“Aulas de felicidade”

Na minha época de UnB era o SOU a apontar caminhos

A inclusão de uma disciplina na grade curricular da Universidade de Brasília (UnB) rendeu, na última semana, uma série de reportagens e posts redes afora. Inspirada na experiência das universidades americanas de Harvard e Yale, “Felicidade”, a matéria em questão, passará a ser oferecida a partir de agosto, e, por ora, apenas aos alunos do campus do Gama.
Com tantas chamadas apontando para o “inusitado” do fato, o que parece ter rendido menos comentários nas redes foi a real motivação da novidade curricular.

A preocupação com a saúde mental dos alunos da UnB foi o que, na verdade, levou à criação da disciplina. Precisamente depois que uma pesquisa demonstrou que um grande número de estudantes vinha apresentando sintomas de distúrbios como a depressão, quadro frente ao qual a universidade admitia não estar preparada para atuar.

UnB Universidade de Brasília John Lennon Beatles histórias de Brasília Bsb brasilienses jornalista Adriana Paiva homenagem música músicos estátuas

O que é bom para a UnB é bom para o Brasil? : Doada à universidade em meados da década de 1990 (época em que fiz a foto), estátua de John Lennon, ainda hoje, é alvo de pichações

Quando vi a reportagem na Globo News, um dos pensamentos que me ocorreram foi que, nos meus tempos de UnB, o que tínhamos à disposição como suporte para nossas inquietações – crises vocacionais, inclusive – era o SOU – Serviço de Orientação ao Universitário — http://www.deg.unb.br/sou — e que este foi-me bastante útil na época em que, tendo por volta dos meus 19, 20 anos, ainda não tinha firmeza sobre minhas escolhas profissionais — convém lembrar que entrei na universidade aos 17. Foi frequentando o SOU, aliás, que recebi apoio (e a indicação de uma terapeuta) para começar a fazer análise.

Há que ser sempre recebida com entusiasmo a oferta de disciplinas que tenham como meta a melhoria do bem-estar dos alunos. Entendo que a inserção no currículo acadêmico de aulas de “felicidade” é também uma forma de jogar luz sobre questões que, eventualmente, estejam a afligir os estudantes, e que fazê-lo em grupo, compartilhando experiências, é um bom começo. No entanto, se ao sentimento de inadequação também se somam sintomas de distúrbios mentais mais sérios, é óbvio que esses têm de ser tratados com a adequada orientação profissional.

 

OPTATIVAS

Uma olhada nos históricos escolares das universidades pelas quais passei atesta o quanto sempre fui adepta de incursões por matérias sem imediata ligação com o meu curso. Na UnB mesmo, na tentativa de descobrir qual seria minha real vocação, experimentei um bocado entre a Antropologia e o Cinema – um pouco menos, entretanto, quando me decidi pelo Jornalismo.

FAC história histórias bsb colegas UnB expediente Câmpus jornal ensino superior faculdades estudei DF experiência brasiliense Repórteres e editores Adriana Paiva matéria jornalística reportagem matérias jornalísticas assinadas fotos Veronica Goyzueta Nahima Maciel Renê Sampaio professores David Renault Maria Luiza Dainesi professores telejornalismo Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília

Expediente do jornal-laboratório Campus: Matéria obrigatória ; no meu segundo ingresso na UnB, em 1993, eu já estava decidida pelo Jornalismo

A lista de optativas cursadas (apenas na UnB) incluiu, entre outras: uma série de disciplinas nos departamentos de Literatura e Filosofia, uma efêmera incursão pela Psicologia (com PGE, uma de minhas mais atormentadas escolhas), além de experimentos em Letras, com alemão — que tranquei não muito tempo depois de começar a contar ‘eins, zwei, drei, vier’… – e língua japonesa, cuja aprendizagem busquei aprimorar em cursos fora da universidade.

Embora continue entusiasta de uma formação multidisciplinar, hoje reconheço que preferiria ter ingressado na universidade com menos dúvidas do que entrei, o que, é bem provável, me teria levado a cursar optativas com mais objetividade, isto é, buscando aquelas mais condizentes com minhas verdadeiras aptidões.

