Abril iluminado

pós transplante de córnea Adriana

Acuidade visual pós-transplante

Depois da retirada de mais pontos do transplante (terceira etapa), minha visão segue a cada dia melhor.
É bem verdade que tomei um susto após as primeiras remoções (no início e no final de fevereiro) e a consequente suspeita de um princípio de rejeição. Em razão disso, fui um tanto apreensiva à consulta do final de março. Contudo, ao contrário do ocorrido nas duas outras ocasiões em que a doutora Nathalie retirou pontos, dessa vez saí enxergando muito melhor.
Embora alguns percalços pelo caminho — como o efeito colateral pelo excesso de corticoides, que prefiro não detalhar aqui — , fico verdadeiramente exultante por começar a reaver minha autonomia de locomoção e retomar o ritmo de leitura e de escrita que mantinha antes. Só o que, a essa altura, ainda não parece factível é a renovação da minha CNH — o tal DUDA já está pago há mais de ano, uma vez que o astigmatismo que ganhei no processo muda a cada remoção de pontos, e o atual grau de meus óculos já não corrige esse problema. Bem, não vi nenhuma nova ruga de preocupação surgir em função disso. Ultimamente, eu já não vinha pegando o carro mesmo.

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Vicissitudes de uma miopia progressiva


E sobre rever o modo como usamos lentes de contato

Via post no meu Instagram

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“(…) Sou míope. Míope de nascença. O mais recente exame de refração detectou – 19.75 na minha vista esquerda e – 6.25 na direita. Por razões distintas nenhum dos olhos pode ser submetido a uma cirurgia de redução de grau.
Pois eis que, no início de agosto, num descuido no manuseio de uma lente de contato gelatinosa, acabei machucando seriamente meu olho direito. Ter sido atendida numa emergência oftalmológica foi o que evitou que o quadro de úlcera de córnea se tornasse mais grave.
Uso lentes de contato desde a adolescência e nunca antes experienciara algo similar. Graças ao fundamental apoio de minha família pude atravessar dias um tanto angustiantes.

Não míopes talvez tenham dificuldade para entender. Mas o fato é que, apesar do alto grau em ambos os olhos, minha limitação visual, até aqui, jamais me impedira de fazer nada que eu quisesse (e também sou grata por isso) – de fotografar a pegar estrada, chegando a dirigir, por exemplo, entre Olinda e o Rio de Janeiro.
A propósito da experiência de viver com limitações dessa ordem, costumo recomendar o ótimo documentário “Janela da Alma”, de João Jardim e Walter Carvalho, também eles míopes.

Por fim, quero registrar aqui o alerta: à menor lesão no olho, ocasionada por uso de lentes de contato, não demore a buscar atendimento. Nesse tipo de situação, é o que determinará se sua córnea ficará ou não com cicatrizes ou se o caso se tornará ainda mais grave.”

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Na foto do topo, meus óculos de grau – todos com lentes que atenuam o efeito ‘fundo de garrafa’ (nenhum deles, entretanto, com o grau total do meu olho esquerdo). Na imagem acima, parte do que foi prescrito pelos oftalmologistas que me atenderam – alguns dos colírios aplicados de hora em hora.

 
 
 
 
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