Fotodiário: mobilidade urbana

 

Que tal avaliar a sugestão e ir de bike ?

 

Leblon bairro bairros cariocas transporte ativo

Leblon: Vias bloqueadas enquanto ocorrem obras da linha 4 do Metrô.

 


 

Com a deixa de uma reportagem

 

De um Rio aquém de medíocre

 

Cidade das Artes - Barra da Tijuca, bem perto do Novo Leblon

Cidade das Artes, na Barra: Registro de um domingo de “Encontro com o Autor”

Publicado no meu perfil, no Facebook:

Dez anos de São Paulo, quinze de Brasília e outras tantas escalas por aí me dão subsídios (diária e infelizmente) para corroborar: nasci e volto a morar nesse “Rio de serviços ruins”.

Acréscimos na área de comentários:

Comparar Rio com São Paulo, Luís Antônio? Pois é, essa é uma tentação inevitável. E tem consequências, não raro, problemáticas. A gente corre o risco, por exemplo, de angariar uma penca de desafetos. Sobretudo entre os cariocas mais bairristas. A bem da verdade, acho bairrismo uma grande besteira ; jamais me estressaria pelo fato de alguém apontar aspectos negativos da cidade onde nasci ou adotei como residência.

Um exemplo bem perto de mim: A Cidade das Artes. Já não era sem tempo de aquele aparelho estar funcionando a pleno vapor. Mas não. O acesso é uma quase completa incógnita. E ainda não antevejo como aqueles que não têm carro (ciclistas, pedestres) poderão chegar ali – bem, dirão alguns, mas esse é um problema de quase toda a Barra da Tijuca (além-condomínios). Várias áreas da estrutura, como algumas das rampas, são vedadas ao acesso do visitante, e nenhum funcionário sabe dizer por quê. Pelo menos no banheiro em que entrei, deparei com água escorrendo pelas paredes e no piso. No lugar onde está a “sala de leitura” (e onde ocorre o Cidade Literária) eu esperava encontrar uma estrutura mais semelhante a uma biblioteca. Mas não. É bonitinha, tem 3 ou 4 computadores e alguns livros de arte mas, no momento, parece-se mais àqueles espaços que algumas livrarias oferecem às crianças: um cantinho charmoso com ares de brinquedoteca. Enfim, falta muito ainda para aquela gigantesca construção se parecer com um centro cultural do nível de um CCSP, de um CCBB ou de um Memorial da América Latina.

No quesito ‘gastronomia’, aqui mesmo, na Barra, outro dia fui com meus pais na Dona Olinda, delicatessen inaugurada, há poucos meses, na Praia do Pepê. Por fora, uma graça de lugar, com varanda, mesas rústicas, plantas por todo o lado e, não menos interessante, vista para o mar. Mas um passeio pelo cardápio e lá vêm as primeiras decepções. Pedi um sanduíche e queria-o em pão de forma integral. Ao que me informa o garçom, depois de muitos minutos de espera: desculpe, mas o pão integral acabou. Meu pai queria um suco da ala “nortista” do cardápio; acho que era graviola. A resposta: ‘senhor, não temos nenhum desses sucos. Apenas os tradicionais’. Para fechar o festival de surpresas ruins, o croissant de chocolate que levei para casa tinha recheio endurecido, parecendo ter sido feito muito antes da antevéspera. Enfim, mas como eu sou brasileira, mantenho-me otimista. Não devo tardar a ir de novo ali. E espero, francamente, não voltar a me decepcionar.


Entre praias e museus, algo mais

Instagramadas do período

Casa França-Brasil

RIO : Recorte do prédio em estilo neoclássico projetado pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny, na segunda década do século 19, e que teve muitas funções antes de passar a abrigar a Casa França-Brasil, a partir de 1990.

Do meu Instagram

BRASÍLIA: Entrada do Museu Nacional Honestino Guimarães, um projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer.

Luciana Whitaker e Clarice Falcão

Making of: Luciana Whitaker fotografa Clarice Falcão para a Revista da Cultura. Sairam dessa sessão as fotos que ilustram minha entrevista com a multiartista recifense radicada no Rio. Seu primeiro álbum de estúdio deve chegar às lojas entre abril e maio.