* * *

A UnB de nossos manifestos juvenis

[ Da série: ‘Arquivos Brasilienses’ ]

O ano em que, por pouco, não vimos uma viralata tornar-se reitora

Universidade de Brasília histórias Bsb história FAC Faculdade comunicação Geni a cãdidata cães viralatas SRD brasilienses Adriana Paiva jornalista

Campus da Universidade de Brasília (UnB): A mascote Geni “posa” ao lado do DCE. ‘Cãdidatura‘ da viralata à reitoria ganhou fôlego a partir dos centros acadêmicos 

Estávamos em 1993,  pouco tempo após o meu segundo ingresso na UnB (dessa vez, para cursar Jornalismo) e em época de eleições para a reitoria.

Não recordo das circunstâncias exatas que envolveram a iniciativa de lançar a viralata como candidata a reitora. Ouvi quem afirmasse que a ideia teria sido gestada dentro do DCE, mas também quem dissesse que teria partido do pessoal do CAFIS, o Centro Acadêmico do curso de Física.
Concebida para encarnar o voto de protesto – no mais galhofeiro estilo “macaco Tião” -,  fato é que a candidatura da cã bonachona deixou o campus em polvorosa, com as ações criativas promovidas pelo pessoal dos centros acadêmicos, vindo, inclusive, a ser destaque em vários veículos de imprensa.

Foto pde Adriana Paiva

*

Algum tempo depois de “concorrer” à reitoria, Geni também foi parar na capa do “Agnaldo”, suplemento cultural de nosso semestre de Campus (o jornal-laboratório do curso de jornalismo da FAC), ao lado de acontecimentos e personagens de destaque da cena brasiliense, como o Maskavo Roots  – em sua primeira formação; a que tinha como guitarrista o Carlos Pinduca, fundador da banda e meu colega na disciplina ‘História da Imprensa’ (ministrada pelo saudoso Carlos Chagas):

jornal bandas brasilienses de garagem capa do suplemento Agnaldo do Campus

*

Falando, ainda, em reitoria, informações que já quase me escapavam: Ao longo de meus dois ingressos na UnB, tivemos três diferentes reitores: Cristovam Buarque, Antônio Ibañez Ruiz (que chancelou minha mudança de curso, da Antropologia para o Cinema) e João Claudio Todorov (por dois mandatos).

*

| Outras notas brasilienses:

*  + Universidade de Brasília * Meus endereços na capital federal * Brasília, 56 anos  * Bsb: 54° aniversário * Brasília aos 53  * Recuerdos digitalizados  * Pelas mesmas ruas onde aprendi a dirigir * Retratos em preto e branco * Notas do Clã * Arquivos de andanças * Razões para retornar a Brasília *

* * *

Nostálgica

Ecos do Planalto Central

Daqui a mês e pouco, Brasília aniversaria e, eu, nostálgica por antecipação, passeando pelo meu primeiro blog, relembro do post cujo excerto trago para cá:

Foto por Adriana Paiva - Apartamento SQS 112 Plano Piloto Asa Sul DF Residência funcional do EMFA Estado Maior das Forças Armadas história histórias de Brasília Bsb apartamento imóvel  filhos de militar - militares

Edição a partir de fotomontagem feita no meu antigo laboratório PB.  Junto a “Meu Tempo é Quando”, poema de Vinícius de Moraes (‘Poética’, Nova York, 1950), inseri imagem registrada em 1987, da janela do apartamento onde morávamos, na 112 Sul — época em que eu estudava Antropologia (na UnB) e meu pai trabalhava no EMFA (atual EMCFA).

