De minhas viagens à Amazônia

Fotos publicadas em meu site e nos meus perfis no Flickr e no Instagram

yanomamis povos indígenas originários endereço email e-mail contato do blog cão cachorro cachorros animal de estimação região Pico da Neblina Comando de Fronteira Rio Negro 5º Batalhão de Infantaria de Selva Batalhão ianomamis ianomâmi indígenas Amazonia São Gabriel yaripo fronteira Venezuela Sivam Sipam índios terra indígena Funai Ministério da Justiça Alto Rio Negro Urihi terra-floresta indigenous people Amazon rainforest Sipam Sivam Amazonas photos periodista brasileña brazilian journalist Fotos de Adriana Paiva

Menino yanomami e seu cãozinho. Aldeia de Maturacá, 2002

Várias das fotos que fiz em minhas viagens à região amazônica (a trabalho e a passeio) estão, há anos, na Internet. Adicionadas ao meu site, à minha galeria no Flickr e, mais recentemente, também ao meu perfil no Instagram – algumas, diga-se, amiúde reproduzidas sem minha autorização.
Aliás, se você vir por aí alguma dessas fotos sem o devido crédito acompanhando-a – ou, ainda, se tiver interesse em publicar meu material –, agradeceria que entrasse em contato (o e-mail do blog).

Há poucos dias, no calor da discussão sobre a possível extinção do Fundo Amazônia e do aumento do desmatamento na região, subi no IG uma pequena série de fotos de uma viagem que fiz em 2002. Abaixo, uma delas:

Região Norte Amazônia desmatamento queimadas voo sobrevoo Cabeça do Cachorro São Gabriel da Cachoeira tomada aérea ianomâmi ianomâmis SOS Fundo Amazônia Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais Inpe Noruega Alemanha floresta amazônica clima aquecimento global aldeias árvores avião Fotos Amazon rainforest forest Norway deforestation periodistas brasileños prensa photos press jornalista Adriana Paiva

Sobrevoando a Terra Indígena Yanomami: A caminho da Reserva de Maturacá. Novembro de 2002

Depois de subir as (3) imagens, constatei que os desvios de cor ficaram bastante acentuados. Importante dizer que as fotos foram feitas com uma de minhas câmeras Nikon (analógicas) e, embora o filme tenha sido revelado e digitalizado em laboratório profissional, os problemas (que já vinham do registro original) ficaram ainda mais evidentes quando as imagens foram para o Instagram. Preciosista que continuo sendo, é possível que qualquer hora apague o post.

Ainda Amazônia | Outras imagens

Reserva indígena crianças meninas ianomâmis arquitetura construção ianomâmi construções típicas aldeia aldeias Pico da Neblina Maturacá Ayrca Região Alto Rio Negro ICMBio fronteira Brasil Venezuela floresta

Menina yanomami: Aldeia de Maturacá, 2002

Urihi Terra-floresta casa povos originários maloca Yanomami taba aldeia povo indígena índios ianomâmis Fotos por Adriana Paiva

Reserva yanomami de Maturacá: Guiados pelas crianças da aldeia

blog da jornalista Adriana Paiva encontro dos rios Negro e Solimões Rio Negro safári amazônico encontro das águas parque ecológico Amazonas Porto de Manaus do Porto da Ceasa rainforest ecological park

Parque Ecológico Janauari: Iranduba (AM), 2003.

* * *

Patinetes elétricos na ordem do dia

Adesão maciça, regulamentação a caminho

transportes aplicativos compartilhados Grin Tembici Yellow Uber mulheres líderes políticas política Ipanema Beach Orla carioca 021 cariocas turistas Assembleia Legislativa do Estado do Rio blog da jornalista Adriana Paiva

Ipanema, Posto 8: Trecho de orla onde patinetes da Grin são tão numerosos quanto os da Yellow

Pelo que leio em veículos de imprensa, aqui e ali, a virada de mesa da prefeita de Paris não demorou a reverberar nas bandas de cá.

Na quinta-feira, 6 de junho, Anne Hidalgo anunciou, em uma coletiva de imprensa, medidas que visam ordenar o uso dos patinetes elétricos na capital francesa.
Na ausência de um quadro jurídico claro”, os patinetes na cidade se multiplicaram de “forma anárquica”, comunicava, no Twitter, o perfil da prefeita.  Em Paris, atualmente, 12 empresas operam nesse ramo e há cerca de 20 mil patinetes elétricos em circulação. O temor da prefeita era o de que, sem regras claras, no ano que vem esse número chegasse a 40 mil.
Além de ressaltar o fato de que o patinete elétrico é um modal que contribui para a redução do uso de veículos poluentes, Hidalgo escreveu na mesma rede social: “Não se trata de pregá-lo ao pelourinho. Mas é preciso ordem e regulamentação para garantir a segurança no trânsito e pacificar ruas e calçadas.”

