Da Brasília que aprendi a ver ainda em criança

 

Minha singela homenagem ao poeta da curva

 

Museu Nacional de Brasília. Foto por Adriana Paiva

“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível
criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que
encontro nas montanhas do meu país, na mulher preferida, nas nuvens do
céu, nas ondas do mar. De curvas é feito todo o universo. O universo curvo
de Einstein”.  (Oscar Niemeyer: * 15/12/1907 – + 05/12/2012)”

|| Na foto, o Museu Nacional Honestino Guimarães, em Brasília, projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer e inaugurado em dezembro de 2006.

 

Houve uma vez um verão

A estação que ficou gravada na memória dos cariocas ganha livro e filme

Fernanda Abreu - Foto por Adriana Paiva

Fernanda Abreu, em 1996 : Show no Recife um ano após lançamento do álbum Da Lata

Eu morava em Brasília à época desse que, no Rio de Janeiro, ficou imortalizado como o verão da lata. Mas lembro bem de sua tremenda repercussão (e, digamos, de alguns de seus resultados ‘criativos’). Típico episódio que me leva a pensar na capacidade espantosa que os cariocas têm de fazer graça (e tirar algum proveito) de acontecimentos dos mais trágicos aos mais insólitos.
Este vídeo eu garimpei no YouTube. Além de curiosas versões sobre a carga “perdida” do Solana Star, interessante ouvir o povo que acha — como cita o jornalista Wilson Aquino, na reportagem –, que tudo não passa de lenda urbana, história de pescador.
Agora, melhor que tudo é lembrar de como esse disco da Fernanda Abreu me fez dançar (e cantar junto).

Parque Lage

Via Instagram

Jardins do Parque Lage

Entre a EAV e os jardins do parque: Lembranças de infância

Sempre delicioso andar por aqui e lembrar de quando minha mãe vinha ter aulas na EAV e eu e minha irmã fazíamos desses jardins a extensão da nossa casa. A essa altura, já tínhamos morado em Brasília e eu já sabia bem o que era ser embriagada pelos verdes e seus aromas.

Foto por Adriana Paiva ©

 

Caramella, um vizinho do Martinica

 

Café na 303 Norte

 

Caramella - Bsb SCLN 303

Mesas da cafeteria começam a lotar no final da tarde

A casa abriu no segundo semestre de 2011 e na ponta oposta àquela onde em meados dos anos 1990 fervia o Martinica Café. Não chega, ainda, a atrair o público deste último — na época em que fui assídua ali (e morava perto), o Martinica era ponto de encontro rotineiro com meus colegas da Universidade de Brasília (UnB) e um local bastante frequentado por artistas e intelectuais da cidade.

Se o Caramella virá um dia a herdar o público que lotava as mesas do vizinho é o que menos importa. Por ora, vale a visita para um café da manhã ou brunch (o bufê é renovado até às 14h) ou mesmo para o chá da tarde, servido em igual esquema até às 21h. Prefira as mesas externas.

Afora as diversas opções de pães, frios, sobremesas, frutas e bebidas, há ainda os bastante procurados waffles, preparados na hora e cobrados como parte do bufê. No que tange a atendimento, tanto os funcionários que recebem pedidos no balcão quanto os que vão às mesas são bastante atenciosos e ágeis.

A nota negativa vai para soluções com ares de improviso, típicas de casas recém-inauguradas. Cito a que vi quando estive lá há pouco mais de um mês (ou seja, bem depois de a casa começar a funcionar): a cobertura de alguns dos pratos com alimentos era feita com uma espécie de plástico-filme. Convenhamos, há modos bem mais eficazes de fazê-lo, após cada cliente se servir. Sem falar que nesse tipo de negócio apresentação é tudo.


Serviço

Caramella – Confeitaria e Cafeteria


Café da manhã – Horário: 7h30 às 14h | Chá da tarde: 14h às 21h
Valores: Seg a sex : R$ 16,50 | Sábados, domingos e feriados: R$19,90
Obs.: (Crianças até 4 anos não pagam. Crianças entre 5 e 8 anos pagam metade).
Endereço : SCLN 303 , bloco E, loja 20 . Fone: (61) 3326 8001.