Praia do Pepê Barra da Tijuca

RIO, Barra da Tijuca : Outro cair de tarde na Praia do Pepê

Instagram – Fotodiário

 
Acessório para registros nas cidades

 
Barra da Tijuca

Praia da Barra da Tijuca com feições de antanho: Primeiras inscursões

 

Nunca pensei que me renderia ao Instagram. Considerando-se o fato de que antes de ser jornalista (e quase antropóloga), cheguei a pensar que faria carreira como fotógrafa, é de se esperar que o brinquedinho não entusiasme assim, logo de cara. Para que se entenda, faço um ligeiro retrospecto: fotografo regularmente desde os 17 anos. Ou seja, desde que fiz um curso na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e (por ter passado no vestibular) ganhei de meu pai e de minha avó um laboratório PB e uma câmera Canon semi-profissional. A partir daí e entre uma bolsa do CNPq de pesquisa em antropologia visual e o estágio como fotógrafa em dois jornais, não parei mais de fotografar. Apenas a compreensão de que não quereria fazê-lo profissionalmente é que demorou a acontecer.

Voltando ao Instagram : assumindo-se, de um lado, o que há de diletante no uso de uma câmera de celular e, de outro, enxergando-se seu valor como ferramenta cheia de limitações, a pergunta que se coloca é: por que não ?
Assim, a partir de agora, usarei o aplicativo como acessório adicional ao que aqui já funciona como um “diário fotográfico”. Para quem pretenda me seguir também por lá minha ID é @ drixpaiva.

 

+ Instagramadas

 

graffiti em Ipanema by Marcelo Ment e cia.

Grafite na Farme de Amoedo: Arte por Marcelo Ment, Ottis, entre outros.

Praia do Pepe - Barra

Na Praia do Pepê, aproveitando breve aparição do sol.

Praia da Barra - Outono 2012
A luz vespertina dos dias outonais é ótima, a propósito, para explorar texturas.

Sábado no Leblon Botafogo

Na Delfim Moreira, celular em punho: Ousando aproximações.


Fotos por Adriana Paiva ©

 

 

Sorveteria Frutos do Cerrado

Frutos do Cerrado

Loja da Barra da Tijuca é uma das quase cem pertencentes à rede nascida em Goiânia

Achar a Frutos do Cerrado numa portinha, espremida entre uma loja de aluguel de bicicletas e edifícios residenciais, não é tarefa das mais fáceis. Para quem não conhece esse pedaço da Barra, mais simples dizer que a loja fica quase na esquina do burburinho de bares da Olegário Maciel.

Ambientação não é o forte do lugar, mas se você já esteve numa das sorveterias mais famosas de Santos (SP), deve saber que apuro decorativo nem sempre contribui para a fama dos estabelecimentos. A santista Royal, aliás, guarda muitas semelhanças com a filial carioca da Frutos do Cerrado. As duas, além de funcionarem em espaços físicos ínfimos, desprovidos de qualquer cuidado estético, ficam muito próximas da praia. E o mais importante: ambas têm como forte os sorvetes de fabricação própria.

Longe de ser novata no ramo, a Frutos do Cerrado, marca da Frutos do Brasil, tem matriz em Goiânia e cerca de cem filiais espalhadas por sete estados. E embora o nome possa induzir à outra interpretação, seus sorvetes também são feitos à base de frutos típicos de outras regiões que não o centro-oeste, como o açaí e o cupuaçu, nativos da Amazônia.
Ainda que competir com a Mil Frutas, considerada por especialistas em assuntos gastronômicos, ano após ano, a melhor sorveteria do Rio de Janeiro não seja embate para fracos, os donos da marca goiana poderiam bem considerar fazer melhorias físicas em sua loja carioca. Clientela pronta a aplaudir a iniciativa é o que não iria faltar.

Por ora, fica a dica desta taurina — amiúde , mais esteta do que gulosa : considerando que o espaço interno da sorveteria não comporta mesmo muitos clientes, peça sua casquinha, atravesse a rua e vá tomar seu sorvete olhando o mar. Foi exatamente o que eu fiz quando estive lá dia desses. Depois de pedir uma bola de meu sabor preferido: açaí (amargo demais para meu gosto), voltei à loja e fiz uma segunda escolha:  cupuaçu, cremoso no ponto certo e numa casquinha perfeitamente crocante.

