do valor que dou à interlocução, jamais hei de esquecer que, muito antes delas, havia o ritual da troca de missivas.

IG: Outubro/Novembro

 

O período em imagens

Dois meses em doze registros

Haia Paris ruas parisienses Europa europeus Avenida Niemeyer Sheraton Hotel São Paulo Oca Ibirapuera museu MAC Niterói Urca Fotos por Adriana Paiva

* #Throwbackthursday: Homenagem a Frans Krajcberg * Haia, Holanda * MAC / Niterói *
* Museu de Arte do Rio – MAR * JRart / Pier Mauá * Pista Claudio Coutinho *
* Bikes_Ciclovias:  Avenida Pasteur
Avenida Atlântica * Paris *
 * Avenida Niemeyer * Praia de Fora, Urca * Praia do Pepê, Barra da Tijuca *

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Antes de desativar seu perfil no Instagram…

Pense bem; não há garantia de que você reveja suas fotos

Aqui, um resumo do que ocorreu comigo: Em 24 de julho de 2017, desativei minha conta no Instagram. Ao reativar, no dia seguinte, constatei que cerca de 750 de minhas imagens haviam desaparecido. Embora os sucessivos contatos com o suporte da rede social, em momento algum, eu obtive retorno. Dado o espantoso volume de queixas semelhantes, partidas de outros usuários, qual não foi a minha decepção ao concluir que falta de feedback é praxe do Instagram

Museu Municipal de Haia - Foto pde Adriana Paiva

‘Hollands Deep’,  mostra do fotógrafo Anton Corbijn no Museu Municipal de Haia: Imagem (re)publicada no Instagram

 

Escrevi, em 26 de julho:

Sim, este é um ‘repost’. E um ‘repost’ em sinal de protesto. Pois que sigo inconformada com o sumiço de minhas fotos. M-I-N-H-A-S. Todos registros de minha autoria, convém enfatizar. Das mais de 1000 imagens publicadas, de 2013 para cá, restaram 250. Como assim? Por quê? Aonde foram parar? Entrei em contato com o suporte do Instagram, mas, como sói ocorrer nessas circunstâncias, não obtive nenhum retorno. Pesquisando na Internet, descobri que outros usuários passaram por situações semelhantes, ao desativarem seus perfis e reativarem algum tempo depois. Entre inúmeras reclamações e um e outro relato desesperado — de gente que, como eu, fez contatos infrutíferos com o suporte –, encontrei até quem relatasse ter perdido uma “galeria” inteira, ao desativar sua conta aqui. E aí?  Fica por isso mesmo?

Voltei ao assunto, quatro dias depois:

Roterdã Paris - Foto de Adriana Paiva

Ainda à espera de ter minhas fotos de volta. Li em queixumes por aí, entretanto, que, justamente quando menos se espera, é que as imagens costumam retornar à sua galeria (…)  No meu caso, que tenho usado o Instagram, sobretudo de forma lúdica, é certo que já não verei a mesma graça em continuar postando. Só não me aborreço mais porque tenho o backup de tudo o que já publiquei aqui. A exemplo deste registro, que fiz a bordo de um trem da Thalys, viajando de Rotterdam a Paris.
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Da série: “Arquivos de Andanças”

Revendo trajetórias

“Pertence à ordem do amor para um filho, em primeiro lugar, que ele diga sim a seus pais como eles são”

(Bert Hellinger)

Se eu já era cuidadosa em relação aos meus backups, tornei-me três vezes mais depois de passar por uma (ainda não digerida) perda de arquivos fotográficos.
E eis que, no movimento de encontrar (e, aos poucos, reparar) imagens do Periplus, meu primeiro blog – até recentemente, hospedadas em um de meus domínios -, deparei com um post em que eu relatava um reencontro com colegas jornalistas, ocorrido em São Paulo, logo após eu me mudar para lá. Fez-se, então, a deixa perfeita para eu retomar o assunto aqui.

Banner do Periplus Colégios estudos onde estudei Colégio Eduardo Guimarães Segundo Grau Escola La Salle Integral brasilienses japoneses faculdades Universidade de Brasília Em japonês das aulas de Alice Tamie Joko UnB hiragana katakana Nihongo Adoriana Paiba


Comentando uma afirmação equivocada sobre carreira no Exército, feita por uma das pessoas presentes àquela reunião, escrevi em certa altura: “Em um país onde o alistamento militar é obrigatório, não seria duplamente imperativo que nosso repórter estivesse a par de questões como essa?”
Então.Imaginem ter de explicar para um jornalista, com idade perto dos 30, o que significa, para essa carreira em especial, o seu pai ter cursado AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras). Logo eu! Difícil de acreditar, mas eu precisei fornecer tais explicações para um cara que chegou a frequentar festa na casa da minha família, em Campo Grande (MS), justo na época em que meu pai, então coronel, comandava um quartel na capital. O mesmo indivíduo que, algum tempo depois do tal equívoco, eu soube estar frilando para um jornal de São Paulo.

