Afetos cariocas

 

O Parque Lage, a EAV

 

EAV - Oficina

Cavalariças : Oficina de escultura, 8 de janeiro de 2016

Estive no Parque Lage, na sexta-feira (8), entre outros motivos, em busca de informações sobre cursos. Ao encontrar a secretaria fechada – algo que não recordo que ocorresse nos janeiros em que fui aluna da Escola de Artes Visuais -, acabei estendendo minha visita, com uma passada pelas cavalariças e uma pausa para bebericos no Plage Café.
Sobre a crise pela qual vem passando a Escola, escrevi, dias depois, no Facebook – com a deixa de uma reportagem publicada na Folha de S.Paulo :

Em momento algum das minhas idas e voltas ao Rio a EAV do Parque Lage deixou de ser, entre as instituições cariocas, aquela pela qual tenho o maior dos apreços. Minha mãe foi aluna de lá, no final da década de 70. Eu vim a ser, alguns anos depois – tendo feito, em períodos diversos, cursos de teatro, serigrafia e fotografia.
Daí que acompanhe com apreensão o desenrolar dessa crise. Não deixo de admirar, contudo, a postura com que a direção da escola se coloca frente a ela. Avaliando possibilidades e mesmo concebendo realizar cortes, aqui e ali. Mas também quer me parecer, sem abertura para concessões que impliquem prejuízo à missão ou ao histórico da EAV. Dias melhores hão de vir.

Nesse mesmo Facebook, encontrei a foto, junto às recordações – escritas em novembro de 2009…

Escola de Artes Visuais EAV Parque Lage

Comecei a frequentar o Parque Lage quando tinha por volta de nove anos. Nessa época, minha mãe fazia diversos cursos na EAV. De alguns deles — como o de escultura — eu e minha irmã (três anos mais nova) fomos, por assim dizer, espectadoras ativas. Assistíamos às aulas, nos lambuzávamos de argila e, de quebra, levávamos para casa nossas criações. Agora, o que “cobiçávamos” mesmo eram as aulas de “modelo vivo”. Como quaisquer crianças com nossas idades, tínhamos curiosidade sobre a nudez. Mas é claro que não nos era permitida a entrada. Assim, postávamo-nos sob um desses janelões, detrás de onde aconteciam as aulas e nos espichávamos o máximo que podíamos para tentar ver o que rolava lá dentro. Guardo na memória que uma dessas modelos era atendente na lanchonete da EAV . E continuou a ser, anos depois, quando ingressei na escola como aluna. Primeiro de serigrafia; depois, de teatro e de fotografia.

Que venha 2016 !

 

Retrospectiva 2015: Em imagens

 

#2015bestnine – Via Instagram

 

2015 BestNine

Pelo crivo do Instagram, meus nove melhores momentos, em 2015. Aproveito o recorte para desejar que 2016 me encontre com a energia e a curiosidade que me conduziram por essas ruas e exposições em Delft e Haia, Rio de Janeiro e São Paulo. Feliz ano NOVO !

Outras do inverno carioca

 

E de um domingo que se pretendia preguiçoso

Via meu perfil no Facebook

Condomínio Novo Leblon

Vista da varanda de casa: Clube do condomínio, Lagoa de Marapendi e o mar

Agora, deste lado da cidade, temos sol, céu limpo e estupefacientes 27°C. Mais cedo, à beira-mar, eram 18°C !
O vento gélido destas manhãs ensolaradas quase sempre me lembra uma certa fase de minha infância em Brasília, época em que ainda era possível dizer que se sentia frio no inverno. Frequentemente, aquele tipo de frio energético, que entra pelas narinas espantando o sono e que, mal bate na pele, o sol logo amorna. E, hoje, que meus planos de ficar mais tempo na cama foram cedo detonados por Bob, o poodle, esse solzinho matinal veio bastante a calhar. #invernocarioca

Os sempre surpreendentes dias invernais no RJ, inspiram, a propósito, reportagem de capa da revista O Globo.


Aqui e ali

Publicações Julho/Agosto

Via Flickr e Instagram

Museu do Louvre - Paris foto fotos por Adriana paiva jornalista

Do Flickr:  Sessão fotográfica com ares de editorial de moda.
Pavilhão Colbert, Museu do Louvre.

Praia Vermelha - Urca

Do Instagram: Irmã e sobrinha nos últimos dias de férias em plagas cariocas e a vontade era matar saudade da Urca, bairro onde elas também moraram. Já os tão acalentados planos de subida ao Pão de Açúcar, dessa vez, não poderão ser satisfeitos. Ao contrário do que insinuava-se hoje cedo, com um sol que até prometia praia, o tempo voltou a fechar no início da tarde… #invernocarioca.

 

 

Brasília carnavalesca

Mais uma dos arquivos

 

Plano Piloto, Asa Norte, superquadras, entrequadras, Histórias de Bsb, Brasília, entrequadra, Asa Sul, Momo, DF, Carnaval, imprensa, jornalistas, bloco carnavalesco, Pacotão, chega à W3 Sul, Jornalista Adriana Paiva, brasilienses, Imagem também publicada no jornal Campus UnB,

Why so serious? :  Bsb 90’s

De um Carnaval em que fui atrás do Pacotão, bloco fundado por jornalistas e um dos mais tradicionais de Brasília. A concentração acontecia em frente ao Bar do Chorão, próximo à quadra onde eu morava, na época.
No momento em que fiz a foto, devíamos estar nos aproximando do final do percurso, na W3 Sul. Creio que o ano era 1993.

