Queridos, esqueci de reativar o Twitter

 

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Twitter: Criei meu perfil em 2008. Nos últimos anos, vinha me tornando cada vez menos assídua.

 

Por volta de meados de abril, depois de vir usando o Twitter basicamente para ler sobre assuntos de meu interesse (às vezes, inclusive, sem logar), esqueci de reativar minha conta no site. A regra prevê que, após 30 dias, a conta desativada é automaticamente deletada.

Foi assim que eu, que criei meu perfil na rede há pouco mais de 13 anos (em abril de 2008, para ser exata), vi todo o conteúdo (entre tweets, seguidores, listas, fotos, etc.) se evaporar. No primeiro momento, me chateei por causa do vacilo. Tão logo me dei conta do esquecimento, escrevi ao suporte explicando o que ocorrera.

Nesse mesmo período, conversando com meu sobrinho (engenheiro de computação, trabalhando para outra rede social), ele me sugeriu insistir com o suporte. Criei, então, um perfil com o mesmo nome de minha conta original, mas não vi nada se modificar. Com tantos outros assuntos a me ocupar no momento, por ora, continuo deixando a questão para lá.

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14/05/2018: Lembrança de aniversário. Um mês antes, eu completara 10 anos de rede social.

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Patinetes elétricos na ordem do dia

Adesão maciça, regulamentação a caminho

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Ipanema, Posto 8: Trecho de orla onde patinetes da Grin são tão numerosos quanto os da Yellow

Pelo que leio em veículos de imprensa, aqui e ali, a virada de mesa da prefeita de Paris não demorou a reverberar nas bandas de cá.

Na quinta-feira, 6 de junho, Anne Hidalgo anunciou, em uma coletiva de imprensa, medidas que visam ordenar o uso dos patinetes elétricos na capital francesa.
“Na ausência de um quadro jurídico claro”, os patinetes na cidade se multiplicaram de “forma anárquica”, comunicava, no Twitter, o perfil da prefeita.  Em Paris, atualmente, 12 empresas operam nesse ramo e há cerca de 20 mil patinetes elétricos em circulação. O temor da prefeita era o de que, sem regras claras, no ano que vem esse número chegasse a 40 mil.
Além de ressaltar o fato de que o patinete elétrico é um modal que contribui para a redução do uso de veículos poluentes, Hidalgo escreveu na mesma rede social: “Não se trata de pregá-lo ao pelourinho. Mas é preciso ordem e regulamentação para garantir a segurança no trânsito e pacificar ruas e calçadas.”

Vamos lá, em caixa alta: SEGURANÇA no trânsito. PACIFICAR ruas e CALÇADAS.

Serei sempre uma ardorosa defensora dos transportes limpos. Mas espero que você que me lê aqui não saiba o que é estar andando tranquilamente pela calçada (lugar, lembremos o óbvio, onde a preferência é do pedestre) e quase ser atropelada por patinetes em alta velocidade. Pois eu sei. Por pouco, não aconteceu comigo. Em Ipanema e no centro da cidade.

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Praça 15, Centro do Rio: Do meu Instagram

Verifica-se, no caso dos patinetes, algo semelhante ao ocorrido com outras inovações: elas chegam, conquistam hordas de adeptos, e, apenas algum tempo depois, a regulamentação acontece. Mas, também nesse caso, a sociedade começa a fazer pressão para que as regras sejam estabelecidas e de forma clara.

Reportagens veiculadas em abril passado já davam conta de que, no Rio, com o aumento exponencial do número de usuários de patinetes elétricos (a partir do final de 2018), também vinham se multiplicando os registros de acidentes – de atropelamentos de pedestres a colisões com outros veículos.
Por ora, as regras para o uso e trânsito de patinetes na capital fluminense têm caráter provisório e obedecem decreto publicado em 2018. Na ALERJ, entretanto, aumenta a pressão para que a regulamentação não demore mais a sair.

Na capital paulista, depois da decisão polêmica que resultou na retirada das ruas, no final de maio, de mais de 500 patinetes, a Grow, proprietária das marcas Grin e Yellow, anunciou, em 6 de junho, que voltava a operar normalmente, após efetuar o credenciamento da empresa junto à Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes de São Paulo.
Cabe lembrar: A Grow Mobility Inc. é resultado da fusão, anunciada em janeiro deste ano, da mexicana Grin, maior operadora de patinetes elétricos da América Latina, com a startup brasileira Yellow, que já liderava, por aqui, o negócio de bicicletas compartilhadas sem estação.