Vamos lá, em caixa alta: SEGURANÇA no trânsito. PACIFICAR ruas e CALÇADAS.

Serei sempre uma ardorosa defensora dos transportes limpos. Mas espero que você que me lê aqui não saiba o que é estar andando tranquilamente pela calçada (lugar, lembremos o óbvio, onde a preferência é do pedestre) e quase ser atropelada por patinetes em alta velocidade. Pois eu sei. Por pouco, não aconteceu comigo. Em Ipanema e no centro da cidade.

fotos VLT patinetes scooters patinete Grin questões urbanas mobilidade urbana Orla Conde Blog da jornalista Adriana Paiva

Praça 15, Centro do Rio: Do meu Instagram

Verifica-se, no caso dos patinetes, algo semelhante ao ocorrido com outras inovações: elas chegam, conquistam hordas de adeptos, e, apenas algum tempo depois, a regulamentação acontece. Mas, também nesse caso, a sociedade começa a fazer pressão para que as regras sejam estabelecidas e de forma clara.

Reportagens veiculadas em abril passado já davam conta de que, no Rio, com o aumento exponencial do número de usuários de patinetes elétricos (a partir do final de 2018), também vinham se multiplicando os registros de acidentes – de atropelamentos de pedestres a colisões com outros veículos.
Por ora, as regras para o uso e trânsito de patinetes na capital fluminense têm caráter provisório e obedecem decreto publicado em 2018. Na ALERJ, entretanto, aumenta a pressão para que a regulamentação não demore mais a sair.

Na capital paulista, depois da decisão polêmica que resultou na retirada das ruas, no final de maio, de mais de 500 patinetes, a Grow, proprietária das marcas Grin e Yellow, anunciou, em 6 de junho, que voltava a operar normalmente, após efetuar o credenciamento da empresa junto à Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes de São Paulo.
Cabe lembrar: A Grow Mobility Inc. é resultado da fusão, anunciada em janeiro deste ano, da mexicana Grin, maior operadora de patinetes elétricos da América Latina, com a startup brasileira Yellow, que já liderava, por aqui, o negócio de bicicletas compartilhadas sem estação.

Outras cidades brasileiras também vêm discutindo como regular o uso do modal. Em Porto Alegre, por exemplo, a prefeitura abriu uma consulta pública para coletar opiniões da população, não apenas acerca do serviço de patinetes compartilhados no esquema ‘dockless’ (sem estação fixa), mas também sobre o de bicicletas (elétricas e convencionais).

 

GYN Goiânia capital goiana Setor Bueno scooters cidades economia compartilhada veículos compartilhados adrinascidades micro-mobility blog environmentally friendly electric scooters mobility Instagram da jornalista Adriana Paiva

Goiânia, abril de 2019: Operação da Grin, na capital, começou no final de março

* * *

A primeira vez em que votei no Rio

E como foi bom fazê-lo transbordante de otimismo

A Onda Verde Gabeira 43 - PV RJ Partido Verde candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro 2010 ano também de eleição presidencial eleições estaduais presidenciais fora populistas populismo Lava-Jato ex-governador Operação Lava Jato Rio PT dos Trabalhadores corrupção Lula lulismo lulistas blog da jornalista Adriana Paiva

Fernando Gabeira: Candidato ao governo do Rio, em 2010; (reprodução do YouTube)

Embora carioca, só vim a fazer do Rio de Janeiro meu domicílio eleitoral em 2008, ano em que me mudei de São Paulo.  A primeira vez em que votei na cidade onde nasci, pasmem, foi em 2010.  De lá para cá, minha aposta para a Presidência da República recaiu, por três pleitos seguidos, em Marina Silva. Em 2010 (pelo PV), em 2014 (PSB) e, em 2018 (já pela Rede Sustentabilidade, partido por ela fundado).

Volto, no entanto, àquele 2010 de minha estreia como eleitora em plagas cariocas sobretudo para lembrar que meu voto para governador, naquele ano, foi, convicta e orgulhosamente, para Fernando Gabeira (PV).
Triste admitir, mas, desde lá, não votei para candidatos ao cargo com a mesma convicção. Gabeira, como se sabe, perdeu no primeiro turno para Sergio Cabral Filho, que concorria à reeleição.