Papai como Coronel Paiva Antonio Augusto pai de Adriana Paiva - ECEME Escola de Comando e Estado-Maior do Exército Condecorado em 1995 durante governo FHC QG do Exército SMU Setor Urbano Colégio Militar Prova de salto na AMAN cavalo Batorité Seção Equitação Turma Humaitá 68 Academia Militar das Agulhas Negras Resende 1968 general de divisão portugueses descendentes descendente avós avô avó general generais Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais EsAO Comandos Curso de Altos Estudos Militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército ECEME Paiva 3° Esquadrão Cmec 3° Esquadrão de Cavalaria Mecanizada - O 18º Batalhão Logístico 18º B Log comunicação Quadro de Estado-Maior da Ativa QEMA
história Campo Grande MS militares pai da jornalista Adriana Paiva filha filhos de militar Q.G.

 

Meu pai em 3 tempos: A partir do alto, no sentido horário: Em 1958, com 12 para 13 anos, aluno do Colégio Militar de Belo Horizonte; em 1967, participando, como cadete, de uma prova de salto na AMAN; e em 1995, aos 50 anos, condecorado, como coronel, na mesma cerimônia em que, coincidentemente, meu ex-professor de História da Imprensa (FAC/UnB), o jornalista Carlos Chagas (na 2.ª fileira), também era homenageado.

Pouco converso sobre o assunto, mas não teria como ignorá-lo. Afinal, trata-se de minha filiação. Meu pai chegou ao topo da carreira, tendo cumprido, com honrarias, todo o percurso a partir do Colégio Militar: entrou na AMAN – Academia Militar das Agulhas Negras (o equivalente, em termos civis, a uma universidade), fez EsAO, ECEME, comandou quartéis, como major e, depois, como coronel…
Ou o coleguinha, lá atrás, era pouco informado sobre o meio (do que duvido muito) ou agia de má-fé, opção que reputo como a mais provável. Bem, mas essa é uma outra história. Não faz sentido ocupar o espaço do meu blog com considerações sobre a motivação (e os complexos) de quem eu mal conheço.

Percursos dos pais, escolhas dos filhos

Lembro da primeira vez em que me senti constrangida por ser filha de militar. Eu era adolescente e cursava a primeira série do Segundo Grau numa escola particular de linha progressista, em Botafogo. A situação não poderia ser mais banal: minha carteira de identidade caiu no chão da sala de aula. O garoto que sentava-se ao meu lado viu e pegou-a, às gargalhadas e com um comentário mais ou menos nestes termos: ‘Olha só, gente, ela é filha de major!‘ — o RG emitido pelo então Ministério do Exército trazia impressa a patente do pai do portador.  Embora perdoado, o bullying continuou reverberando muito tempo depois. Mas foi ali, naquela escola da zona sul carioca, em meio a aulas de Sociologia da Educação e práticas artísticas, com professores por quem eu nutria enorme fascínio, que eu comecei a ter a real dimensão da triste herança deixada pelo regime militar. Daí porque, alguns anos depois, tenha ingressado na universidade esperando que esse viesse a ser um assunto particularmente incômodo. Chegava a antever os dedos em riste. Mas não foi o que ocorreu. Pelo menos não em minhas duas passagens pela UnB. Talvez tenha pesado o fato de que éramos ali, em um grande número, alunos vindos de outras cidades, vivendo em Brasília sobretudo em função das profissões de nossos pais. E por que mesmo interessaria saber a profissão dos progenitores dos seus colegas de turma?

Mas se eu, a partir da adolescência, passei a me sentir desconfortável com o fato de ser filha de militar, de lá para cá, tenho conhecido pessoas que relacionam-se com a sua filiação de maneira bem mais serena – gente, inclusive, com quem compartilho semelhantes ideais progressistas.