Foto por Adriana Paiva © 

Dos arquivos

Especial ‘Arrumações de final de ano’

Leituras dominicais d’antanho

Clique sobre a imagem para ampliá-la

As Cobras LFV no JB

As Cobras: Luís Fernando Veríssimo para revista do JB


Eis que relembro da colecionadora contumaz que um dia fui. Fui, pretérito a fórceps, graças ao inevitável aprendizado de perdas, entre uma mudança e outra. Enfim, mas gostei muito de encontrar, em meio a dezenas de pastas, a minha pequena coleção de tirinhas “As Cobras”.
Em uma das fases em que morei em Brasília e vinha ao Rio passar férias na casa de meus avós, a revista Domingo, do Jornal do Brasil, esteve entre as publicações que eu mais ansiosamente aguardava. Quase tão esperadas quanto eram as tirinhas do Veríssimo, que eu cuidadosamente recortava (em geral, datando-as) e acondicionava em pastas. Já a minha coleção de programas e cartazes de teatro…não tenho a mais vaga ideia em qual mudança de casa/cidade eu a perdi.

Brasília em preto e branco

 

Via Instagram

 

Centro do Plano Piloto

Plataforma Rodoviária, o centro do Plano Piloto, e seus múltiplos apelos visuais. Lembro que meu primeiríssimo ensaio para uma disciplina de fotografia, na UnB, saiu desse pedaço da cidade. Tendo morado em duas quadras da Asa Norte (102 e 103) e em outras duas na Asa Sul (209 e 112), fato é que quase nunca passei por aí indiferente ao que ocorria no entorno… #bsbnotas.

museus DF avenidas ruas brasilienses Esplanada dos Ministérios Museu República Honestino Guimarães

E há essa Brasília que sempre me surpreende. Registro de viagem feita em 2011.

STF Supremo Tribunal Federal Justiça arquitetura Niemeyer

Para fechar mais uma série #bsbnotas. Supremo Tribunal Federal. Diante do prédio projetado por Oscar Niemeyer, “A Justiça”, escultura em granito de Alfredo Ceschiatti.

 

 

Encontro com o poeta

 

Postado, originalmente, no Instagram

 

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Manoel de Barros: Conversa com futuras jornalistas

Campo Grande (MS). Maio de 1992. De uma tarde na casa de Manoel de Barros, em companhia de amigas – estudantes de jornalismo, como também eu àquela altura. A qualidade da foto original é sofrível. Os negativos e as ampliações das outras imagens que registrei na ocasião, lamentavelmente, perderam-se em uma de minhas muitas mudanças. Guardo este registro, entretanto, como uma vívida lembrança de horas de animada conversa com o poeta.

Da série: Revirando as gavetas

 Um alemão na Praça dos Três Poderes

Postado, originalmente, no Facebook

Fotos Goethe-Zentrum Brasília Distrito Federal - Goethe-Institut alemães alemão Alemanha repórteres Jornal de Brasília Correio Braziliense Bsb
GoetheZBsb

Kurt Buchwald:  Sob lentes de fotógrafos de Brasília e olhares de passantes

 ICBA - instituto cultural brasil alemanha Palácio do Planalto Praça dos 3 Três Poderes Esplanada dos Ministérios Goethe-Zentrum workshop Fundathos Goethe-Institut Brasilien workshops

Ao fundo, professor e alunos durante intervenção “Proibido fotografar”

O fotógrafo alemão Kurt Buchwald, figura curiosíssima que conheci quando fiz o workshop que ele foi ministrar na Fundação Athos Bulcão, em Brasília, a convite do Instituto Goethe. Aí, na Praça dos Três Poderes, posando para repórteres do Correio Braziliense e do Jornal de Brasília. Estávamos em 1995. Mas a julgar pela cintura alta das calças, poderia-se facilmente afirmar que o registro é de alguns anos antes.

Outro dado curioso sobre esse workshop é que todas as fotos que fizemos em aula foram reveladas e ampliadas no laboratório do falecido U.Dettmar (perto de minha casa, na época), fotógrafo com grande experiência de cobertura dos meandros políticos de Brasília.

Saudade das cartas manuscritas

Lembranças de amigos que fiz país afora

De Belém Pará Amazônia Belem Amazon belemense paraenses paraense região amazônica Norte do país Amazonia Pelos Correios - Cartas e cartões correspondência comunicação epistolar filhos de militar FAB Força Aérea Brasileira Plano Cruzado moeda Brasil selo selos filatelia

De Belém para Brasília. Pelos Correios

Encontrei, há algum tempo, em meio à minha papelada afetiva e achei que fazia sentido escanear. Carta e cartão postal vindos de Belém, em dois momentos daquele 1987, ano em que eu voltava a morar em Brasília.
No cartão, os dizeres: “Ainda não houve tempo para ver a exposição, mas são eles a expressão atual da fotografia paraense.” Impressos os nomes : Abdias Pinheiro, Ana Catarina, Elza Lima, Jorane Castro, Mariano Klautau Filho, Miguel Chikaoka, Octávio Cardoso, Patrick Pardini, Paulo Ribeiro, Rosário Lima.

Sobre o cinza dos dias

 

De uma escala no Instagram

 

Clima Praia da Barra - Posto 8 - HBO

Barra da Tijuca, Posto 8


Eu e minha família deixamos o Rio em 1985 e fomos morar em Belém. Entre aquela mudança e as muitas escalas que a ela se seguiram (de Campo Grande a Brasília, passando por Olinda e SP), até minha volta a terras cariocas, em 2008, já tive tempo suficiente para ver sedimentada uma certeza: o cinza daquelas plagas não me afeta como o de cá. Com que força detesto esses dias mormacentos que abrem a primavera e se impõem sobre outubro.

