Patinetes elétricos na ordem do dia

Adesão maciça, regulamentação a caminho

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Ipanema, Posto 8: Trecho de orla onde patinetes da Grin são tão numerosos quanto os da Yellow

Pelo que leio em veículos de imprensa, aqui e ali, a virada de mesa da prefeita de Paris não demorou a reverberar nas bandas de cá.

Na quinta-feira, 6 de junho, Anne Hidalgo anunciou, em uma coletiva de imprensa, medidas que visam ordenar o uso dos patinetes elétricos na capital francesa.
“Na ausência de um quadro jurídico claro”, os patinetes na cidade se multiplicaram de “forma anárquica”, comunicava, no Twitter, o perfil da prefeita.  Em Paris, atualmente, 12 empresas operam nesse ramo e há cerca de 20 mil patinetes elétricos em circulação. O temor da prefeita era o de que, sem regras claras, no ano que vem esse número chegasse a 40 mil.
Além de ressaltar o fato de que o patinete elétrico é um modal que contribui para a redução do uso de veículos poluentes, Hidalgo escreveu na mesma rede social: “Não se trata de pregá-lo ao pelourinho. Mas é preciso ordem e regulamentação para garantir a segurança no trânsito e pacificar ruas e calçadas.”

Vamos lá, em caixa alta: SEGURANÇA no trânsito. PACIFICAR ruas e CALÇADAS.

Serei sempre uma ardorosa defensora dos transportes limpos. Mas espero que você que me lê aqui não saiba o que é estar andando tranquilamente pela calçada (lugar, lembremos o óbvio, onde a preferência é do pedestre) e quase ser atropelada por patinetes em alta velocidade. Pois eu sei. Por pouco, não aconteceu comigo. Em Ipanema e no centro da cidade.

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Praça 15, Centro do Rio: Do meu Instagram

Verifica-se, no caso dos patinetes, algo semelhante ao ocorrido com outras inovações: elas chegam, conquistam hordas de adeptos, e, apenas algum tempo depois, a regulamentação acontece. Mas, também nesse caso, a sociedade começa a fazer pressão para que as regras sejam estabelecidas e de forma clara.

Reportagens veiculadas em abril passado já davam conta de que, no Rio, com o aumento exponencial do número de usuários de patinetes elétricos (a partir do final de 2018), também vinham se multiplicando os registros de acidentes – de atropelamentos de pedestres a colisões com outros veículos.
Por ora, as regras para o uso e trânsito de patinetes na capital fluminense têm caráter provisório e obedecem decreto publicado em 2018. Na ALERJ, entretanto, aumenta a pressão para que a regulamentação não demore mais a sair.

Na capital paulista, depois da decisão polêmica que resultou na retirada das ruas, no final de maio, de mais de 500 patinetes, a Grow, proprietária das marcas Grin e Yellow, anunciou, em 6 de junho, que voltava a operar normalmente, após efetuar o credenciamento da empresa junto à Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes de São Paulo.
Cabe lembrar: A Grow Mobility Inc. é resultado da fusão, anunciada em janeiro deste ano, da mexicana Grin, maior operadora de patinetes elétricos da América Latina, com a startup brasileira Yellow, que já liderava, por aqui, o negócio de bicicletas compartilhadas sem estação.

Outras cidades brasileiras também vêm discutindo como regular o uso do modal. Em Porto Alegre, por exemplo, a prefeitura abriu uma consulta pública para coletar opiniões da população, não apenas acerca do serviço de patinetes compartilhados no esquema ‘dockless’ (sem estação fixa), mas também sobre o de bicicletas (elétricas e convencionais).

 

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Goiânia, abril de 2019: Operação da Grin, na capital, começou no final de março

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A primeira vez em que votei no Rio

E como foi bom fazê-lo transbordante de otimismo

A Onda Verde Gabeira 43 - PV RJ Partido Verde candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro 2010 ano também de eleição presidencial eleições estaduais presidenciais fora populistas populismo Lava-Jato ex-governador Operação Lava Jato Rio PT dos Trabalhadores corrupção Lula lulismo lulistas blog da jornalista Adriana Paiva

Fernando Gabeira: Candidato ao governo do Rio, em 2010; (reprodução do YouTube)

Embora carioca, só vim a fazer do Rio de Janeiro meu domicílio eleitoral em 2008, ano em que me mudei de São Paulo.  A primeira vez em que votei na cidade onde nasci, pasmem, foi em 2010.  De lá para cá, minha aposta para a Presidência da República recaiu, por três pleitos seguidos, em Marina Silva. Em 2010 (pelo PV), em 2014 (PSB) e, em 2018 (já pela Rede Sustentabilidade, partido por ela fundado).