Nesse grupo, ouso incluir o fotógrafo Luis Humberto, de quem fui aluna na UnB. Conheci-o na época em que eu estava pleiteando mudança de curso, de Antropologia para Comunicação. Não demorou a que eu descobrisse que ele também era filho de militar. Antes e depois de meu ingresso na FAC, chegamos a conversar, muito abertamente, sobre as implicações de ter pai “milico” e de como essa nossa origem se refletia em nossas escolhas – para o bem e para o mal. Eu concluía ali que, para lá das diferenças geracionais (meu pai nasceu em 1945) e das trajetórias dentro das Forças Armadas, nossos pais tinham muito em comum. Em termos de formação intelectual e cultural, mas, sobretudo, no que dizia respeito a aceitarem as opções que fazíamos, por mais heterodoxas que pudessem se revelar. Entendia, então, que éramos ambos filhos de homens em nada parecidos com a imagem (ainda hoje) bastante difundida do militar inculto e reacionário.

 
 
 
 
 
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Aquela promessa

As temperaturas têm estado amenas

Mas e os dias secos e de céu azulíssimo, cadê?

Avenida Niemeyer

Manhã da sexta-feira (19) : Dentro do carro, descendo a Avenida Niemeyer de volta à Barra da Tijuca; registro feito com o meu smartphone.


Tanto na ida para Copacabana, quanto na volta para o Novo Leblon, testemunhamos uma série de pequenos acidentes, a maioria em consequência das pistas molhadas. No primeiro, assim que saímos do condomínio, vimos um motociclista derrapar e cair na curva de acesso à pista em direção ao Recreio. Com o sinal fechado, ainda tivemos tempo de vê-lo de pé (aparentemente ileso), conversando com o motorista que ofereceu-lhe ajuda.
Tenho lido em jornais e sites, rede afora, que, em várias regiões do país, este vem sendo considerado o segundo outono consecutivo com volume de chuvas acima do normal. Até Brasília, que, como bem recordo, deveria estar em pleno período de estiagem, também vem registrando índices pluviométricos fora do comum.


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Na Barra como em Brasília

Reminiscências de uma caminhante contumaz

Mandala Barra da Tijuca condomínios PNR residência funcional Setor Militar Urbano SMU QRO Quadra Residencial de Oficiais

Barra da Tijuca e Brasília - Plano Piloto - Setor Militar Urbano SMU SQS 112 SQS 209 SQN 102 SQN 103 Quadras superquadras casas e apartamentos em Brasília - Residência funcional residências funcionais quartéis militares filhos de militar EMFA QG do Exército 3° Esquadrão Cmec comando Cavalaria

Quadra das Ilhas, Quadra das Brisas; são cinco quadras ao todo. Desde que meus pais moraram na Quadra das Enseadas, há alguns anos, nunca deixei de achar curiosa essa subdivisão (e me incomodar um pouco com a falta de ousadia na escolha dos nomes). Enfim, esses são recortes do que diviso durante minhas rotineiras caminhadas entre os condomínios Novo Leblon e Mandala. E, sim, com a sempre renovada sensação de estar circulando entre os blocos das quadras residenciais de Brasília. No Mandala, em especial, é frequente me sentir como que caminhando por certas superquadras 100/300 da Asa Sul. 

5 X Brasília

Sabedores de que uma recordação não tarda a ativar outras, vamos lá: nas cinco vezes em que moramos em Brasília, por períodos variáveis, entre 1975 e 1996, estes foram os nossos endereços (na exata sequência): SMU/QRO, 102 Norte, 209 Sul, SMU/QRO, 112 Sul e 103 Norte. Um conhecedor mediano da cidade não custaria a inferir por que, exatamente, residimos nessas áreas.
Poupo-lhes de mais elucubrações. Para que se compreenda a razão de parte de meus deslocamentos país afora e uma vez que eu só havia referido-me ao assunto nas entrelinhas (Marambaia, Forte São João, etc.), creio que caiba acrescentar: quando fomos a primeira vez para Brasília, na década de 1970, meu pai (hoje na reserva) era capitão (Exército/Cavalaria). Na última, coronel, voltando do comando de uma unidade militar em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

|  Ainda mais  BRASÍLIA :  No blog e no Instagram aqui ou pela hashtag #adrinascidades  | 

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A mais atípica das cariocas

 

De frente para o mar. Mas e daí?