Fui ao Twitter buscar o que escrevi sobre as eleições em questão. Entre outros comentários, encontrei, em 28 de setembro de 2010:

Eleições de 2010 Governo do Rio de Janeiro

Como se vê, àquela altura Sergio Cabral já não me inspirava mínima credibilidade. Considerando que suas penas somam, hoje, algo perto de 200 anos de prisão, fico inclinada a enxergar aí um sinal de que devo seguir confiando em meu feeling.

Mas não deixa de ser melancólico lembrar que, enquanto minha desconfiança vociferava a excruciantes decibéis, Cabral continuou a convencer a maior parte do eleitorado fluminense, vindo, inclusive, a facilitar a eleição de seu companheiro de sina, o agora também presidiário, Luiz Fernando P. (me recuso a escrever sua alcunha neste blog), outro que nunca me convenceu.

Culto à personalidade

Considerações tantas talvez para demonstrar que, embora venha repetindo minha aposta em determinados candidatos, não tenho políticos de estimação. Há anos, faço minhas escolhas priorizando pautas e não pessoas e partidos.

Afora por uma e outra ilusões, típicas de adolescentes, ao longo da maior parte da minha vida tenho sido refratária a um hábito tão comum por estas bandas: o culto à personalidade. E nunca, NUNCA caí na esparrela de ajudar a eleger pretensos salvadores da pátria.

Coerente com essa postura, não disfarço meu desinteresse em estabelecer aproximação com pessoas que não veem problemas em se encolher sob ‘ismos’ — de lulistas a bolsonaristas. Isso quando não aderem a iniciativas ainda mais estapafúrdias. Quem nunca esbarrou, nas redes sociais, com fulanos Lula da Silva, beltranas Moro ou – pesadelo dos pesadelos – ciclanos Bolsonaro?
Mas, enfim, fanatismo é assunto sério e não vou eu me estender aqui sobre os motivos que levam pessoas a abdicar de suas identidades e a seguir cegamente outras.

 

* * *

À margem do causticante verão

Entre os programas da temporada…

Acréscimos às minhas listas de podcasts

Podcasts da jornalista Adriana Paiva - Peta causa animal direitos animais ativismo periodismo España veículos argentinos portugueses de Portugal jornalismo literário vegetarianos e veganos

Alguns dos podcasts que acompanho via Spotify

Como se tornou habitual nos janeiros em que estou no Rio, venho destinando os dias a raras atividades longe de meus domínios. Enquanto o calor segue inclemente lá fora, em casa, diversifico distrações. Entre leituras e maratonas de séries, também cuido de atualizar minha lista de podcasts.

Na mais recente edição do Copiô, Parente  – produzido pelo Instituto Socioambiental – (ISA), a partir de Brasília -,  Leticia Leite responde dúvidas sobre como as políticas do novo governo afetarão as comunidades quilombolas.
Já os dois últimos programas da Rádio Companhia trazem conversas entre o organizador e os autores da recém-lançada “Democracia em Risco?: 22 Ensaios sobre o Brasil Hoje” (uma de minhas leituras no momento), coletânea de textos que têm por mote a eleição de Jair Bolsonaro.

Criado a partir de um grupo no Facebook, dois anos depois do Travelogue (1° podcast da revista Condé Nast Traveler), o semanal  Women Who Travel  mantém um pouco do espírito da rede social, com mulheres – representantes das mais diversas profissões – compartilhando experiências e dicas sobre viagens ao redor do mundo.

Quando não ouço os podcasts a partir dos sites dos veículos (GuardianNPRRTP, Público etc.), tenho preferido ouví-los pelo Spotify. Mas há um sem-número de outros aplicativos e agregadores disponíveis. Embora não acesse com a mesma frequência, também gosto do Soundcloud. Recentemente, passei a acessar o argentino Wetoker, portal de podcasts onde conheci o interessante Diccionario de Argentinas, apresentado pelas jornalistas Soledad Vallejos e Laura Cuckierman. Para ouvir pelo smartphone, o Google Podcasts é outra ótima opção.

Também valem a audição:

* Notícias e análise política: * Colunistas EldoradoToday in FocusCafé da ManhãA Europa que ContaCasos da AmnistiaRevista 5 W * Slate Magazine * Entrevistas: * Ilustríssima Conversa * Vida de Jornalista * Literatura: Guardian BooksPenguin Podcast  * Meet The Writers * Cine | TV: * Behind The Screen * CinemaxThe Frame * Ciclismo: * Cycling News * Pró-animais | Veganos : * Peta Podcast * Ordinary Vegan *  

Podcasts da jornalista Adriana Paiva Guardian Books jornalismo literatura jornal Público análise política urbanismo cidades mobilidade urbana alimentação vegetariana periódicos cinema libros podcasters nación podcastera

*

Boas novas no meu entorno

 