Outras cidades brasileiras também vêm discutindo como regular o uso do modal. Em Porto Alegre, por exemplo, a prefeitura abriu uma consulta pública para coletar opiniões da população, não apenas acerca do serviço de patinetes compartilhados no esquema ‘dockless’ (sem estação fixa), mas também sobre o de bicicletas (elétricas e convencionais).

 

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Goiânia, abril de 2019: Operação da Grin, na capital, começou no final de março

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A primeira vez em que votei no Rio

E como foi bom fazê-lo transbordante de otimismo

A Onda Verde Gabeira 43 - PV RJ Partido Verde candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro 2010 ano também de eleição presidencial eleições estaduais presidenciais fora populistas populismo Lava-Jato ex-governador Operação Lava Jato Rio PT dos Trabalhadores corrupção Lula lulismo lulistas blog da jornalista Adriana Paiva

Fernando Gabeira: Candidato ao governo do Rio, em 2010; (reprodução do YouTube)

Embora carioca, só vim a fazer do Rio de Janeiro meu domicílio eleitoral em 2008, ano em que me mudei de São Paulo.  A primeira vez em que votei na cidade onde nasci, pasmem, foi em 2010.  De lá para cá, minha aposta para a Presidência da República recaiu, por três pleitos seguidos, em Marina Silva. Em 2010 (pelo PV), em 2014 (PSB) e, em 2018 (já pela Rede Sustentabilidade, partido por ela fundado).

Volto, no entanto, àquele 2010 de minha estreia como eleitora em plagas cariocas sobretudo para lembrar que meu voto para governador, naquele ano, foi, convicta e orgulhosamente, para Fernando Gabeira (PV).
Triste admitir, mas, desde lá, não votei para candidatos ao cargo com a mesma convicção. Gabeira, como se sabe, perdeu no primeiro turno para Sergio Cabral Filho, que concorria à reeleição.

Fui ao Twitter buscar o que escrevi sobre as eleições em questão. Entre outros comentários, encontrei, em 28 de setembro de 2010:

Eleições de 2010 Governo do Rio de Janeiro

Como se vê, àquela altura Sergio Cabral já não me inspirava mínima credibilidade. Considerando que suas penas somam, hoje, algo perto de 200 anos de prisão, fico inclinada a enxergar aí um sinal de que devo seguir confiando em meu feeling.

Mas não deixa de ser melancólico lembrar que, enquanto minha desconfiança vociferava a excruciantes decibéis, Cabral continuou a convencer a maior parte do eleitorado fluminense, vindo, inclusive, a facilitar a eleição de seu companheiro de sina, o agora também presidiário, Luiz Fernando P. (me recuso a escrever sua alcunha neste blog), outro que nunca me convenceu.

Culto à personalidade

Considerações tantas talvez para demonstrar que, embora venha repetindo minha aposta em determinados candidatos, não tenho políticos de estimação. Há anos, faço minhas escolhas priorizando pautas e não pessoas e partidos.

Afora por uma e outra ilusões, típicas de adolescentes, ao longo da maior parte da minha vida tenho sido refratária a um hábito tão comum por estas bandas: o culto à personalidade. E nunca, NUNCA caí na esparrela de ajudar a eleger pretensos salvadores da pátria.

Coerente com essa postura, não disfarço meu desinteresse em estabelecer aproximação com pessoas que não veem problemas em se encolher sob ‘ismos’ — de lulistas a bolsonaristas. Isso quando não aderem a iniciativas ainda mais estapafúrdias. Quem nunca esbarrou, nas redes sociais, com fulanos Lula da Silva, beltranas Moro ou – pesadelo dos pesadelos – ciclanos Bolsonaro?
Mas, enfim, fanatismo é assunto sério e não vou eu me estender aqui sobre os motivos que levam pessoas a abdicar de suas identidades e a seguir cegamente outras.

