Abril iluminado

pós transplante de córnea Adriana

Acuidade visual pós-transplante

Depois da retirada de mais pontos do transplante (terceira etapa), minha visão segue a cada dia melhor.
É bem verdade que tomei um susto após as primeiras remoções (no início e no final de fevereiro) e a consequente suspeita de um princípio de rejeição. Em razão disso, fui um tanto apreensiva à consulta do final de março. Contudo, ao contrário do ocorrido nas duas outras ocasiões em que a doutora Nathalie retirou pontos, dessa vez saí enxergando muito melhor.
Embora alguns percalços pelo caminho — como o efeito colateral pelo excesso de corticoides, que prefiro não detalhar aqui — , fico verdadeiramente exultante por começar a reaver minha autonomia de locomoção e retomar o ritmo de leitura e de escrita que mantinha antes. Só o que, a essa altura, ainda não parece factível é a renovação da minha CNH — o tal DUDA já está pago há mais de ano, uma vez que o astigmatismo que ganhei no processo muda a cada remoção de pontos, e o atual grau de meus óculos já não corrige esse problema. Bem, não vi nenhuma nova ruga de preocupação surgir em função disso. Ultimamente, eu já não vinha pegando o carro mesmo.

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Uma nova córnea

transplante de córnea SP

Comentei aqui o problema oftalmológico pelo qual passei em agosto de 2021. Pois aquela úlcera de córnea acabou por deixar uma cicatriz comprometendo todo o chamado eixo visual de meu olho direito.
Entre o segundo semestre de 2021 e até meados de 2022, me consultei com diversos oftalmologistas. Apenas um deles, indicado a nós como sendo um luminar no assunto, e que me atendeu logo após o incidente com a lente de contato — em uma avaliação que hoje sabemos ter sido irresponsavelmente precipitada —, descartou a necessidade de um transplante.
Mais de uma dezena de consultas após aquela (para tratar, inclusive, do problema original), alguns meses depois, já com o diagnóstico fechado de “cicatriz corneana (leucoma central) no olho direito, sem possibilidade de tratamento clínico, e baixa visão do olho esquerdo, devido a 19.75 graus de miopia”, a única intervenção que me restava enfrentar seria mesmo o transplante.
Marcamos, então, uma consulta preliminar no BOS – Hospital Oftalmológico e Banco de Olhos de Sorocaba, centro de referência na área. Após confirmação do diagnóstico, o médico que me atendeu na ocasião inscreveu-me na fila de receptores de córnea do Estado de São Paulo. Fui chamada para o transplante em setembro de 2022.
Desde então, venho sendo acompanhada por uma excelente oftalmologista aqui, no Rio.

Também a propósito da experiência, fiz esta publicação no Instagram:

FELIZ 2023 ☆
“Quis que meu último post de 2022 fosse uma coletânea de fotos de épocas variadas de minha presença nesta e em outras redes. A ideia é me despedir de um ano cujo maior desafio foi, sem dúvida, ter precisado passar por um transplante de córnea. Voltando a enxergar como antes do problema que me afligiu, só tenho a agradecer. À família do doador da minha nova córnea, esteja onde estiver, à minha família, sempre presente, aos médicos que me trataram, e a todos que, de perto ou de longe, torceram por mim.
Que venha 2023! E que nos encontre fortes e aptos aos maravilhamentos que dão sentido à existência.”

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