Acuidade visual pós-transplante
alta miopia
Uma nova córnea
Comentei aqui o problema oftalmológico pelo qual passei em agosto de 2021. Pois aquela úlcera de córnea acabou por deixar uma cicatriz comprometendo todo o chamado eixo visual de meu olho direito.
Entre o segundo semestre de 2021 e até meados de 2022, me consultei com diversos oftalmologistas. Apenas um deles, indicado a nós como sendo um luminar no assunto, e que me atendeu logo após o incidente com a lente de contato — em uma avaliação que hoje sabemos ter sido irresponsavelmente precipitada —, descartou a necessidade de um transplante.
Mais de uma dezena de consultas após aquela (para tratar, inclusive, do problema original), alguns meses depois, já com o diagnóstico fechado de “cicatriz corneana (leucoma central) no olho direito, sem possibilidade de tratamento clínico, e baixa visão do olho esquerdo, devido a 19.75 graus de miopia”, a única intervenção que me restava enfrentar seria mesmo o transplante.
Marcamos, então, uma consulta preliminar no BOS – Hospital Oftalmológico e Banco de Olhos de Sorocaba, centro de referência na área. Após confirmação do diagnóstico, o médico que me atendeu na ocasião inscreveu-me na fila de receptores de córnea do Estado de São Paulo. Fui chamada para o transplante em setembro de 2022.
Desde então, venho sendo acompanhada por uma excelente oftalmologista aqui, no Rio.
Também a propósito da experiência, fiz esta publicação no Instagram:
FELIZ 2023 ☆
“Quis que meu último post de 2022 fosse uma coletânea de fotos de épocas variadas de minha presença nesta e em outras redes. A ideia é me despedir de um ano cujo maior desafio foi, sem dúvida, ter precisado passar por um transplante de córnea. Voltando a enxergar como antes do problema que me afligiu, só tenho a agradecer. À família do doador da minha nova córnea, esteja onde estiver, à minha família, sempre presente, aos médicos que me trataram, e a todos que, de perto ou de longe, torceram por mim.
Que venha 2023! E que nos encontre fortes e aptos aos maravilhamentos que dão sentido à existência.”
* * *
Lentes de contato, um desafio quase diário
Medidas prescritas para minhas lentes de contato. No alto, em março de 2014; embaixo, em julho de 2007
Quando uma operação trivial como colocar um par de lentes de contato nos olhos chega às raias do suplício. Uso lentes desde a adolescência e sempre preferi as gelatinosas pela razão óbvia de serem mais confortáveis. Dentro dos olhos elas são o que têm de ser: translúcidas, comportadíssimas, umas graças. Mas antes de entrar ali…nem sempre. Nos dias em que se tem mais pressa, por exemplo, elas podem calhar de dobrar ao meio, em quatro, se dependurar nos cílios ou, simplesmente, capotar pia abaixo. Agora, imagine se a pessoa tem surreais 19 graus de miopia no olho esquerdo e, para piorar só um pouquinho, também é destra. Por essas e por outras é que continuo preferindo sair de casa com lente apenas no olho direito, que tem pouco mais de 6 graus e é, afinal, a visão com a qual posso contar.
Já que amplifiquei o desabafo: quando meu olho fica irritado, após seguidas tentativas frustradas de colocar-lhe a lente, nenhuma solução tem sido tão eficiente e curativa quanto uma ou duas gotas de colírio Acular.
E outra: recentemente, troquei o OptiFree pelo Renu e estou muito mais satisfeita com a limpeza e conservação de minhas lentes.