Veja também

Conheça as outras filiais do Martinica Café



Outras plagas, outros tempos

Brasília e Campo Grande | Anos 90

 

Caetano
Adriana Calcanhotto: Recital em bar sul-matogrossense


Dias atrás, inesperadas deixas me levaram a compartilhar, no Facebook, caras experiências em duas das cidades onde morei. Primeiro, citando entrevista com a cantora Adriana Calcanhotto, publicada no jornal Valor Econômico, comentei (linkando a foto acima) : 

“Lembro dessa Adriana (das reminiscências sobre apresentações na noite gaúcha), ainda no esquema ‘banquinho, violão & voz’, fazendo show no Camaleão, bar de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Estávamos aí no início dos anos 1990. Nessa época, o lugar era ponto de encontro de artistas e intelectuais e tinha como diretor cultural o artista plástico Humberto Espíndola, irmão de Tetê & Alzira.”

 

Caetano

“O Documentário”: Caetano Veloso nos dá entrevista sobre Torquato Neto

Depois, remexendo em arquivos para atualizar a seção de imagens de meu site, tive o impulso de publicar no Facebook a foto acima. A ideia era dividí-la com um contato meu na rede social, a cineasta Adriana Vasconcelos, que foi minha colega na Universidade de Brasília.

Fiz o registro em 1990, no quarto do Hotel Nacional em que se hospedavam Caetano (que iniciava nova turnê em Brasília) e sua mulher na época, a Paula Lavigne. O músico concordara em participar do filme que rodávamos sobre o poeta piauiense Torquato Neto. Tratava-se de trabalho final para a disciplina “O Documentário”, ministrada pelo cineasta Vladimir Carvalho. Sergio Cobelo, nosso colega na matéria, era o diretor e eu e a Adriana éramos as produtoras.

 

 

*

Em Brasília

Dias perfeitos para carros na garagem

 

Eixão do Lazer em Brasília - Foto Adriana Paiva

Eixão do Lazer na Sexta-feira da Paixão

O Eixão (pista central do chamado Eixo Rodoviário) que, nos dias úteis, é uma das mais movimentadas vias de Brasília, nos domingos e feriados nacionais, vira área de lazer  (entre 6h e 18h). Nas sete faixas que cobrem as asas Sul e Norte do Plano Piloto, perfazendo pouco mais de treze quilômetros, circulam todos os tipos de tribos.

Na manhã da sexta-feira santa, encontrei durante minha caminhada muitas famílias, dezenas de ciclistas (alguns, aparentemente, aprimorando performance), skatistas, pedestres acompanhados de seus cães e até um grupo de patinadoras ensaiando coreografias. A via não era fechada quando morei na 112 Sul, entre 1987 e o início de 1991. Mas circulei bastante por ali, quando voltei a Brasília e fui morar na 103 Norte.

Em maio próximo, o Eixão do Lazer completa 21 anos. Vida longa a essa que, possivelmente, é uma das áreas de lazer mais democráticas da cidade.

Arte urbana

 

Das intervenções que tenho visto por aí

 

A deixa para a presente compilação vem lá do Facebook. Mais especificamente, do grupo “Street Photographer” que, reunindo mais de 1900 membros, entre fotógrafos, artistas visuais e aficionados por fotografia em geral, tem trazido à luz trabalhos interessantes tanto de amadores como de profissionais consagrados. A cada semana, os participantes elegem um tema. E o escolhido na sexta passada foi, justamente, “street art”. Abaixo, intervenções artísticas que tenho registrado em minhas andanças pelo Rio, por Brasília e São Paulo.

 

Rio de Janeiro

 

graffiti by Marcelo Ment

Muro da UNIRIO, na Urca : A arte de Marcelo Ment e Duda substituiu o mural abaixo.

graffiti by Marcelo Ment

No mesmo muro da UNIRIO : Rita Lee por Marcelo Ment.

graffiti by Marcelo Ment

Ainda Marcelo Ment : Esquina da Farme de Amoedo com a Avenida Vieira Souto, em Ipanema.

Graffiti em Botafogo

Muro em Botafogo : Arte pelo grafiteiro Acme. Registro de 2009.

São Paulo

 

graffiti by

Grafite dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo (Osgemeos): Em 2007, Lei Cidade Limpa cobriu de cinza.

