Vicissitudes de uma miopia progressiva


E sobre rever o modo como usamos lentes de contato

Via post no meu Instagram

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“(…) Sou míope. Míope de nascença. O mais recente exame de refração detectou – 19.75 na minha vista esquerda e – 6.25 na direita. Por razões distintas nenhum dos olhos pode ser submetido a uma cirurgia de redução de grau.
Pois eis que, no início de agosto, num descuido no manuseio de uma lente de contato gelatinosa, acabei machucando seriamente meu olho direito. Ter sido atendida numa emergência oftalmológica foi o que evitou que o quadro de úlcera de córnea se tornasse mais grave.
Uso lentes de contato desde a adolescência e nunca antes experienciara algo similar. Graças ao fundamental apoio de minha família pude atravessar dias um tanto angustiantes.

Não míopes talvez tenham dificuldade para entender. Mas o fato é que, apesar do alto grau em ambos os olhos, minha limitação visual, até aqui, jamais me impedira de fazer nada que eu quisesse (e também sou grata por isso) – de fotografar a pegar estrada, chegando a dirigir, por exemplo, entre Olinda e o Rio de Janeiro.
A propósito da experiência de viver com limitações dessa ordem, costumo recomendar o ótimo documentário “Janela da Alma”, de João Jardim e Walter Carvalho, também eles míopes.

Por fim, quero registrar aqui o alerta: à menor lesão no olho, ocasionada por uso de lentes de contato, não demore a buscar atendimento. Nesse tipo de situação, é o que determinará se sua córnea ficará ou não com cicatrizes ou se o caso se tornará ainda mais grave.”

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Na foto do topo, meus óculos de grau – todos com lentes que atenuam o efeito ‘fundo de garrafa’ (nenhum deles, entretanto, com o grau total do meu olho esquerdo). Na imagem acima, parte do que foi prescrito pelos oftalmologistas que me atenderam – alguns dos colírios aplicados de hora em hora.

 
 
 
 
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Como na Era Pré-Facebook

 

Ainda as notícias do clã

E, dessa feita, sobre dois de seus mais irrequietos integrantes

Família sobrinho afilhado primo primeiro grau primos Thiago primo-irmão primos-irmãos cidadão passaporte europeu português cidadania portuguesa de Portugal European citizen União Europeia UE portuguese citizenship portugueses descendentes europeus dupla nacionalidade cidadania Leão de Prata Cannes Ilhas Mentawai Islands surf surfistas Bali Indonesia esporte esportes aquáticos radicais surfe Indonésia Dusseldorf Alemanha Europa climbing climbers escalada Rio Morro da Urca

Álbuns de família: Tiago, meu sobrinho, no auge de sua paixão por escalada. Thiago, meu primo, surfando na Indonésia

De um lado, Tiago L. de Paiva D. da Fonseca, meu sobrinho-afilhado – filho mais velho de minha única irmã. De outro, Thiago Di Gregorio Paiva, o filho mais novo do irmão de meu pai – meu primo de primeiro grau, portanto.
Com o espaço de mais ou menos quinze dias, entre um evento e outro, fiquei sabendo que meu primo, diretor de arte da BBDO Proximity, em Düsseldorf (onde mora, atualmente), faturava dois Leões de Prata no Festival de Publicidade de Cannes, e que meu sobrinho, recém-chegado em Santiago para o Start-up Chile, recebia, juntamente com colegas de faculdade, as boas-vindas de Luís Céspedes, Ministro de Economía, Fomento y Turismo, na cerimônia de abertura do programa, na Universidad de San Sebastián. É claro que vibrei. E exultei, quase tanto, com a notícia de que Tiago, não só já encontrara apartamento para morar, como já vinha deslocando-se para as reuniões de trabalho por meio de bicicleta.
Curioso o modo como, por eu estar fora do Facebook há meses – e por ainda ser um tanto reticente em relação ao WhatsApp – passei a receber (e, sobretudo, a curtir) as notícias referentes à minha família. Sensação de resgate de um certo sabor na comunicação que os excessos típicos das redes sociais já me tinham feito esquecer.

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Chile

Em tempo: Sobre o Start-up Chile, programa do qual meu sobrinho Tiago, estudante de Engenharia da Computação na PUCPR, participa com a UNiO, empresa criada com colegas de faculdade, reportagem publicada em 18/7, no jornal chileno La Tercera. 

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A um Passo do Estrelato

 

Entre as boas do Festival do Rio

 

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Judith Hill entre Jo Lawry e Lisa Fischer: Carreira solo não é ambição de todas


