Sobretudo porque célere

Ainda o metrô

Museu de Arte de São Paulo Lina Bo Bardi arquiteta cavaletes de vidro

Certos encantos da metrópole: Sair do MASP,  pegar o metrô até a Pinacoteca e voltar à Paulista com disposição para ainda flanar

Um leitor do blog fez a provocação e eu não me furtaria a responder: “Você fala tão bem do metrô porque não deve usar com frequência”. È vero, ultimamente, não. Ele ainda emendou: “E aposto que nunca entrou na Estação Sé perto de final de expediente”. Taí. Entrei. Pode ter sido por absoluta ignorância da multidão que encontraria em uma daquelas típicas tardes de temporal na capital paulistana. Mas entrei. Admito, é experiência para os fortes. Eu não a repetiria em sã consciência.

Sinto que minha relação com o metrô, hoje em dia, guarda certo laivo de minhas experiências de jovem universitária vindo ao Rio visitar meus avós. Com o sentido de urgência próprio de meus vinte e poucos anos, como não amar a ideia de sair de um sebo no centro da cidade, embarcar em uma estação próxima dali, e, minutos depois, já estar flanando por Botafogo? Quando vinha de férias, era principalmente meu avô quem costumava me deixar nos lugares onde eu desejava ir. Mas quando eu não podia contar com a carona dele, o metrô, frequentemente, me foi de grande serventia.

Já em São Paulo, de uns anos para cá, minhas melhores experiências com o meio de transporte têm se dado em dias em que, tendo uma agenda flexível, posso me deslocar sem muita pressa. Em uma dessas ocasiões, peguei o metrô na Paulista para ir até a Pinacoteca, dali até a Vila Madalena e, mais tarde, outro de volta à Paulista, aportando por lá com disposição para ainda flanar pelos arredores. A melhor maneira de visitar um número razoável de museus e galerias, em um mesmo dia, segue sendo essa. Mas, claro, evitando sempre os horários de rush.

A propósito ainda de ser conduzida aos locais que me interessam, com praticidade e rapidez, gostei bastante da experiência que tive, dia desses, de pegar um VLT na Parada dos Museus – ao lado do Museu de Arte do Rio -, para descer na Cinelândia, perto de onde, aliás, o ônibus exclusivo do Novo Leblon faz escala no percurso de retorno ao condomínio.

 *

Em tempo: A revista O Globo deste domingo traz especial sobre a Linha 4 do Metrô do Rio, com crônica de Arnaldo Bloch e ensaio fotográfico de Custódio Coimbra. Aqui: [=].

 * * *

São Paulo artística

 

Sobre mostras e murais grafitados

Junho em SP – Notas via Instagram

Ex Machina

Itaú Cultural: Exposição Arquivo Ex Machina – Identidade e Conflito na América Latina. Aberta à visitação até 7 de agosto.

Acervo MASP

MASP – Acervo em Transformação : Não recordo de já ter visto tantas crianças pequenas circulando pelo museu. Tocante testemunhar o esforço da professora para explicar a esses meninos e meninas, com idades em torno dos quatro anos, a cena pintada por Pierre-Auguste Renoir no quadro “A Banhista e o Cão Grifon” (Lise à Beira do Sena), de 1870.

Pinacoteca São Paulo por Adriana Paiva
Na quarta-feira em que estive na Pinacoteca, cheguei a presenciar parte dos preparativos finais da mostra “Fora da Ordem – Obras da Coleção Helga de Alvear“, inaugurada no sábado (25/6). Àquela altura, já ocupavam o octógono as esculturas de ferro e espelho do português José Pedro Croft | Até 26/9.

Graffiti

De uma das sacadas da Pinacoteca (22/6): Mural do artista Daniel Melim.

Graffiti na fachada do Cine Belas Artes
Rua da Consolação * Arte por Walter Nomura (a.k.a. Tinho)
.

Nove - Digital Orgânico

Um giro à esquerda…e eis o mural do grafiteiro paulistano João Paulo Cobra – aka NOVE / #digitalorganico (…) Dando um tempo em mais esta série de #notaspaulistanas.