Osgemeos na Vila Madalena

Osgemeos em sua estreia na Galeria Fortes Vilaça. E a minha entrevista com eles.

graffiti by Titi Freak

Fachada do Studio SP, na Vila Madalena (2006): Arte de Titi Freak.

graffiti SP 2011

“Buraco da Paulista” : Homenagem ao centenário da imigração japonesa (2007) teve aval da Prefeitura.

Acesso ao buraco da Paulista - graffiti de Rui Amaral

Entrada do túnel José R. Fanganiello Melhem, na Avenida Paulista (2011): Arte de Rui Amaral.

 

Brasília

 

Bsb - Graffiti by Soneka & Shock

Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul: Paredes grafitadas pelos artistas Soneka e Shock.

 

Fotos por Adriana Paiva ©


Meus álbuns no Facebook

Outros links

 

 

Ciceroneando

Muito antes de a Devassa se espalhar por aí

Cervejaria Devassa

Copacabana : Filial da cervejaria na esquina da Rua Bolívar com a Avenida Atlântica

Brasília, atualmente,  tem duas filiais da Devassa. São Paulo outras quatro. Mas há não muito tempo, a cervejaria carioca, que abriu as portas em 2002, era nome mais sugestivo do que conhecido. Daí não terem sido raras as vezes, nos últimos anos, em que levei amigos de outros estados para conhecerem o lugar. Entre esses, duas jornalistas vindas de Brasília.

Antiga moradora da capital federal,  à paulista do interior A., que havia muito tinha o Rio em seu itinerário, levei até a filial da Prudente de Morais, depois de um jantar no Zazá Bistrô, também em Ipanema. Cerca de ano e meio depois, a poucos dias do início do verão, foi a vez de apresentar a paulistana C. à peculiaríssima carta de cervejas do lugar, em encontro marcado na Devassa da Bolivar, em Copacabana. Então recém-chegada de quase década morando no exterior, ela, que já tinha tido a curiosidade atiçada pelo nome da cervejaria, saiu dali cheia de amores por uma certa Sarará .

Updated :

* Crônica de Links Anunciados

Por Adriana Paiva

Havia programado outro assunto para minha segunda coluna na PicturaPixel reformulada. A entrevista, aliás, fora feita na véspera. Novas situações e o frescor de um recém-encontro me fizeram mudar de ideia.
Vou escrever hoje sobre a divertida noite de bate papo com Anamaria Rossi, sexta-feira passada, em Ipanema.
Aqui mesmo, em comentários ao texto de estreia de Anamaria, contei como esse encontro, que tinha tudo para ter ocorrido vinte anos atrás, na UnB, até a última sexta-feira, só tinha acontecido virtualmente e via PicturaPixel.
O local para o tête-à-tête já estava escolhido e reservado havia alguns dias: Zazá Bistrô Tropical. Mandei à Ana um SMS confirmando: “Zazá, sexta, 20h, varanda”.
Ligaram o local a outros personagens? Sim, trata-se daquele mesmo Zazá, em frente ao qual encontrei, casualmente, a fotógrafa Silvia Izquierdo, da Associated Press, na terça-feira de carnaval.
Chego um pouco antes de Ana. Ela já tinha me avisado que se atrasaria em função de um compromisso de trabalho que a segurara no centro da cidade mais que o previsto. Enquanto a aguardo, folheio a carta de bebidas e sem mais elaborações, peço: — Por favor, um Zazá Fresco.
Fresco. Palavra mágica. Quase sinto a brisa girando em torno de minha nuca. Frescor, leveza. Tudo pelo que essa sexta-feira quente urgia.

