De Caracas para Bangkok
Com escalas no Rio de Janeiro e em Curitiba
Nas fotos, fachada do prédio onde minha irmã mora com a família; varanda do apartamento e a cidade vista a partir desse ponto — acima, à esquerda, o icônico King Power Mahanakhon, edifício de 77 andares; no centro da imagem, o Saengthong Thani Tower, à direita, o Bangkok Bank.
Em setembro de 2025, minha irmã foi morar com a família em Bangkok, capital da Tailândia, levando na bagagem experiências memoráveis de 4 anos de residência em Caracas (na primeira vez, em 2003, ela morou na cidade por 2 anos).
Escrevo este ainda impactada pelos sismos que abalaram a Venezuela.
Sei o quão difícil será a reconstrução do país em meio a um cenário político ainda mais dramático e incerto do que aquele existente sob a ditadura de Nicolás Maduro.
Espero que os venezuelanos se mantenham resilientes e não tardem a ter a liderança que verdadeiramente merecem.
Minha irmã deixou o país com a família em agosto do ano passado. Antes de ir visitar o meu sobrinho, em Curitiba, eles estiveram uns dias conosco, no Rio.
Mallu, a Border Collie da Luisa, que já havia enfrentado um traslado problemático em sua mudança para Caracas, também esteve aqui.
Depois de pesar prós e contras, detidamente, minha irmã concluiu que seria muito arriscado levar a cachorra com eles para a Tailândia. E, com isso, Mallu está passando uma temporada com a sobrinha do meu cunhado que, afortunadamente, também adora cães. Eu e meu pai a teríamos acolhido aqui, em casa, mais uma vez. No entanto, embora nossos esforços, ela e Hannah, logo aos primeiros contatos, se estranharam seriamente. Já ouvi especialistas em comportamento canino dizerem que a convivência de duas Border Collies fêmeas, depois de pelo menos uma delas já ter se tornado adulta, é mesmo muito difícil de administrar. Mallu deve voltar a viver com suas tutoras tão logo elas retornem da Tailândia.
Agora, com meu cunhado exercendo novo cargo no escritório tailandês da ONU, Cristina e Luísa também experimentam uma nova vida no Sudeste Asiático.
Não posso deixar de pensar que minha mãe, se já não tivesse demovido a filha caçula de ir morar em região tão mais distante que a anterior, com certeza, estaria passando uns dias com eles. Essa sua disposição de ir estar conosco, ao nosso primeiro chamado ou aonde quer que fôssemos nos aventurar, faz uma falta que eu não conseguiria mensurar.
Aqui, eu e meu pai já nos acostumamos às 10 horas de diferença de fuso entre o Brasil e a Tailândia, para colocarmos nossas conversas em dia. O que nos consola é saber que a permanência da Cristina em Bangkok termina em algum momento do primeiro trimestre de 2027.
Dos arquivos | A família em primeiro lugar
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