Trocando praia e mostras de arte por filmes e livros

Oscar, Bafta e Berlinale - Rio Design Barra, alimentação natural, cinemas, Fase vegetariana, Sobre estilo vegetariano, Época macrobiótica Fase entre

Cinema do Rio Design BarraEm cartaz, nas últimas semanas, várias produções concorrentes nos festivais da temporada

Da varanda e de todas as janelas do apartamento onde moro tenho ampla vista para o mar. Passando em revista os meus “périplos”, arrisco dizer que, na maioria das cidades litorâneas onde vivi, quando não morei diante de uma praia – como em Olinda ou na Restinga da Marambaia -, residi bem perto. Nesse aspecto, não me canso de repetir, a Urca figura entre minhas mais agradáveis experiências.
Eu ainda era um bocado “praieira” quando morei lá, na adolescência. Quase insanamente, eu diria. A ponto de tomar banho de sol nos horários mais proibitivos e de ficar muito frustrada se, na segunda semana de verão, já não estivesse ostentando um bronzeado de capa de revista. Como podem ser comezinhas as prioridades de uma adolescente, não? Acho que, mais tarde, adulta, eu só consegui pegar mais leve com minha (falta de) consciência porque, foi ali, por volta dos 15, 16 anos, que eu aderi à alimentação natural, escolha que, ao contrário dos prognósticos familiares, acabaria não se revelando mais um modismo. Desde então, nunca mais voltei a comer carne.

Hoje em dia, viver perto do mar não altera em nada o fato de eu gostar cada vez menos de calor e, por conseguinte, do verão. E já não alterava quando morei em Olinda (por quase nove meses, entre 96 e 97), em uma casa na beira da praia. O calor, aliás, foi um dos motivos que me levaram a abreviar meu tempo de residência na cidade. Dentre todas onde morei, decididamente, aquela onde me senti menos adaptada. Mas é claro que, embora o componente climático tenha contado muito, ele não é suficiente para explicar minha inadequação.

Minha breve temporada nordestina

Mudamo-nos de Brasília para Olinda em julho de 1996. Quando vim embora para o Rio, minha família continuou morando lá – até a transferência de meu pai para São Paulo, em 1998. Diferentemente de mim, meus pais adoraram a experiência de morar no Nordeste. 
Que não se interprete, a partir daí, que eu não gosto da região. Conheci algumas incríveis cidades nordestinas. Na maioria das situações, claro, na condição de turista.

Hoje entendo que viver uma rotina de morador, em qualquer que seja a cidade, pode se revelar uma experiência amargamente definitiva. Daí que eu costume dizer, que, se pudesse voltar no tempo, teria preferido que minhas primeiras incursões por Olinda e Recife tivessem se dado durante o carnaval. O que certamente teria me permitido manter, em relação às duas belas cidades, algo da disposição generosa, daquele olhar encantado típico dos forasteiros.

Voltando ao calor em terras cariocas…É certo que, em função disso, tenho ido com menos frequência ao centro da cidade. Mas, no balanço de resfriados (culpa de entre-e-sai do ar-condicionado), enjoos e irritabilidade, há que se registrar os ganhos: tenho ido mais ao cinema – ao Espaço Rio Design, do lado de casa, por exemplo, eu vou a pé – e, do final de janeiro para cá, assisti a cinco das principais produções cinematográficas concorrentes nos festivais da temporada. Concomitante a isso, aproveito a estação para colocar minhas leituras em dia. Hoje comecei a ler “Cinco Esquinas”, do Mario Vargas Llosa.

Colado aos shoppings Millenium e Novo Leblon

 Ainda o Rio Design Barra: Um dos três shoppings próximos ao Novo Leblon, condomínio onde moro. Além do cinema, aí encontro uma livraria e ótimos restaurantes, cafés e sorveterias. 

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São Paulo, 463 anos

 

“Aprender que a Pauliceia ainda pode cantar”

Hoje, a capital paulista faz aniversário. E eu, aqui, do outro lado da ponte-aérea, cedo peguei a deixa e entrei no clima.

São Paulo Playlist da jornalista Adriana Paiva - música seleção musical paulista paulistas

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Façanhas pré-natalinas

Ou: Inventaram o Papai Noel mais antipatizado do Brasil

Cães passseiam

Passeador de cães no condomínio Mandala: Vizinhança com grande número de animais de estimação

Neste que, certamente é, entre os muitos endereços onde morei, o que tem mais cães e gatos por metro quadrado, que ideia infeliz fazer de uma prévia natalina o mais estrepitoso festival de fogos de artifício já ouvido – daqui até sabe-se lá que longínquo logradouro. E o suplício parece piorar a cada ano. Como também o comprova Bob, o poodle. O pobre animal rejeitou o passeio do meio-dia e, até agora, não se animou a sair de debaixo da cama.
A bandinha desafinada, tocando temas natalinos em looping, desde muito cedo, pode-se até relevar. Não esqueço que também eu já acreditei em Papai Noel.