Quando Ana chega ao Zazá, encontra-me refestelada no sofazinho entre dois grupos de estrangeiros. “Refestelada”, bem…sou eu dando voz à minha porção adoradora de hipérboles. Eu havia, sim, terminado meu drinque, mas mantinha idêntica compostura de horas antes, quando ainda trabalhava diante deste notebook.
Rápido decidimos que não participaríamos do congraçamento multilingue com os vizinhos de mesa. Mudamos para uma das mesinhas instaladas rente à grade da varanda que dá para a rua. Sentada à minha frente, com o cardápio na mão, Ana escaneia meu rosto e larga sem rodeios: — Ah, lembro, sim, de você… da UnB.
Eu, que já tinha visto fotos suas, fico com a sensação ainda mais forte de tê-la visto, pessoalmente, antes; se não na UnB, em algum lugar em Brasília — parêntese importante: morei na cidade em cinco diferentes ocasiões, o que soma quinze anos.
Espero Ana escolher petiscos. Estou sem fome e sem inspiração para fazer opções. Ambas concordamos acerca da escolha recair sobre algo leve. Recém-chegada de temporada momesca no Nordeste, Ana, de cara, descarta a “espetada de queijo de coalho”. Apóio, aliviada. Considerando o fato de eu não comer carne – exceto peixe e alguns frutos do mar–, a escolha final atende bem às duas. Anotem para futuras incursões pela Ipanema dos bons acepipes:”Degustação de Quatro Delícias”: Samosas (mini-pastéis indianos), tartar, ceviche e tapioca.
Agora, dos deuses, dos deuses mesmo, estava a pasta de wasabi que acompanhava isso tudo. Mal iniciamos a degustação, o chef, que gentilmente nos explicara detalhes de cada uma das “delícias”, vem brindar-nos com uma cesta de crisps de batata baroa. Pronto! A companhia que faltava para a pasta dos deuses e para o meu segundo drinque (à base de carambola).
Seguimos cruzando dados do passado. E assim, desfilam pela mesa referências a várias das Brasílias que vivi naqueles quinze anos, entre idas e voltas: UnB, CO, PD (abreviaturas de cuja tradução os pouparei), corujas do cerrado, sannyasins, Ladrões de Alma, Teatro Oficina do Perdiz, Martinica Café…
E vamos, entre goles em nossos drinques, petiscos e gargalhadas, até que um estrondo vindo da esquina nos interrompe. Viramos para olhar e, bem perto dali, o que se vê é uma moto deitada no chão e o ônibus que, aparentemente, a havia derrubado, se preparando para deixar o local . Todo o desenrolar da situação se dá muito rapidamente. Percebemos que a vítima, uma jovem motociclista, é socorrida por passantes e não aparenta ter se ferido mais do que superficialmente.
Tudo bem (ou quase) e lá vamos nós, de volta ao passado. E ainda passam pela mesa Adriano Faquini, Mila Petrillo, Carlos Chagas, Sergio Dayrrell Porto…
Dali a pouco, outro alvoroço. E dessa vez, na nossa mesa ! Ana salta da cadeira e posta-se ao meu lado, falando alto: – Uma barata!
Ela repete enquanto sacode o vestido: – Uma barata andando em cima de mim!
Custo um pouco a processar o que está acontecendo até que Ana pede que eu investigue seus trajes em busca da pavorosa. Para minha sorte, mais que para a de Ana, nada encontro. Continuo de costas para a maioria dos presentes no bistrô e não me volto, para ver como reagem. Vou conseguir fazer isso, ainda aturdida e sem parar de rir, apenas quando Ana se senta novamente e, olhando na direção das três mesas repletas de estrangeiros do outro lado, diz, com uma das mãos fechadas:– Cu-ca-ra-cha!
E, mais veemente, levando as duas mãos em direção ao colo e aos ombros, como se tentasse descrever o trajeto
da intrusa:– Uma cucaracha!!
Agora, ao olhar os rostos assustados nas mesas atrás de nós, a sensação que me invade é de estar naquela sequência de “Victor ou Victoria” (de Blake Edwards), em que o casal de amigos (interpretados por Julie Andrews e Robert Preston) bola uma situação para saciar a fome sem desembolsar tostão. A ideia: introduzir no cenário de um bistrô, em Paris, um desses abomináveis insetos e fingir tê-lo encontrado na comida. Delírio, claro, de minha mente povoada por referências. Eu e Ana estávamos muito bem apresentadas. Pagamos a conta, a propósito, em espécie e essa ficou bem salgada, considerando o que consumimos (três drinques, uma água e a mini-sequência de ‘maravilhas do sétimo céu’).


Não se apressem em julgar mal o estabelecimento aqui citado. Não deixaria de ir ali por conta de um incidente como o que relato acima, totalmente alheio à condução do negócio — e que, aliás, poderia ter ocorrido em qualquer outra situação em que estivessem conjugados calor, mesa perto da rua e de árvores, etc..
Mas, não esperem muito mais nobreza de atitude de mulheres que, desde sua mais tenra infância, vem sedimentando um comportamento insano ante a visão dessas terríveis “periplanetas americanas”, nome científico — até que charmoso — das horrorosas aladas.
Assim, com a memória refrescada pelos acontecimentos recentes, decidimos deixar o Zazá e seguimos a pé até a Devassa, a quadras dali. Claro que a noite já estava ganha.

