Diante de soluções imperfeitas

Movimento para mudanças

Depois de 16 anos hospedando um de meus sites na Locaweb

Reportagens publicadas - Renitência taurina

Portfólio de publicações: Acima, uma das matérias que escrevi para a Revista da Cultura

Mantenho um site hospedado na Locaweb desde 2001. E, neste contrato ininterrupto de 16 anos, segundo recordo, no mesmo plano “Hospedagem Profissional II”.
Dando corda ao que há de mais taurino em minha personalidade, precisei fazer testes por tempo suficiente, até poder admitir que, desde que deixei de trabalhar com assessoria de imprensa, essa solução já não corresponde mais às minhas necessidades. Para se ter uma ideia, no antigo website da Verve, chegamos a criar até hotsites para os nossos assessorados, com recursos, entre outros, o de enviar cartões postais eletrônicos.

Quando decidi que passaria a atuar como jornalista freelancer, contratei uma empresa de webdesign para criar um outro site. Quis manter, nesse meu portfólio de matérias publicadas, a mesma autonomia que eu já experimentava atualizando o site da assessoria. Isto é, podendo subir textos e imagens, sem precisar recorrer a um webmaster. Estabelecido isso, não pensei mais a respeito. Tenho razoável liberdade para fazer alterações e publicar o meu material? O sistema está funcionando? Então, ótimo!

 Cliente Locaweb

Painel do cliente Locaweb: O plano do meu contrato

E daí, por achar que essa ainda era, para mim, a melhor solução profissional – no tocante, sobretudo, ao funcionamento do site e à administração de mensagens -, continuei pagando por um plano de hospedagem (‘print’ acima) que pressupõe que eu use “e-mail marketing”, 80 caixas postais, além de outros 200 domínios – o que, obviamente, está longe de ser a minha realidade.
Em fevereiro, solicitei à Locaweb ‘downgrade’ de plano.  A resposta dada, àquela altura, era que, como o sistema estava com problemas para efetuar a operação, no lugar da migração do plano, eles me concederiam um bônus — o que ocorreu até abril passado. Neste mês, sem qualquer aviso prévio, a cobrança voltou a vir com o valor de antes da solicitação de ‘downgrade‘. Valor, a propósito, muito acima do que os concorrentes praticam para os serviços/recursos que a Locaweb afirma me prover – maior parte dos quais, convém frisar, eu não utilizo. Paguei o boleto, claro. Inconformada, é óbvio.

Minutos depois de eu pagar a fatura e fechar o ‘bankline‘, o telefone tocou. Ora, ora, se não era da Locaweb. A funcionária confirmava as restrições técnicas para realizar o ‘downgrade’ e, além de reiterar que a empresa não tinha um prazo para tal, me informava da concessão de um novo bônus, a vigorar pelos próximos três meses. Bem, talvez esse seja o mínimo de deferência possível para com um cliente com tanto tempo de contrato.
Mas, enfim, a considerar a imperfeição das soluções e o stress que já me causam, vamos ver o que decido a partir daqui. Vontade de mudança e domínios reservados não me faltam.

sites da jornalista Adriana Paiva site hospedagem experiência jornalística cliente clientes assessoria de comunicação reportagem reportagens publicadas portifolio portfólio de publicações WEB

Simples e funcional: Painel por onde, atualmente, faço ‘upload’ de minhas matérias. 

Terças Musicais do CCBB violão 7 cordas Pixinguinha músicos clientes assessorados reportagem cultural Registro.Br

Da época da assessoria de imprensa: Projeto “Sete Cordas – Um Violão Brasileiro“, que esteve em cartaz no CCBB de São Paulo. 

 * * *

Com a deixa do aniversário

 

#SP462anos

 

De volta à polêmica: Grafite X Pichação

2015 BestNine

A “deferência” que chamou a atenção do grafiteiro argentino Tec (http://arte.folha.uol.com.br/saopaulo/2016/sp-462anos/), chamou também a minha, em diversas ocasiões, ao caminhar pelas ruas São Paulo, quando ainda morava lá – como comprovam as fotos, feitas em diferentes momentos do ano de 2005. Na advertência afixada às janelas de um prédio do Centro, por exemplo, quase tanto quanto o tom cerimonioso, saltava aos meus olhos a grafia incorreta com que eram referidos a ação e seus respectivos autores.

Nesse mesmo especial da Folha, entre as razões para amar SP, o tópico anterior destaca: “Quando havia uma tendência de repelir a arte de rua, São Paulo foi na contramão e aceitou os desenhos em seus muros”…

Interessante pensar a respeito. Inclusive porque, se aprendi a apreciar “graffiti”, isso se deu, justamente, nos anos em que morei em São Paulo. Mas foi preciso cultivar em mim uma disposição para tal. É claro que contei, inicialmente, com uma ajuda decisiva nesse sentido: quando ainda trabalhava como assessora de imprensa, minha empresa atendeu uma ONG com diversos projetos na área.

Mas, continuei, depois, a sair pela cidade, com uma câmera em punho, pelo simples prazer da exploração. Guiada pela intenção de descobrir novos artistas, passei a fotografar muros grafitados, do Cambuci (bairro de origem d’Osgemeos) à Vila Madalena. Até então, preciso admitir, tinha uma profunda má vontade em relação à arte urbana que se fazia no Brasil. E, principalmente, um olhar muito contaminado por tudo o que a escola do “pixo” representava em São Paulo.
Do aspecto da demarcação de território àqueles mais óbvios (destruição de patrimônio público, poluição visual), continuo não encontrando senão motivos para deplorar as ações dos “senhores pichadores”. Diferentemente, ao que parece, do francês citado no especial. O documentário “Pixo” (dirigido pelo fotógrafo João Wainer), a propósito, só veio a reforçar essa minha postura refratária.

 

Por onde andará ?

 

Via meu perfil no Facebook

 

Péri no Sesc Pompeia

Péri em apresentação do show Samba Passarinho: Sesc Pompeia, 2005

 

Desses dias em que acordo nostálgica – e não são poucos, como bem o denuncia minha timeline. Hoje, não sei qual foi a deixa, quis saber: onde andará o Péri? Fui atrás e reencontrei-o aqui. Conheci o músico baiano na época em que fizemos assessoria de imprensa para projeto que o também músico Carlos Careqa levou ao CCBB de São Paulo. “Novo de Novo – O Brasil de Pixinguinha” reuniu no palco paulistano, em 2003, entre outros, feras como Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, Belchior, Vitor Ramil e Marcelo Vianna, neto de Pixinguinha.

A TV Cultura gravou os espetáculos e exibiu-os no programa Jazz & Cia. E aqui, a segunda parte, traz show e entrevista com o saudoso Itamar Assumpção.

.

 

Foto: Divulgação.