 

Lentes de contato, um desafio quase diário

 

Post via Facebook

Lentes de contato míope - oculista oftalmologista miopia míopes

Medidas prescritas para minhas lentes de contato. No alto, em março de 2014; embaixo, em julho de 2007

 

Quando uma operação trivial como colocar um par de lentes de contato nos olhos chega às raias do suplício. Uso lentes desde a adolescência e sempre preferi as gelatinosas pela razão óbvia de serem mais confortáveis. Dentro dos olhos elas são o que têm de ser: translúcidas, comportadíssimas, umas graças. Mas antes de entrar ali…nem sempre. Nos dias em que se tem mais pressa, por exemplo, elas podem calhar de dobrar ao meio, em quatro, se dependurar nos cílios ou, simplesmente, capotar pia abaixo. Agora, imagine se a pessoa tem surreais 19 graus de miopia no olho esquerdo e, para piorar só um pouquinho, também é destra. Por essas e por outras é que continuo preferindo sair de casa com lente apenas no olho direito, que tem pouco mais de 6 graus e é, afinal, a visão com a qual posso contar.
Já que amplifiquei o desabafo: quando meu olho fica irritado, após seguidas tentativas frustradas de colocar-lhe a lente, nenhuma solução tem sido tão eficiente e curativa quanto uma ou duas gotas de colírio Acular.

E outra: recentemente, troquei o OptiFree pelo Renu e estou muito mais satisfeita com a limpeza e conservação de minhas lentes.

Da série: Com a deixa da notícia

Operação do Procon no bairro da Urca

Nove dos treze estabelecimentos vistoriados são autuados e receberão multa

Praia Vermelha

Pão de Açúcar visto do CMPV : É no interior do clube que fica o restaurante Terra Brasilis

Triste o desempenho da Urca na operação pré-Copa do Procon. Dos treze estabelecimentos vistoriados, na última quarta-feira, nove foram autuados. Algumas dessas atuações não me surpreendem de todo. O Terra Brasilis, por exemplo, é um restaurante no limiar do razoável – o mais interessante dali, a meu ver, é a generosa vista do Pão de Açúcar. O que mais choca, nesse levantamento, é o número e o tipo de irregularidades encontradas. Situação ainda mais preocupante quando se sabe que o lugar fica invariavelmente lotado, na hora do almoço. É grande a frequência de estudantes e professores da Unirio, Ateliê da Imagem, IME, etc., instituições vizinhas daí. Sem falar das numerosas levas de turistas.

Desde que comecei a frequentar o lugar, em meados da década de 1980, quando morei no bairro, o restaurante passou por umas tantas administrações e trocas de nomes. Depois da mais recente dessas mudanças, estive lá algumas vezes. Em nenhuma delas saí com a convicção de que valesse realmente a pena retornar.

 

Por onde andará ?

 

Via meu perfil no Facebook

 

Péri no Sesc Pompeia

Péri em apresentação do show Samba Passarinho: Sesc Pompeia, 2005

 

Desses dias em que acordo nostálgica – e não são poucos, como bem o denuncia minha timeline. Hoje, não sei qual foi a deixa, quis saber: onde andará o Péri? Fui atrás e reencontrei-o aqui. Conheci o músico baiano na época em que fizemos assessoria de imprensa para projeto que o também músico Carlos Careqa levou ao CCBB de São Paulo. “Novo de Novo – O Brasil de Pixinguinha” reuniu no palco paulistano, em 2003, entre outros, feras como Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, Belchior, Vitor Ramil e Marcelo Vianna, neto de Pixinguinha.

A TV Cultura gravou os espetáculos e exibiu-os no programa Jazz & Cia. E aqui, a segunda parte, traz show e entrevista com o saudoso Itamar Assumpção.

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Foto: Divulgação.

Brasília sempre presente

 Outro aniversário lembrado no Instagram

 

Brasília Esplanada dos Ministérios UnB Asa Norte Plano Piloto fotos

(…) Começo aqui uma série em homenagem à cidade. E o faço com registro de uma daquelas tardes de céu dramático, típicas de quando recomeça o período de chuvas. Aí um dos muitos skatistas que costumam lotar a ampla área que circunda o Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios. #bsb54.

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Bsb - vista aérea Brasília pela janela do avião

Primeira visão de Brasília eu a tive do alto, ainda criança, quando eu e minha família fomos morar na cidade. O estranhamento infantil diante da terra vermelha a perder de vista continua entre minhas melhores lembranças dos dias de chegada.

Seca estiagem brasilense Crise hídrica Cerrado vegetação Brasília 54 anos

Mesmo em plena seca, há quem mantenha inalterado o hábito das longas caminhadas. O casal eu fotografei, há não muito tempo, na altura da 103 Norte.

Bsb, fim da estiagem - Chuvas chuva tempestades de verão

Fiz essa foto logo após um período histórico de seca em Brasília. Tinham sido quatro meses sem chuvas. E quando elas voltaram, vi pelas ruas do Plano Piloto o mesmo milagre da multiplicação de ambulantes vendendo guarda-chuvas, que eu me acostumara a ver no centro de SP. Algo que, nesse dia, não deixou de ser uma forma de redenção.

A caminho do Teatro Nacional

Sob o imponente céu. A meio caminho entre o CNB e o Teatro Nacional Claudio Santoro.

Pontão do Lago Sul

O homem e seu lar sobre rodas. Esplanada dos Ministérios, abril de 2010 — véspera do 50° aniversário de Brasília.