 * 

Bsb | Entre idas e voltas:

* Na Barra como em Brasília – Meus endereços na capital federal * UnB – Universidade de Brasília * Fase de fixação nipônica  * Brasília, 56 anos – Via Periplus  * Bsb: Um brinde aos 54 * Bsb faz 53 * Ao calouro, com amor * Recortes brasilienses | Em P&B * Errantes desde pequenos | Notas do Clã * Arquivos de andanças * Por que 5 x Brasília? *

 

Da série: “Arquivos de Andanças”

Revendo trajetórias

“Pertence à ordem do amor para um filho, em primeiro lugar, que ele diga sim a seus pais como eles são”

(Bert Hellinger)

Se eu já era cuidadosa em relação aos meus backups, tornei-me três vezes mais depois de passar por uma (ainda não digerida) perda de arquivos fotográficos.
E eis que, no movimento de encontrar (e, aos poucos, reparar) imagens do Periplus, meu primeiro blog – até recentemente, hospedadas em um de meus domínios -, deparei com um post em que eu relatava um reencontro com colegas jornalistas, ocorrido em São Paulo, logo após eu me mudar para lá. Fez-se, então, a deixa perfeita para eu retomar o assunto aqui.

Banner do Periplus Colégios estudos onde estudei Colégio Eduardo Guimarães Segundo Grau Escola La Salle Integral brasilienses japoneses faculdades Universidade de Brasília Em japonês das aulas de Alice Tamie Joko UnB hiragana katakana Nihongo Adoriana Paiba


Comentando uma afirmação equivocada sobre carreira no Exército, feita por uma das pessoas presentes àquela reunião, escrevi em certa altura: “Em um país onde o alistamento militar é obrigatório, não seria duplamente imperativo que nosso repórter estivesse a par de questões como essa?”
Então.Imaginem ter de explicar para um jornalista, com idade perto dos 30, o que significa, para essa carreira em especial, o seu pai ter cursado AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras). Logo eu! Difícil de acreditar, mas eu precisei fornecer tais explicações para um cara que chegou a frequentar festa na casa da minha família, em Campo Grande (MS), justo na época em que meu pai, então coronel, comandava um quartel na capital. O mesmo indivíduo que, algum tempo depois do tal equívoco, eu soube estar frilando para um jornal de São Paulo.

Papai como Coronel.
, Paiva Antonio Augusto, pai de Adriana Paiva, - ECEME Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, Condecorado em 1995 durante governo FHC, QG do Exército, Forte Caxias, SMU Setor Militar Urbano, Colégio Militar, Prova de salto na AMAN, cavalo Batorité, Seção Equitação, Turma Humaitá 68, Academia Militar das Agulhas Negras, Resende, 1968, general de divisão, generais, Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais EsAO, Comandos, Curso de Altos Estudos Militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, ECEME, Paiva, 3° Esquadrão Cmec, 3° Esquadrão de Cavalaria Mecanizada, O 18º Batalhão Logístico, 18º B Log, comunicação, Quadro de Estado-Maior da Ativa, QEMA,
história, Campo Grande MS, militares, pai da jornalista Adriana Paiva, filha, filhos de militar, General de Divisão, Q.G.,

 

Meu pai em 3 tempos: A partir do alto, no sentido horário: Em 1958, com 12 para 13 anos, aluno do Colégio Militar de Belo Horizonte; em 1967, participando, como cadete, de uma prova de salto na AMAN; e em 1995, aos 50 anos, condecorado, como coronel, na mesma cerimônia em que, coincidentemente, meu ex-professor de História da Imprensa (FAC/UnB), o jornalista Carlos Chagas (na 2.ª fileira), também era homenageado.

Pouco converso sobre o assunto, mas não teria como ignorá-lo. Afinal, trata-se de minha filiação. Meu pai chegou ao topo da carreira, tendo cumprido, com honrarias, todo o percurso a partir do Colégio Militar: entrou na AMAN – Academia Militar das Agulhas Negras (o equivalente, em termos civis, a uma universidade), fez EsAO, ECEME, comandou quartéis, como major e, depois, como coronel…
Ou o coleguinha, lá atrás, era pouco informado sobre o meio (do que duvido muito) ou agia de má-fé, opção que reputo como a mais provável. Bem, mas essa é uma outra história. Não faz sentido ocupar o espaço do meu blog com considerações sobre a motivação (e os complexos) de quem eu mal conheço.

