Dias de Pauliceia

 

Organizada e intensamente

Inaugurando junho na mais positiva das disposições

Fotos por Adriana Paiva

Praça Carlos Gardel e Rua Curitiba: No Ibirapuera, vizinhas ao local onde me hospedo

Fazer com que meus planejamentos pré-viagem caibam nessas curtas permanências em São Paulo é sempre um desafio. Mas minha localização, no Ibirapuera – tangenciando os bairros Paraíso e Jardim Paulista -, torna tudo muito mais fácil. Meu preparo físico, preciso não ser modesta, também tem lá sua cota de contribuição na maneira como desfruto essas minhas temporadas paulistanas. Embora costume priorizar o deslocamento por metrô e pegue táxis, aqui e ali, raramente me furto a uns bons minutos de caminhada. Pelo contrário. Flâneuse de longa data que sou, explorar a pé as cidades que visito (por mais que eu já as conheça) costuma ser um dos pontos altos de minhas viagens.

As rotas a considerar são muitas: abastecer-me de notícias locais na banca da Praça Carlos Gardel, seguir rumo ao Parque Ibirapuera – de bike ou a pé. E lá, escolher: Museu Afro Brasil? Ou andar um pouco mais até o MAM? Nessa viagem, contudo, minha prioridade era visitar a mostra “Modos de Ver o Brasil – Itaú Cultural 30 Anos”, um recorte do acervo artístico do Itaú Unibanco, com mais de 750 obras distribuídas pelos quatro andares da Oca.

Oca Parque Ibirapuera

Parque Ibirapuera: Colegiais na entrada do Pavilhão Lucas Nogueira Garcez / OCA, espaço expositivo projetado por Oscar Niemeyer; quinta-feira, 1º de junho

Mas, dependendo do planejado, também posso pegar o caminho inverso: subir a Abílio Soares, desviar pela Travessa Tutoia, galgar a Teixeira da Silva até a Gêmel, onde costumo fazer uma parada estratégica para um café, e dali seguir até desembocar na Avenida Paulista. E uma vez lá, quem me conhece sabe bem, o céu é o limite. Dessa feita, no entanto, a estrela era a Japan House, inaugurada no início de maio.
Enquanto a tarde caía, fiz uma escala ligeira na Casa das Rosas, a caminho do Itaú Cultural, onde a visita pautada era à “Ocupação Conceição Evaristo”.
Terminei a noite na Paulista dando uma chegada na Reserva Cultural, onde acontecia o coquetel de abertura da 6ª Mostra Ecofalante.

Fotos por Adriana Paiva

Japan House:  A instalação do artista Chikuunsai IV Tanabe integra a mostra “Bambu – Histórias de um Japão”  (até 9 de julho) 

Reserva Cultural

Reserva Cultural: 6ª edição da Mostra Ecofalante teve abertura para convidados na quarta-feira (31/5). Programação com filmes de temática ambiental vai até 14/6

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Outras notas paulistanas

 

Diário ilustrado

Junho de 2016 * Via Instagram

Bairro do Ibirapuera, foto da jornalista Adriana Paiva, fotos, Instagram da jornalista carioca Adriana Paiva, Drixpaiva, bairros paulistanos,

Chamam-na de “cinzenta”. Eu, de meu lado, nunca me ressenti de falta de verde em São Paulo. Em Moema ou no Campo Belo, bairros onde morei, como aqui, no Ibirapuera, onde estou hospedada agora, o que não falta são jardins e praças, como esta simpática Carlos Gardel, mantida, com muito esmero, pela  APRACE, ‘Associação dos Amigos das Praças da Rua Curitiba e Entorno‘ (Sexta-feira, 24/6).

Ciclovia da Paulista, Foto por Adriana Paiva, paulistanos, blog da jornalista Adriana Paiva, São Paulo Ilustrada, Pauliceia, ciclovias,

Também eu, enfim, pedalei pela Paulista. Não poderia voltar para o Rio sem tê-lo feito. Não foi sobre uma “laranjinha”, como eu teria querido, mas valeu ! (Quinta-feira, 23/6)

MASP, visitação de escolas, crianças, alunos, jardim de infância, SP,

Fruição artística se aprende é de pequeno. Crianças da escola Jardim São Luiz I durante visita à exposição “Histórias da Infância”, hoje à tarde, no MASP (23/6).

Inverno paulistano

Via Instagram

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Quando desembarquei em São Paulo, um pouco depois do meio-dia, a temperatura no bairro do Campo Belo estava perto dessa marca. Enquanto a chuva não caiu, essa foi uma média bastante agradável para flanar pela Paulista, o que fiz entre uma visita à Casa das Rosas e outra ao Itaú Cultural.