Volto, no entanto, àquele 2010 de minha estreia como eleitora em plagas cariocas sobretudo para lembrar que meu voto para governador, naquele ano, foi, convicta e orgulhosamente, para Fernando Gabeira (PV).
Triste admitir, mas, desde lá, não votei para candidatos ao cargo com a mesma convicção. Gabeira, como se sabe, perdeu no primeiro turno para Sergio Cabral Filho, que concorria à reeleição.

Fui ao Twitter buscar o que escrevi sobre as eleições em questão. Entre outros comentários, encontrei, em 28 de setembro de 2010:

Eleições de 2010 Governo do Rio de Janeiro

Como se vê, àquela altura Sergio Cabral já não me inspirava mínima credibilidade. Considerando que suas penas somam, hoje, algo perto de 200 anos de prisão, fico inclinada a enxergar aí um sinal de que devo seguir confiando em meu feeling.

Mas não deixa de ser melancólico lembrar que, enquanto minha desconfiança vociferava a excruciantes decibéis, Cabral continuou a convencer a maior parte do eleitorado fluminense, vindo, inclusive, a facilitar a eleição de seu companheiro de sina, o agora também presidiário, Luiz Fernando P. (me recuso a escrever sua alcunha neste blog), outro que nunca me convenceu.

Culto à personalidade

Considerações tantas talvez para demonstrar que, embora venha repetindo minha aposta em determinados candidatos, não tenho políticos de estimação. Há anos, faço minhas escolhas priorizando pautas e não pessoas e partidos.

Afora por uma e outra ilusões, típicas de adolescentes, ao longo da maior parte da minha vida tenho sido refratária a um hábito tão comum por estas bandas: o culto à personalidade. E nunca, NUNCA caí na esparrela de ajudar a eleger pretensos salvadores da pátria.

Coerente com essa postura, não disfarço meu desinteresse em estabelecer aproximação com pessoas que não veem problemas em se encolher sob ‘ismos’ — de lulistas a bolsonaristas. Isso quando não aderem a iniciativas ainda mais estapafúrdias. Quem nunca esbarrou, nas redes sociais, com fulanos Lula da Silva, beltranas Moro ou – pesadelo dos pesadelos – ciclanos Bolsonaro?
Mas, enfim, fanatismo é assunto sério e não vou eu me estender aqui sobre os motivos que levam pessoas a abdicar de suas identidades e a seguir cegamente outras.

 

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O período em imagens

 

Via Instagram

Seleção | Março – Abril 2018

esporte esportes corrida kitesurfe kitesurf photo photos Rio 92 Earth Summit Fotos por Adriana Paiva

* #TBT dos tempos de faculdade: Eco 92 * CCJF * Escadaria do Teatro Municipal (RJ)  *
* Marielle Franco: Presente!: Praça Floriano * Mês Internacional da Mulher * Cinelândia *
* Arpoador * Praia da Reserva * Orla Conde 
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 * Ipanema, Posto 8 * Kitesurfe na Praia do Pepê * Copacabana / Travessias *

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Rio, 19 de março de 2016

Tchau, verão

Lamento não poder dizer que sentirei sua falta

opinião, Cristovam Buarque, eleições, governador, reitor, UnB, partidos políticos, PT, partido dos trabalhadores, eleição para governadores do DF,

Do Instagram: Na balsa do Novo Leblon, voltando para casa depois de longa caminhada

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Evitando confrontos desnecessários

Da série ‘Pensamentos que não quiseram calar’

À espera do momento mais apropriado para dizer àquela pessoa que conheci na época de meu primeiro blog e com quem sempre mantive diálogos cordiais, mas sem profundidade, que, se houve alguma vez em que votei no PT,  crendo, firmemente, que fazia a melhor das opções, essa  única vez  foi quando meu voto ajudou a eleger Cristovam Buarque governador do Distrito Federal.

 

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Game of Thrones

Uma penca de motivos para não ver

Do  meu perfil no Facebook

Veep

Em Veep, Julia Louis-Dreyfus é Selina Meyer: Vice-presidente dos EUA e rainha das gafes

Bem que eu tentei e, tão logo a série estreou na HBO, em 2011. Mas não há o que me faça gostar de Game of Thrones — nem mesmo a minuciosa produção ou a caprichada fotografia. Dos dragões de estimação às espadas desembainhadas a cada cinco minutos (ou às cabeças cortadas com e sem motivo), tudo ali contribui para me manter à distância. E, pelo que tenho ouvido e lido por aí, estou na contramão de um alardeado sucesso de público. Fazer o quê? Não gosto e #prontofalei. Na mesma HBO, tenho gostado de acompanhar Psi, que ontem entrou no quarto episódio, e espero lembrar de assistir à estreia da terceira temporada de Veep, logo mais, às 22h.