 

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A culpa é dos algoritmos

Deslocados na Lacrolândia

Se minha presença no Twitter tem se dado, há muito, pelo intuito de ler sobre temas de meu interesse a partir de um único site, de uns tempos para cá, por uma lógica algorítmica que (no momento) não pretendo conhecer a fundo, me peguei lendo posts de chatos de A a Z do espectro ideológico. Há, claro, quem prefira chamar alguns desses personagens de influenciadores.

Eis que enxerguei aí a oportunidade de trazer para cá uma ‘seção’ que mantinha em meu primeiro blog: ‘Toques de Ficção sobre Lances Verazes’.
Trata-se de uma fórmula que encontrei, naquela época, para, além de extravasar questões sem me expor (nem revelar os pivôs de minha consternação), também exercitar a escrita. 

Ao reler um dos posts que cometi naquele período (o ano era 2005), curioso como a situação se reconstituiu diante dos meus olhos. Eu ri de novo. Um excerto:

“Antes da reengenharia feita a toque de caixa, que resultou na demissão de boa parte do coro de maledicências que se reunia durante a pausa para o cafezinho, Zach B. Burns era tema frequente dos cochichos sibilados pelos corredores da firma. E, não raro, graças a uma interessante presunção: o homem jura saber tudo sobre jornalismo. Quando não está esperneando por ter saído “ao final do cortejo”, Zach, que se dessem chance, reescreveria os dois mais conhecidos manuais de redação e estilo do país, ainda é capaz de largar: ‘Precisavam ter citado que fomos nós que pagamos a viagem ?!’”

Para um próximo post, estou com vontade de criar uma historieta inspirada em personagens de dois dos segmentos mais escabrosos das redes sociais: o dos petistas virulentos e o dos bolsonaristas hidrófobos. Isso. Fanatismo será o tema central.

Perfil no Twitter da jornalista Adriana Paiva - Nas imagens - Partido Rede Sustentabilidade - Marina Silva e Eduardo Jorge - Rede e Verde Meu voto na eleição presidencial 2018 - eleições

Meu Twitter: 23 listas sobre assuntos que vão de cinema e literatura a alimentação vegetariana e ciclismo.

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Leitura do momento (aliás, já quase finda):  Afiadas: As Mulheres que Fizeram da Opinião uma Arte, ensaio formidável da jornalista Michelle Dean sobre algumas das mais influentes (e incisivas) intelectuais do século 20. Entre elas, Dorothy Parker, Hannah Arendt, Janet Malcolm, Norah Ephron e Susan Sontag.

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Sobre duas rodas: Grafite em plagas chilenas

 

Bike Santiago

‘Ruta Graffiti Bellavista’

Vi o vídeo no Twitter, outro dia, e, imediatamente, pensei no Tiago. Nesse breve período morando na capital chilena, ele já se tornou, também lá, um assíduo usuário do sistema de bicicletas compartilhadas.

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+ [  Arte urbana, aqui, no blog  ] 
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Outros ares

 

Na vizinhança

E um pouco além

Vizinhança no Novo Leblon

Mandala, Canova, condomínios da Barra da Tijuca, Novo Leblon, Adriana Paiva

Paisagens cotidianas: A certeza de que minhas longas caminhadas, entre verde e mar, trarão de volta a serenidade que, às vezes, me falta

Debruçada sobre novos ‘jobs” e dando início a preparativos para viagens que farei em breve, resolvi desativar, há questão de três semanas (sim, outra vez), minha conta no Facebook.
Continuo, entretanto, publicando com alguma regularidade em outras redes sociais. Algumas delas, cabe frisar, sempre funcionaram como extensões deste blog, já que ali também compartilho opiniões e imagens relacionadas ao meu dia a dia – a exemplo de meus posts no Instagram e no Foursquare / Swarm.

De algumas semanas para cá, também venho tentando retomar minha presença no Twitter, que andava um tanto negligenciado desde que, tornando-me assídua no Facebook, passei a utilizar os tais 140 caracteres com o principal intuito de replicar posts daquela e de outras redes.
O que eu não considerara encontrar, nessa minha “volta” ao microblog, é o clima de acirramento político ainda mais pesado do que na rede que celebrizou Mark Zuckerberg. Suspeitava, é claro, mas não pensara a respeito.
Outro dado importante que já me escapava é que, quanto menos espaço as pessoas disponham para expressar seus pontos de vista, ainda mais mesquinhas elas podem soar.