Serviço :

  • Sorveteria Frutos do Cerrado : Avenida do Pepê, 760, loja B – Barra da Tijuca. Fone (21) 2491 4966



Quarta-feira de sol no Rio de Janeiro

E o dia está para kitesurf

 

Kite surf - kitesurfe esporte esportes aquáticos Fotos Adriana Paiva

Praia do Pepê : Praticantes do esporte e banhistas em coexistência alegre e pacífica

O sol voltou a dar o ar da graça. Para alegria das dezenas de kitesurfistas que ontem salpicavam o mar e lotavam as areias da Praia do Pepê. Entre praticantes de longa data, turistas aprendizes e simples espectadores, havia gente de todo tipo por ali.
Se você tem vontade de se aventurar na modalidade esportiva e essa será sua primeira vez, saiba que é imprescindível passar por pelo menos duas aulas (os primeiros 30 minutos gratuitos e R$ 200 a aula à vera).
Afora isso, segundo Francisco Ferreira, o “Frajola”, proprietário da K08 Surf Club, uma das escolas que mantêm quiosque no local, saber nadar e ter entre 10 e 70 anos são as únicos pré-requisitos para partcipar das aulas.

Além desse trecho da Barra da Tijuca, que se estende por 200 metros, não há outra área no Rio de Janeiro em que a prática do kitesurf seja autorizada pela Prefeitura. Ou seja, se a ideia é viver uma nova experiência e se divertir de maneira segura, é ali mesmo que você deve começar.
E ainda que você não seja dado a tais ousadias, vale sentar na areia, muito limpa nesse trecho de praia, e observar o espetáculo das pipas colorindo o céu.

Kite Surf na Praia do Pepê

Escolas fornecem equipamento para prática do kitesurf em área autorizada pela Prefeitura do Rio

INFO

Aulas de kitesurf :

  • K08 Surf Club : (21) 2494 4869
  • Mormaii Kitepoint : (21) 8859 2112

 

À procura de uma agenda

Outra missão hercúlea

 

Livraria da Travessa

Livraria da Travessa no Barra Shopping: Véspera do réveillon

Por poucos, raros motivos, abdico de minha tranquilidade para enfrentar uma ida ao quase sempre cheio e tumultuado Barra Shopping. Se, normalmente, essa é tarefa que me soa hercúlea, que dirá em véspera de réveillon. Pois foi justamente o que fiz à iminência da virada para 2012. E por uma daquelas raras razões especiais: a Livraria da Travessa. Mas não fui lá, como de costume, em busca de lançamentos literários e sim decidida a encontrar uma agenda com a qual me identificasse.

Na véspera do Natal, havia procurado em filiais de Cantão, Colcci, Ellus e Osklen, na Barra e no Rio Sul  e…nada ! Várias das grifes que, habitualmente, lançavam suas agendas perto das comemorações de final de ano, neste 2011 não o fizeram. Sinal dos tempos ? Estarão as pessoas preferindo organizar seus dias em iPads, smartphones, netbooks? Eu não. Embora até tenha tentado, continuo a preferir os velhos e bons caderninhos, divididos por datas/horários — e, de preferência, com algo belo entremeado às informações essenciais.

Enfim, mas na minha ida à Travessa, igualmente, certa decepção. A gôndola reservada às agendas já estava um tanto reduzida quando resolvi vasculhá-la entre Keith Harings e Man Rays. Ao final e ao cabo, saí de lá sem uma agenda para pautar-me no novo ano.

Em tempo: Um excepcional 2012 aos que por aqui venham desaguar !

De caminhadas pela orla carioca

 

Observando modos e manias

 

Copacabana - Posto 6


Praia do Pepê - Barra da Tijuca

Barra da Tijuca

Urca

 

Nas fotos  — de cima para baixo : 1 – A inevitável indagação: conseguiria a moça aproveitamento razoável de sua leitura com o sol já quase a pino ? (Copacabana, Posto 6. Primavera 2011). 2 – Reunião de fim de tarde (Praia do Pepê, Barra da Tijuca). 3 – Ainda Barra da Tijuca. 4 – Com esta talvez inaugurasse uma série com o pomposo título “Quando os observadores tímidos saem a passeio”. O subtítulo seria “Eles detêm-se sem invadir”. (Urca, Avenida Portugal). Fotos por Adriana Paiva ©.