Parque Lage

Via Instagram

Jardins do Parque Lage

Entre a EAV e os jardins do parque: Lembranças de infância

Sempre delicioso andar por aqui e lembrar de quando minha mãe vinha ter aulas na EAV e eu e minha irmã fazíamos desses jardins a extensão da nossa casa. A essa altura, já tínhamos morado em Brasília e eu já sabia bem o que era ser embriagada pelos verdes e seus aromas.

Foto por Adriana Paiva ©

 

Entre a Eco 92 e a Rio+20

Recortes das experiências desta jornalista


Quando vim cobrir a Rio 92, ainda na condição de estudante de jornalismo, o cenário era muito distinto do atual. E eram basicamente dois os locais onde trabalhávamos. No Aterro do Flamengo, onde hoje (15/6) inaugura-se a Cúpula dos Povos, tínhamos o Fórum Global.

Hospedávamo-nos no Forte de Copacabana — graças à cortesia do então comandante, o coronel Teixeira Neto, colega de AMAN e amigo pessoal de meu pai — e tínhamos um ônibus turístico à nossa disposição. Dadas as restrições para a locomoção de vinte e poucos alunos, todos os dias precisávamos decidir: sair para cobrir os eventos tão mais “sisudos” do Rio Centro (na zona oeste da cidade) ou para acompanhar a farra polifônica e multicolorida do Fórum Global (na zona sul). Diante disso, diariamente eu sofria com o que me pareciam dilemas insolúveis. E pensar que, entre meus colegas, havia quem quisesse sobretudo pegar uma praia.

Rio de Janeiro, 1992

ONU imagens arquivos estudante de jornalismo Adriana Paiva AMAN Turma Humaitá EB 1968 comandantes colegas Paiva Teixeira Neto Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Global Earth Summit
Personagem folclórico do Rio, Beijoqueiro em congraçamento com indianas, no Fórum Global

acervo memória TV Globo jornalistas Alexandre Garcia e Valéria Monteiro Repórteres da TV Globo alunos de faculdade de jornalismo comunicação telejornalismo Rede Globo - Rio Centro
Representando a Rede Globo, no Rio Centro, os coleguinhas Alexandre Garcia e Valéria Monteiro

Iluminado monge japonês no Rio Centro zen budismo budistas japoneses Nihon nihonjin Japan religião budistas
Vindo do Japão para o evento, o monge zen-budista Kido Inoue também circulou por lá

Graffiti em Botafogo
Leonel Brizola, governador do Rio em 1992 : Depoimento para TV japonesa

Rio de Janeiro, vinte anos depois

Rio+20 – Quinta-feira, 14/6

Dia de palestras e visita a mostras e estandes de países e estados. Bastante proveitosa a ida ao estande do Japão onde, na esperança de encontrar o monge zen Kido Inoue (que conheci durante a Eco 92), acabei engatando ótimo papo com Yuki, representante da Asahi Glass Foundation, instituição japonesa que há vinte anos concede o “Blue Planet Prize” a pessoas que se destacam na área ambiental.

Algodão colorido - Estande da Embrapa
No Parque dos Atletas, o algodão produzido pela Embrapa: Colorido naturalmente

Projeto da Coppe - UFRJ

O H2+2, ônibus híbrido a hidrogênio com tração elétrica: Projeto da Coppe/UFRJ

A Terra Vista do Céu

A Terra Vista do Céu : Exposição de Yann Arthus-Bertrand fica até 24/6 na Cinelândia

 

 

Caramella, um vizinho do Martinica

 

Café na 303 Norte

 

Caramella - Bsb SCLN 303

Mesas da cafeteria começam a lotar no final da tarde

A casa abriu no segundo semestre de 2011 e na ponta oposta àquela onde em meados dos anos 1990 fervia o Martinica Café. Não chega, ainda, a atrair o público deste último — na época em que fui assídua ali (e morava perto), o Martinica era ponto de encontro rotineiro com meus colegas da Universidade de Brasília (UnB) e um local bastante frequentado por artistas e intelectuais da cidade.

Se o Caramella virá um dia a herdar o público que lotava as mesas do vizinho é o que menos importa. Por ora, vale a visita para um café da manhã ou brunch (o bufê é renovado até às 14h) ou mesmo para o chá da tarde, servido em igual esquema até às 21h. Prefira as mesas externas.

Afora as diversas opções de pães, frios, sobremesas, frutas e bebidas, há ainda os bastante procurados waffles, preparados na hora e cobrados como parte do bufê. No que tange a atendimento, tanto os funcionários que recebem pedidos no balcão quanto os que vão às mesas são bastante atenciosos e ágeis.

A nota negativa vai para soluções com ares de improviso, típicas de casas recém-inauguradas. Cito a que vi quando estive lá há pouco mais de um mês (ou seja, bem depois de a casa começar a funcionar): a cobertura de alguns dos pratos com alimentos era feita com uma espécie de plástico-filme. Convenhamos, há modos bem mais eficazes de fazê-lo, após cada cliente se servir. Sem falar que nesse tipo de negócio apresentação é tudo.