Muito bem urdido documentário musical. Assisti ontem no Estação Ipanema, em uma sessão onde tudo funcionou. Dirigida por Morgan Neville, a homenagem ao papel das backing vocals dentro da música pop fez sua estreia no Sundance Festival deste ano. Não é de todo surpreendente ver quem são as donas das vozes poderosas por trás de grandes clássicos da história do rock. Contam-se entre elas cantoras do quilate de Merry Clayton, Darlene Love e Tata Vega (que alguns também devem lembrar da trilha sonora de ‘A Cor Púrpura’). Quase doce em seu desencanto, Claudia Lennear é quem, talvez, melhor resuma a importância comumente dada a essas profissionais. “Cantamos os refrãos”, ela diz a certa altura. “Olhando a história da música pop é isso o que as pessoas cantam. Conosco a maior parte do tempo”. Lennear, que hoje se sustenta dando aulas de espanhol, foi backing vocal de Joe Cocker, inspirou canções de David Bowie e dos Rolling Stones e chegou a ser tida como a mais sensual entre as cantoras de apoio do mega cafajeste Ike Turner – numa época em que até Tina Turner não passava de uma “Ikette”. Mas o documentário não deixa de mostrar que os astros, os maiores entre eles, também fazem questão de abrir espaço para momentos solo de suas backing vocals. Sting o fez inúmeras vezes para Lisa Fischer. E os Stones também. Vídeos com a cantora levando Gimme Shelter  surgem aos borbotões na rede. Difícil escolher a mais impressionante performance (aqui, uma das mais conhecidas: http://is.gd/Q3csLo). Parte da mostra “Midnight Music”, do Festival do Rio, o filme tem mais duas exibições programadas. A próxima, amanhã (domingo, 6), às 16h45, no Estação Rio 1.

 

Texto: Adriana Paiva. Foto: Divulgação.

 


Direitos humanos em cena

 

Na edição 71 da Revista da Cultura

 

Estas veias que não gecham 

Bastidores de Mais Náufragos que Navegantes :  Oscar Niemeyer em uma de suas últimas entrevistas.

 

>> Clique para ler minha reportagem na íntegra.

Festival do Rio

 

Penúltimas

 

Estação Sesc Rio

Estação Sesc Rio, em Botafogo: Público circula durante intervalos de sessões lotadas

Hoje, entramos na última semana de Festival do Rio. Perdi a conta dos filmes vistos, numa edição em que, mais do que nas anteriores, tenho me concentrado nos documentários e nas mostras voltadas às artes (Itinerários Únicos), música (Midnight Música) e meio ambiente.

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Festival do Rio

Armazém da Utopia, no Cais do Porto: Centro nervoso do festival

Ontem, aliás, estava na última sessão, dentro do festival, de “Trashed – Para Onde vai Nosso Lixo”, dirigido por Candida Brady (assista ao trailer). Foi a própria Ilda Santiago, diretora do evento, quem introduziu o filme, ao lado de Rose Ganguzza, uma das produtoras.

Já tinha visto gente (críticos, inclusive) reclamar do tom excessivamente professoral do documentário. Peraí. E quem mesmo vai para o cinema ver documentário esperando, sobretudo, diversão? O tema é difícil e o tom é de alerta máximo. “Não estamos falando de um futuro distante“, diz Irons a certa altura, “o chão sob nossos pés já está coberto de lixo“.
Se suas preocupações com o planeta ultrapassam modismos, não deixe de ver Trashed quando estrear em circuito comercial.


Houve uma vez um verão

A estação que ficou gravada na memória dos cariocas ganha livro e filme

Fernanda Abreu - Foto por Adriana Paiva

Fernanda Abreu, em 1996 : Show no Recife um ano após lançamento do álbum Da Lata

Eu morava em Brasília à época desse que, no Rio de Janeiro, ficou imortalizado como o verão da lata. Mas lembro bem de sua tremenda repercussão (e, digamos, de alguns de seus resultados ‘criativos’). Típico episódio que me leva a pensar na capacidade espantosa que os cariocas têm de fazer graça (e tirar algum proveito) de acontecimentos dos mais trágicos aos mais insólitos.
Este vídeo eu garimpei no YouTube. Além de curiosas versões sobre a carga “perdida” do Solana Star, interessante ouvir o povo que acha — como cita o jornalista Wilson Aquino, na reportagem –, que tudo não passa de lenda urbana, história de pescador.
Agora, melhor que tudo é lembrar de como esse disco da Fernanda Abreu me fez dançar (e cantar junto).

Outras plagas, outros tempos

Brasília e Campo Grande | Anos 90

 

Caetano
Adriana Calcanhotto: Recital em bar sul-matogrossense


Dias atrás, inesperadas deixas me levaram a compartilhar, no Facebook, caras experiências em duas das cidades onde morei. Primeiro, citando entrevista com a cantora Adriana Calcanhotto, publicada no jornal Valor Econômico, comentei (linkando a foto acima) : 

“Lembro dessa Adriana (das reminiscências sobre apresentações na noite gaúcha), ainda no esquema ‘banquinho, violão & voz’, fazendo show no Camaleão, bar de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Estávamos aí no início dos anos 1990. Nessa época, o lugar era ponto de encontro de artistas e intelectuais e tinha como diretor cultural o artista plástico Humberto Espíndola, irmão de Tetê & Alzira.”

 

Caetano

“O Documentário”: Caetano Veloso nos dá entrevista sobre Torquato Neto

Depois, remexendo em arquivos para atualizar a seção de imagens de meu site, tive o impulso de publicar no Facebook a foto acima. A ideia era dividí-la com um contato meu na rede social, a cineasta Adriana Vasconcelos, que foi minha colega na Universidade de Brasília.

Fiz o registro em 1990, no quarto do Hotel Nacional em que se hospedavam Caetano (que iniciava nova turnê em Brasília) e sua mulher na época, a Paula Lavigne. O músico concordara em participar do filme que rodávamos sobre o poeta piauiense Torquato Neto. Tratava-se de trabalho final para a disciplina “O Documentário”, ministrada pelo cineasta Vladimir Carvalho. Sergio Cobelo, nosso colega na matéria, era o diretor e eu e a Adriana éramos as produtoras.

 

 

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