Foto: Divulgação | HBO

 

Criatividade de nossos políticos …

Ou típico chiste carioca ?

 

Centro do Rio - Foto por Adriana Paiva

De um Rio de Janeiro que, quando não chega a me encher os olhos, me lembra que, há não muito tempo, passei a ter na cidade meu domicílio eleitoral. Registrei a cena, em agosto passado, enquanto visitava galerias e museus, no centro da cidade. De um lado, o botequim, onde o vereador mantém seu “gabinete de rua”. Do outro, um não menos suspeito “Cine Orly” (clique na imagem para vê-la ampliada).
A página do vereador, no site da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

 

Outros vinte

Acabo de publicar no meu perfil do Facebook

juventude estudantes secundaristas universitários ruas protestos manifestações
“Fora, Collor”: Manifestação de estudantes no centro da capital sul-matogrossense

Lembrando que, há exatos vinte anos e um dia, em 29/9/1992, tinha início o processo que culminaria no impeachment do então presidente da República, Fernando Collor de Mello. E eu estava lá, entre os caras-pintadas, jovenzinha e transbordante de otimismo.

 

Entre a Eco 92 e a Rio+20

Recortes das experiências desta jornalista


Quando vim cobrir a Rio 92, ainda na condição de estudante de jornalismo, o cenário era muito distinto do atual. E eram basicamente dois os locais onde trabalhávamos. No Aterro do Flamengo, onde hoje (15/6) inaugura-se a Cúpula dos Povos, tínhamos o Fórum Global.

Hospedávamo-nos no Forte de Copacabana — graças à cortesia do então comandante, o coronel Teixeira Neto, colega de AMAN e amigo pessoal de meu pai — e tínhamos um ônibus turístico à nossa disposição. Dadas as restrições para a locomoção de vinte e poucos alunos, todos os dias precisávamos decidir: sair para cobrir os eventos tão mais “sisudos” do Rio Centro (na zona oeste da cidade) ou para acompanhar a farra polifônica e multicolorida do Fórum Global (na zona sul). Diante disso, diariamente eu sofria com o que me pareciam dilemas insolúveis. E pensar que, entre meus colegas, havia quem quisesse sobretudo pegar uma praia.

Rio de Janeiro, 1992

ONU imagens arquivos estudante de jornalismo Adriana Paiva AMAN Turma Humaitá EB 1968 comandantes colegas Paiva Teixeira Neto Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Global Earth Summit
Personagem folclórico do Rio, Beijoqueiro em congraçamento com indianas, no Fórum Global

acervo memória TV Globo jornalistas Alexandre Garcia e Valéria Monteiro Repórteres da TV Globo alunos de faculdade de jornalismo comunicação telejornalismo Rede Globo - Rio Centro
Representando a Rede Globo, no Rio Centro, os coleguinhas Alexandre Garcia e Valéria Monteiro

Iluminado monge japonês no Rio Centro zen budismo budistas japoneses Nihon nihonjin Japan religião budistas
Vindo do Japão para o evento, o monge zen-budista Kido Inoue também circulou por lá

Graffiti em Botafogo
Leonel Brizola, governador do Rio em 1992 : Depoimento para TV japonesa

Rio de Janeiro, vinte anos depois

Rio+20 – Quinta-feira, 14/6

Dia de palestras e visita a mostras e estandes de países e estados. Bastante proveitosa a ida ao estande do Japão onde, na esperança de encontrar o monge zen Kido Inoue (que conheci durante a Eco 92), acabei engatando ótimo papo com Yuki, representante da Asahi Glass Foundation, instituição japonesa que há vinte anos concede o “Blue Planet Prize” a pessoas que se destacam na área ambiental.

Algodão colorido - Estande da Embrapa
No Parque dos Atletas, o algodão produzido pela Embrapa: Colorido naturalmente

Projeto da Coppe - UFRJ

O H2+2, ônibus híbrido a hidrogênio com tração elétrica: Projeto da Coppe/UFRJ

A Terra Vista do Céu

A Terra Vista do Céu : Exposição de Yann Arthus-Bertrand fica até 24/6 na Cinelândia