Percursos dos pais, escolhas dos filhos

Lembro da primeira vez em que me senti constrangida por ser filha de militar. Eu era adolescente e cursava a primeira série do Segundo Grau numa escola particular de linha progressista, em Botafogo. A situação não poderia ser mais banal: minha carteira de identidade caiu no chão da sala de aula. O garoto que sentava-se ao meu lado viu e pegou-a, às gargalhadas e com um comentário mais ou menos nestes termos: ‘Olha só, gente, ela é filha de major!‘ — o RG emitido pelo então Ministério do Exército trazia impressa a patente do pai do portador.  Embora perdoado, o bullying continuou reverberando muito tempo depois. Mas foi ali, naquela escola da zona sul carioca, em meio a aulas de Sociologia da Educação e práticas artísticas, com professores por quem eu nutria enorme fascínio, que eu comecei a ter a real dimensão da triste herança deixada pelo regime militar. Daí porque, alguns anos depois, tenha ingressado na universidade esperando que esse viesse a ser um assunto particularmente incômodo. Chegava a antever os dedos em riste. Mas não foi o que ocorreu. Pelo menos não em minhas duas passagens pela UnB. Talvez tenha pesado o fato de que éramos ali, em um grande número, alunos vindos de outras cidades, vivendo em Brasília sobretudo em função das profissões de nossos pais. E por que mesmo interessaria saber a profissão dos progenitores dos seus colegas de turma?

Mas se eu, a partir da adolescência, passei a me sentir desconfortável com o fato de ser filha de militar, de lá para cá, tenho conhecido pessoas que relacionam-se com a sua filiação de maneira bem mais serena – gente, inclusive, com quem compartilho semelhantes ideais progressistas.

Nesse grupo, ouso incluir o fotógrafo Luis Humberto, de quem fui aluna na UnB. Conheci-o na época em que eu estava pleiteando mudança de curso, de Antropologia para Comunicação. Não demorou a que eu descobrisse que ele também era filho de militar. Antes e depois de meu ingresso na FAC, chegamos a conversar, muito abertamente, sobre as implicações de ter pai “milico” e de como essa nossa origem se refletia em nossas escolhas – para o bem e para o mal. Eu concluía ali que, para lá das diferenças geracionais (meu pai nasceu em 1945) e das trajetórias dentro das Forças Armadas, nossos pais tinham muito em comum. Em termos de formação intelectual e cultural, mas, sobretudo, no que dizia respeito a aceitarem as opções que fazíamos, por mais heterodoxas que pudessem se revelar. Entendia, então, que éramos ambos filhos de homens em nada parecidos com a imagem (ainda hoje) bastante difundida do militar inculto e reacionário.

 
 
 
 
 
* * *
 
 

 

Ainda clima e Notas do Clã

Updated

engenharia, Engenheiro da computação, cópia contato, TRI-X, Kodak, filme, analógico, Belém, Amazônia,

WhatsApp, 13/6: Minha irmã, recém-chegada de Curitiba, mandando um alô direto de Goiânia

As temperaturas pelo país andavam enlouquecidas assim quando minha mãe e minha irmã foram a Curitiba festejar o aniversário de meu sobrinho.
Vasculhada rápida em meu baú de reminiscências climáticas… Mais surreal do que 14°C em Goiânia? Peraí. Acho que apenas a visão de mulheres andando de cachecóis e polainas durante a estação de chuvas, em Belém, quando moramos lá em meados da década de 1980. Para nós, vindos, então, do Rio de Janeiro, a chuva em plagas paraenses em nada mitigava o calor “aderente” ao qual eu mesma nem cheguei a ter tempo de tentar me habituar. Moramos lá durante pouco mais do que um ano e meio.