E, aqui, outra nota edificante:

Como de (quase) todo mal se consegue extrair algo positivo, ter sido acordada neste sábado com tamanho alarido até que me encheu de ideias. Pensando em incluir, na minha lista de metas para 2017, uma reunião com os donos de “pets” do condomínio. Quem sabe se, unidos em nossa justificadíssima consternação, não logremos abolir uma “tradição” tão inconveniente? Pelo fim dos fogos de artifício !

 

 

 

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Sobretudo porque célere

Ainda o metrô

Museu de Arte de São Paulo Lina Bo Bardi arquiteta cavaletes de vidro

Certos encantos da metrópole: Sair do MASP,  pegar o metrô até a Pinacoteca e voltar à Paulista com disposição para ainda flanar

Um leitor do blog fez a provocação e eu não me furtaria a responder: “Você fala tão bem do metrô porque não deve usar com frequência”. È vero, ultimamente, não. Ele ainda emendou: “E aposto que nunca entrou na Estação Sé perto de final de expediente”. Taí. Entrei. Pode ter sido por absoluta ignorância da multidão que encontraria em uma daquelas típicas tardes de temporal na capital paulistana. Mas entrei. Admito, é experiência para os fortes. Eu não a repetiria em sã consciência.

Sinto que minha relação com o metrô, hoje em dia, guarda certo laivo de minhas experiências de jovem universitária vindo ao Rio visitar meus avós. Com o sentido de urgência próprio de meus vinte e poucos anos, como não amar a ideia de sair de um sebo no centro da cidade, embarcar em uma estação próxima dali, e, minutos depois, já estar flanando por Botafogo? Quando vinha de férias, era principalmente meu avô quem costumava me deixar nos lugares onde eu desejava ir. Mas quando eu não podia contar com a carona dele, o metrô, frequentemente, me foi de grande serventia.

Já em São Paulo, de uns anos para cá, minhas melhores experiências com o meio de transporte têm se dado em dias em que, tendo uma agenda flexível, posso me deslocar sem muita pressa. Em uma dessas ocasiões, peguei o metrô na Paulista para ir até a Pinacoteca, dali até a Vila Madalena e, mais tarde, outro de volta à Paulista, aportando por lá com disposição para ainda flanar pelos arredores. A melhor maneira de visitar um número razoável de museus e galerias, em um mesmo dia, segue sendo essa. Mas, claro, evitando sempre os horários de rush.

A propósito ainda de ser conduzida aos locais que me interessam, com praticidade e rapidez, gostei bastante da experiência que tive, dia desses, de pegar um VLT na Parada dos Museus – ao lado do Museu de Arte do Rio -, para descer na Cinelândia, perto de onde, aliás, o ônibus exclusivo do Novo Leblon faz escala no percurso de retorno ao condomínio.

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Em tempo: A revista O Globo deste domingo traz especial sobre a Linha 4 do Metrô do Rio, com crônica de Arnaldo Bloch e ensaio fotográfico de Custódio Coimbra. Aqui: [=].

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De como saio dos meus domínios

Ou: Pretexto para tecer loas ao metrô

Barra da Tijuca

Casas do Novo Leblon e, ao fundo, edifícios do Mandala : Ambos os condomínios dispõem de transporte exclusivo para os moradores.

Um espanto lembrar que há mais de década vendi meu carro. Para ser precisa, em 2005, quando ainda morava em Moema (São Paulo) e, àquela altura, já mal o tirava da garagem, desanimada que andava com o trânsito da cidade e com todas as implicações de ser proprietária de um automóvel.
Não abri mão por completo de dirigir, entretanto. Prova é que, ainda antes de mudar para o Rio, fiz questão de renovar minha carteira de motorista – emitida em Brasília, em meados dos anos 1990 -, e, desde então, já renovei-a uma segunda vez.

Embora tenha cada vez menos vontade de dirigir, para não perder, digamos, a prática, pego de vez em quando o carro do meu pai. Mas é raro que me aventure a deixar os limites da Barra da Tijuca. Situação que talvez fosse diferente, se eu não contasse com o transporte próprio do Novo Leblon, condomínio onde moro. Os ônibus, equipados com wi-fi, ar-condicionado, poltronas reclináveis (e, em alguns casos, TV), me levam, com conforto e eficiência, a todos os locais onde preciso estar, do Leblon ao centro da cidade, bem como de volta ao condomínio.  Não dispusesse dessa comodidade, é possível que me tornasse uma usuária mais frequente do BRT. Sobretudo porque, além de ter uma estação em frente ao Novo Leblon, agora também faz ligação com a recém-inaugurada estação Jardim Oceânico do Metrô.