Serviço

Caramella – Confeitaria e Cafeteria


Café da manhã – Horário: 7h30 às 14h | Chá da tarde: 14h às 21h
Valores: Seg a sex : R$ 16,50 | Sábados, domingos e feriados: R$19,90
Obs.: (Crianças até 4 anos não pagam. Crianças entre 5 e 8 anos pagam metade).
Endereço : SCLN 303 , bloco E, loja 20 . Fone: (61) 3326 8001.

Veja também

Conheça as outras filiais do Martinica Café



Outras plagas, outros tempos

Brasília e Campo Grande | Anos 90

 

Caetano
Adriana Calcanhotto: Recital em bar sul-matogrossense


Dias atrás, inesperadas deixas me levaram a compartilhar, no Facebook, caras experiências em duas das cidades onde morei. Primeiro, citando entrevista com a cantora Adriana Calcanhotto, publicada no jornal Valor Econômico, comentei (linkando a foto acima) : 

“Lembro dessa Adriana (das reminiscências sobre apresentações na noite gaúcha), ainda no esquema ‘banquinho, violão & voz’, fazendo show no Camaleão, bar de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Estávamos aí no início dos anos 1990. Nessa época, o lugar era ponto de encontro de artistas e intelectuais e tinha como diretor cultural o artista plástico Humberto Espíndola, irmão de Tetê & Alzira.”

 

Caetano

“O Documentário”: Caetano Veloso nos dá entrevista sobre Torquato Neto

Depois, remexendo em arquivos para atualizar a seção de imagens de meu site, tive o impulso de publicar no Facebook a foto acima. A ideia era dividí-la com um contato meu na rede social, a cineasta Adriana Vasconcelos, que foi minha colega na Universidade de Brasília.

Fiz o registro em 1990, no quarto do Hotel Nacional em que se hospedavam Caetano (que iniciava nova turnê em Brasília) e sua mulher na época, a Paula Lavigne. O músico concordara em participar do filme que rodávamos sobre o poeta piauiense Torquato Neto. Tratava-se de trabalho final para a disciplina “O Documentário”, ministrada pelo cineasta Vladimir Carvalho. Sergio Cobelo, nosso colega na matéria, era o diretor e eu e a Adriana éramos as produtoras.

 

 

*

Instagram – Fotodiário

 
Acessório para registros nas cidades

 
Barra da Tijuca

Praia da Barra da Tijuca com feições de antanho: Primeiras inscursões

 

Nunca pensei que me renderia ao Instagram. Considerando-se o fato de que antes de ser jornalista (e quase antropóloga), cheguei a pensar que faria carreira como fotógrafa, é de se esperar que o brinquedinho não entusiasme assim, logo de cara. Para que se entenda, faço um ligeiro retrospecto: fotografo regularmente desde os 17 anos. Ou seja, desde que fiz um curso na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e (por ter passado no vestibular) ganhei de meu pai e de minha avó um laboratório PB e uma câmera Canon semi-profissional. A partir daí e entre uma bolsa do CNPq de pesquisa em antropologia visual e o estágio como fotógrafa em dois jornais, não parei mais de fotografar. Apenas a compreensão de que não quereria fazê-lo profissionalmente é que demorou a acontecer.

Voltando ao Instagram : assumindo-se, de um lado, o que há de diletante no uso de uma câmera de celular e, de outro, enxergando-se seu valor como ferramenta cheia de limitações, a pergunta que se coloca é: por que não ?
Assim, a partir de agora, usarei o aplicativo como acessório adicional ao que aqui já funciona como um “diário fotográfico”. Para quem pretenda me seguir também por lá minha ID é @ drixpaiva.

 

+ Instagramadas

 

graffiti em Ipanema by Marcelo Ment e cia.

Grafite na Farme de Amoedo: Arte por Marcelo Ment, Ottis, entre outros.

Praia do Pepe - Barra

Na Praia do Pepê, aproveitando breve aparição do sol.

Praia da Barra - Outono 2012
A luz vespertina dos dias outonais é ótima, a propósito, para explorar texturas.

Sábado no Leblon Botafogo

Na Delfim Moreira, celular em punho: Ousando aproximações.


Fotos por Adriana Paiva ©

 

 

* Ao calouro, com amor

 

Esplanada dos Ministérios

Esplanada dos Ministérios: Transitando por ruas onde também eu aprendi a dirigir

Em Brasília, na semana passada, à saída do Palácio do Planalto, onde estivemos, eu e minha mãe, para ver a exposição “Mulheres, Artistas e Brasileiras“. Fomos conduzidas pelo meu sobrinho Tiago, recém-matriculado no curso de Engenharia da UnB, e titular (também recente) da Carteira Nacional de Habilitação – licença à qual esta sua madrinha espera que ele continue prudentemente a fazer jus.

Das inevitáveis coincidências: como meu sobrinho, também tirei minha carteira de motorista em Brasília. E foi, igualmente, nessa mesma UnB que se deu a maior parte de minha trajetória acadêmica.

* ( Post originalmente publicado em meu perfil no Facebook ).