Atualizações via Flickr
Café La Place, na vizinhança de nosso hotel, na Cambronne. Fotos a caminho da Maison de la Culture du Japon à Paris.
À beira do Rio Sena : Tarde de sol e umas tantas distrações
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Café La Place, na vizinhança de nosso hotel, na Cambronne. Fotos a caminho da Maison de la Culture du Japon à Paris.
À beira do Rio Sena : Tarde de sol e umas tantas distrações
Ou : Sobre o que você cogitava fazer, mas não fez

Encontrei o acima em uma de minhas muitas pastas de papéis e resolvi digitalizar
Rabiscos, com caneta esferográfica, que eu fazia durante alguma aula da UnB, já nos estertores da minha fase de fixação nipônica. A essa altura, já eram quase todas páginas viradas : os dias de habitué do templo budista da 316 Sul, minha experiência como mezzo-soprano no coral Tanoshii Tori (‘Pássaro Alegre’, no idioma do país do sol nascente), meus 4 ou 5 semestres de cultura e língua japonesas e as aulas de sumi-e e ikebana.
Estávamos em 1993. E embora meus devaneios sobre uma vida no Japão já não fossem mais tão coloridos (ou presentes) quanto na época em que eu ingressara no curso de Antropologia, meu namoro com o design e a ilustração seguia firme. Desde então, mesmo eu não tendo me empenhado em aprender a desenhar, a paixão pelo assunto em nada arrefeceu.
Ilustração por Adriana Paiva ©
Recortes das experiências desta jornalista
Quando vim cobrir a Rio 92, ainda na condição de estudante de jornalismo, o cenário era muito distinto do atual. E eram basicamente dois os locais onde trabalhávamos. No Aterro do Flamengo, onde hoje (15/6) inaugura-se a Cúpula dos Povos, tínhamos o Fórum Global.
Hospedávamo-nos no Forte de Copacabana — graças à cortesia do então comandante, o coronel Teixeira Neto, colega de AMAN e amigo pessoal de meu pai — e tínhamos um ônibus turístico à nossa disposição. Dadas as restrições para a locomoção de vinte e poucos alunos, todos os dias precisávamos decidir: sair para cobrir os eventos tão mais “sisudos” do Rio Centro (na zona oeste da cidade) ou para acompanhar a farra polifônica e multicolorida do Fórum Global (na zona sul). Diante disso, diariamente eu sofria com o que me pareciam dilemas insolúveis. E pensar que, entre meus colegas, havia quem quisesse sobretudo pegar uma praia.
Rio de Janeiro, 1992

Personagem folclórico do Rio, Beijoqueiro em congraçamento com indianas, no Fórum Global

Representando a Rede Globo, no Rio Centro, os coleguinhas Alexandre Garcia e Valéria Monteiro

Vindo do Japão para o evento, o monge zen-budista Kido Inoue também circulou por lá

Leonel Brizola, governador do Rio em 1992 : Depoimento para TV japonesa
Rio de Janeiro, vinte anos depois
Rio+20 – Quinta-feira, 14/6
Dia de palestras e visita a mostras e estandes de países e estados. Bastante proveitosa a ida ao estande do Japão onde, na esperança de encontrar o monge zen Kido Inoue (que conheci durante a Eco 92), acabei engatando ótimo papo com Yuki, representante da Asahi Glass Foundation, instituição japonesa que há vinte anos concede o “Blue Planet Prize” a pessoas que se destacam na área ambiental.

No Parque dos Atletas, o algodão produzido pela Embrapa: Colorido naturalmente

O H2+2, ônibus híbrido a hidrogênio com tração elétrica: Projeto da Coppe/UFRJ

A Terra Vista do Céu : Exposição de Yann Arthus-Bertrand fica até 24/6 na Cinelândia