* [ Crônica publicada, originalmente, na revista Pictura Pixel ]

A melhor pastelaria da capital federal

 

Meus 15 anos de Brasília  x  Os 10 de São Paulo

 

Pastelaria Viçosa

Pastelaria Viçosa : Painéis com elementos do traçado arquitetônico de Brasília

Até outro dia, ainda me perguntava como pôde acontecer que eu não conhecesse uma casa com mais de quarenta anos de existência em Brasília. Eu, que vivi lá por quinze anos. Pois aconteceu.
Fui salva de minha ignorância por minha irmã que, tendo, recentemente, voltado a morar na cidade, já me levou à Pastelaria Viçosa (704/705 Norte) algumas vezes.
Ainda que você chegue ancorado em sua experiência paulistana de inigualáveis pastéis de feira, é possível que não se decepcione com o que encontrará ali. Eu não me decepcionei.

Há, além do mais, certa diversão em folhear um cardápio com tantas referências à cidade onde passei parte substancial de minha vida.

Na minha ida mais recente, em meados deste mês, pedi um “Parque da Cidade” (brócolis, palmito, ricota e tomate seco). Cheguei até a cogitar ir de “Dona Sara” (mussarela de búfala com tomate seco e orégano) ou mesmo de “UnB” (camarão temperado, com folhas de escarola regadas com azeite extra-virgem). Mas antes de minha escolha chegar à mesa, caí foi na esparrela de pedir uma de minhas combinações doces preferidas (mussarela, banana, canela e açúcar) sob o nome de “Palácio da Alvorada”. Arrependimento ao cubo. Não pelo acepipe em si, saborosíssimo em seu casamento de recheio e massa macia, mas pelo fato de que os pasteís dali são grandes e generosamente recheados. #Ficadica : se sua fome é moderada, decida-se se preferirá ir de doce ou de salgado.

 

* Ao calouro, com amor

 

Esplanada dos Ministérios

Esplanada dos Ministérios: Transitando por ruas onde também eu aprendi a dirigir

Em Brasília, na semana passada, à saída do Palácio do Planalto, onde estivemos, eu e minha mãe, para ver a exposição “Mulheres, Artistas e Brasileiras“. Fomos conduzidas pelo meu sobrinho Tiago, recém-matriculado no curso de Engenharia da UnB, e titular (também recente) da Carteira Nacional de Habilitação – licença à qual esta sua madrinha espera que ele continue prudentemente a fazer jus.

Das inevitáveis coincidências: como meu sobrinho, também tirei minha carteira de motorista em Brasília. E foi, igualmente, nessa mesma UnB que se deu a maior parte de minha trajetória acadêmica.

* ( Post originalmente publicado em meu perfil no Facebook ).

Hélio Oiticica em Brasília

  

Últimas semanas

  

Obra de Oiticica em museu de Brasília por Adriana Paiva

Em Brasília, a terceira escala da mostra “Hélio Oiticica – Museu é o Mundo”

 

Fiz o registro acima quando visitei a mostra “Hélio Oiticica – Museu é o Mundo”, no Museu Nacional de Brasília, em janeiro passado. Essa que é a maior retrospectiva da obra do artista realizada até hoje, também já passou pelo Rio de Janeiro e por São Paulo e fica na capital federal até 20/2. Estão em exibição alguns de seus Penetráveis, Bólides, Parangolés e Metaesquemas, além de dois dos filmes dirigidos por Oiticica — “Agripina é Roma Manhattan” e “Brasil Jorge – Homenagem a Jorge Salomão”.
 
Serviço

Museu Nacional de Brasília

Endereço: Esplanada dos Ministérios

Horário: Terça a domingo , das 9h às 18h.

Entrada gratuita

 

 

Aqui começa a viagem

  

  Escalas em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo

   

Aérea saída do Rio por Adriana Paiva

Janeiro 2011 – Voando do Rio para Brasília

 

Se assim se pode chamar sem que se incorra em pretensão, a proposta deste blog é trazer das cidades por onde mais circulo dicas de lazer, cultura e serviços diversos. Nos meus blogs Periplus, Em Trânsito e Foco Seletivo (como também no Facebook e neste Flickr), compartilhei, esporádica e informalmente, experiências de fruição artístico-cultural e consumo. A ideia aqui, entretanto, é manter um ritmo de publicação diária — com notas, geralmente ilustradas, e sobre os mais diversos assuntos. Entre uma e outra experiência compartilhada, também publicarei neste espaço crônicas e um pouco de prosa de ficção. Começo com a parábola abaixo (publicada, originalmente, em um de meus blogs).