Vista do Coco Bambu

Fechando a série #bsbnotas : Canoagem no Lago Paranoá. Registro feito da varanda do restaurante Coco Bambu.

Notas Paulistanas

 

Mais uma série no Instagram

 

Ibirapuera

Tamanha a saudade da Pauliceia me bateu hoje, que resolvi reabrir os arquivos de meus agridoces (dez) anos de moradia na cidade. Inicio a série com esta feita de dentro do carro. Provavelmente a caminho de casa, em Moema. Lá fora, vestígios da chuva e o famoso Monumento às Bandeiras.

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Praça Coronel Fernandes de Lima

Com ares interioranos e nome de milico, essa praça é uma *gracinha, no coração de Moema. Gostava de incluí-la no meu trajeto de casa até o “Pé no Parque”, na Hélio Pellegrino com a Inhambu, onde, não raro, tomava café da manhã — àquela altura, um dos melhores da zona sul de SP.

 

Parque Ibirapuera

De domingos no parque. O Ibirapuera era um destino frequente, tanto na época em que morei em Moema quanto, anos mais tarde, na fase em que vivi no Campo Belo — ambos bairros vizinhos daí. E como esquecer a série “Pão Music”? Um dos primeiros shows a que assisti, tão logo me mudei para São Paulo, em 1998, foi o de Gal Costa.

 

Cow Parade

Arte ou o mais descartável entretenimento ? A polêmica fervia e mal desembarcara em São Paulo a primeira edição brasileira da #CowParade. Estávamos em 2005. No começo, foi mesmo divertido andar pela cidade e dar de cara com uma dessas multicoloridas vaquinhas. Customizada pela artista plástica Patrícia Golombek, a “Cowmen Miranda” ficava na Avenida Paulista, bem em frente ao prédio do @itaucultural.

 

Campo Belo

Outra de minha ex-vizinhança. Só que, agora, no Campo Belo. Onde mais teria-me sido possível saber que irmãs carmelitas são dadas a flanar em grupo? Certo dia, em que também saía a passeio, divisei-as subindo a Rua Princesa Isabel, do outro lado da calçada. Provavelmente, rumo ao convento, próximo daí. E o que me pareceu tão interessante quanto, uma delas carregava uma sacolinha da Kopenhagen.

 

Imã Foto Galeria

Encerro mais uma série de “notas paulistanas” com este registro de uma tarde na Imã Foto Galeria, onde participei, ao lado de outros jornalistas, de entrevista com Walter Firmo – especialmente gravada para o site do fotógrafo Claudio Versiani.

Transporte público em evidência

 

O valor de um desabafo nas redes sociais

 

onde estudei estudos Segundo Grau Escola Eduardo Guimarães Escola de Artes do Parque Lage atrizes Maria Padilha atores Daniel Dantas Colégio Eduardo Guimarães

Lucélia Santos na capa da revista O Globo: “Não é pelos R$3”

Reportagem na revista O Globo deste domingo traz suíte da polêmica que envolveu atriz e, vai além, convidando outras personalidades que utilizam o sistema para discutir seus prós e contras.
Sobre o assunto, escrevi em meu perfil, no Facebook, há alguns dias: Polêmica torta essa. Vivi uma fase de minha adolescência, no Rio, em que as pessoas não eram estigmatizadas por andarem de ônibus. Eu, particularmente, adorava os das linhas 511/512, que me levavam não apenas ao colégio, na Mena Barreto (Botafogo), como também aos meus cursos, na EAV do Parque Lage.

Certa feita, aliás, no ponto em frente à escola de artes, esperando meu ônibus de volta a Urca, onde eu morava, vi ao meu lado, também esperando, a atriz Maria Padilha. Só não lembro se, nessa época, o “Pessoal do Despertar”, grupo teatral ao qual ela pertencia, estava com alguma peça em cartaz na EAV.
E nos comentários, ainda escrevi : Sou fã de metrô, Filipe. Só não fui usuária mais assídua ao morar em bairros (até então) não servidos por esse tipo de transporte – como Moema e Campo Belo, em São Paulo e agora, na Barra da Tijuca. Tive carro, pego eventualmente o de minha mãe, mas não tenho a mínima vontade de voltar a ter – muita dor de cabeça envolvida nisso. Na Barra, moro em um condomínio com transporte próprio, o que facilita deveras a minha vida, mas adoraria que minha locomoção pela cidade pudesse se dar basicamente de metrô.

Imagem: Reprodução capa da revista O Globo / Foto: Fábio Seixo.

Minha homenagem ao mestre do flamenco

Via Facebook

PACO DE LUCÍA está inscrito no rol de minhas grandes paixões juvenis. E sempre me remeterá à época de ter vinte e poucos anos e ainda estar tão entusiasmada pela Antropologia. Ou à descabida pretensão de emulá-lo em meu humilde Di Giorgio 28, entre uma e outra aula de violão. Paco de Lucía parte jovem demais.

 

Os Gêmeos

 

Preparativos para uma nova mostra

Na Fortes Vilaça, a partir de junho

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Os Gemeos - Instagram

Os artistas em açãoFoto publicada no Instagram dos grafiteiros


A primeira vez em que estive com os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo foi, exatamente, nas dependências da Galeria Fortes Vilaça (em junho de 2006) para entrevista sobre a estreia dos grafiteiros no circuito de galerias de arte de São Paulo, com a mostra O Peixe que Comia Estrelas Cadentes. Agora, os grafiteiros se preparam para uma volta à galeria com nova exposição. A abertura está programada para o final de junho.