METRÔ. Ergo um altar a esse maravilhoso invento humano. Metrô, do que mais sentia falta quando morava em Moema. Como não pensar, além de tudo, na pequena fortuna que eu teria deixado de desperdiçar com táxi, se essa área da cidade já integrasse a malha metroviária, nos últimos anos em que residi no bairro?

Minha mãe, que voltou de São Paulo no sábado, veio puxar assunto a respeito. Tendo se hospedado na Lavandisca, rua vizinha à Tuim, onde morei entre 99 e 2005, ela comentou que, observando o tumulto ocasionado pelas obras do metrô, na Avenida Ibirapuera e no entorno, essas pareceram-lhe bastante adiantadas. E, a caminho do Congonhas, o taxista que a conduziu só fez reforçar essa sua impressão.
Comentei de volta, um tanto ceticamente, que era de se esperar. Afinal, a estação de Moema é uma das extensões da Linha 5-Lilás cujas obras, após uma série de problemas na Justiça, foram retomadas em 2011. Dado que o prazo de sua entrada em operação foi tantas vezes revisto, disse a ela que achava mais sensato ainda não comemorar. Por ora, indo a São Paulo e hospedando-me no Ibirapuera, vou me resolvendo com os meios de transporte habituais.

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Ainda clima e Notas do Clã

Updated

engenharia Engenheiro da computação cópia contato, TRI-X, Kodak, filme, analógico,

WhatsApp, 13/6: Minha irmã, recém-chegada de Curitiba, mandando um alô direto de Goiânia

As temperaturas pelo país andavam enlouquecidas assim quando minha mãe e minha irmã foram a Curitiba festejar o aniversário de meu sobrinho.
Vasculhada rápida em meu baú de reminiscências climáticas… Mais surreal do que 14°C em Goiânia? Peraí. Acho que apenas a visão de mulheres andando de cachecóis e polainas durante a estação de chuvas, em Belém, quando moramos lá em meados da década de 1980. Para nós, vindos, então, do Rio de Janeiro, a chuva em plagas paraenses em nada mitigava o calor “aderente” ao qual eu mesma nem cheguei a ter tempo de tentar me habituar. Moramos lá durante pouco mais do que um ano e meio.

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Tiago, o garotinho fofo das fotos acima (em nosso antigo apartamento na 103 Norte), à semelhança desta tia que aqui escreve, também cedo se habituou a frequentes mudanças de cidade. Depois de algumas idas e vindas pelo Brasil, aos 11 anos, ele foi morar em Caracas, na Venezuela. Recentemente, aos 20 e poucos — lembrando algo de meus arroubos nessa idade –, deixou para trás a faculdade na UnB, para prosseguir com o curso de Engenharia da Computação na PUC de Curitiba. E, agora, se prepara para uma temporada de seis meses em Santiago do Chile. A  startup  que ele criou em parceria com colegas de curso foi selecionada para um “programa de aceleração” na cidade. Do lado de cá, orgulhosa por ele continuar trilhando caminhos nos quais acredita, desejo-lhe SORTE.

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Brasília: 56 anos

 

Minha homenagem

Com trechos de post publicado em 2002,  no meu 1° blog,  o Periplus

Mudanças de cidade - filha filhos de militar militares do RCG Cavalaria Dragões da Independência superquadras brasilienses DF oficiais Exército Brasília macrobiótica e vegetariana estilo vegetariano Neasia Alice Joko Departamento de letras UnB Universidade de Brasília Hare Krishna música músicos comunicação professores Revista Transe

Privilégio de ter vivido o lado mais “cidade” da capital da República.

Estávamos no início dos anos 2000 e eu me pegava revolvendo lembranças da década e meia em que, entre idas e voltas, morei na cidade : 

“(…)  O primeiro sobrevoo pelo ocre saturado do Planalto Central. As chuvas perfumando tudo depois dos duros meses de estiagem. O céu azul-púrpura e o horizonte amplo. A arquitetura de arestas. As vastas galerias e avenidas. Aprender a dirigir por essas ruas. A tentação da velocidade…
Nossa “secreta”, a baiana Joana. Seus quitutes pontuais. Judy, minha Lulu da Pomerânia. Preta, a vira-lata do coração. As ‘creonças’ aprendendo a cavalgar no RCG. Ver meu pai jogar pólo. Fazer natação no Círculo. Os arraiais de São João. As visitas de meus avós durante as férias. O casamento da Cris, minha irmã. O nascimento de meu sobrinho Tiago.

Webster, meu professor de violão, e Verinha, sua namorada. Martín, Go, Leda, André, Carla, amigos e conselheiros. Valéria Velasco, mãe da Usha e minha primeira editora no Jornal da Comunidade.
As festas que organizávamos no Park Way. Fechar todos os bares da 108 / 109 sul, em cantorias desatinadas com a turma da FAC.