*

fotos preto e branco, Tiago, retratos, PB, fotografia analógica,  SQN 103 Norte, Brasília, Rio, Caracas, Curitiba,

Tiago, o garotinho fofo das fotos acima (em nosso antigo apartamento na 103 Norte), à semelhança desta tia que aqui escreve, também cedo se habituou a frequentes mudanças de cidade. Depois de algumas idas e vindas pelo Brasil, aos 11 anos, ele foi morar em Caracas, na Venezuela. Recentemente, aos 20 e poucos — lembrando algo de meus arroubos nessa idade –, deixou para trás a faculdade na UnB, para prosseguir com o curso de Engenharia da Computação na PUC de Curitiba. E, agora, se prepara para uma temporada de seis meses em Santiago do Chile. A  startup  que ele criou em parceria com colegas de curso foi selecionada para um “programa de aceleração” na cidade. Do lado de cá, orgulhosa por ele continuar trilhando caminhos nos quais acredita, desejo-lhe SORTE.

 * * *

Brasília: 56 anos

 

Minha homenagem

Com trechos de post publicado em 2002,  no meu 1° blog,  o Periplus

Mudanças de cidade - filha filhos de militar militares do RCG Cavalaria Dragões da Independência superquadras brasilienses DF oficiais Exército Brasília macrobiótica e vegetariana estilo vegetariano Neasia Alice Joko Departamento de letras UnB Universidade de Brasília Hare Krishna música músicos comunicação professores Revista Transe

Privilégio de ter vivido o lado mais “cidade” da capital da República.

Estávamos no início dos anos 2000 e eu me pegava revolvendo lembranças da década e meia em que, entre idas e voltas, morei na cidade : 

“(…)  O primeiro sobrevoo pelo ocre saturado do Planalto Central. As chuvas perfumando tudo depois dos duros meses de estiagem. O céu azul-púrpura e o horizonte amplo. A arquitetura de arestas. As vastas galerias e avenidas. Aprender a dirigir por essas ruas. A tentação da velocidade…
Nossa “secreta”, a baiana Joana. Seus quitutes pontuais. Judy, minha Lulu da Pomerânia. Preta, a vira-lata do coração. As ‘creonças’ aprendendo a cavalgar no RCG. Ver meu pai jogar pólo. Fazer natação no Círculo. Os arraiais de São João. As visitas de meus avós durante as férias. O casamento da Cris, minha irmã. O nascimento de meu sobrinho Tiago.

Webster, meu professor de violão, e Verinha, sua namorada. Martín, Go, Leda, André, Carla, amigos e conselheiros. Valéria Velasco, mãe da Usha e minha primeira editora no Jornal da Comunidade.
As festas que organizávamos no Park Way. Fechar todos os bares da 108 / 109 sul, em cantorias desatinadas com a turma da FAC.

Deixar de comer carne, aos 15 anos. Ir ao Jegue Elétrico para comprar a “Transe” e os discos do pessoal do “Lira Paulistana”. Domingo de ‘prasada’ no Hare da 508. Fim de tarde no Café Martinica, a metros da minha casa. O pão de queijo e o bolo “peteleco” do “Furão ” (fechado há anos), na 102 norte. As tortas da Praliné e da Francesa.
Ir a todos os espetáculos no Teatro Nacional. Encontrar a Sala Villa-Lobos sempre lotada. Conseguir lugar nas primeiras filas. 
Devorar quadrinhos na gibiteca da 508 Sul. Expor na Athos Bulcão .

UnB : Os amigos de faculdades. Usha, amiga desde “Fotografia e Iluminação 1”, com o David Pennington. A primeira moviola. As aulas de “Direção do Filme”, com o Pedro Jorge Pinto. Gravar em um circo, nas proximidades de Bsb, uma adaptação do “Artista da Fome” ( conto do Kafka), para a disciplina do Pedro Jorge. Ir com coleguinhas à primeira expo do Salgado — no DF, claro. Os Ladrões de Alma. Viajar para Pirenópolis no ônibus ferrado da FUB, para fazer o ensaio final em “Introdução à Fotografia”. Jeová, criatura santa que trabalhava como laboratorista na FAC. “Seu Tonho”, servente nota 10, alegrando a galera retardatária no final de semestre.
Alice Tamie Joko (Arice Sensei), minha primeira professora de japonês. Cantar no Tanoshii Tori. As aulas de “Cultura Japonesa”, com o Marcos Vinícius. Aprender ikebana e sumi-e, no NEA(SIA) . As farras do Enecom. Os shows de Célia Cruz, Fito Páez, Cássia Eller, etc., no FLAAC.
As horas infindáveis devorando todas as edições da “Graphis”, mais a obra do Borges e do Kafka, na BCE. Os 6 ou 7 livros emprestados semanalmente na biblioteca .
Ir praguejando até o C.O. para fazer PD1 e PD2. Encontrar corujinhas nas árvores do caminho.