 

Dos caminhos que já percorri

 

Antes de Osho era Bhagwan S. Rajneesh

Post publicado, originalmente, no Facebook

De macrobiótica a vegetariana - Meditação ioga alimentação natural estilo de vida vegetariano

Meu sannyas (Ma Shanti Adriana): Do sânscrito: “Ma” = consciência ; “Shanti” = paz

Acima, parte da carta, chegada do Rajneeshpuram, no Oregon (EUA), com o meu nome de sannyasin. Queria achar o resto do conteúdo do envelope. Lembro que trazia um bonito poema.Já contei, en passant, essa história aqui. A revirada no baú foi motivada por esta matéria de O Globo.

Comecei a meditar por volta dos 16 anos; um pouco depois de deixar de comer carne e imediatamente antes de entrar para a seita do Rajneesh. Pratiquei muita “Nataraj” na época em que frequentei o ashram da Paula Matos, em Santa Teresa. Depois, saindo da seita, e com as tantas mudanças de cidade, acabei deixando de meditar, mas vivo cogitando retomar. Sempre no encalço de fórmulas para combater a ansiedade e minha natural tendência à melancolia. Preciso dizer que, com esses mesmos propósitos, também experimento ótimos efeitos com dança, corrida e natação. O que não quer dizer que meditação esteja fora de minha lista de atividades a serem retomadas em 2014.

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Ainda sobre deslocamentos

E do meu perfil, no Facebook

Moema Pássaros

Sampa, SP: De uma caminhada por minha antiga vizinhança, em Moema, onde morei entre 1999 e 2005.


Já que falávamos em trânsito (cada vez mais difícil) nas grandes cidades: perdi as contas das vezes em que fiquei engarrafada aí, dentro de táxis a caminho do Aeroporto de Congonhas (distante poucos quilômetros). Uma das principais vias do bairro, a Avenida Rouxinol fica na chamada rota dos aviões. Eu morava na Tuim, uma das transversais.
Ainda sobre o assunto deslocar-se a pé. Não sei por que, mas também me veio à memória a época em que, residindo em Brasília, um de meus trajetos preferidos era sair do meu apartamento, na 112 Sul, e caminhar até o Templo Budista da Terra Pura, na 316. Cumprir longas distâncias a pé nunca me foi problema. Tanto quanto chegar a salvo aos meus destinos, sempre me importou poder me deter nos detalhes do que eu via pelo caminho.

Outro #prontofalei

E o alvo, mais uma vez, a Barra da Tijuca

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Cidade das Artes: Músicos homenageiam Luiz Paulo Horta

Tantos eventos interessantes rolando ultimamente. E perto, mas tão ridiculamente perto de casa (2 km + ou – ), que é o fim da picada que chegar lá a pé seja tão complicado (para não dizer…letal). Sei que esse é um meu queixume recorrente, mas se algo na Barra da Tijuca me tira do sério (afora emergentes dados a ostentar aquisições), é que este seja um bairro tão pouco amigável a quem prefira locomover-se por meios outros que não os automotivos.

No Facebok, adendos meus em debate sobre o assunto:

De O Globo, em matéria sobre o Projeto Aquarius: “Kalil lembra que a Cidade Das Artes está diretamente ligada ao Terminal Rodoviário da Alvorada, por meio de uma passagem subterrânea que facilita o acesso de todos aqueles que decidirem usar o transporte público para chegar ao concerto”. Bacana, perfeito que a população em geral tenha acesso facilitado a eventos dessa natureza. Mas, vem cá, e os moradores da Barra? Para chegar lá, continuarão a ter que tirar seus veículos da garagem (ou, quem sabe, se aventurar a uma viagem de BRTrombada)?

Aí eu comparo a Barra da Tijuca com Brasília, e os brasilienses mais bairristas ficam chateados. Estando Lucio Costa por trás de ambos os projetos arquitetônicos, fazem todo o sentido as semelhanças. Sempre gostei de andar a pé. Mesmo em Brasília, fazia-o com grande prazer. Mas, sejamos honestos, tanto lá quanto aqui, é altamente sacrificante viver sem carro.

Sim, Helena, as superquadras daí parecem-se bastante com os condomínios daqui. Inclusive no que tange a serem providas de bons centros comerciais. A questão é: e como fica quem não quer viver circunscrito à própria vizinhança ? Não é nada fácil ser pedestre ou ciclista na Barra. Aliás, você já deve ter ouvido/lido a respeito dos atropelamentos ocasionados pelo BRT.

Foto: Divulgação

 

Convite para entrar no jogo

 

Lá no Facebook

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Teatro Nacional por Jorg Diehl

Fachada do Teatro Nacional recebe reparos em foto de Jorge Diehl

 

Este é um jogo para manter viva a arte“. Eu cliquei em ‘curtir’ e foi-me atribuído um artista. Maria Hirszman escolheu para mim Athos Bulcão.
Que outra escolha seria tão apropriada ? Athos Bulcão inclui-se naquela categoria de artistas múltiplos, indelevelmente inscritos em minha memória visual. Afinal, passei quinze anos de minha existência morando em Brasília, cidade que Athos viu ser construída – em estreita colaboração com Oscar Niemeyer – e que deu provas de amar até o fim de sua vida. Dos muitos Athos que vi e revi em cada palmo da capital federal, desde que fui morar lá pela primeira vez, em 1975, este é um dos que me são mais caros: o painel de blocos de concreto na parte externa do Teatro Nacional. É incrível a experiência de passar por ali algumas vezes ao longo do dia e ver os efeitos ocasionados pelas variações da luz solar.