Para o rol de ações ecologicamente responsáveis

Gerando energia limpa

Fotos por Adriana Paiva

Clube do Condomínio Novo Leblon:  Placas para captação de luz solar

 

Eis aí um investimento do condomínio que sou obrigada a aplaudir de pé. O programa de eficiência energética, que previa a instalação de uma usina fotovoltaica no clube, foi concluído no final de junho. A etapa que faltava era a troca de refletores da piscina, do ginásio poliesportivo, do campo de futebol e das quadras de tênis. Com o conjunto de ações, a estimativa é a de que a despesa do clube com energia elétrica seja reduzida em pelo menos 20%.
Fico na torcida, agora, que eles aproveitem o embalo ecologicamente responsável para abandonarem de vez a sandice de estourar fogos de artifício a cada festividade (ou deixa para celebração) — o que, além de abrir espaço no caixa para uso mais racional das altas taxas cobradas dos condôminos, faria um tremendo bem aos nossos animais de estimação.

*

IG: Outubro/Novembro

 

O período em imagens

Dois meses em doze registros

Haia Paris ruas parisienses Europa europeus Avenida Niemeyer Sheraton Hotel São Paulo Oca Ibirapuera museu MAC Niterói Urca Fotos por Adriana Paiva

* #Throwbackthursday: Homenagem a Frans Krajcberg * Haia, Holanda * MAC / Niterói *
* Museu de Arte do Rio – MAR * JRart / Pier Mauá * Pista Claudio Coutinho *
* Bikes_Ciclovias:  Avenida Pasteur
Avenida Atlântica * Paris *
 * Avenida Niemeyer * Praia de Fora, Urca * Praia do Pepê, Barra da Tijuca *

*

Entre a Eco 92 e a Rio+20

Recortes das experiências desta jornalista


Quando vim cobrir a Rio 92, ainda na condição de estudante de jornalismo, o cenário era muito distinto do atual. E eram basicamente dois os locais onde trabalhávamos. No Aterro do Flamengo, onde hoje (15/6) inaugura-se a Cúpula dos Povos, tínhamos o Fórum Global.

Hospedávamo-nos no Forte de Copacabana — graças à cortesia do então comandante, o coronel Teixeira Neto, colega de AMAN e amigo pessoal de meu pai — e tínhamos um ônibus turístico à nossa disposição. Dadas as restrições para a locomoção de vinte e poucos alunos, todos os dias precisávamos decidir: sair para cobrir os eventos tão mais “sisudos” do Rio Centro (na zona oeste da cidade) ou para acompanhar a farra polifônica e multicolorida do Fórum Global (na zona sul). Diante disso, diariamente eu sofria com o que me pareciam dilemas insolúveis. E pensar que, entre meus colegas, havia quem quisesse sobretudo pegar uma praia.

Rio de Janeiro, 1992

ONU imagens arquivos estudante de jornalismo Adriana Paiva AMAN Turma Humaitá EB 1968 comandantes colegas Paiva Teixeira Neto Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Global Earth Summit
Personagem folclórico do Rio, Beijoqueiro em congraçamento com indianas, no Fórum Global

acervo memória TV Globo jornalistas Alexandre Garcia e Valéria Monteiro Repórteres da TV Globo alunos de faculdade de jornalismo comunicação telejornalismo Rede Globo - Rio Centro
Representando a Rede Globo, no Rio Centro, os coleguinhas Alexandre Garcia e Valéria Monteiro

Iluminado monge japonês no Rio Centro zen budismo budistas japoneses Nihon nihonjin Japan religião budistas
Vindo do Japão para o evento, o monge zen-budista Kido Inoue também circulou por lá

Graffiti em Botafogo
Leonel Brizola, governador do Rio em 1992 : Depoimento para TV japonesa

Rio de Janeiro, vinte anos depois

Rio+20 – Quinta-feira, 14/6

Dia de palestras e visita a mostras e estandes de países e estados. Bastante proveitosa a ida ao estande do Japão onde, na esperança de encontrar o monge zen Kido Inoue (que conheci durante a Eco 92), acabei engatando ótimo papo com Yuki, representante da Asahi Glass Foundation, instituição japonesa que há vinte anos concede o “Blue Planet Prize” a pessoas que se destacam na área ambiental.

Algodão colorido - Estande da Embrapa
No Parque dos Atletas, o algodão produzido pela Embrapa: Colorido naturalmente

Projeto da Coppe - UFRJ

O H2+2, ônibus híbrido a hidrogênio com tração elétrica: Projeto da Coppe/UFRJ

A Terra Vista do Céu

A Terra Vista do Céu : Exposição de Yann Arthus-Bertrand fica até 24/6 na Cinelândia