Os inesquecíveis interlocutores. Os múltiplos gozos intelectuais. Ver e ouvir: Adélia Prado, Washington Novaes, o bispo Desmond Tuto, Ferreira Gullar, Roberto Freire ( os 2 :-) Receber os toques do mestre das artes gráficas, Wagner Rizzo . Fazer o still daquele documentário sobre o Torquato Neto. A entrevista que o Caetano Veloso  nos concedeu no Hotel Nacional. Aprender a fazer roteiro para cinema. Ter alguns guardados na gaveta.
Ter sido aluna, também, de: Vladimir Carvalho (O Documentário), Carlos Chagas (História da Imprensa), Roque Laraia  (Antropologia 3),  Susana Dobal (Introd. à Fotografia ), Cristina (Inglês 1 e 2), Maria Auxiliadora (Linguística), Ferreirinha (Teoria da Literatura), Esther, Maria Rita Leal, Luís Humberto, Climério Ferreira… Adoraria rever todos vocês. Ouví-los, abraçá-los. Saudade.”

Brasília DF Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul TT foto fotos retrato Clodo Climério Clésio Carla e Luciana Giles Antunez de Mayolo departamento história TV telejornalismo comunicação FAC jornalista Adriana Paiva

+ Ainda Brasília – Celebrações outras: O aniversário de 54 anos e o de 53.  

Rio, 19 de março de 2016

Tchau, verão

Lamento não poder dizer que sentirei sua falta

opinião, Cristovam Buarque, eleições, governador, reitor, UnB, partidos políticos, PT, partido dos trabalhadores, eleição para governadores do DF,

Do Instagram: Na balsa do Novo Leblon, voltando para casa depois de longa caminhada

*

Evitando confrontos desnecessários

Da série ‘Pensamentos que não quiseram calar’

À espera do momento mais apropriado para dizer àquela pessoa que conheci na época de meu primeiro blog e com quem sempre mantive diálogos cordiais, mas sem profundidade, que, se houve alguma vez em que votei no PT,  crendo, firmemente, que fazia a melhor das opções, essa  única vez  foi quando meu voto ajudou a eleger Cristovam Buarque governador do Distrito Federal.

 

* * *

Brasília carnavalesca

Mais uma dos arquivos

 

Plano Piloto, Asa Norte, superquadras, entrequadras, Histórias de Bsb, Brasília, entrequadra, Asa Sul, Momo, DF, Carnaval, imprensa, jornalistas, bloco carnavalesco, Pacotão, chega à W3 Sul, Jornalista Adriana Paiva, brasilienses, Imagem também publicada no jornal Campus UnB,

Why so serious? :  Bsb 90’s

De um Carnaval em que fui atrás do Pacotão, bloco fundado por jornalistas e um dos mais tradicionais de Brasília. A concentração acontecia em frente ao Bar do Chorão, próximo à quadra onde eu morava, na época.
No momento em que fiz a foto, devíamos estar nos aproximando do final do percurso, na W3 Sul. Creio que o ano era 1993.

Foto por Adriana Paiva © 

Brasília em preto e branco

 

Via Instagram

 

Centro do Plano Piloto

Plataforma Rodoviária, o centro do Plano Piloto, e seus múltiplos apelos visuais. Lembro que meu primeiríssimo ensaio para uma disciplina de fotografia, na UnB, saiu desse pedaço da cidade. Tendo morado em duas quadras da Asa Norte (102 e 103) e em outras duas na Asa Sul (209 e 112), fato é que quase nunca passei por aí indiferente ao que ocorria no entorno… #bsbnotas.

museus DF avenidas ruas brasilienses Esplanada dos Ministérios Museu República Honestino Guimarães

E há essa Brasília que sempre me surpreende. Registro de viagem feita em 2011.