Deixar de comer carne, aos 15 anos. Ir ao Jegue Elétrico para comprar a “Transe” e os discos do pessoal do “Lira Paulistana”. Domingo de ‘prasada’ no Hare da 508. Fim de tarde no Café Martinica, a metros da minha casa. O pão de queijo e o bolo “peteleco” do “Furão ” (fechado há anos), na 102 norte. As tortas da Praliné e da Francesa.
Ir a todos os espetáculos no Teatro Nacional. Encontrar a Sala Villa-Lobos sempre lotada. Conseguir lugar nas primeiras filas. 
Devorar quadrinhos na gibiteca da 508 Sul. Expor na Athos Bulcão .

UnB : Os amigos de faculdades. Usha, amiga desde “Fotografia e Iluminação 1”, com o David Pennington. A primeira moviola. As aulas de “Direção do Filme”, com o Pedro Jorge Pinto. Gravar em um circo, nas proximidades de Bsb, uma adaptação do “Artista da Fome” ( conto do Kafka), para a disciplina do Pedro Jorge. Ir com coleguinhas à primeira expo do Salgado — no DF, claro. Os Ladrões de Alma. Viajar para Pirenópolis no ônibus ferrado da FUB, para fazer o ensaio final em “Introdução à Fotografia”. Jeová, criatura santa que trabalhava como laboratorista na FAC. “Seu Tonho”, servente nota 10, alegrando a galera retardatária no final de semestre.
Alice Tamie Joko (Arice Sensei), minha primeira professora de japonês. Cantar no Tanoshii Tori. As aulas de “Cultura Japonesa”, com o Marcos Vinícius. Aprender ikebana e sumi-e, no NEA(SIA) . As farras do Enecom. Os shows de Célia Cruz, Fito Páez, Cássia Eller, etc., no FLAAC.
As horas infindáveis devorando todas as edições da “Graphis”, mais a obra do Borges e do Kafka, na BCE. Os 6 ou 7 livros emprestados semanalmente na biblioteca .
Ir praguejando até o C.O. para fazer PD1 e PD2. Encontrar corujinhas nas árvores do caminho.

Os inesquecíveis interlocutores. Os múltiplos gozos intelectuais. Ver e ouvir: Adélia Prado, Washington Novaes, o bispo Desmond Tuto, Ferreira Gullar, Roberto Freire ( os 2 :-) Receber os toques do mestre das artes gráficas, Wagner Rizzo . Fazer o still daquele documentário sobre o Torquato Neto. A entrevista que o Caetano Veloso  nos concedeu no Hotel Nacional. Aprender a fazer roteiro para cinema. Ter alguns guardados na gaveta.
Ter sido aluna, também, de: Vladimir Carvalho (O Documentário), Carlos Chagas (História da Imprensa), Roque Laraia  (Antropologia 3),  Susana Dobal (Introd. à Fotografia ), Cristina (Inglês 1 e 2), Maria Auxiliadora (Linguística), Ferreirinha (Teoria da Literatura), Esther, Maria Rita Leal, Luís Humberto, Climério Ferreira… Adoraria rever todos vocês. Ouví-los, abraçá-los. Saudade.”

Brasília DF Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul TT foto fotos retrato Clodo Climério Clésio Carla e Luciana Giles Antunez de Mayolo departamento história TV telejornalismo comunicação FAC jornalista Adriana Paiva

+ Ainda Brasília – Celebrações outras: O aniversário de 54 anos e o de 53.  

Rio, 19 de março de 2016

Tchau, verão

Lamento não poder dizer que sentirei sua falta

opinião, Cristovam Buarque, eleições, governador, reitor, UnB, partidos políticos, PT, partido dos trabalhadores, eleição para governadores do DF,

Do Instagram: Na balsa do Novo Leblon, voltando para casa depois de longa caminhada

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Evitando confrontos desnecessários

Da sériePensamentos que não quiseram calar’

À espera do momento mais apropriado para dizer àquela pessoa que conheci na época de meu primeiro blog e com quem sempre mantive diálogos cordiais, mas sem profundidade, que, se houve alguma vez em que votei no PT,  crendo, firmemente, que fazia a melhor das opções, essa  única vez  foi quando meu voto ajudou a eleger Cristovam Buarque governador do Distrito Federal.

 

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Outros recortes da Pauliceia II

 

Flickr + Instagram

E o mote? Aquele mesmo : #SP462anos

Saída do Aeroporto de Congonhas

Ponte-Aérea: Sobrevoando São Paulo com destino ao Rio. Agosto de 2010.