Porque hoje é Dia das Crianças

Recorte de álbum de família – Via Facebook

clube militar clubes militares filhos Adriana Ana Cristina pais filhas Arita Antonio Augusto nado natação oficiais Exército Cavalaria Lagoa Jardim Botânico Rio de Janeiro

Nana e Tininha: Dois de nossos apelidos

 

Eu e minha irmã, duas “creonças pegando fogo no clube” — para tirar do baú expressões com que se referiam a nós naquela época. Foi numa dessas piscinas que eu aprendi a nadar. A foto foi feita em algum momento anterior à nossa primeira mudança para Brasília, em 1975. Depois dessa, foram mais quatro as vezes em que fomos morar na capital federal.

 

Rock in Rio

Recortes de uma outra edição

 

De uma vinda de São Paulo para participar da cobertura jornalística da edição de 2001 do festival

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Sheryl Crow. Coletiva durante RIR 3

Sheryl Crow posa para fotógrafos ao final da coletiva de imprensa que aconteceu no Hotel InterContinental, em São Conrado.

 

Cidade do Rock. Rock in Rio III

Chegando à Cidade do Rock, durante o Rock in Rio 3, em janeiro de 2001.

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Rock in Rio 3 - Janeiro 2001

 Não lembro quem é o esfuziante rapaz, mas o motivo da animação devia estar ali, a metros de nós, no palco da “Tenda Raízes”.

 

Cidade do Rock. O repouso do ambulante

Nas costas do ambulante, os valore$ praticados naquele verão de 2001.

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Rock in Rio 3 - Iron Maiden

Publico esta, mas não poderia me abster de igualmente registrar: não gosto de Iron Maiden. Na verdade, nunca gostei de heavy-metal. Entretanto, ainda sendo muito justa, adorei a experiência de fazer fotos de um show tão bem produzido e cheio de efeitos como o realizado durante o Rock in Rio por Bruce Dickinson e seus companheiros de banda. Eu, que já vinha fotografando espetáculos desde a adolescência, saí dali convicta de que a energia e a presença de palco do pequenino Dickinson são capazes de arrebatar o mais indiferente dos espectadores.

 

+ Rock in Rio (e outros festivais), no meu site >>

 

 

Seleções dominicais

Lá no Deezer

Charly Garcia - Bilboard AR

Charly Garcia: Em agosto, o músico foi capa da edição de lançamento da Bilboard argentina

 

E porque o domingo também pode ser de incursões jurássico-musicais. Ouço, justamente, Los dinosaurios, do Charly Garcia. E lembro da primeira vez que vi sobre um palco essa que, então, me pareceu a mais estranha, tresloucada e interessante das figuras. Isso foi em 1989, durante uma das edições do FLAAC (Festival Latino-Americano de Arte e Cultura). Rara época em que, morando em Brasília, não desejei estar em outro lugar.

 

>> Mais de minhas playlists.

Do fundo do baú

 

Com escala no Facebook

Desfiando recordações…

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CCBB

Fernanda Torres e Júlia Lemmertz: Revista Programa, do Jornal do Brasil

Baseado no romance Orlando: Uma Biografia, da escritora inglesa Virginia Woolf, o espetáculo dirigido por Bia Lessa marcou a inauguração do Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil, em 1989.

Sobre a reprodução da imagem (com foto de Ricardo Leoni), escrevi no meu perfil no Facebook: De inesperadas reminiscências. “Orlando” em cartaz em um recém-inaugurado CCBB. Eu lembro dessa capa no suplemento de domingo do JB. E de, nessa época, morar em Brasília e estar no Rio passando férias na casa de meus avós. Eram tantos os motivos para maravilhamentos.

Veja também:  No Facebook, o perfil público da diretora Beatriz Lessa.

 

Na edição de agosto da Revista da Cultura

Entrevista com Flavio Colker

Nome ligado à cena artística dos anos 1980 e com trabalhos na coleção permanente do MAM/SP, o fotógrafo se dedica agora a projetos que incluem a volta ao cinema e o lançamento de um livro sobre a companhia de dança de sua irmã

Flavio Colker fotografado por Tomás Rangel, entrevista feita pela jornalista Adriana Paiva, entrevistas, fotógrafos,

Em casa: De volta do México, o carioca posou para o fotógrafo Tomás Rangel

 

Quando concedeu esta entrevista à Revista da Cultura, Flavio Colker estava de malas prontas para voltar do México, para onde partiu no ano passado em busca de inspiração. Nessa conversa, ele faz questão de deixar claro que as fotos que selecionou para o livro que marca os vinte anos da Companhia de Dança Deborah Colker, dirigida por sua irmã, estão entre os muitos projetos que o movem neste momento. Até o mês passado, ele esteve com um trabalho exposto no Oi Futuro Flamengo. De inspiração surrealista, a instalação “O Artista” apresentava pontos de convergência com outro projeto há muito acalentado: o de um retorno ao cinema. Na lista, ainda, dos planos que já começam a ganhar corpo estão um roteiro de ficção com Fausto Fawcett, parceiro das antigas, uma série para TV e um ensaio sobre máquinas, paixão que ele traz da infância. Prolixo, intenso, interessado por híbridos e por tudo aquilo que não cede a rótulos fáceis, ele se diz cria dos anos 80, mas nem um pouco saudosista. O atual momento desse inquieto carioca talvez possa ser resumido em suas próprias palavras ao explicar por que a fotografia digital o arrebatou: “O importante é a gente fazer, mostrar, influenciar e ir em frente.