STF Supremo Tribunal Federal Justiça arquitetura Niemeyer

Para fechar mais uma série #bsbnotas. Supremo Tribunal Federal. Diante do prédio projetado por Oscar Niemeyer, “A Justiça”, escultura em granito de Alfredo Ceschiatti.

 

 

Seleções dominicais

Lá no Deezer

Charly Garcia - Bilboard AR

Charly Garcia: Em agosto, o músico foi capa da edição de lançamento da Bilboard argentina

 

E porque o domingo também pode ser de incursões jurássico-musicais. Ouço, justamente, Los dinosaurios, do Charly Garcia. E lembro da primeira vez que vi sobre um palco essa que, então, me pareceu a mais estranha, tresloucada e interessante das figuras. Isso foi em 1989, durante uma das edições do FLAAC (Festival Latino-Americano de Arte e Cultura). Rara época em que, morando em Brasília, não desejei estar em outro lugar.

 

>> Mais de minhas playlists.

Porque hoje ela aniversaria

Brasília, 53 anos

Instagramada especial : Abaixo, uma seleção de imagens publicadas no meu perfil, nas três últimas semanas.

.

Bsb

A terra vermelha, a árvore retorcida, as linhas arquitetônicas de Niemeyer, três símbolos tão conhecidos dos brasilienses, apenas para saudar: Parabéns, Brasília, pelos seus 53 anos.

 

Bsb

Nem o mais tímido dos turistas abre mão de uma foto em frente às obras projetadas por Oscar Niemeyer. Aí a Catedral Metropolitana de Brasília, inaugurada em maio de 1970 — e reinaugurada após reformas, em dezembro do ano passado.

.

Bsb - Do meu Instagram

 Congresso Nacional : Visto pelos fundos, em um dia de nuvens carregadas

 

Bsb

Museu Nacional Honestino Guimarães: Mais uma obra concebida por Oscar Niemeyer

.

Bsb - Do meu Instagram

No foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro: “A Contorcionista”, escultura em bronze de Alfredo Ceschiatti

 

Fotos por Adriana Paiva ©

 


Recuerdos digitalizados

Ou : Sobre o que você cogitava fazer, mas não fez

Família japonesa coral coro corais da Universidade de Brasília Núcleo de Estudos Asiáticos NEASIA UnB DF Departamento de Letras Adri Adoriana Paiba coralista Nihongo nipofilia cultura japonesa desenho ilustração ilustra ilustras japonês das aulas na UnB de Alice Tamie Joko e do Instituto Brasil-Japão

Encontrei o acima em uma de minhas muitas pastas de papéis e resolvi digitalizar

Rabiscos, com caneta esferográfica, que eu fazia durante alguma aula da UnB, já nos estertores da minha fase de fixação nipônica. A essa altura, já eram quase todas páginas viradas : os dias de habitué do templo budista da 316 Sul, minha experiência como mezzo-soprano no coral Tanoshii Tori (‘Pássaro Alegre’, no idioma do país do sol nascente), meus 4 ou 5 semestres de cultura e língua japonesas e as aulas de sumi-e e ikebana.

Estávamos em 1993. E embora meus devaneios sobre uma vida no Japão já não fossem mais tão coloridos (ou presentes) quanto na época em que eu ingressara no curso de Antropologia, meu namoro com o design e a ilustração seguia firme. Desde então, mesmo eu não tendo me empenhado em aprender a desenhar, a paixão pelo assunto em nada arrefeceu.