São Paulo

Museu da Língua Portuguesa. Junho de 2007. A essa altura, a instituição comemorava um ano de funcionamento. E a exposição que, naquele momento, atraía ao museu um grande público era “Clarice Lispector – A Hora da Estrela”, que ficou por lá entre os meses de abril e setembro.

SP

A história da língua portuguesa em um painel repleto de recursos interativos. Outro registro feito em 2007…#sp462anos.

SP

Free Jazz Festival 2000. Fernanda Lima e Luiz Thunderbird, então VJs da MTV Brasil, gravam chamada no estúdio móvel montado no Jockey Club de São Paulo… Saudade dessa que foi uma época fervilhante de minha vida na Pauliceia. Lembro, a propósito, que, nessa edição do festival, o Sonic Youth foi a banda que superou até as melhores de minhas expectativas. Showzaço… #recuerdosdesp.

Metrô
Metrô, Estação Sumaré (dezembro de 2008). Lá fora, a diversidade étnica da população paulistana representada na obra de Alex Flemming… #recuerdosdesp.

Moema SP

Tapume das obras do Metrô, em uma esquina da Avenida Ibirapuera, no bairro de Moema. Morei bem perto, na Rua Tuim, entre os anos de 1999 e 2005. Embora gostasse bastante de viver no bairro, sempre me ressenti de não dispor de uma estação de Metrô mais próxima. Depois que vendi o meu carro e, mais tarde, mudei-me para o Campo Belo (bairro vizinho), cheguei a acreditar que assistiria à inauguração da linha prevista para cobrir essa área da cidade. Enganei-me. Rotundamente. De lá para cá, foram tantas as estimativas não cumpridas, que até desanimei de me informar a respeito. Vejamos se esse trem sai antes de 2020…#desejosparasp.

Vila Mariana
Inaugurado em 1949, o Sistema Municipal de Trólebus de São Paulo tinha, então, mais do que os 50 anos que os dizeres informam na lateral do veículo desta minha foto. Afinal, estávamos em 2004. E eu já não lembro fazendo o que, pelos lados da Vila Mariana… #meusarquivos #saopaulo462anos.

Aérea II

Entre os tantos momentos de minha coleção de chegadas e partidas. E certa de que, breve, volto a revê-la…Parabéns, São Paulo!

Fotos por Adriana Paiva © : Flickr / Instagram

Com a deixa do aniversário

 

#SP462anos

 

De volta à polêmica: Grafite X Pichação

2015 BestNine

A “deferência” que chamou a atenção do grafiteiro argentino Tec (http://arte.folha.uol.com.br/saopaulo/2016/sp-462anos/), chamou também a minha, em diversas ocasiões, ao caminhar pelas ruas São Paulo, quando ainda morava lá – como comprovam as fotos, feitas em diferentes momentos do ano de 2005. Na advertência afixada às janelas de um prédio do Centro, por exemplo, quase tanto quanto o tom cerimonioso, saltava aos meus olhos a grafia incorreta com que eram referidos a ação e seus respectivos autores.

Nesse mesmo especial da Folha, entre as razões para amar SP, o tópico anterior destaca: “Quando havia uma tendência de repelir a arte de rua, São Paulo foi na contramão e aceitou os desenhos em seus muros”…

Interessante pensar a respeito. Inclusive porque, se aprendi a apreciar “graffiti”, isso se deu, justamente, nos anos em que morei em São Paulo. Mas foi preciso cultivar em mim uma disposição para tal. É claro que contei, inicialmente, com uma ajuda decisiva nesse sentido: quando ainda trabalhava como assessora de imprensa, minha empresa atendeu uma ONG com diversos projetos na área.

Mas, continuei, depois, a sair pela cidade, com uma câmera em punho, pelo simples prazer da exploração. Guiada pela intenção de descobrir novos artistas, passei a fotografar muros grafitados, do Cambuci (bairro de origem d’Osgemeos) à Vila Madalena. Até então, preciso admitir, tinha uma profunda má vontade em relação à arte urbana que se fazia no Brasil. E, principalmente, um olhar muito contaminado por tudo o que a escola do “pixo” representava em São Paulo.
Do aspecto da demarcação de território àqueles mais óbvios (destruição de patrimônio público, poluição visual), continuo não encontrando senão motivos para deplorar as ações dos “senhores pichadores”. Diferentemente, ao que parece, do francês citado no especial. O documentário “Pixo” (dirigido pelo fotógrafo João Wainer), a propósito, só veio a reforçar essa minha postura refratária.