Espetáculo NÓ, em foto de Flavio Colker

‘Nó’, de 2005: Uma das imagens presentes no livro que comemora 20 anos da Cia. de Dança Deborah Colker

:: Aqui, na íntegra, minha entrevista com o fotógrafo.

 

Inspirada pela visita do Papa Francisco

Do meu perfil no Facebook

Parati - Centro histórico de Paraty

Paraty ao entardecer: Na imagem, a Igreja de Santa Rita de Cássia


Posso dizer que até as vésperas de entrar na adolescência fui criada dentro dos princípios do catolicismo. Quer dizer, “criada”, em termos, já que nem Primeira Comunhão eu quis fazer. Para tremendo desgosto de minha avó, aliás, com quem aprendi todas as orações básicas. Meus pais, ambos nascidos em 1945, não são, exatamente, pessoas liberais, mas também nunca me impediram de fazer o que julgo terem sido as minhas mais importantes escolhas. Foi assim, por exemplo, com meu desejo de não cursar catecismo e, consequentemente, estar apta a fazer a Primeira Comunhão. E foi assim também quando, aos 16, 17 anos, resolvi pedir o “sannyas, ingressar na seita do Bhagwan Shree Rajneesh (atualmente conhecido como Osho) e, para tal (por ser menor), precisei da assinatura deles no documento que seria enviado à Poona, Índia. Aceita como discípula, mudei de nome (para Ma Shanti Adriana) e passei a me vestir (apenas) com cores derivadas do vermelho. Isso tudo, vejam bem, ainda adolescente e vivendo sob o mesmo teto que meus pais e minha irmã.

De lá para cá, experimentei outros tantos credos, desilusões em quase igual medida e, hoje, não professo qualquer religião. Mas bem gostaria de ter apenas uma fagulha da fé desses peregrinos que passaram pelo Rio de Janeiro nos últimos dias.

 

 

Porque hoje ela aniversaria

Brasília, 53 anos

Instagramada especial : Abaixo, uma seleção de imagens publicadas no meu perfil, nas três últimas semanas.

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Bsb

A terra vermelha, a árvore retorcida, as linhas arquitetônicas de Niemeyer, três símbolos tão conhecidos dos brasilienses, apenas para saudar: Parabéns, Brasília, pelos seus 53 anos.

 

Bsb

Nem o mais tímido dos turistas abre mão de uma foto em frente às obras projetadas por Oscar Niemeyer. Aí a Catedral Metropolitana de Brasília, inaugurada em maio de 1970 — e reinaugurada após reformas, em dezembro do ano passado.

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Bsb - Do meu Instagram

 Congresso Nacional : Visto pelos fundos, em um dia de nuvens carregadas

 

Bsb

Museu Nacional Honestino Guimarães: Mais uma obra concebida por Oscar Niemeyer

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Bsb - Do meu Instagram

No foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro: “A Contorcionista”, escultura em bronze de Alfredo Ceschiatti

 

Fotos por Adriana Paiva ©

 


Ainda recuerdos

 

Com a deixa de uma ‘missão fotográfica’

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trânsito brasiliense Revista do Correio - Desafio Instagram

Brasília, 53 anos: Símbolo do trânsito brasiliense serve de mote a desafio fotográfico

#Desafiotesourinha — Embora o tema do desafio não tenha me soado dos mais inspiradores, sei que houve muita gente que fez bonito. À maneira de outros que aprenderam a dirigir em Brasília, minha relação com as tesourinhas típicas do trânsito de lá é de amor e ódio. Certeza absoluta de que foram elas que retardaram um pouco mais a emissão da minha carteira de motorista. Por outro lado, reconheçamos, quem aprende controle de embreagem ali, nunca mais vacila diante de barranco.

>> Imagem extraída do perfil da Revista do Correio, no Instagram.


 

Recuerdos digitalizados

Ou : Sobre o que você cogitava fazer, mas não fez

Família japonesa coral coro corais da Universidade de Brasília Núcleo de Estudos Asiáticos NEASIA UnB DF Departamento de Letras Adri Adoriana Paiba coralista Nihongo nipofilia cultura japonesa desenho ilustração ilustra ilustras japonês das aulas na UnB de Alice Tamie Joko e do Instituto Brasil-Japão

Encontrei o acima em uma de minhas muitas pastas de papéis e resolvi digitalizar

Rabiscos, com caneta esferográfica, que eu fazia durante alguma aula da UnB, já nos estertores da minha fase de fixação nipônica. A essa altura, já eram quase todas páginas viradas : os dias de habitué do templo budista da 316 Sul, minha experiência como mezzo-soprano no coral Tanoshii Tori (‘Pássaro Alegre’, no idioma do país do sol nascente), meus 4 ou 5 semestres de cultura e língua japonesas e as aulas de sumi-e e ikebana.

Estávamos em 1993. E embora meus devaneios sobre uma vida no Japão já não fossem mais tão coloridos (ou presentes) quanto na época em que eu ingressara no curso de Antropologia, meu namoro com o design e a ilustração seguia firme. Desde então, mesmo eu não tendo me empenhado em aprender a desenhar, a paixão pelo assunto em nada arrefeceu.

Ilustração por Adriana Paiva ©

De minha passagem pelo Nordeste

 

Updated


Dos Arquivos – via Facebook

 

Carnaval no Recife

Esta é da época da minha para lá de efêmera moradia em Olinda. Fotografei o seriíssimo rapaz portando máscara que reproduz casario do Recife Antigo, às vésperas do carnaval de 1997.