Ilustração por Adriana Paiva ©

Outras plagas, outros tempos

Brasília e Campo Grande | Anos 90

 

Caetano
Adriana Calcanhotto: Recital em bar sul-matogrossense


Dias atrás, inesperadas deixas me levaram a compartilhar, no Facebook, caras experiências em duas das cidades onde morei. Primeiro, citando entrevista com a cantora Adriana Calcanhotto, publicada no jornal Valor Econômico, comentei (linkando a foto acima) : 

“Lembro dessa Adriana (das reminiscências sobre apresentações na noite gaúcha), ainda no esquema ‘banquinho, violão & voz’, fazendo show no Camaleão, bar de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Estávamos aí no início dos anos 1990. Nessa época, o lugar era ponto de encontro de artistas e intelectuais e tinha como diretor cultural o artista plástico Humberto Espíndola, irmão de Tetê & Alzira.”

 

Caetano

“O Documentário”: Caetano Veloso nos dá entrevista sobre Torquato Neto

Depois, remexendo em arquivos para atualizar a seção de imagens de meu site, tive o impulso de publicar no Facebook a foto acima. A ideia era dividí-la com um contato meu na rede social, a cineasta Adriana Vasconcelos, que foi minha colega na Universidade de Brasília.

Fiz o registro em 1990, no quarto do Hotel Nacional em que se hospedavam Caetano (que iniciava nova turnê em Brasília) e sua mulher na época, a Paula Lavigne. O músico concordara em participar do filme que rodávamos sobre o poeta piauiense Torquato Neto. Tratava-se de trabalho final para a disciplina “O Documentário”, ministrada pelo cineasta Vladimir Carvalho. Sergio Cobelo, nosso colega na matéria, era o diretor e eu e a Adriana éramos as produtoras.

 

 

*

A melhor pastelaria da capital federal

 

Meus 15 anos de Brasília  x  Os 10 de São Paulo

 

Pastelaria Viçosa

Pastelaria Viçosa : Painéis com elementos do traçado arquitetônico de Brasília

Até outro dia, ainda me perguntava como pôde acontecer que eu não conhecesse uma casa com mais de quarenta anos de existência em Brasília. Eu, que vivi lá por quinze anos. Pois aconteceu.
Fui salva de minha ignorância por minha irmã que, tendo, recentemente, voltado a morar na cidade, já me levou à Pastelaria Viçosa (704/705 Norte) algumas vezes.
Ainda que você chegue ancorado em sua experiência paulistana de inigualáveis pastéis de feira, é possível que não se decepcione com o que encontrará ali. Eu não me decepcionei.

Há, além do mais, certa diversão em folhear um cardápio com tantas referências à cidade onde passei parte substancial de minha vida.

Na minha ida mais recente, em meados deste mês, pedi um “Parque da Cidade” (brócolis, palmito, ricota e tomate seco). Cheguei até a cogitar ir de “Dona Sara” (mussarela de búfala com tomate seco e orégano) ou mesmo de “UnB” (camarão temperado, com folhas de escarola regadas com azeite extra-virgem). Mas antes de minha escolha chegar à mesa, caí foi na esparrela de pedir uma de minhas combinações doces preferidas (mussarela, banana, canela e açúcar) sob o nome de “Palácio da Alvorada”. Arrependimento ao cubo. Não pelo acepipe em si, saborosíssimo em seu casamento de recheio e massa macia, mas pelo fato de que os pasteís dali são grandes e generosamente recheados. #Ficadica : se sua fome é moderada, decida-se se preferirá ir de doce ou de salgado.

 

* Ao calouro, com amor

 

Esplanada dos Ministérios

Esplanada dos Ministérios: Transitando por ruas onde também eu aprendi a dirigir

Em Brasília, na semana passada, à saída do Palácio do Planalto, onde estivemos, eu e minha mãe, para ver a exposição “Mulheres, Artistas e Brasileiras“. Fomos conduzidas pelo meu sobrinho Tiago, recém-matriculado no curso de Engenharia da UnB, e titular (também recente) da Carteira Nacional de Habilitação – licença à qual esta sua madrinha espera que ele continue prudentemente a fazer jus.

Das inevitáveis coincidências: como meu sobrinho, também tirei minha carteira de motorista em Brasília. E foi, igualmente, nessa mesma UnB que se deu a maior parte de minha trajetória acadêmica.

* ( Post originalmente publicado em meu perfil no Facebook ).