 

 Texto por Adriana Paiva

 

Que ultrajante pedido teriam feito à tal senhora? Sua iracúndia, amainada, rompante após rompante, ao longo de décadas, com agrados caros e viagens além das fronteiras do reino, abalara até os mais dóceis e leais membros de seu numeroso séquito.

 Na estrebaria e na cozinha serviçais sussurravam suposições :

 – Consta que a solicitante ignorou todos os protocolos… – tomou a frente a governanta .
– Dizem tratar-se de uma jovem plebeiazinha com aspirações a letrar-se fora do reino — repetiu a cozinheira o que ouvira pela manhã cavalariços discutirem a caminho da cozinha .
Sobraçando a impecável toalha inglesa, quase à soleira da porta, o taifeiro — que alguns sabiam ser pai viúvo de três moças em idade de casar — , com a cortesia distante de quem se encontra em meio a colóquios que não lhe dizem respeito, emendou, entre pesadas pausas :
– Os jovens … suas maneiras breves, diretas — abanou a cabeça, retirando-se — … pensam que podem chegar aonde ?

 Poucos insurretos foram contabilizados no episódio. Nenhuma atrocidade excepcional precisara ser cometida para devolvê-los à condição indiferenciada de subalternos. Entre os seguidores mais obsequiosos da iracunda, no entanto, um certo mal-estar ainda jazia. Mister mais amargo que calá-lo para outros era calá-lo para si.

 

 

 * * *

Adri nas Cidades – Notas de uma jornalista em andanças por aí

O blog:

Adri nas Cidades – Notas de uma jornalista em andanças por aí

O título do blog é, como se nota, uma referência direta ao filme de Wim Wenders, Alice nas Cidades. Mas, sobretudo, uma brincadeira com minha vida de frequentes deslocamentos. Até a véspera de completar 25 anos, minha média de tempo morando em uma cidade foi de um ano e meio. Entre meu nascimento e um pouco depois desse ponto, as cidades se sucederam: Rio de Janeiro, Santiago, Brasília, Amambai, Belém, Campo Grande, Olinda, São Paulo…
Para lá das inevitáveis reminiscências, a proposta aqui é também trazer dos lugares por onde circulo informações sobre lazer, cultura e serviços diversos.
Nos meus blogs Periplus (criado em 2002), Em Trânsito e Foco Seletivo (como também no Facebook e neste Flickr), compartilhei, esporádica e informalmente, experiências de fruição artístico-cultural e de consumo. Aqui, entretanto, a ideia é manter um ritmo regular de publicação — com notas, geralmente ilustradas, sobre os mais variados assuntos.
Entre uma e outra experiência compartilhada, também publico neste espaço crônicas e amostras de meu trabalho como jornalista.

A autora:

Adriana Paiva é jornalista com dupla nacionalidade (brasileira e portuguesa).

Antes de estudar Jornalismo, na Universidade de Brasília (UnB), cursou Cinema e Antropologia, nessa mesma instituição.
Morou de Sul a Norte do Brasil — de Santiago, terra de Caio Fernando Abreu, a Belém do Pará, cidade que lhe apresentou ao açaí e ao guaraná em pó — a essa altura, já havia deixado de comer carne (decisão tomada aos 15 anos de idade). Entre um e outro novo destino, sentou moradia cinco vezes em Brasília. Depois de uma década residindo em São Paulo, onde cofundou e dirigiu uma empresa de serviços jornalísticos, no final de 2008, já na condição de jornalista freelancer, voltou à sua terra natal, o Rio de Janeiro, cidade que, diariamente, ocupa-se em redescobrir.

Acesse o meu site profissional: adrianapaiva.com.br | Fale com a REDAÇÃO 

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* Textos, fotos e arte por Adriana Paiva ©. Obs.: (Nos casos em que as imagens não sejam de minha autoria, elas aparecerão devidamente creditadas).

Licença Creative Commons

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