Creio que caiba dizer ainda : tão fugaz (e estranha) foi essa minha passagem pela cidade, que, às vezes, esqueço se nossa mudança de Brasília para lá aconteceu em junho ou julho de 1996. Enfim, mas a decisão de ir embora eu lembro bem: concretizou-se em março de 1997.

 

Foto por Adriana Paiva © 

Da Brasília que aprendi a ver ainda em criança

 

Minha singela homenagem ao poeta da curva

 

Museu Nacional de Brasília. Foto por Adriana Paiva

“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível
criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que
encontro nas montanhas do meu país, na mulher preferida, nas nuvens do
céu, nas ondas do mar. De curvas é feito todo o universo. O universo curvo
de Einstein”.  (Oscar Niemeyer: * 15/12/1907 – + 05/12/2012)”

|| Na foto, o Museu Nacional Honestino Guimarães, em Brasília, projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer e inaugurado em dezembro de 2006.

 

De Boos e de outros Lulus

Ou: Dos modismos nem tão inofensivos

Boo e seu cotidiano de muso das redes sociais

Boo tem perfil no Facebook: Gracinhas divididas com mais de 5 milhões de seguidores

Assim como tem gente que chama papagaio de pano de “Louro José”, também tem quem chame Lulu da Pomerânia de Boo. Ok, cada um chama seu bicho de estimação como bem o pretenda. E não vamos aqui discutir modismos. Mas convém que se dê aos bois, digo…às raças de cães, os seus nomes certos.

Eu e minha irmã tivemos uma Lulu da Pomerânia quando crianças — ganha, aliás, da tia de minha mãe que, durante anos, criou a raça em seu canil. O Facebook estendeu para além de seus domínios a crença de que Boo é uma raça “nova” de cachorro. E não é. Boo é o nome do Lulu da Pomerânia de uma funcionária da rede social. Em 2009, ela (nada inocentemente, ao que parece), criou, no FB, uma página para seu cão (bonitinho e de tosa diferente do habitual). Não levou muito tempo para que o perfil, naquele conhecido efeito ‘rastilho de pólvora’, recebesse milhões de seguidores, fazendo de Boo uma “figura pública” tão popular que, não bastasse ganhar réplica em pelúcia e ter sua vida contada em livro, alçou, por tabela, a raça Lulu da Pomerânia (também conhecida como Spitz Alemão) a uma das mais cobiçadas do planeta.

Enquanto isso, aqui, aqui e aqui…dezenas de cães aguardam ser levados para casa por alguém que veja neles mais do que fofura.

Foto: J.H.Lee / Divulgação

 

 

Outros vinte

Acabo de publicar no meu perfil do Facebook

juventude estudantes secundaristas universitários ruas protestos manifestações
“Fora, Collor”: Manifestação de estudantes no centro da capital sul-matogrossense

Lembrando que, há exatos vinte anos e um dia, em 29/9/1992, tinha início o processo que culminaria no impeachment do então presidente da República, Fernando Collor de Mello. E eu estava lá, entre os caras-pintadas, jovenzinha e transbordante de otimismo.

 

Fumando (já não) espero

 

Com as deixas de uma crônica, um livro e algumas reportagens

 

Mad Men

Mad Men (HBO): Joan Holloway, personagem que, na série de TV, é interpretada pela atriz Christina Hendricks

Também eu já me vi inebriada por essa aura de glamour que o hábito de fumar, há não muito tempo, ainda desfrutava. Fumei, aproximadamente, entre os 16 e os 26 anos. A despeito de uma bronquite asmática, apesar da barulhenta oposição de meus pais — na frente de quem, a propósito. nunca ousei acender um cigarro.

Um belo dia, exatamente aos 26, em meio a preocupações típicas de uma mulher à beira dos 30 e sentindo que precisava de “fôlego” para dedicar-me às atividades que me davam prazer, me estabeleci: é hoje que abandono o vício. E assim foi. Taurina e compromissadamente. Numa boa, sem recaídas.
Minha irmã nunca fumou. Meu pai abandonou o hábito há alguns anos. Minha mãe, embora hoje fume menos do que já fumou, ainda é fonte de preocupação para todos nós. Lendo, dias atrás, a crônica da Cora Rónai, fiquei bastante tentada a adquirir olivro comentado. Não sou dada a policiar os hábitos alheios, mas quem sabe se, munida dos argumentos do jornalista Giacomo Papi, não logro convencer quem precisa ser convencido?

Sobre esse assunto (tabagismo), tão elucidativa (quanto alentadora) a reportagem publicada, domingo, na versão impressa de O Globo — primeira parte no site.

Houve uma vez um verão

A estação que ficou gravada na memória dos cariocas ganha livro e filme

Fernanda Abreu - Foto por Adriana Paiva

Fernanda Abreu, em 1996 : Show no Recife um ano após lançamento do álbum Da Lata

Eu morava em Brasília à época desse que, no Rio de Janeiro, ficou imortalizado como o verão da lata. Mas lembro bem de sua tremenda repercussão (e, digamos, de alguns de seus resultados ‘criativos’). Típico episódio que me leva a pensar na capacidade espantosa que os cariocas têm de fazer graça (e tirar algum proveito) de acontecimentos dos mais trágicos aos mais insólitos.
Este vídeo eu garimpei no YouTube. Além de curiosas versões sobre a carga “perdida” do Solana Star, interessante ouvir o povo que acha — como cita o jornalista Wilson Aquino, na reportagem –, que tudo não passa de lenda urbana, história de pescador.
Agora, melhor que tudo é lembrar de como esse disco da Fernanda Abreu me fez dançar (e cantar junto).